Período pós-parto exige cuidados com a mãe: mito ou verdade?

Verdade. Após a alegria de dar à luz, a nova mamãe passa por um momento de repouso e recolhimento, denominado de quarentena. Este período, conhecido clinicamente como puerpério, tem como objetivo permitir à mulher se recuperar do parto e começar a retomar sua forma antiga. Vários cuidados devem ser tomados neste início de vida nova, já que é nesta hora que pode aparecer a temida depressão pós-parto, que, em alguns casos, pode ser bem grave. Dr. Bruno Liberman, obstetra da Pro Matre Paulista, explica a questão do sangramento que ocorre logo após o parto, uma das primeiras dificuldades enfrentadas pela mulher após dar à luz.

“A puérpera sai da sala de parto com sangramento. Esse sangramento, nos primeiros dias mais intensos, vai progressivamente diminuindo, podendo persistir por até 40 dias. O normal é se estender entre 15 a 20 dias”, diz o médico. Para as mulheres que passam por um procedimento de cesariana, um cuidado especial deve ser dado ao corte da cirurgia, que pode incomodar bastante nos primeiros dias.

“A incisão da cesárea deve sempre ficar limpa. Água e sabonete são o suficiente, já que hoje não se recomenda fechar a incisão. Cada médico, no entanto, tem sua rotina, mas proteger de traumas no pós-operatório, como batidas e quedas, é muito importante”, completa Dr. Bruno. O obstetra diz, ainda, que como a cesariana é uma cirurgia de grande porte e, normalmente, causa dores, recomenda-se uso de analgésicos e antinflamatórios para amenizar a dor por até uma semana.

Bebê nos braços, alta do hospital e ida para casa. O que parece perfeito para a maioria das pessoas às vezes causa extrema angústia em determinadas gestantes, que sofrem da depressão pós-parto, um problema cada vez mais comum e que afeta todo tipo de mulher. Dr. Bruno explica que toda puérpera passa por um processo complicado de melancolia, mas não necessariamente desenvolve depressão.

“O puerpério é um período turbulento na elaboração de sentimentos, lidando com um ganho único, o nascimento e realizações, misturado com o sentimento de medos e perdas. É um momento de provação, no qual se têm muitas cobranças de si mesma e da sociedade.” O momento, no entanto, faz parte do quadro e geralmente não demanda o auxílio de um psicólogo. “São raros os casos onde é preciso apelar para medicamentos e psicoterapia. O mais comum são períodos de melancolia e, depois de 40 a 60 dias, melhora”, conclui o obstetra.

 

Maternidade não tem UTI: mito ou verdade?

Mito. Instituições de referência em ginecologia e obstetrícia, como é o caso da Pro Matre Paulista, são tão ou mais preparadas para atender casos de alta complexidade e emergências médicas associadas à gestante e ao bebê.

A UTI Adulto da Pro Matre Paulista tem uma central de monitoramento de última geração e reúne uma equipe de multidisciplinar, com profissionais especializados nas complicações durante a gestação e no pós-parto. Entre as principais ocorrências tratadas na UTI Adulto da maternidade estão a Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG), o trabalho de parto prematuro, o diabetes gestacional, as doenças cardíacas, a ruptura prematura de membranas, entre outros problemas.

Além da UTI Adulto, a Pro Matre dispõe de uma Unidade de Terapia Semi-Intensiva, indicada, normalmente, para pacientes grávidas com idade gestacional mais próxima de 40 semanas e que precisam de monitorização constante, pelo risco de parto prematuro. Com esse acompanhamento intenso, aumenta-se a possibilidade de estender o tempo da gestação, aumentando também as chances de evitar o nascimento de bebês prematuros e a consequente internação na UTI Neonatal.

Em casos de parto de alto risco, uma equipe multidisciplinar formada por especialistas de diferentes áreas está 24h de prontidão para atender a qualquer eventualidade. São intensivistas, cardiologistas, hematologistas, infectologistas, obstetras, anestesiologistas e enfermeiros especializados, que trabalham de forma coordenada e seguem protocolos estabelecidos.

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Nunca mais terei o corpo de antes: mito ou verdade?

Mito. A barriga cresce, as formas se alteram e toda mulher, em determinado momento da gestação, questiona-se se terá o mesmo corpo de antes. A volta à atividade física, em geral, é liberada quarenta dias após o parto mas, a melhor maneira de recuperar a antiga forma é cuidar-se durante a gestação, evitando o excesso de peso.

“Tudo começa no pré-natal, procurando manter uma alimentação equilibrada e uma atividade física constante, desde que não estejamos diante de uma gravidez de risco”, explica Dr. Mauro Grynszpan, obstetra da Pro Matre Paulista. A mulher que já pratica exercícios antes de engravidar pode manter a atividade durante a gestação, observando alguns cuidados. “Evitar exercícios localizados na região do abdome e modalidades de alta intensidade ou de impacto, como vôlei, basquete, corrida de velocidade, entre outros”, acrescenta o médico. “Caminhadas ao ar livre, esteira, hidroginástica, musculação leve para membros superiores e inferiores não só estão liberados como são recomendáveis”, lembra Dr. Mauro.

Na verdade, a mulher habituada a se exercitar deve manter esse hábito ao longo da gravidez, ou corre o risco de engordar mais do que deveria, já que seu organismo está acostumado a esse gasto calórico. Se parar a atividade física e aumentar a ingestão de alimentos, como ocorre naturalmente na gravidez, é peso extra na certa. O cálculo do ganho de peso ideal na gestação é dado pela seguinte fórmula: 6 quilos + 5% do peso da mulher antes de engravidar.

Outra medida interessante para assegurar a boa forma após a gestação é valer-se dos recursos de estética recomendados para grávidas, como drenagem linfática, que ajuda a reduzir o inchaço, e o uso de meias de compressão, evitando o surgimento de varizes. “No caso da drenagem, restringir os movimentos às costas e pernas, não fazendo na barriga.”

Consumir muito chocolate pode prejudicar a gestação: mito ou verdade?

Verdade. Para a maioria das mulheres, principalmente as consideradas chocólatras – viciadas em chocolate – a chegada da Páscoa parece ser uma boa desculpa para consumir o doce em maior quantidade e sem muita culpa. Com a grande oferta do produto nas gôndolas dos mercados, resistir à tentação se torna um grande desafio, especialmente para as gestantes, que precisam se cuidar ainda mais.

É justamente nesse momento que se deve redobrar a atenção e não se render aos ‘desejos’ de grávida, pois o consumo excessivo do chocolate, aliado a predisposição genética da gestante mais o aumento de peso característico deste período, pode resultar no desencadeamento de uma doença com potencial de danos graves à mãe e ao bebê: o diabetes gestacional –  que se caracteriza pela alteração da glicose, ou seja, o aumento da taxa de açúcar no sangue.

Este quadro geralmente aparece na segunda metade da gestação, podendo ou não persistir mesmo após o parto. Na maioria dos casos, os principais sintomas maternos desse tipo de diabetes se confundem com os normais da gravidez como fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e sede, por isso, é essencial o acompanhamento médico de pré-natal.

Mas, como fazer para não colocar a saúde em risco sem passar vontade? A endocrinologista Dra. Fernanda Uliana Pulzi, explica que as gestantes até podem consumir uma quantidade moderada de chocolate eventualmente. ‘’Independente de qualquer coisa, a gestante precisa manter uma dieta saudável: equilibrada e fracionada, com predominância de frutas e legumes. Mas ela não precisa sofrer e, se sentir vontade, pode consumir, no máximo, porções de 20 ou 30 gramas”. A médica ainda alerta que o chocolate, mesmo nessa quantidade pequena, não é para ser consumido diariamente.

Dra. Fernanda Pulzi também tranquiliza as grávidas que não conseguem se controlar, dizendo que elas podem consumir chocolate, desde que seja com moderação e também com aprovação do obstetra, caso haja algum tipo de restrição. A médica ainda dá dicas para quem não abre mão do doce de jeito nenhum. ‘’Para as que fazem questão de saborear um chocolate na Páscoa, uma dica é optar pelo meio amargo com, pelo menos, 70% cacau. Ele é o mais indicado por apresentar propriedades antioxidantes’’, explica a especialista.

Para a gestante conseguir escolher o que é mais saudável para ela e o bebê, é importante saber que o chocolate meio-amargo ou amargo são os ideais, eles possuem alta concentração de cacau (acima de 70%). O cacau possui flavonóides, epicatequinas e ácido galático que tem ação antioxidante e ajuda manter o coração e as células saudáveis. A regra é quanto mais escuro o chocolate, mais flavonóides ele tem, portanto mais saudável.

É importante esclarecer que pacientes sem complicações e que tem uma alimentação equilibrada, mas consomem o chocolate em pequenas quantidades, provavelmente não desenvolverão nenhuma doença. Porém, o consumo excessivo do chocolate, principalmente pelas mulheres que já desenvolveram o diabetes gestacional, pode levar ao ganho de peso exagerado pelo feto, além do aumento do líquido amniótico, levando ao trabalho de parto prematuro e aumento do risco da gestação com complicações hipertensivas como pré-eclâmpsia e eclâmpsia.

O diabetes gestacional pode surtir efeito não só na mãe, mas também no bebê mesmo depois do nascimento. ‘’Nas pacientes com diabetes gestacional, o bebê ao nascer tem maior risco de desconforto respiratório e hipoglicemia (açúcar baixo). Estas intercorrências requerem uma equipe de assistência neonatal capacitada e equipada para um suporte adequado’’, completa a profissional. Os bebês cujas mães consumiram muito carboidrato e açúcares durante a gestação também podem ter predisposição para obesidade e diabetes ao longo da vida.

Dra. Fernanda ainda deixa um alerta para as mamães que estão amamentando. ‘’O excesso de chocolate consumido pela mãe durante o período de amamentação também pode predispor a cólica no bebê, então o adequado é evitar o excesso’’, completa a médica.

Programar a gravidez com atenção ao peso ideal, alimentação saudável, prática de exercícios e evitar ganho de peso excessivo durante a gestação são medidas fundamentais para fugir do diabetes gestacional. A partir do diagnóstico, o tratamento imediato se dá com a reeducação alimentar, prática de atividade física, se possível, e controle de glicemia.

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Quando voltar ao trabalho, vou ter de parar de amamentar: mito ou verdade?

Mito. Terminada a licença maternidade, muitas mães se deparam com um novo desafio – como manter o aleitamento materno, mesmo estando fisicamente distantes do bebê? “A resposta para esta frequente pergunta está no armazenamento de leite materno”, comenta Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista responsável pelo Lactário da maternidade Pro Matre Paulista.

Para armazenar seu leite, a mãe terá apenas de se adaptar ao processo de ordenha, que pode ser manual ou mecânica. A ordenha manual é a mais indicada, por ser natural e menos agressiva (acompanhe o procedimento no box). No entanto, quando a mãe se adapta aos equipamentos mecânicos, pode se beneficiar de um processo mais rápido.

O leite materno é o alimento mais indicado para os bebês, entre outros benefícios, por ser naturalmente isento de contaminações, já que vai direto do seio para a boca. No entanto, ao ser retirado e manipulado, ele requer alguns cuidados para evitar sua contaminação. O ideal é que a mãe faça a ordenha após o banho, retirando pulseiras, anéis e relógio, mantendo os cabelos presos com touca ou lenço e colocando uma máscara descartável ou fralda sobre o nariz e a boca. A lavagem das mãos, com água e sabão, deve ir até o cotovelo. Depois, enxaguar bem e secar as mãos com toalha limpa ou papel descartável.

Quanto ao material a ser utilizado para armazenagem (frasco e tampa), lavar tudo com detergente e água corrente. Depois, ferver por 10 minutos, em fogo brando. Se preferir utilizar a bomba tira-leite, fazer o mesmo procedimento. Depois de fazer a ordenha do leite, identifique o frasco com data e horário da coleta. A validade para consumo, na geladeira, é de 12 horas, e, no freezer ou congelador, de 15 dias.

Tirando o leite

  • Massageie as mamas, utilizando os dedos (indicador e médio), fazendo movimentos circulares no sentido da aréola na mama inteira;
  • Os movimentos para coleta manual devem ser feitos na base da aréola em direção ao mamilo, alterando a posição;
  • Após a massagem da mama, limpe com algodão umedecido em água fervida a região areolar e mamilo (utilizar um pedaço de algodão para cada mama);
  • Em seguida, despreze os primeiros jatos, utilizando novamente um algodão umedecido para cada mama. Esse cuidado é importante para deixar o canal de saída do leite isento de resíduos da retirada anterior.

 

12 de abril, Dia do Obstetra e da Obstetriz

No último sábado, foi comemorado o Dia do Obstetra e da Obstetriz. Para quem já teve bebê, são dois profissionais inesquecíveis, que ficam na memória para sempre. A missão de ajudar bebês a chegar ao mundo já seria uma honra imensa, mas esses profissionais ainda podem se orgulhar de cuidar da vida e do bem-estar das mamães no momento mais importante de suas vidas.

É a obstetriz que vai receber a gestante em trabalho de parto, analisar seus sintomas, avaliar se chegou mesmo a hora e, sobretudo, transmitir informações, segurança e tranquilidade. Os médicos obstetras serão os responsáveis pelo procedimento cirúrgico mais aguardado, ajudando o bebê a cumprir a viagem entre o útero e o mundo aqui fora, sendo o primeiro contato do novo ser humano com este planeta.

Nos últimos dias, a maternidade Pro Matre Paulista homenageou esses profissionais, espalhando cartazes com mensagens de reconhecimento e gratidão às obstetrizes e aos obstetras da instituição. Já se passaram alguns dias, mas se puder, mande um alô para seu obstetra e para sua obstetriz, cumprimentando pelo dia. Ele certamente estará ocupado, trazendo mais gente ao mundo, mas sem dúvida ficará muito feliz com a sua lembrança!

Vacine, não vacile

Enxoval, enfeite de porta, lembrancinhas e… vacinas. O foco na imunização deve estar entre as preocupações dos pais desde a maternidade. Isto porque o bebê precisa estar protegido contra alguns tipos de vírus antes mesmo de receber alta. “Na Pro Matre Paulista, todos os bebês podem receber a dose única da BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da vacina contra Hepatite B antes de deixarem o hospital”, diz Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição.

Esta medida vale inclusive para os bebês prematuros. Bebês nascidos antes do tempo, que necessitem de internação na UTI Neonatal por longos períodos, também podem ser vacinados ainda na maternidade, seguindo o calendário normal, obedecendo suas idades cronológicas.

Depois da alta, é fundamental que os pais observem e cumpram a tabela (ou calendário) de vacinação, definida pelos critérios da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunização. As vacinas indicadas para cada idade estão disponíveis tanto na rede pública quanto em clínicas particulares.

A opção pelas instituições privadas pode se justificada pela maior abrangência das vacinas (em alguns casos, protegem contra um número maior de germes que na rede pública) e pelos riscos menores de reação (por serem produtos mais purificados). Outro benefício dos procedimentos na rede particular está na possibilidade de aplicar várias vacinas em uma única picada.

É muito importante seguir à risca o calendário de vacinação. O Brasil tem conseguido erradicar doenças como a paralisia infantil (sem registro de casos novos desde 1987). Atribui-se esse panorama às campanhas públicas de vacinação. “No entanto, só a vigilância permanente ao calendário pode assegurar esse quadro positivo”, alerta Dra. Rosana. Portanto, vacine, não vacile.

Prematuros engasgam mais facilmente: mito ou verdade?

Verdade. Ainda no berço, sereno e aparentemente tão frágil, o bebê parece a salvo de qualquer perigo. No entanto, mesmo nessa fase, os pequenos já demonstram seu talento para levar as famílias a momentos de real apreensão. Um dos maiores temores é o engasgo. O bebê começa a mamar e, num dado momento, parece não conseguir respirar. “Esta situação reflete a nova condição do bebê, que está aprendendo a respirar depois de meses no útero da mãe, onde não exercia esta função como o ser humano faz normalmente”, explica Dr. Francisco Braz, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Bebês nascidos após 37 semanas de gestação ou mais são plenamente capazes de mamar e respirar ao mesmo tempo. Já os prematuros, especialmente aqueles que nasceram antes de 34 semanas de gestação, ainda têm o centro respiratório (localizado no sistema nervoso) imaturo e, de fato, vão demorar mais tempo para exercer esta função.

É uma questão de prática, portanto, até que o bebê aprenda a coordenar os movimentos de sugar, deglutir e respirar. Quando ocorrer o engasgo o ideal é apoiar o bebê pelo peito, deixando-o na posição de bruços, para facilitar a saída do leite que, em vez de ser deglutido, desviou-se para as vias respiratórias. “O risco do engasgo com leite está na aspiração do líquido (o leite vai para as vias aéreas, em vez de ir para o estômago)” , acrescenta Dr. Braz.

Quando a criança já está maior e começa a ser alimentada com frutas e papinhas, o cuidado deve estar na consistência dos alimentos. É importante que o bebê comece a ter contato com alimentos menos líquidos, mas, ainda assim, os pedaços devem ser bem pequenos, para evitar os engasgos.

Cheguei com o bebê da maternidade: e agora?

Muitos casais imaginam que o binômio planejamento e informação seja suficiente para lidar com todas as situações relacionadas à gravidez e à chegada do bebê. No entanto, bebês não são aparelhos eletrônicos, que chegam em casa com manual. Aprender a reconhecer as reações do bebê é fundamental para ganhar confiança e atravessar esse momento com tranquilidade.

“O excesso de informação às vezes confunde e cria mais tensão. Costumo dar um conselho simples: desenvolva sua intuição, pois ela ajuda a entender as respostas do seu filho”, orienta Dr. José Claudionor Silva Souza, pediatra da Pro Matre Paulista. Pensando em vários desses momentos, que deixam papais e mamães inseguros, ele traz dicas para os primeiros momentos do bebê em casa.

Saindo da maternidade

Nem colocou os pés para fora do hospital e a família já se depara com uma dúvida frequente: como transportar corretamente o bebê, no carro? “Nesse caso, não é conselho, é norma de segurança, passível de multa: todo recém-nascido deve ser transportado em bebê conforto, no banco traseiro, virado para trás e preso pelo cinto”, explica Dr. Claudionor. Esse tipo de transporte deve ser utilizado até um ano de vida. Nunca levar o bebê em cesto (tipo Moisés) nem no colo.

Banho: como, quando, onde?

Um dos momentos de maior aflição dos pais, principalmente dos “marinheiros de primeira viagem” é a hora do banho. Não tem segredo: recém-nascido deve tomar banho em banheirinha, com água a 37 ou 38ºC, usando apenas sabonete neutro para a higienização. Nos primeiros meses, nada de shampoo, talco ou qualquer tipo de perfume.

“A água é a do chuveiro mesmo, sem necessidade de ferver ou filtrar.” O horário mais indicado é o mais quente do dia, entre 10h e 14h. No Verão, pode-se dar outro banho antes de dormir, sem a necessidade de fazer a higiene completa, apenas para ajudar a relaxar o bebê. O banho de balde pode ser usado nessa circunstância, mas para a higienização completa, a banheirinha é mais indicada. “Fundamental é enxugar bem as dobrinhas – pescoço, virilha, axilas.”

Trocando fraldas

A higiene íntima do bebê pode ser feita apenas com água morna e algodão. O uso de pomadas contra assaduras fica a critério de cada mãe. Quem usa a pomada deve aplicar óleo de amêndoas doces na região, pelo menos uma vez por dia, para retirar o excesso da pomada, que fica impregnada à pele. “Lembrar, sempre, que a higiene íntima das meninas deve ser feita no sentido da vagina para o bumbum, nunca ao contrário.”

Normalmente, é aconselhável trocar a fralda cada vez que a criança faz xixi ou cocô. No entanto, vale uma orientação diferente para os recém-nascidos, que costumam fazer cocô logo depois de mamar, já dormindo. “É melhor deixar a criança dormir e trocar assim que ela acordar novamente, para evitar manipular o bebê que acabou de mamar e pode regurgitar”, aconselha o médico.

No carro, lugar de bebê é no colo da mãe: mito ou verdade?

Mito! E um mito que pode trazer consequências seríssimas.

Mais de duas mil crianças morrem em acidentes de carro anualmente no Brasil. Milhares de outras ficam com graves sequelas que as acompanharão pelo resto das suas vidas. “A maioria dos acidentes ocorre em trajetos curtos e em velocidades baixas e médias”, aponta Dr. Alexandre Lourenço, ortopedista pediátrico da Pro Matre Paulista.

 Muita gente pensa que a melhor maneira de levar o bebê em um trajeto feito de carro é no colo. “Este é um grande equívoco, pois além do impacto da projeção que a criança pode sofrer, ainda há o risco de esmagamento causado pelo adulto que tem a criança no seu colo”, acrescenta Dr. Alexandre. Segundo as normas de segurança do CONTRAN, órgão regulador de trânsito no Brasil, há um tipo de cadeirinha ou assento especialmente indicado para cada faixa etária.

DE 0 A 1 ANO

Nesta faixa etária (incluindo o recém-nascido), o certo é o transporte em cadeirinhas de segurança, tipo bebê conforto, sempre presas pelo cinto de segurança do carro e de costas para o movimento do carro.

DE 1 A  4 ANOS

As crianças devem ser transportadas em cadeirinhas presas pelo cinto de segurança. A posição mais segura é no centro do banco traseiro.

DE 4 A 10 ANOS

As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado assento de elevação ou buster”, segundo determina o CONTRAN. Contudo, esta recomendação é válida até os 10 anos, visto que os cintos de segurança dos carros, em geral, são projetados para pessoas com mais de1,45 cm e estes assentos de elevação permitem adequar a altura da criança para o uso correto do cinto de segurança no ombro e na cintura.