Existe parto com anestesia geral: mito ou verdade?

É verdade. Mas não basta ter medo de sentir as dores do parto para receber anestesia geral. “É recomendada em apenas alguns casos específicos de cesariana, quando é necessário fazer um parto de emergência (hemorragia importante, sofrimento fetal agudo etc.). No entanto, esse tipo de procedimento é raro, e utilizado excepcionalmente”, alerta Dra. Monica Siaulys, anestesiologista.

Informação é a principal ferramenta para minimizar  a ansiedade e o medo. No final do parto, todo o sofrimento será recompensado com a realização do sonho de se tornar mãe.

A papinha do bebê não pode ser congelada: mito ou verdade?

É um mito. Com a inserção das mulheres no mercado de trabalho, poucas mamães ficam em casa para cuidar exclusivamente de seu bebê. Chega um momento em que é preciso voltar a trabalhar.

Para facilitar a rotina corrida, é possível congelar a papinha do bebê. “Você pode preparar a papinha, colocá-la na geladeira, esperar duas horas e colocar no freezer para congelar. O máximo que podemos guardar esse alimento é uma semana para não termos muita perda de nutrientes”, orienta a nutricionista Luciana Costa.

Prepare a papinha para a semana inteira e deixe-a no congelador. Mulheres que precisam voltar a trabalhar enquanto ainda estão amamentando também podem aproveitar dessa facilidade. “É possível também para congelar o leite materno por mais ou menos 15 dias, sem problema nenhum”, explica.

Contração é sinônimo de trabalho de parto: mito ou verdade?

É um mito. O trabalho de parto é caracterizado por uma série de outros sinais, como perda do tampão, rompimento da bolsa, dilatação e até sangramento. Além disso, é comum ter contrações menos intensas e esporádicas durante toda a gravidez, principalmente nos últimos meses.

“Quando a gestante entra em trabalho de parto, as contrações são mais frequentes e com uma duração maior. Se aparecerem a cada dez minutos, por, pelo menos, duas ou três horas, a gestante pode vir para a maternidade para verificar se está realmente iniciando o trabalho de parto”, orienta a enfermeira Ana Cristina Palmieri.

Fique tranquila nesse momento! Quando as contrações ritmadas começam a aparecer, ainda dá tempo de chegar, sem pressa, ao hospital. Tenha sempre o telefone do seu médico por perto. Ele pode ajudar a identificar o trabalho de parto.

 

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Incontinência urinária depois do parto é anormal?

Isso é um mito. É comum ter incontinência urinária logo depois do parto. Procure um obstetra para que ele possa apresentar uma solução para seu problema.

“Isso acontece mais em parto normal, por causa do períneo que fica flácido, e, às vezes, a paciente tem um prolapso de bexiga. A chance de ter incontinência urinária é muito grande para mulheres que tiveram muitos partos normais ou partos de bebês grandes”, explica a enfermeira Thalita Halasc.

Gravidez cura endometriose: mito ou verdade?

É um mito. A endometriose – crescimento de endométrio fora do útero – é uma das principais causas da infertilidade. É comum ouvir que a gravidez é uma possibilidade de cura para a doença.

“A endometriose é hormônio dependente. Então, na hora em que a paciente engravida, bloqueia o que ‘alimenta’ a endometriose, e ela fica atenuada. Não é que se trata a doença engravidando, mas suspende o crescimento dela. Antigamente, as mulheres engravidavam mais vezes, por isso, podiam ficar alguns anos livres da doença”, esclarece Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Com o tratamento adequado, a maioria das mulheres consegue engravidar. Visite regularmente um ginecologista.

É comum que os bebês tenham intestino preso: mito ou verdade?

 

É um mito. Nem sempre isso é tão comum. A falta de regularidade do intestino do bebê pode indicar alguns problemas. Por isso, é preciso ficar bastante atento para a frequência com que seu filho faz cocô. Se você notar algo incomum, procure um pediatra para que ele verifique se está tudo bem com a saúde do pequeno.

“Se a criança recebe aleitamento materno, raramente, isso acontece. Se ela recebe fórmulas infantis, isso pode acontecer. Quando esse tipo de produto é ministrado, é preciso hidratar a criança, o que com o leite materno não é necessário”, explica a nutricionista Luciana Costa.

É verdade que a mulher não pode comer chocolate na lactação?

Não. Embora a mulher tenha que ter cuidado ao ingerir chocolate enquanto estiver amamentando, ela não precisa cortar esse alimento da dieta. O problema de comer chocolates na lactação é que algumas substâncias passam para o leite materno, provocando reações alérgicas no bebê.

“Você pode comer desde que seja uma quantidade pequena e não uma barra inteira de chocolate. Tem casos muito extremos em que o bebê tem alergia ao leite materno depois que a mãe come chocolate”, explica Lucina Costa, nutricionista.

Durante esse período, é preciso tirar da alimentação da gestante todos aqueles alimentos que possam causar alergias ao bebê. “Tem dois alimentos que chegam até a alterar o sabor do leite materno, se consumidos em grandes quantidades: o hortelã e o alho. A criança pode até estranhar o leite”, exemplifica.

 

Amamentação funciona como método anticoncepcional: mito ou verdade?

É um mito. Muitas pessoas acreditam que não são capazes de engravidar enquanto estão amamentando. Deixar de usar métodos contraceptivos nessa fase não é uma boa ideia.

Durante a lactação, o organismo da mulher produz um hormônio chamado prolactina, que impede a ovulação. No entanto, isso nem sempre é garantia de evitar uma nova gestação. “O anticoncepcional natural, que seria a amamentação, teria que acontecer de três em três horas, rigorosamente, de dia e de noite. Se ela pulou um horário, é como se tivesse esquecido de tomar uma pílula anticoncepcional”, explica a enfermeira Thalita Halasc.

Consulte seu médico para que ele possa receitar o método contraceptivo mais indicado em seu caso. Nem todas as pílulas podem ser tomadas, no entanto, existem outros métodos específicos  para as lactantes.

É verdade que hoje nascem mais bebês prematuros?

Sim. Nos últimos anos, o número de bebês que nascem antes do tempo tem aumentado consideravelmente. Uma explicação para esse fenômeno é o aprimoramento das técnicas de reprodução assistida.

“Nos últimos sete ou oito anos, é possível notar que quase 12% dos nascimentos foi de bebês prematuros. Esse número também tem aumentado fora do Brasil. Um grande motivo é o aumento das gestações múltiplas.

Outro fator é a decisão dos médicos em antecipar o parto de gestantes hipertensas. Muitas vezes, levar a gravidez até o final, nesses casos, pode ser muito arriscado. O parto prematuro está sempre associado a alguma dessas complicações”, explica Dra. Edinéia Vacilotto Lima, neonatologista da Pro Matre Paulista.

 

É mais fácil diagnosticar problemas de fertilidade nas mulheres: mito ou verdade?

É verdade. Quando um casal tem dificuldade de engravidar, é comum que a sociedade culpe a mulher pelo problema de fertilidade. Geralmente, é mais fácil diagnosticar problemas de fertilidade em mulheres porque elas  começam a frequentar o consultório do ginecologista desde o inícioda vida.

“Esse profissional acompanha a mulher desde a primeira menstruação, em torno dos 11 anos. O homem não tem um médico desses. Depois que ele deixa de ir ao pediatra, não costuma mais se consultar regularmente com outros médicos”, explica Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Ao procurar um médico para tentar engravidar, o parceiro deve acompanhar a sua mulher.  É bastante comum que os dois parceiros apresentem problemas de fertilidade e tenham que se tratar juntos.