Gestante pode fazer bronzeamento artificial: mito ou verdade?

É um mito. Durante a gravidez a pele da mulher fica sensível, aumentando o risco de queimaduras mais graves e do aparecimento de manchas.  Isso acontece porque os altos níveis de estrogênio e do hormônio melanocítico aceleram a pigmentação nesse órgão. Por isso, a exposição excessiva ao sol e procedimentos de bronzeamento artificial não são recomendados.

A falta de proteção no rosto pode provocar o aparecimento de manchas escuras, conhecidas como cloasma. É preciso ficar atento, pois esse é um sinal de que a pele reage mais do que o normal a luz solar. As manchas podem piorar ainda mais com o bronzeamento artificial.

Para se proteger, os especialistas indicam o uso de filtro solar com alta eficiência, chapéus e óculos escuros. Uma boa dica é não ficar em praias e piscinas entre às 11h e às 17h, período em que há maior incidência de raios ultravioletas. Além dos danos à pele, estudos apontam que os raios ultravioleta podem estar associados à deficiência de ácido fólico, substância essencial para o desenvolvimento do bebê. Isso porque o ácido fólico pode ser decomposto em partes menores pela luz solar intensa.

É verdade que os bebês devem dormir somente de bruços?

Isso é um mito. Os especialistas dizem que o mais indicado é colocar o bebê para dormir sempre com a barriga para cima. Essa posição diminui os riscos da morte súbita infantil.

Depois dos seis meses de idade, a criança costuma virar de bruços no meio da noite. Continue deitando-a de barriga para sempre e vire-a sempre que perceber a posição inadequada. A partir dessa idade, os riscos de morte súbita também diminuem. Essa fatalidade geralmente acontece entre dois e quatro meses, e os médicos ainda não sabem explicar completamente as causas para falecimento súbito.

É verdade que o leite materno ajuda a curar doenças oftalmológicas?


Sim. Essa prática é confirmada pelos médicos. Ao nascer, o sistema imunológico do bebê ainda não foi desenvolvido e ele recebe todos os anticorpos que terá no início da vida por meio do leite materno. Essas enzimas e proteínas servem como uma barreira para a invasão das bactérias que causam a conjuntivite e outras doenças.

Além de funcionar como o alimento mais completo para o bebê pequeno, o leite materno é uma substância livre de contaminação. Se a inflamação e a secreção do seu filho não melhorarem com essa medida, procure um médico para que ele indique um tratamento mais eficiente, com colírios antibióticos.

Em todos os  casos é fundamental higienizar as secreções com uma solução fisiológica a 0,9% estéril e uma gaze diferente para cada olho.

Agasalhar demais o bebê pode ser perigoso: mito ou verdade?

É verdade. Antigamente, logo depois de nascer, a criança ficava enrolada em muitos lençóis e cobertores durante dias. Esse costume parece ter influenciado algumas mães, que ainda se preocupam excessivamente em aquecer recém-nascido nos dias mais frios. Além de correr o risco de sofrer de Hipertermia (incapacidade de reduzir a produção de calor corporal), os bebês agasalhados mais do que o necessário se sentem desconfortáveis e irritados.

O suor é um bom indicador de que seu filho está com calor. Se as roupinhas estiverem molhadas, ele pode ficar resfriado e ter brotoejas. Outros sinais de que o bebê está muito agasalhado são: inquietação, rosto vermelho, transpiração e febre.

O sistema que regula a temperatura do corpo do bebê (sistema termorregulador) ainda está em desenvolvimento nos primeiros seis meses de vida. Por isso, é importante não deixá-lo sentir frio ou calor em excesso.

Lembre-se que em dias mais frios o bebê pode apresentar um pouco de febre por estar muito agasalhado. Tire uma peça de roupa dele, e, depois de meia hora, confira se a temperatura voltou ao normal. Provavelmente, a febre terá passado. Se isso não ocorrer, leve-o ao médico imediatamente. Nunca medique a criança sem a orientação de um profissional.

Dormir de olho aberto faz mal: mito ou verdade?

Muitos pais acreditam que dormir de olhos abertos faz mal ao bebê, pois pode ressecá-los. Isso é mais um mito. Esse fenômeno é chamado de lagoftalmo noturno e é bastante comum em crianças muito pequenas. Além disso, não traz consequências sérias para elas e deve desaparecer sozinho depois do primeiro ano de vida.

A causa desse hábito estranho ainda não é conhecida. Uma das hipóteses é que os músculos responsáveis pelo fechamento das pálpebras ainda não se desenvolveram por completo nessa idade. Em casos raros, o fenômeno pode ser causado por uma malformação congênita na pálpebra.

Dormir de olho aberto pode ser hereditário. Se você perceber o lagoftalmo noturno no seu filho, pergunte ao seu parceiro (a) se ele(a) já viu você dormindo dessa mesma forma. Se isso acontecer, procure um oftalmologista para verificar se está tudo bem.

Além do lagoftalmo, é preciso ficar atento para a ocorrência de conjuntivites de repetição ou presença de secreção no olho. Esses sintomas podem indicar um processo inflamatório mais complicado. Consulte seu médico.

É verdade que os bebês têm mais alergias no inverno?

Médicos norte-americanos confirmaram essa afirmação a partir de um estudo que avaliou 1.002 crianças com queixa de alergia alimentar, de zero a cinco anos, ao longo de seis anos. A pesquisa aponta que os casos de alergia eram 53% maiores no outono e no inverno do que nos no verão e na primavera. Os pediatras defendem que o banho de sol é essencial para o desenvolvimento infantil.

Isso acontece porque, em contato com a pele, os raios solares tornam-se fonte de vitamina D, um nutriente importante para proteger os ossos e o sistema imunológico da criança. Portanto, bebês que tomam menos sol têm mais alergia.

Para que seu filho tenha uma infância mais saudável, reserve, pelo menos, 30 minutos diários de brincadeiras ao sol. É importante não abusar. O ideal é deixa-lo ao ar livre somente pela manhã, pois, em excesso, os raios ultravioleta também podem causar complicações. Não se esqueça: hidrate bem seu filhote nos dias mais quentes.

Mitos e verdades no banho do bebê

A hora do banho é muito importante para bebês pequenos. Além de ajudá-los a relaxar, pode ser uma ótima oportunidade para criar laços com seu filho. Esclarecemos alguns mitos para que você possa aproveitar esse momento sem preocupações.

Bebês precisam tomar banho todos os dias

Não é verdade, principalmente se a temperatura do ambiente estiver muito fria. Bebês pequenos não se sujam muito. Quando a criança começa a engatinhar é preciso criar esse hábito diariamente. Uma dica é dar banho à noite para acalmá-los.

Prefira sempre água morna, por volta de 38ºC. Pode usar água do chuveiro; não é preciso que ela seja fervida ou filtrada.  Na banheira, a quantidade de água deve ser suficiente para apenas cobrir as pernas do seu filho.

Bebês podem usar xampu e sabonetes adultos

Isso é um mito. A composição química desses produtos pode ser prejudicial á pele das crianças. Os produtos infantis são fabricados com substâncias hipoalérgicas para evitar que isso aconteça. Além disso, não deve usar o mesmo sabonete que um adulto, pois pode conter microorganismos ainda mais perigosos à saúde do pequeno.

Xampus só devem ser usados a partir dos seis meses. Os condicionadores podem ser introduzidos apenas por volta dos dois anos, quando os cabelos da criança estão maiores. O secador de cabelos também é indicado somente depois do primeiro semestre, pois o ar quente pode agredir a pele. Use apenas nos dias mais frios.

Não é preciso utilizar buchas, pois o bebê ainda não se suja muito. Se elas tornam o banho mais divertido e a criança gosta da massagem, não é preciso suspender o uso. Nunca ensaboe seu filho com muita força.

Bebês podem tomar banho na banheira de adultos

É verdade. Não é um problema usar a banheira de adulto, exceto se forem recém-nascidos. O maior espaço garante a oportunidade para tomar banho junto com os pais. A hidromassagem pode assustar bebês muito pequenos, por isso, é importante evitá-la.

Banheiras infantis devem ser bem higienizadas, lavadas, pelo menos, uma vez por semana, com água e detergente, sem usar álcool ou produtos que estraguem o material da banheirinha.

É preciso passar talco depois do banho

Essa substância não é indicada para bebês. O talco pode ser aspirado pela criança, provocando alergias e problemas respiratórios. Por isso, para deixa-lo cheiroso, use hidratantes infantis ou colônias específicas para a idade dele.

Brinquedos na hora do banho são bem-vindos

A partir dos quatro meses, quando o bebê já consegue brincar com esses objetos, os brinquedos podem ser uma boa opção para entretê-lo durante o banho. Prefira sempre os fabricados com materiais laváveis e de borracha. Confira se eles são indicados para a idade do seu filhote.

Banhos no balde são permitidos

É verdade. Essa técnica parece trazer uma sensação de tranquilidade e conforto para o bebê, pois relembra o período em que ele estava no útero da mãe. Além disso, ajuda a criança a desenvolver maior firmeza no pescoço. Para garantir maior segurança, é preciso esperar para que ele tenha, no mínimo dois meses. Os cuidados com esse procedimento devem ser redobrados! Nunca deixe seu bebê sozinho dentro do balde para que ele não se afogue.

Filhos únicos têm mais chance de se tornarem obesos: verdade ou mito?

É comum escutar que os filhos únicos são mais mimados por seus pais, e, por isso, acabam comendo mais. A ciência confirma a veracidade dessa crença. Um estudo realizado em oito países da Europa, publicado no site Nutrition and Diabetes, demonstrou que filhos únicos podem ter até 50% a mais de chance de desenvolver problemas relacionados ao peso se comparadas às crianças que têm irmãos.

Os participantes do estudo responderam a um questionário sobre o estilo de vida dos seus filhos, que incluía perguntas sobre os hábitos alimentares da criança, tempo gasto na frente da televisão, brincadeiras, entre outros. A medida adotada para indicar obesidade foi o Índice de Massa Corporal, o IMC, – indicado pela divisão da massa do indivíduo pelo quadrado de sua altura.

Não foi possível determinar quais desses aspectos isolados poderiam ser mais decisivos para a obesidade. No entanto, o estudo descobriu que crianças que não têm irmãos passavam mais tempo na frente do computador ou da televisão, comiam compulsivamente e eram mais sedentárias.

A pesquisa serve para alertar os pais para a importância da alimentação saudável e da atividade física para crianças, independentemente do número de filhos do casal. A obesidade infantil pode causar uma série de problemas de saúde como diabetes, hipertensão arterial e outras doenças cardiovasculares.  Ensine hábitos saudáveis desde cedo para o seu filho.

Depressão na gravidez pode afetar o bebê: mito ou verdade?

A depressão da mãe pode sim afetar o feto. Isso acontece porque algumas substâncias químicas produzidas pelo organismo da mulher nessa condição, como o hormônio cortisol (relacionado ao estresse), chegam ao bebê e podem prejudica-lo.

Se sua parceira encontra-se nessa condição, procure a orientação de um profissional capacitado, psicólogo e/ou psiquiatra. Alguns estudos demonstraram a maior incidência de abortos espontâneos em mulheres muito estressadas no primeiro trimestre da gestação. Por isso, é preciso começar a cuidar do problema o quanto antes.

Tenha muito cuidado antes de tomar antidepressivos. Somente médicos especializados são capazes de receitar esses remédios, pois conhecem a ação dos componentes químicos no organismo da futura mamãe. Muitos desses medicamentos podem trazer consequências comportamentais negativas para o feto e recém-nascido.

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É verdade que os seios podem vazar leite após a amamentação?

 

Sim. É comum que os seios vazem e até espirrem leite quando se está amamentando. Embora seja constrangedor e irritante, não há motivos para se preocupar. Em alguns casos isso não acontece; em outros, ocorre apenas enquanto o bebê mama em um seio e o outro fica pingando leite.

Esse vazamento está relacionado com o acúmulo de leite materno nas mamas. Por isso, a melhor solução para o problema é amamentar seu bebê sempre que ele pedir, em posições diferentes. Infelizmente, não há outros métodos eficazes para evitar que isso aconteça.

Ao sair de casa, tenha sempre por perto uma blusa limpa, para trocas de emergência, e absorventes para seios. Outra dica é usar roupas que disfarcem o vazamento. Se você perceber que sua mama está prestes a vazar, cruze os braços e abrace a si mesma, pressionando o seio. Isso talvez contenha o escape do leite.