É melhor dormir de lado durante a gestação: mito ou verdade?

Verdade.

Para um bom sono no período de crescimento da barriga, o ideal é deitar de lado, do esquerdo de preferência, e com um travesseiro entre as pernas para facilitar o fluxo de sangue e de nutrientes para a placenta, que estimula a função renal. Não se preocupe se acordar deitada de barriga ou de costas, apenas volte a deitar-se de lado. Alterações no sistema respiratório, como falta de ar, além de congestão e sangramento nasal, são outros sintomas que podem incomodar as gestantes. Intestino preso e ocorrência de gases também surgem ou se intensificam nesse período.

E à medida que se ganha peso, o inchaço nas pernas e o surgimento de varizes também podem acontecer. “O ideal é evitar longos períodos em pé ou sentada, movimentando-se de vez em quando, além do uso de meia elástica, que ajuda a diminuir o desconforto e a reduzir inchaços e varizes”, comenta o ginecologista e obstetra Dr. Luiz Fernando Leite.

Qual a melhor fase para atualizar o calendário de vacinação da mamãe?

A melhor fase para atualizar o calendário de vacinação da mulher é o puerpério (pós-parto). Nessa fase, ela está inserida num centro de saúde, frequentando clínicas de vacinação com seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos meses seguintes.

O que é o Puerpério?

Puerpério é o nome dado à fase pós-parto, em que a mulher experimenta modificações físicas e psíquicas, tendendo a voltar ao estado que a caracterizava antes da gravidez.

O puerpério inicia-se no momento em que cessa a interação hormonal entre o ovo e o organismo materno. Geralmente isto ocorre quando termina o descolamento da placenta, logo depois do nascimento do bebê, embora possa também ocorrer com a placenta ainda inserida, se houver morte do ovo e cessar a síntese de hormônios.

O momento do término do puerpério é impreciso, aceitando-se, em geral, que ele termina quando retorna a ovulação e a função reprodutiva da mulher. Nas puérperas que não amamentam poderá ocorrer a primeira ovulação após 6 a 8 semanas do parto. Nas que estão amamentando, a ovulação retornará em momento praticamente imprevisível. Poderá demorar até 6 a 8 meses, a depender da freqüência das mamadas. Isto impõe, entre outras medidas, a adoção de método anticoncepcional adequado.

Gestantes e vacinas: as vacinas inativas

As chamadas vacinas inativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras, e podem ser utilizadas, quando necessário, nas gestantes, como por exemplo: difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. O caso da vacina contra o tétano, especificamente, deve ser avaliado segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, deverá ser indicado que o faça durante a gravidez.

As gestantes que não foram imunizadas podem contrair o tétano pela contaminação por meio de um machucado. Bactérias presentes no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc. normalmente encontram-se inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma. “Esse risco também existe durante o parto. Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano”, completa Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista.

Vacinas que fazem bem para a mamãe e o bebê

Há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação.

É o caso, por exemplo, da vacinação contra a gripe, recomendada uma vez que a gestante se enquadra no grupo de risco no caso de agravamento da doença – junto com idosos e portadores de doenças crônicas. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo, pois o alimento é utilizado na produção do medicamento.

Gestante pode tomar vacina?

Também se poderia perguntar: gestante deve tomar vacina? A resposta depende de muitos fatores

Uma dúvida muito comum entre grávidas diz respeito à imunização. Afinal, gestante pode tomar vacina? Ou ainda: é recomendável que a gestante seja vacinada contra alguma doença específica? O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e a falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema, de fato, desaconselha boa parte das vacinas.

Mulher grávida pode fazer exercícios: mito ou verdade?

Voltar à forma física de antes do parto não é uma tarefa que acontece de um dia para o outro. “Tudo começa no pré-natal, procurando manter uma alimentação equilibrada e uma atividade física constante, desde que não estejamos diante de uma gravidez de risco”, esclarece Dr. Mauro Grynszpan, obstetra da Pro Matre Paulista.

Mulheres que já praticam exercícios físicos antes de engravidar devem manter essa atividade durante a gravidez, no entanto devem ter cuidados especiais. Antes de qualquer coisa, é preciso consultar um médico para que ele avalie o risco dessa prática para a saúde do bebê. Se essas mulheres não mantiverem o hábito de praticar  uma atividade física, elas correm o risco de engordar mais do que deveriam.

Procure evitar atividades menos localizadas no abdome e modalidades de alto impacto, como vôlei, basquete, corrida com velocidade, entre outros. “Caminhadas ao ar livre, esteira, hidroginástica, musculação leve para membros superiores e inferiores não só estão liberados como são recomendáveis”, aconselha.

Para ter uma ideia do ganho de peso ideal na gestação, basta aplicar a seguinte fórmula: 6 quilos + 5% do peso da mulher antes de engravidar. Lembre-se: a atividade física sempre deve ser acompanhada por uma dieta saudável e balanceada.

É melhor dormir de lado durante a gestação: mito ou verdade?

Verdade.

Para um bom sono no período de crescimento da barriga, o ideal é deitar de lado, do esquerdo de preferência, e com um travesseiro entre as pernas para facilitar o fluxo de sangue e de nutrientes para a placenta, que estimula a função renal. Não se preocupe se acordar deitada de barriga ou de costas, apenas volte a deitar-se de lado. Alterações no sistema respiratório, como falta de ar, além de congestão e sangramento nasal, são outros sintomas que podem incomodar as gestantes. Intestino preso e ocorrência de gases também surgem ou se intensificam nesse período.

E à medida que se ganha peso, o inchaço nas pernas e o surgimento de varizes também podem acontecer. “O ideal é evitar longos períodos em pé ou sentada, movimentando-se de vez em quando, além do uso de meia elástica, que ajuda a diminuir o desconforto e a reduzir inchaços e varizes”, comenta o ginecologista e obstetra Dr. Luiz Fernando Leite.

Hortaliças são ótimas para gestantes: mito ou verdade?

Verdade!

Qualquer folha verde, verdura, legume ou erva é considerada um alimento do grupo das hortaliças. As cores dessas hortaliças, em sua maioria, significam a presença de fitoquímicos – substância com propriedades que melhoram o funcionamento do organismo e previnem contra doenças. Por isso, recomenda-se o consumo de hortaliças de cores variadas, principalmente as verdes e as alaranjadas, que são ricas em betacaroteno, item importante para a saúde da pele. Veja alguns exemplos:

Hortaliças verde-escuras – acelga, agrião, alface, almeirão, aspargos, brócolis, couve, couve de Bruxelas, jiló, ervilha torta, espinafre, escarola, pimentão verde, quiabo, rúcula e vagem. São ricas em ácido fólico, um nutriente que o bebê irá precisar. “O fechamento do tubo neural do feto ocorre, normalmente, entre a segunda e a quarta semana de gestação, por isso é importante iniciar a suplementação do ácido fólico antes mesmo de engravidar”, explica o Dr. Hérbene Milani, especialista em Medicina Fetal do Grupo Santa Joana.

Hortaliças alaranjadas – abóbora, cenoura, pimentão amarelo; hortaliças ricas em amido – os chamados tubérculos são hortaliças, mas se diferenciam do grupo por apresentar um teor maior de carboidrato. Fazem parte do grupo: pães, batata, cará, inhame, mandioca e mandioquinha (batata-baroa).

Gravidez cura endometriose: mito ou verdade?

É um mito. A endometriose – crescimento de endométrio fora do útero – é uma das principais causas da infertilidade. É comum ouvir que a gravidez é uma possibilidade de cura para a doença.

“A endometriose é hormônio-dependente. Então, na hora em que a paciente engravida, bloqueia o que ‘alimenta’ a endometriose, e ela fica atenuada. Não é que se trata a doença engravidando, mas suspende o crescimento dela. Antigamente, as mulheres engravidavam mais vezes, por isso, podiam ficar alguns anos livres da doença”, esclarece Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Com o tratamento adequado, a maioria das mulheres consegue engravidar. Visite regularmente um ginecologista.

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Chá alivia a cólica do bebê: mito ou verdade?

É um mito. Alguns pais se desesperam tanto ao ver seus pequenos gritando de dor que apelam para soluções nem sempre indicadas. Não dê qualquer substância para tentar aliviar as cólicas do bebê sem consultar um médico.  Na série “Cólicas”, Dra. Edneia Vaciloto Lima, pediatra da Pro Matre Paulista, explica por que isso não é recomendado.

“O ideal é o aleitamento materno exclusivo e dessa forma não oferecer nenhum outro tipo de líquido”, explica a pediatra, em consultoria para o site Bolsa de Mulher. Segundo as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMC) os pequenos devem se alimentar exclusivamente de leite materno durante os seis primeiros meses de vida.

Como o sistema digestivo do recém-nascido ainda não está completamente desenvolvido, algumas substâncias podem piorar as cólicas ou trazer consequências ainda mais sérias.