Icterícia é comum e simples de tratar: mito ou verdade?


Verdade!

A incompatibilidade sanguínea só acontece quando a mãe não tem a proteína antígeno D no sangue (Rh-), e a criança herdou essa proteína do pai (Rh+). “Caso o sangue do bebê entre em contato com a corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico da gestante pode reagir contra o antígeno D do sangue do bebê, como se ele fosse um ‘invasor’, e produzir anticorpos contra ele”, explica o  Dr. Rodrigo Buzzini, obstetra da Pro Matre Paulista.

Uma das doenças mais comuns no recém-nascido é a icterícia. Ela ocorre quando existe acúmulo no sangue de um pigmento produzido naturalmente pelo nosso organismo, chamado bilirrubina, que é metabolizado pelo fígado e eliminado por meio das fezes e da urina.

Frequentemente, ocorre um aumento de bilirrubina entre o segundo e o terceiro dia de vida, isso porque o organismo do bebê ainda é imaturo para eliminar este pigmento. É possível detectá-la observando sua pele, que fica mais amarelada. Geralmente, a icterícia inicia-se pela face, podendo progredir pelo corpo. O branco dos olhos do bebê também pode tornar-se amarelado. Mas não se preocupe, pois a maioria das icterícias não necessita de tratamento. Quando indicado pelo médico, o bebê deverá ser mantido no hospital para o chamado banho de luz (fototerapia), que normalmente é o suficiente para a eliminação da doença.

As mamas começam a mudar antes de a barriga crescer: mito ou verdade?

Verdade! Antes mesmo de a barriga crescer, já é possível sentir o aumento do tamanho das mamas e sua sensibilidade, mais ou menos como ocorre nos dias que antecedem a menstruação, mas com uma diferença: agora elas também ficam com a rede venosa mais visível. O sistema gástrico também pode sofrer alterações, e com isso, é possível que você sinta náuseas, vômitos e azia, além de intolerância a determinados alimentos que antes não causavam desconforto.

Se as mamas estiverem irritadiças, procure um médico e não caia em boatos ou dicas caseiras, como por exemplo, massagens, que não são indicadas durante a gestação. “A massagem é indicada apenas no pós-parto. Do contrário, poderá estimular contrações”, esclarece Bárbara Pauletti, enfermeira da Pro Matre Paulista, especializada em técnicas para amamentação.

 

Massagem ajuda a amenizar cólicas no bebê: mito ou verdade?

Verdade!

Geralmente, as cólicas são uma das situações mais angustiantes para os pais. Contrações irregulares e dolorosas no intestino são manifestadas por choro agudo, flexão das pernas e endurecimento da barriga, que às vezes melhora com a eliminação de gazes ou fezes. As cólicas iniciam a partir da primeira semana e podem perdurar até o 3º ou 4º mês de vida. Medidas caseiras, como massagens, aquecimento e colocar o bebê de bruços são eficazes. Mas massagens feitas pela mãe são muito bem indicadas em casos de cólica. Primeiro, a mãe tem que entender que o bebê chora por causa de cólica.

“É um choro mais agudo e irritado e o bebê costuma ficar com rosto bem vermelhinho ao mesmo tempo em que puxa e contrai as pernas”, explica a Dra. Edineia Vaciloto Lima, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Para  aplicar qualquer técnica de massagem, a mamãe deve permanecer muito calma para não aumentar a ansiedade do pequeno. Com as mãos quentinhas, ela deve fazer movimentos circulares no sentido horário da barriga do bebê. Ela deve ser filme, porém, nunca apertar demais. Quando o bebê ficar mais calmo, o ideal é alternar a massagem para um movimento de “pedalar” das perninhas.

 

Grávidas podem ter manchas, cravos e espinhas a mais na pele: mito ou verdade?

Verdade!

A cada mês de gestação, uma revolução está acontecendo no seu corpo. Dia a dia, seu bebê cresce e se modifica. Com isso, seu corpo vai se acostumando a elas e dando sinais externos da mudança.

Um cuidado que a grávida precisa ter é com o sol. “Nesse período, a mulher precisa de um cuidado a mais, porque ela possui um risco maior de pigmentar a pele por conta dos hormônios próprios da gestação. O fator de proteção solar deve ser mais alto. Pode variar de paciente para paciente, mas o ideal é que seja acima de 30”, afirma a Dra. Thais Adura Pepe, dermatologista da Pro Matre Paulista.

Nessa fase, também podem aparecer cravos, espinhas e aumento da oleosidade da pele, além de manchas no rosto, agravadas pela exposição ao sol ou a lâmpadas florescentes. É tudo normal, não se preocupe, pois isso ocorre devido às altas taxas hormonais que agem sobre a melanina, uma substância que estimula a pigmentação. Para não deixar marcas, evite “espremer” espinhas e cravos e o uso de produtos impróprios. Peça orientação ao seu obstetra e dermatologista.

No carro, o melhor é levar o bebê recém-nascido no colo: mito ou verdade?

Mito!

Ao sair da maternidade, o primeiro trajeto que o bebê fará é o caminho para casa. Por isso, atenção. Este é um assunto muito sério e é importante saber tudo a respeito, já que a maioria dos acidentes ocorre em trajetos curtos e em velocidades baixas e médias.

Muita gente pensa que a melhor maneira de levar o bebê é no colo. Que engano!

“Este é um grande equívoco, pois além do impacto da projeção que a criança pode sofrer, ainda há o risco de esmagamento causado pelo adulto que tem a criança no seu colo”, explica o  Dr. Alexandre Lourenço, ortopedista pediátrico da Pro Matre Paulista.

Ao sair da maternidade (e até a criança completar um ano de idade), o correto é o transporte em cadeirinhas de segurança, tipo bebê conforto, sempre presas pelo cinto de segurança do carro e de costas para o movimento do carro.

Os primeiros dentinhos incomodam o bebê: mito ou verdade?

!

É fácil perceber quando os primeiros dentinhos do bebê estão nascendo, pois eles ficam irritados, choram muito e colocam qualquer objeto na boca para aliviar a coceira na gengiva. O processo de eclosão da primeira dentição pode causar uma série de sintomas, desde a febre alta até gripe e diarreia. Dr. Paulo Roberto Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista, comenta esse fenômeno.

Os sintomas e a alteração de humor na criança podem confundir os pais de primeira viagem.  “Eles acreditam que estas manifestações não são causadas pela dentição, mas apenas uma coincidência com doenças que geralmente começam a surgir após os seis meses de idade, quando a criança já não conta mais com a mesma quantidade de anticorpos herdada da mãe e passa a adoecer mais frequentemente”, observa o neonatologista.

 

Hortaliças são ótimas para gestantes: mito ou verdade?

Verdade!

Qualquer folha verde, verdura, legume ou erva é considerada um alimento do grupo das hortaliças. As cores dessas hortaliças, em sua maioria, significam a presença de fitoquímicos – substância com propriedades que melhoram o funcionamento do organismo e previnem contra doenças. Por isso, recomenda-se o consumo de hortaliças de cores variadas, principalmente as verdes e as alaranjadas, que são ricas em betacaroteno, item importante para a saúde da pele. Veja alguns exemplos:

Hortaliças verde-escuras – acelga, agrião, alface, almeirão, aspargos, brócolis, couve, couve de Bruxelas, jiló, ervilha torta, espinafre, escarola, pimentão verde, quiabo, rúcula e vagem. São ricas em ácido fólico, um nutriente que o bebê irá precisar. “O fechamento do tubo neural do feto ocorre, normalmente, entre a segunda e a quarta semana de gestação, por isso é importante iniciar a suplementação do ácido fólico antes mesmo de engravidar”, explica o Dr. Hérbene Milani, especialista em Medicina Fetal do Grupo Santa Joana.

Hortaliças alaranjadas – abóbora, cenoura, pimentão amarelo; hortaliças ricas em amido – os chamados tubérculos são hortaliças, mas se diferenciam do grupo por apresentar um teor maior de carboidrato. Fazem parte do grupo: pães, batata, cará, inhame, mandioca e mandioquinha (batata-baroa).

Bebês que engatinham precisam tomar banho todos os dias: mito ou verdade?

Verdade!

Muitas vezes, as mães de primeira viagem acabam não sabendo como proceder em certas situações, mas sempre querem o bem estar do bebê. Sem saber o que fazer, acabam tomando  decisões erradas. Uma dúvida normal é sobre a quantidade de banhos do bebê, principalmente nos meses em que ele começa a engatinhar.

“Se estiver muito frio, não é preciso dar banho todos os dias. No entanto, o banho ajuda a relaxar e acalmar a criança, preparando-a para uma noite de sono tranquila. Bebês que engatinham precisam, sim, tomar banhos todos os dias.” explica obstetriz Elaine Cristina Freitas Nunes.

Peça ajuda ao médico sempre que tiver dúvidas, e ele sempre ajudará a tomar as melhores decisões para você e seu pequeno.

É normal ter azia na gravidez: mito ou verdade?

Verdade!

Durante a gravidez, existem muitas novidades no corpo que podem causar estranhamento nas mamães, principalmente as de primeira viagem. E a azia é uma dessas reações que aparecem ou são aumentadas na gravidez.

“Sim, e não tem nada a ver com bebê cabeludo, como diz a lenda. Ela é resultado, sobretudo, da ação dos hormônios da gravidez. Outra causa pode ser a dilatação do útero, pressionando o estômago e dificultando a digestão. Os cuidados com a alimentação tornam-se ainda mais importantes, optando por alimentos leves e fracionando as refeições em pequenas porções, em intervalos de três horas.” explica a nutricionista Luciana Costa.

A amamentação é instintiva: mito ou verdade?

Mito! A amamentação, que acontece quando a mamãe alimenta o seu bebê com o próprio leite, é um dos grandes prazeres de ser mãe. Ainda na gravidez a mulher já começa a se preparar para isso, tanto física quanto psicologicamente.

Entretanto, a amamentação nem sempre é instintiva no ser humano, precisando algumas vezes ser aprendida e estimulada. É nessa situação que, normalmente, a idealização cede lugar à ansiedade, transformando o ato de amamentar em um desafio por vezes desgastante.

Conversas informais, sugestões e críticas não contribuem para dar informação e serenidade à família nessa hora. De um lado, podem surgir frases como “criei meus filhos com mamadeira desde que saí da maternidade e estão todos aí, com saúde”. Do outro, comentários em tom de censura: “é absurdo não alimentar o bebê exclusivamente no peito”. Até chegar ao mais detestável e desestimulante de todos: “essa criança está com fome, seu leite deve ser muito fraco!”.

A felicidade de ter um bebê e iniciar uma nova fase começa a se misturar com a insegurança e até com a dúvida quanto à própria capacidade de amamentar. Em vez de entrar na roda viva dos conselhos e palpites, o ideal é procurar orientação especializada.

A amamentação bem sucedida não depende apenas da habilidade materna e da sucção do bebê. O conhecimento, a vontade e o desejo dos pais são fundamentais para o bom desempenho do aleitamento materno, mas a orientação profissional correta facilita a adaptação nesta nova fase”, acrescenta.