É verdade que a grávida pode ficar com mais manchas na pele?

Sim. Entre as inúmeras mudanças no organismo da mulher, está a maior suscetibilidade ao aparecimento de manchas na pele ou “melasma gravídico”, segundo o vocabulário médico. Nesse período, há um o aumento da produção de um hormônio estimulador de melanócitos, célula responsável por produzir melanina – substância que garante a pigmentação natural da pele.

Para evitar as manchas, é fundamental proteger-se do sol. “Nesse período, a mulher precisa de um cuidado a mais, porque ela possui um risco maior de pigmentar a pele por conta dos hormônios próprios da gestação. O fator de proteção solar deve ser mais alto. Pode variar de paciente para paciente, mas o ideal é que seja acima de 30”, afirma a Dra. Thais Adura Pepe, dermatologista da Pro Matre Paulista.

Não há grandes restrições quanto à composição dos filtros solares, exceto que eles não devem conter óleo na sua composição para evitar queimaduras. “Quando faz muito sol, o ideal é que a gestante reaplique o filtro solar a cada duas horas. No dia a dia, ela precisa aplicá-lo apenas quando for se expor ao sol”, acrescenta a dermatologista.

É impossível voltar à forma depois do parto: mito ou verdade?

Isso é um mito. “Tudo começa no pré-natal, procurando manter uma alimentação equilibrada e uma atividade física constante, desde que não estejamos diante de uma gravidez de risco”, explica Dr. Mauro Grynszpan, obstetra da Pro Matre Paulista. A mulher que já pratica exercícios antes de engravidar pode manter a atividade durante a gestação, observando alguns cuidados. “Evitar exercícios localizados na região do abdome e modalidades de alta intensidade ou de impacto, como vôlei, basquete, corrida de velocidade, entre outros”, acrescenta o médico. “Caminhadas ao ar livre, esteira, hidroginástica, musculação leve para membros superiores e inferiores não só estão liberados como são recomendáveis”, lembra Dr. Mauro.

Na verdade, a mulher habituada a se exercitar deve manter esse hábito ao longo da gravidez, ou corre o risco de engordar mais do que deveria, já que seu organismo está acostumado a esse gasto calórico. Se parar a atividade física e aumentar a ingestão de alimentos, como ocorre naturalmente na gravidez, é peso extra na certa. O cálculo do ganho de peso ideal na gestação é dado pela seguinte fórmula: 6 quilos + 5% do peso da mulher antes de engravidar.

Outra medida interessante para assegurar a boa forma após a gestação é valer-se dos recursos de estética recomendados para grávidas, como drenagem linfática, que ajuda a reduzir o inchaço, e o uso de meias de compressão, evitando o surgimento de varizes. “No caso da drenagem, restringir os movimentos às costas e pernas, não fazendo na barriga.”

Gestante não pode tomar vacina: mito ou verdade?

Mito. O ideal é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e a falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema, de fato, desaconselha boa parte das vacinas.

No entanto, há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação. É o caso, por exemplo, da vacinação contra a gripe. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação.

As chamadas vacinas inativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras, e podem ser utilizadas, quando necessário, nas gestantes, como por exemplo: difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. O caso da vacina contra o tétano, especificamente, deve ser avaliado segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, deverá ser indicado que o faça durante a gravidez.

O bebê pode mamar assim que nasce: mito ou verdade?

Verdade. Logo após o nascimento, quanto mais precoce for a primeira mamada, melhor será para o desenvolvimento do vínculo entre a mãe e o bebê. Além disso, o ato de sugar estimula a produção de leite.  “Embora, nos primeiros dias, a produção seja de colostro, não de leite propriamente dito, a amamentação é totalmente indicada nesse período”, afirma Dra. Luelene Ribeiro, pediatra da Pro Matre Paulista. O colostro contém os mesmos nutrientes do leite materno.

O leite materno costuma sair dois ou três dias após o parto normal. No caso de cesáreas, pode demorar mais alguns dias. É comum que o volume das mamas aumente excessivamente, o que pode dificultar a amamentação. “Nestes casos, o indicado é massagear as mamas e retirar um pouco do leite, para proporcionar maior maleabilidade da pele e facilitar a pega para o bebê”, acrescenta Luelene.

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É possível colocar silicone nos seios logo depois do parto?

Isso é um mito. Depois de ter um bebê, algumas mulheres muito vaidosas têm medo de ficar com o seio flácido ou cheio de estrias, por isso, decidem passar por um procedimento cirúrgico para colocar silicone nas mamas. O Dr. Marcos Crisci, cirurgião plástico da Pro Matre Paulista, recomenda que a nova mamãe aguarde, pelo menos, seis meses antes de colocar as próteses mamárias.

Ter uma prótese de silicone não impede o aparecimento das estrias ou a flacidez. Os cuidados pré-natais da gestante com as mamas e as características intrínsecas da própria pele são mais determinantes. “Se a gestante engordar demais, com certeza apresentará efeitos colaterais não relacionados à amamentação”, explica o cirurgião.

Embora o silicone não interfira na produção de leite, não é recomendável que a mulher passe por uma cirurgias sem estar completamente recuperada da outra. As consequências para o bebê também podem ser graves, pois a mãe terá que se recuperar da nova cirurgia e não poderá amamentá-lo logo em seguida. “A minha escolha para a inclusão da prótese é através do sulco inframamário, preferencialmente entre o músculo peitoral e a glândula mamária, pois esta abordagem mantém a integridade da glândula (não há lesão dos ductos e seios lactíferos) possibilitando a amamentação futura”, acrescenta.

É verdade que os banhos de sol previnem o seio contra estrias e fissuras na fase de amamentação?

Sim. A flacidez e as fissuras das mamas, que aparecem naturalmente durante a amamentação, podem incomodar muito as mulheres, principalmente as mais vaidosas. Para amenizar esse incômodo, o ideal é tomar um banho de sol, de 10 a 15 minutos, em que os seios fiquem completamente expostos. A ideia é fortalecer os mamilos e evitar rachaduras. Não abuse! O mais recomendado é fazer isso entre as 7h e as 10h ou após as 16h.

Evite massagear os seios durante a gestação. “A massagem é indicada apenas no pós-parto. Do contrário, poderá estimular contrações”, esclarece Bárbara Pauletti, enfermeira da Pro Matre Paulista, especializada em técnicas para amamentação. A hidratação também é fundamental. Produtos a base de lanolina não têm contraindicações ao bebê, por isso são os mais indicados.

Para tratar as fissuras, além desses hidratantes, o próprio colostro (líquido que a mulher produz antes da descida propriamente dita do leite) ajuda a fechar a ferida. Use sutiãs adequados para combater a flacidez. “A sustentação deve ser adequada ao tamanho e peso das mamas, sem incomodar a lactante, podendo ser usado até para dormir”, explica a enfermeira.

É verdade que os bebês podem ter um ritmo de crescimento diferente?

Sim. Algumas mães costumam comparar seus filhos com outras crianças, tentando saber se o seu crescimento está “normal”. Realmente existem alguns padrões de referência para acompanhar o crescimento dos pequenos, no entanto, também é preciso considerar a avaliação individual. Somente o pediatra é capaz de dizer se o desenvolvimento do seu filhote condiz com os padrões de cada idade.

Há dois principais fatores que influenciam o crescimento até a vida adulta. “Os intrínsecos (geneticamente determinados, metabólicos e malformações) e os extrínsecos, dentre os quais se destacam a alimentação, a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança”, esclarece o Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Para os bebês prematuros, a curvas normais de crescimento são diferentes, pois eles atingem o desenvolvimento dos nenéns nascidos em tempo normal entre 6 e 9 meses de idade. “Porém, aqueles que tiveram algum fator de restrição do crescimento intrauterino, muitas vezes não conseguem atingir as curvas normais de crescimento, tanto no peso quanto no comprimento, sendo necessário acompanhamento especializado com endocrinologistas pediátricos”, acrescenta o médico.

As consultas com o pediatra devem obedecer a uma rígida rotina durante toda a infância. A primeira visita deve acontecer até uma semana após a saída da maternidade. Depois da segunda consulta, a criança deve ser examinada uma vez por mês até completar um ano. Esse intervalo é ampliado para dois meses no segundo ano, três meses no terceiro ano e quatro meses no quarto ano. Dos cinco aos 10 anos, recomendam-se duas consultas semestrais e, a partir desta idade, o ideal é uma consulta anual.

É verdade que recém-nascidos podem ver perfeitamente?

Isso é um mito. Logo que nascem, os bebês conseguem enxergar apenas objetos localizados a uma distância entre oito e dez centímetros dos seus olhos. Além disso, eles são capazes de reconhecer mais facilmente as cores preto, branco e vermelho. Com o passar do tempo, o seu campo de visão e a percepção da cor serão melhor desenvolvidos.

Segundo o Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista, um pouco depois do parto, os recém-nascidos começam a explorar as novas sensações e, dessa forma, desenvolvem ainda mais o seu Sistema Nervoso Central. Por isso, bebês são curiosos sobre tudo aquilo que os rodeiam. Eles gostam de olhar para cores brilhantes e rostos desconhecidos. De tanto olhar para a face da mãe, uma das primeiras coisas que eles aprendem é a reconhecê-la.

Após o terceiro mês de vida, a criança tem o campo de visão ampliado rapidamente nas três dimensões. Nessa fase, é importante deixar seu filhote sentado (em um apoio de 45º) , sempre que possível, para que ele possa olhar o ambiente ao seu redor de uma perspectiva mais abrangente do que se estivesse deitado.

É verdade que o Método Canguru faz bem ao bebê?

Verdade. O contato com a mamãe e o papai é fundamental para o desenvolvimento do bebê logo no primeiro dia de vida. Ter um neném prematuro pode ser motivo de muita preocupação para os novos pais. É muito difícil imaginar que seu filhote recém-nascido está em uma incubadora distante de você. Por isso, as melhores maternidades, como a Pro Matre Paulista, desenvolveram o Método Canguru.

Esse nome refere-se ao animal que carrega suas crias em uma bolsa localizada na própria barriga. Criado na Colômbia, há quase trinta anos, o método humanitário aproxima o bebê prematuro de sua família logo após o nascimento. Na prática, o recém-nascido é colocado por alguns minutos no peito ou na barriga dos pais e fica seguro por faixas.

O contato da pele do bebê e dos pais promove uma troca de hormônios, que estimulam o desenvolvimento da criança, como se ela ainda estivesse no útero da mãe. “O fato do calor da mãe manter a temperatura corpórea do bebê e dar estabilidade também permite que essas crianças melhorem a sobrevida e as condições de alta”, explica Dra. Célia Di Giovanni, neonatologista do Grupo Santa Joana.

Além de ajudar a desenvolver o afeto e a segurança entre o bebê e os seus pais, a prática favorece o desenvolvimento neuropsicomotor e o ganho de peso dele. “Os benefícios não ficam restrito aos bebês. As mães ganham com isso e os pais aprendem, desde a maternidade, a ter autonomia no cuidado com os bebês. Quando vão para casa, eles já estão participativos, sentindo que são responsáveis por aquelas crianças”, acrescenta a neonatologista.

Comer alimentos ricos em ácido fólico não faz muita diferença na gravidez: mito ou verdade?

Isso é um mito. Muitos estudos comprovam que o consumo desse nutriente pode reduzir em até 75% a ocorrência de doenças do feto. Vitamina do complexo B, o ácido fólico está presente em alimentos como brócolis, couve, feijão, milho, lentilha, entre outros.

O ácido fólico é relacionado ao desenvolvimento de todo o sistema nervoso. Defeitos neurais podem ocorrer na formação tanto da coluna como do cérebro, causando diferentes má formações congênitas, como a anencefalia e a mielomeningocele. “O fechamento do tubo neural ocorre, normalmente, entre a segunda e a quarta semana de gestação, por isso é importante iniciar a suplementação do ácido fólico antes mesmo de engravidar”, explica o Dr. Hérbene Milani, especialista em Medicina Fetal do Grupo Santa Joana.

No Brasil, apenas 30% das gestantes ingerem quantidades ideais de ácido fólico. Por esse motivo, o país apresenta uma das maiores incidências de casos de anencefalia do mundo.

A alimentação das gestantes não é suficiente para garantir a quantidade diária ideal desse nutriente. Por isso, os obstetras indicam a suplementação alimentar durante a gravidez. Atualmente, algumas campanhas de conscientização médica têm contribuído para aumentar a frequência com que esses profissionais recomendam a substância.

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