Gêmeos têm mais chance de nascer prematuros: mito ou verdade?

É verdade. O risco de prematuridade é, efetivamente, aumentado  nas gestações múltiplas. Na série “Gêmeos”, Dra. Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista coordenadora da UTI Neonatal da Pro Matre Paulista, esclarece importantes aspectos desse tipo de gravidez.

Não há grandes complicações associadas à ocorrência de gêmeos. O maior desafio desses bebês é, na maioria das vezes, ganhar peso. Por isso, é comum que eles fiquem internados por um tempo maior. Somam-se a essa complicação a imaturidade pulmonar e a dificuldade de sucção.

Durante a internação, o principal instrumento contra a imaturidade é o próprio aleitamento materno. “Quando ainda são muito pequenos e não têm condição de sugar, os prematuros são alimentados na UTI com o leite da mãe por meio de uma técnica que utiliza copinhos, com o intuito de estimular o aleitamento materno exclusivo”, completa a neonatologista.

Amamentação é o método contraceptivo natural: mito ou verdade?

Isso é um mito. A vida sexual do casal pode ser retomada trinta dias depois do parto. Ao contrário do que algumas mulheres acreditam, os hormônios liberados na fase de amamentação não são suficientes para evitar uma nova gravidez. No último post da série “A vida sexual na gestação”, a Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista, dá dicas de como evitar uma nova gestação.

“A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, enfatiza a obstetra. Cuidados com a contracepção devem ser retomados sessenta dias após o parto.

A lactante não pode usar qualquer método anticoncepcional, especialmente se ele contiver hormônios. Os métodos mecânicos – camisinha masculina, camisinha feminina, diafragma, DIU – estão liberados. É preciso ter uma atenção redobrada para as pílulas anticoncepcionais. A lactante não pode tomar aquelas que contenham estrógeno na composição, pois essa substância é passada pelo leite, causando um desequilíbrio hormonal no bebê.

É verdade que é preciso tomar banho antes do sexo na gravidez?

Sim. Um dos cuidados importantes que o casal deve adotar antes de praticar sexo durante a gravidez é com a higiene pessoal. Na série “A vida sexual na gestação”, a Dra Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista, explica como proceder nessa situação.

Segundo ela, a higiene íntima é ainda mais importante durante a gestação. O ideal é tomar um banho antes da relação sexual. Se isso não é possível, o casal deve lavar bem as mãos e fazer a higiene íntima com água e sabão.

Diante de todos os obstáculos que a gravidez pode representar para a vida íntima do casal, é preciso reinventar o sexo, transformando esse momento em um verdadeiro ato de amor e intimidade. O diálogo é essencial para melhorar essa prática.

O ato sexual pode prejudicar o bebê: mito ou verdade?

Isso é um mito. Muitos casais não praticam relações sexuais durante a gravidez com medo de prejudicar o bebê. Na série “A vida sexual na gestação”, a Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista, explica por que o ato sexual não traz riscos ao bebê.

De acordo com a especialista, se o obstetra não alertou quanto a riscos específicos, não há contraindicação. Isso porque a mucosa cervical, responsável pelo fechamento do útero, funciona como uma proteção para o bebê.  Ela é responsável por preservar a placenta de infecções gerais. A partir da oitava semana de gestação, se não há contraindicação, o casal pode retomar sua rotina.

 

É verdade que a libido da mulher é alterada durante a gravidez?

Sim. A grande variação nas taxas hormonais da mulher durante a gestação é responsável pela diminuição da libido. É o que afirma a Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista, na série “A vida sexual na gestação”.

Segundo a especialista, esse sintoma pode ser ainda mais agravado com os enjoos (bastante comuns no primeiro trimestre de gestação) e os inchaços. O parceiro deve respeitar e entender a indisposição da parceira para o contato sexual.

Uma boa maneira para resolver esse problema é o diálogo. Se o marido sentir-se rejeitado, deve comunicar esse incômodo para a mulher. Não há nada que uma boa conversa não resolva na vida sexual do casal.

Gravidez é sinônimo de abstinência sexual: mito ou verdade?

Isso é um mito. Se não houver qualquer tipo de restrição médica durante a gestação, o casal pode manter a sua vida sexual a partir da oitava semana de gravidez. É a primeira dica da Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista, na série “A vida sexual na gestação”.

Muitos casais se sentem desconfortáveis em ter relações sexuais durante a gestação. Alguns pais têm até medo de prejudicar o bebê. “Algumas mulheres, neste período sentem-se desconfortáveis. No início da gestação, normalmente a mulher tem medo de manter relações. No final, é o homem que costuma ficar desestimulado”, explica a obstetra.

A intimidade do casal não irá prejudicar o bebê. Caso a gravidez ocorra sem complicações, o casal poderá continuar com a sua intimidade a partir da oitava semana sem se preocupar.

É preciso manter uma rotina de visitas ao pediatra durante a infância: mito ou verdade?

É verdade. O pediatra não é só responsável por verificar se a saúde do seu filho corresponde aos padrões normais de desenvolvimento, mas também por tratar e prevenir possíveis fatores que prejudiquem esse crescimento. No último post da série “Crescimento”, o Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista aborda a rotina de visitas a esse profissional durante a infância.

A primeira visita ao pediatra deve acontecer em, no máximo, uma semana após a alta da maternidade. Se o bebê for prematuro, ele deve ser avaliado antes desse prazo. As demais consultas devem ser retomadas após 15 dias, e, depois disso, devem ser mensais até que a criança complete um ano.

A partir do segundo ano, é importante voltar ao consultório médico a cada dois meses. Esse intervalo aumenta para três meses até o final do quarto ano. A partir de então, dos cinco aos dez anos, você pode levar a criança apenas uma vez ao ano para consultar o doutor. Garanta uma infância saudável para seu filho; obedeça essa rotina!

 

Quando os bebês prematuros passam a acompanhar o crescimento das outras crianças?

Bebê prematuro é sinônimo de preocupação dobrada para algumas famílias. Os pais ficam pensando se os seus filhos acompanharão o crescimento normal das crianças nascidas no tempo adequado, ou se o pequeno terá problemas de desenvolvimento. Na série “Crescimento”, o Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista, explica o desenvolvimento de bebês prematuros

Prematuros geralmente atingem a curva de crescimento dos bebês nascidos de termo  entre o sexto e o nono mês de vida. “Porém, aqueles que tiveram algum fator de restrição do crescimento intrauterino, muitas vezes não conseguem atingir as curvas, tanto no peso quanto no comprimento, sendo necessário acompanhamento especializado com endocrinologistas pediátricos”, alerta o neonatologista.

Para saber se esse é o caso do seu filho, obedeça a visita regular ao pediatra. Todas as crianças devem ser consultadas com esse profissional para garantir que seu desenvolvimento aconteça sem complicações.

Fatores extrínsecos não interferem no crescimento: mito ou verdade?

É um mito. Tanto os fatores intrínsecos quanto os extrínsecos interferem diretamente no crescimento do bebê até a vida adulta. No terceiro post da série “Crescimento”, o Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista, explica o que são esses componentes do desenvolvimento.

Para crescer adequadamente, uma criança deve reunir características de seu próprio organismo (fatores intrínsecos) com cuidados adicionais com a saúde (fatores extrínsecos). “Nos fatores intrínsecos, destacam-se os geneticamente determinados, metabólicos e malformações; e nos extrínsecos, a alimentação, a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança”, acrescenta o médico.

 

É verdade que o recém-nascido perde 10% do peso com que nasceu?

Sim.  Logo nos primeiros dias após o nascimento, o bebê perde água e desincha, perdendo 10% do peso com que nasceu. Ele recuperará esse peso perdido dentro de 10 dias. Esses dados são do padrão de referência do National Center for Health Statistics (NCHS), dos Estados Unidos. No segundo post da série “Crescimento”, o Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista, explica como os pediatras analisam essa padrão de desenvolvimento.

A maioria dos serviços de pediatria do País usa como referência o padrão do NCHS para saber se os bebês estão se desenvolvendo apropriadamente.  Eles comparam o crescimento individual do paciente com as curvas de desenvolvimento estabelecidas por esse padrão de referência, que acompanha peso, comprimento (altura) e perímetro cefálico, em relação à idade em meses (até 48 meses) e anos (de 4 a 20 anos).

Se as medidas de seu filho não correspondem ao padrão de referência, antes de ficar preocupada, procure um pediatra para que ele possa fazer essa comparação. Seguem alguns dados do NCHS:

Peso:

Após o nascimento, é normal que o recém-nascido tenha perda de peso em torno de 10%, recuperando-o com 10 dias de vida

1º trimestre = engorda 25 g por dia
2º trimestre = engorda 20 g por dia
3º trimestre = engorda 15 g por dia
4º trimestre = engorda 10 g por dia

Com idade de 4 a 5 meses, o bebê deverá ter dobrado de peso

1 ano = triplica o peso do nascimento
2 anos = quadriplica o peso de nascimento
Na fase pré-escolar = engorda 2 kg por ano
Na fase escolar = engorda 3,5 kg por ano

Comprimento/Estatura:

Nascimento = 50 cm
1º Semestre = cresce 15 cm
2º Semestre = cresce 10 cm
Segundo e terceiro ano = cresce 12 cm por ano
Aos quatro anos = atinge um metro
Pré-escolar = cresce de 6 a 8 cm por ano
Escolar = cresce 6 cm por ano
Adolescente = cresce de 8 a 10 cm por ano

Perímetro Cefálico:

Nascimento: 35 cm
1 ano: aumenta 12 cm
2 anos = aumenta 2 cm
3-5 anos = atinge de 49 a 51 cm
12 anos = atinge de 53 a 54 cm