A Pro Matre é Recertificada pela JCI

A Joint Commission International (J.C.I.) é a organização (sem fins lucrativos, norte-americana) que concede um selo que certifica padrões de qualidade em serviços de saúde mais importante do mundo. A comissão atua com imenso reconhecimento em mais de cem países e sua certificação atesta a excelência das instituições com relação à qualidade do atendimento e à segurança dos pacientes.

Informações obtidas na avaliação da comissão internacional são utilizadas para atualizar os princípios da acreditação periodicamente. E esse é o quarto ano consecutivo que a Pro Matre Paulista é acreditada pela minuciosa auditoria. O primeiro selo de comprovação da mais alta qualidade em serviços, comparados aos de todo o mundo, foi conquistado pela maternidade no final do mês de abril de 2015, depois de passar por um complexo e planejado processo de melhorias, que começou anos antes, em 2013.

Inúmeros ajustes em diversas áreas da unidade foram realizados nesse período. Receber essa certificação realmente requer altos índices de esforços, uma vez que todas as práticas de atendimento são rigorosamente analisadas por consultores especializados da J.C.I. Estruturas gerais, protocolos de tratamento, controle de infecções, manutenção de equipamentos, gerenciamento de processos, atenção e cuidados com os pacientes, são alguns dos importantes requisitos avaliados pelos especialistas.

Para estar dentro dos níveis de alto padrão exigidos pela auditoria da comissão, que atua há mais de cinquenta anos no ramo, a Pro Matre Paulista atravessa extensos e criteriosos processos de modernização mundial. A equipe de trabalho da unidade é multidisciplinar, passa por sérios procedimentos de preparo e educação, desenvolvimento de competências e transferência de conhecimentos. São persistentes os cuidados da instituição com a gestão, com as qualificações profissionais e com a infraestrutura da maternidade mais tradicional de São Paulo. É uma grande satisfação e motivo de orgulho para todos da Pro Matre Paulista a aprovação mais uma vez no processo, que eleva ainda mais a qualidade no atendimento a mães, bebês e familiares.

Toda a equipe está altamente engajada, diariamente, para manter um claro objetivo: oferecer às pacientes a melhor qualidade em serviços que existe, desde a chegada à unidade, até o momento de receber a alta.

                                        

Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya: O Que Preciso Saber para Evitar as Doenças

Com o Verão e o atual alerta sobre a Febre Amarela, a população acaba deixando de lado outras ameaças como Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, buscamos orientações com o Dr. Livio Dias, infectologista da Pro Matre Paulista.

O que são arboviroses?

São um conjunto de doenças virais que têm em comum o fato de serem transmitidas por artrópodes, como mosquitos por exemplo, disseminadas por todo planeta à exceção das regiões dos polos.

São mais de 500 tipos de arbovírus, e no Brasil, em anos recentes, Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela ganharam importância e repercussão nacional e internacional em vista do número de casos.

 

Quais são os sintomas dessas doenças?

Dengue
A primeira manifestação da doença costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele, náuseas e vômitos. A maior parte das pessoas, após quatro ou cinco dias do início da doença, apresenta uma melhora dos sintomas com recuperação total após essa fase inicial.

Em uma minoria dos casos, depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada popularmente de Dengue hemorrágica ou Dengue grave. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos e outros sintomas.

Chikungunya
A primeira fase da Chikungunya, chamada de aguda ou febril, dura até o décimo dia de doença. Os principais sintomas dessa fase são: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, manchas na pele, fadiga, náuseas, vômitos, dores musculares.

Após esse período inicial, alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares, a febre desaparece, caracterizando a segunda fase da doença, ou fase subaguda, com duração de até 3 meses.

Quando as dores se perpetuam por mais de 3 meses, os doentes atingem a chamada fase crônica. Nessa fase, que acomete até metade dos indivíduos, os principais sintomas são as dores articulares, muitas vezes com limitação dos movimentos, inchaço e eventualmente deformidades nas articulações. Outros sintomas incluem queda de cabelo, depressão, alteração do sono, alterações visuais entre outros sintomas. A fase crônica pode perdurar por até 3 anos.

As formas graves e complicações da infecção pelo CHIKV acometem mais comumente pessoas com outras doenças, chamadas comorbidades, crianças, em especial as mais jovens, idosos e indivíduos em uso de algumas medicações.  Ocorrem com frequência variável e são principalmente as seguintes: convulsões, dores fortes, Insuficiência cardíaca, tromboses, problemas respiratórios, hepatite, falência renal e hemorragias.

Zika
Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. A maior parte dos indivíduos, cerca de 80 %, após se infectar com ZKV não desenvolverá qualquer sintoma da doença. Os sintomas de infecção pelo ZKV, quando presentes são: Febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, Dor muscular (mialgia), Dor de cabeça e atrás dos olhos, Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés, Conjuntivite: um quadro de vermelhidão e inchaço nos olhos, mas em que não ocorre secreção. Outros sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem: dor abdominal, diarreia, constipação, fobia a luz e pequenas feridas na boca. Os sintomas costumam ter duração de cerca de 2 a 7. Em casos eventuais, as dores nas articulações podem persistir por volta de 1 mês.

Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave, porém, em alguns casos, pode cursar com poucos ou sem sintomas. Quando presentes, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que se iniciam cerca de 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor. Os sintomas tendem a desaparecer após o terceiro dia de doença e, após um breve período de melhora, alguns indivíduos podem evoluir para a forma mais grave. Na forma grave, ocorrem danos ao fígado e aos rins, a pele se torna amarelada e é possível que surjam sangramentos.

Importante notar que os sintomas dessas doenças se sobrepõem, e podem ser semelhantes também a outras doenças que não arboviroses. Um diagnóstico adequado é feito por profissional de saúde capacitado, com conhecimento sobre a situação de circulação desses vírus em uma determinada região e em um determinado período de tempo, se valendo também de exames laboratoriais complementares.

Existem vacinas para essas doenças?
Existem vacinas disponíveis para dengue e febre amarela.

A vacina de dengue está licenciada para uso em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade. Pessoas com deficiência no sistema de defesa, gestantes, mulheres amamentando e pessoas com alergias graves aos componentes da vacina não devem ser vacinados. Recentemente houve uma alteração na recomendação para vacina de dengue atualmente disponível e a mesma não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.

A vacina da febre amarela, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, está crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas em relação a vacinação da febre amarela:


Se eu moro em uma área de risco, o meu bebê pode ser vacinado logo ao nascer?
Não há recomendação de vacinação de recém-nascidos. Alguns estudos demonstram que a vacinação em menores de 6 meses esteve relacionada a uma maior chance de complicações, além de pior resposta protetora da vacina. A vacina está indicada a partir de 9 meses vida e em situações especiais pode ser indicada para bebês a partir dos 6 meses de vida.

É importante ressaltar que mães vacinadas mesmo antes do início da gestação, passam anticorpos, que são um tipo de defesa natural, para o feto através da placenta. Esses anticorpos conferem certa proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

Nas crianças menores, que não podem ser vacinadas, devemos manter medidas preventivas contra as picadas de insetos, como o uso de roupas compridas e claras, uso de repelentes (ver recomendação do fabricante), manter portas e janelas fechadas, uso de mosquiteiros e evitar regiões de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus, são especialmente importantes. 

No cenário atual da doença, as gestantes devem se vacinar?
Usualmente as gestantes não devem ser vacinadas para a febre amarela. Em situações especiais de risco, que deverão ser avaliadas individualmente, a vacina pode ser eventualmente indicada para gestantes. Vale reforçar que as medidas protetoras acima citadas contra a picada do mosquito transmissor e deverão ser utilizadas particularmente por aqueles com impossibilidade de receber a vacina.

Vacinei-me para febre a amarela e não sabia que estava grávida, quais os riscos e o que devo fazer?
Ainda que não recomendada na rotina para mulheres grávidas, quando utilizada na gestação, a vacina não demonstrou correlação com malformações do bebê e nem maior risco de abortamento. Caso tenha recebido a vacina inadvertidamente durante a gestação, informe ao seu médico para que ele faça um acompanhamento adequado.

Na amamentação, qual a recomendação em relação a vacina para febre amarela?Mães amamentando bebês com menos de 6 meses de vida, como regra geral não devem ser vacinadas. Porém, aquelas que vivem ou necessitam circular em áreas de risco, poderão ter que se vacinar. Nessa situação, a amamentação deverá ser interrompida por 10 dias após a aplicação da vacina.

Mães que amamentam bebês maiores de 6 meses não necessitam interromper o aleitamento, caso recebam a vacina.

O que é dose fracionada?
A dose fracionada é uma dose da vacina menor em relação a habitual, porém com a mesma capacidade de gerar proteção. Dessa forma é possível vacinar um número maior de pessoas, sem comprometer a eficácia da imunização. O tempo de proteção fornecido pela dose fracionada é de pelo menos 8 anos e é possível que os vacinados com a dose fracionada tenham que receber uma outra dose no futuro.

Quem vai tomar a dose fracionada?
A vacina fracionada, a princípio, será adotada em alguns municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No entanto, a dose fracionada não está indicada para todos os indivíduos com recomendação de vacinação. Crianças de nove meses a até 2 anos, pessoas em situações de saúde especiais que comprometam a resposta do sistema de defesa, gestantes (quando orientada por profissional de saúde) e viajantes internacionais deverão receber a dose padrão.

Como me prevenir contra a picada de mosquitos transmissores dessas doenças?Existem grandes diferenças no ciclo de vida e comportamento dos mosquitos que transmitem atualmente a febre a amarela e as demais doenças (Zika, Dengue e Chikungunya). No caso da febre amarela, os mosquitos responsáveis pelos casos atuais, concentram seus hábitos em áreas de muita vegetação. Já o Aedes, principal transmissor de Dengue e, Zika e Chikungunya, tem hábitos mais urbanos.

As recomendações abaixo incluem medidas de prevenção a picadas tanto do Aedes, quanto para as espécies de mosquito transmissoras da febre amarela.

Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. 

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Limpe as calhas
Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de Aedes, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento de mosquitos.

Coloque tela nas janelas
Colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra os mosquitos. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Cuidados com lagos caseiros e aquários
Peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos e, portanto, lagos e aquários representem um risco menor para proliferação do mosquito. O cuidado maior deve ser dado às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes
Repelentes são uma importante estratégia de proteção a picada de mosquitos. Recomenda-se, o uso de produtos industrializados, certificados pela ANVISA. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem forte comprovação científica de sua eficácia e não devem ser utilizados em substituição aos produtos aprovados pelas agências reguladoras para essa finalidade. Os produtos atualmente comercializados e autorizados como repelentes no Brasil podem ser utilizados na gestação e amamentação com segurança. O uso desses repelentes em crianças deve respeitar as restrições da embalagem e discutidas com o pediatra. A frequência e o modo de usar variam de um produto para o outro e também devem ser seguidas de acordo com a embalagem

Protetores solares podem reduzir a atividade dos repelentes. Quando usados ao conjuntamente, aplicar o protetor antes da aplicação do repelente.

Use de roupas protetoras
O uso de roupas que cobrem braços e pernas reduz a área de exposição corporal a picadas de insetos e configura uma boa estratégia de prevenção de doenças transmitidas por esses agentes. Alguns produtos do mercado, contém substâncias repelentes que aumentam a eficácia dessa estratégia.

Pessoas não vacinadas para febre amarela devem evitar as áreas de risco.
Pessoas que não podem receber a vacina ou que receberam a dose a menos de 10 dias devem ter especial atenção em evitar áreas de sabida circulação da doença.

Uso de Mosquiteiros
Em especial crianças menores de 6 meses e que, portanto, não podem receber a vacina da febre amarela, essa medida pode particularmente eficaz para aqueles que se encontram em áreas de risco. O uso de mosquiteiros também auxilia na prevenção de picadas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, para as quais não há vacina indicada nessa idade.

Como o Bebê está com 7 Semanas de Gestação?

Em que fase de desenvolvimento se encontra o bebê com sete semanas de gravidez? Perguntamos ao Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, médico corresponsável pelo setor de Medicina Fetal da Pro Matre Paulista.

“Durante a sétima semana de gestação, o embrião estará com aproximadamente 42-49 dias de vida”, conta o especialista.

“Neste momento não conseguimos observar muita coisa à ultrassonografia”, avisa, “porém sabemos que muita coisa ainda está se formando”.

Dr. Guilherme explica: “O sistema nervoso já se fechou completamente, o coração está formado e a cabeça já dá para ser avaliada quanto à formação de áreas chaves, como os ventrículos cerebrais, dando já para ver o cerebelo em desenvolvimento”.

Isso é possível graças a exames. “A ultrassonografia realizada pela via transvaginal auxiliada pela imagem 3D, torna possível esta identificação, e assim melhorar a avaliação entre a sétima e oitava semana de gravidez”, diz o médico.

Jovem descobre estar grávida 4 horas antes do parto

A imprensa mundial noticiou há pouco tempo o caso de uma garota britânica de 19 anos que descobriu estar grávida apenas 4 horas antes de dar à luz. Ela não ganhou barriga de gestante porque estava se submetendo a uma rigorosa dieta, emagrecendo 25 quilos em poucos meses.

É possível perceber que está grávida no último mês da gestação? “Sim”, afirma o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista. “Mulheres obesas, que acabam tendo ciclos menstruais irregulares e muitas vezes ficam meses sem menstruar, podem engravidar e não perceberem que estão grávidas”.

“Frequentemente isso acontece”, diz Dr. D’Auria; “O abdômen volumoso reduz a sensibilidade e portanto tudo se passa sem ela perceber”.

O que também pode ocorrer é uma condição psicológica. “Existem situações onde há uma negação da gravidez, uma vontade de esconder a gestação, e um processo psíquico toma conta desse momento, levando a um transtorno em que a mulher ignora a gestação”, conta o médico.

E quais os riscos que o bebê corre em situações como estas? “Ao não fazerem pré-natal, se desenvolvem diabetes gestacional colocam o feto e a saúde delas em risco. Também não investigam a formação dos fetos e não possuem informações sobre o binômio materno fetal. E ao chegarem ao hospital, se expõem a todos os riscos de um atendimento sem informações”, alerta o obstetra.

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Vídeo mostra bebê “escorregando” no ultrassom. É comum?

O vídeo acima viralizou por mostrar um bebê “escorregando” dentro da barriga da mãe. Parece incomum, mas será mesmo? Buscamos respostas com o Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, obstetra da Pro Matre Paulista.

Ele explica que o ato não é raro. “Neste tempo de gestação, final do primeiro trimestre, em torno de 11-14 semanas, o movimento típico do feto é baseado nesta forma de pêndulo principalmente, e outras na forma de cambalhota”.

Dr. Guilherme conta que a “escorregada” se deve ao momento da formação do feto. “Isto se deve à fase da gravidez em que se encontra o desenvolvimento neural e muscular, permitindo estes movimentos de deslize”.

“Nesta fase da gestação se realiza o ultrassom morfológico fetal de primeiro trimestre, onde se avalia, além da forma do bebê, o risco para doenças cromossômicas e cardiopatias congênitas, principalmente, além da anatomia e a movimentação adequada para a fase, e estes movimentos são o esperado”, esclarece o médico.

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A importância da presença da família na UTI Neonatal

A presença dos pais na UTI Neonatal é importante para que eles se sintam seguros quanto à saúde dos bebês neste período delicado. Por isso, cada vez mais é permitida a participação de familiares em práticas ou atividades na UTI Neo.

Para mostrar como isso funciona, a equipe do jornal O Estado de S.Paulo visitou a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Pro Matre Paulista.

Em períodos sem ondas de viroses, é permitido que os avós dos bebês visitem os recém-nascidos, como contou ao jornal Sheila Berton, mãe dos trigêmeos Vinicius, Barbara e Melissa. “São os primeiros netos. Todo dia de visita é sagrado. Meu pai (avô das crianças) até me cobra”.

Quem também tem um papel mais presente dentro da UTI Neo da Pro Matre são os pais, estimulando o vínculo paterno. “Temos um número grande de bebês de gestações gemelares e os pais se revezam. Cada vez é mais frequente”, relata a Dra. Edineia Lima, neonatologista e chefe da nossa UTI Neo.

Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e leia a matéria completa no site do Estadão.

Pais podem ter depressão pós-parto?

A Depressão Pós-Parto é uma condição exclusivamente materna ou pais podem sofrer dela?

A psicóloga Mariana Bonsaver, da Pro Matre Paulista, esclarece a respeito do tema.

De acordo com ela, os homens também estão expostos aos mesmos fatores que podem desencadear a condição nas mães.

“As mudanças provenientes de ter um bebê podem gerar sentimentos tais como ansiedade, insegurança e tristeza”, explica.

“De acordo com a intensidade e duração desses sentimentos”, diz Mariana, “pode-se falar num quadro de depressão pós-parto e que atinge não só as mulheres, mas também os homens”.

Pais de primeira viagem são mais suscetíveis. “Os novos pais também sentem-se pressionados e inseguros, pois têm que dar conta do bebê, da companheira e de questões de trabalho”.

Alguns outros fatores também podem influenciar no surgimento do quadro, conta. “Falta de apoio, dificuldades emocionais prévias. histórico de doença psiquiátrica e presença da Depressão Pós-Parto na companheira”.

“Além disso”, lembra a especialista, “os cuidados durante esse período são voltados ao recém-nascido e à mãe, sendo o pai deixado de lado em suas necessidades e em seus sentimentos”.

O relacionamento entre o casal pode ficar em segundo plano com a chegada da criança. “A nova mãe também está com sua atenção voltada ao bebê, o que pode causar um distanciamento em relação ao homem”.

“Outra questão a ser pensada é o fato de que, socialmente e culturalmente, o homem não tem espaço para sofrer, ou seja, expor sentimentos e fragilidades”, ressalta a psicóloga. “Infelizmente ainda é algo considerado como tabu para os homens”.

“Portanto”, alerta, “é importante dar atenção a esse pai em suas possíveis dificuldades.”

Os principais sintomas de Depressão Pós-Parto, enumera a especialista, são:

  • Tristeza

  • Excesso ou falta de sono

  • Excesso ou falta de apetite

  • Medo e insegurança

  • Dificuldade em se vincular com o bebê

  • Cansaço

  • Falta de interesse e de prazer por atividades

“O que determina o diagnóstico é a intensidade e a duração desses sintomas, ou seja, se alguns dos sintomas listados estiverem presentes e com duração maior do que um mês após o nascimento do bebê”, informa Mariana.

“Diante de qualquer alteração emocional ou de comportamento”, recomenda, “é fundamental buscar ajuda médica e psicológica para, assim, melhorar a qualidade de vida, a relação com o bebê e a relação do casal”.

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Gravidez no Verão: Cuidados na Praia

O verão está chegando e as futuras mamães querem curtir uma praia, mas aí surgem dúvidas: quais cuidados a gestante deve tomar para proteger o bebê e ela própria?

“Gestantes podem ir à praia sim”, afirma o Dr. Alberto D’ Auria, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista, “porém, a exposição ao sol deve ser pequena para evitar manchas na pele que não desaparecem mais depois do parto. O horário melhor seria entre 8h e 11h, quando os raios solares são saudáveis e não-nocivos”, recomenda.

Além disso, lembra o médico, não se deve esquecer do filtro solar ou bloqueador solar. “Lembrar que o filtro solar deve ser reaplicado a cada 4 horas e o bloqueador solar uma vez só por dia”.

Dr. D’Auria orienta também para ter atenção ao adquirir um bloqueador solar. “Filtro solar acima de 50 não é um bloqueador, é somente um filtro mais potente. Os bloqueadores são feitos à base de óxido de titânio; portanto, o raio solar chega na pele e volta sem penetrar”.

Outro cuidado importantíssimo: beba muita água. “A hidratação na praia, ou seja, no calor, é fundamental para garantir a quantidade de líquido amniótico e a saúde do bebê”.

E tomar banho de mar, pode? “Entrar na água é permitido desde que não existam complicações gestacionais como colo uterino com cerclagem, infecções vaginais e placentas com inserção de risco, como as placentas prévias”.

“O ideal”, diz o especialista, “é entrar na água e, em seguida, sair da praia para evitar umidade na região genital, terreno propício para candidíase e infecções urinárias”.

E por que as gestantes que vão para a praia têm mais infecções quando voltam? “Porque o sol reduz muito a imunidade e a desidratação facilita a instalação de vírus e bactérias. E o sol agredindo os lábios propicia mais facilidades para desenvolver herpes labial”, explica.

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A Importância do Pré-Natal para Reduzir o Risco do Parto Prematuro

O pré-natal é fundamental para uma gestação segura tanto para mãe quanto para o bebê. Mas o acompanhamento médico da gravidez pode ajudar a reduzir os riscos de um parto prematuro? Quem responde é a ginecologista e obstetra Dra. Paula Marin Petersen, coordenadora da Unidade Semi-intensiva da Pro Matre Paulista.

“70 a 80% dos partos pré-termo são espontâneos”, conta a médica, “ou seja, decorrentes de trabalho de parto ou ruptura de membranas pré-termo. Entre os fatores de risco para esses partos espontâneos prematuros podemos citar parto prematuro anterior, polidrâmnio, gestação múltipla, cervicodilatação precoce, colo curto, incompetência cervical, cirurgia cervical anterior, alterações uterinas anatômicas (miomas, útero unicorno), infecções sistêmicas na gestação e tabagismo”.

Já os outros 20 a 30% dos partos antes das 37 semanas, explica a especialista, “são decorrentes de antecipação do parto por risco à saúde materna ou fetal, como acontece em casos de pré-eclâmpsia grave, placenta prévia, restrição de crescimento fetal, centralização fetal ou descolamento prematuro de placenta”.

Por isso, afirma Dra. Paula, “o acompanhamento pré-natal eficiente é capaz de impactar consideravelmente na redução da prematuridade. No pré-natal, por meio de uma boa história clínica e exame físico, o médico irá identificar as pacientes com os fatores de risco para parto pré-termo, podendo acompanhá-las mais de perto e intervir quando necessário”.

“Medidas como realização de ultrassonografia com medida com colo uterino, orientação de repouso e afastamento de atividades de trabalho, solicitação de exames de culturas vaginal e urinária, suplementação de progesterona, cerclagem de colo uterino, prescrição de corticoide antenatal, tratamento de infecções, colocação de pessário ou mesmo encaminhamento para internação para inibição de trabalho de parto ou por suspeita de ruptura de membranas são alguns exemplos do que pode ser feito dependendo de cada caso”, relaciona a obstetra.

“Já naquelas pacientes com doenças na gravidez que podem levar à antecipação do parto”, explica a doutora, “um pré-natal rigoroso, com intervalo entre consultas reduzido, realização periódico de exames, orientação consistente à gestante, e um obstetra seguro, atualizado e que domine casos de alto risco faz toda a diferença, e vai conseguir manter a gestação intra-útero por mais tempo e com segurança materna e fetal”.

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Prematuridade: Quais são os Sintomas do Parto Prematuro?

A campanha Novembro Roxo surgiu para conscientizar a sociedade a respeito da Prematuridade. Por isso, chamamos a Dra. Carolina Burgarelli Testa, ginecologista e obstetra, para explicar quais são os sintomas do parto prematuro.

“O parto prematuro é aquele que acontece antes das 37 semanas de gravidez e é a principal causa de complicações neonatais,” conta a médica. “Em 25% dos casos, o parto pré-termo acontece por alguma condição materna ou fetal, mas em 75% das vezes acontece de forma espontânea”.

Mas há como identificar se a mulher tem maior chance de ter um parto prematuro?

“Durante o pré-natal”, explica, “o obstetra costuma identificar se a gestante apresenta fatores de risco para a prematuridade, como o antecedente de parto prematuro anterior, doenças maternas, gestações múltiplas, alterações do líquido amniótico, alterações no útero ou colo uterino, tabagismo, infecções, entre outras. Todavia, em torno de 50% das pacientes que apresentam trabalho de parto prematuro espontâneo não têm um fator de risco identificável e, por isso, é muito importante a identificação de sinais e sintomas que podem estar relacionados a um parto prematuro para que seja realizada uma avaliação médica”.

E quais são esses sintomas? “Os principais sintomas de parto prematuro”, diz Dra. Carolina, “são relacionados às contrações, que podem ser identificadas através do endurecimento do ventre materno, que persiste por alguns segundos, não relacionado à movimentação fetal”.

“Muitas vezes é difícil distinguir as contrações de treinamento das contrações efetivas. As contrações efetivas”, esclarece a especialista, “costumam ter um ritmo regular e persistem após o uso de analgésico, e, principalmente, produzem alteração no colo uterino (que só é detectável através de exame clínico”.

“Além das contrações regulares,” lembra a médica, “a paciente pode apresentar outros sintomas, como dor em peso em baixo ventre, dor lombar persistente ou irradiada para o abdome, alteração do conteúdo vaginal (corrimento aumentado, sangramento vaginal, perda de tampão mucoso, perda de líquido amniótico)”.

O importante, informa a doutora, é que “diante desses sintomas seja feita uma avaliação médica para que, caso seja diagnosticado um trabalho de parto prematuro (com dilatação precoce do colo uterino), o obstetra possa agir de maneira direcionada para tentar evitar o nascimento pré-termo ou, pelo menos, adiar o nascimento em tempo suficiente para que seja administrado à mamãe medicações para melhorar a condição do recém-nascido, como a betametasona para a maturação pulmonar fetal e a profilaxia antibiótica para reduzir o risco de sepse neonatal”.