Pais “grávidos”: mito ou verdade?

É claro que a barriga que vai crescer é a da mãe (ou não apenas a dela!). No entanto, é cada vez mais comum o número de companheiros que querem se envolver na fase de gestação e cuidados com o bebê. O auxílio dos pais nessa nova etapa é fundamental para a tranquilidade das mamães. Mas, como ajudar?

Gestantes podem sofrer com enjoos, ansiedade, medo, depressão. Entretanto, apesar de raros, há casos em que os futuros pais também compartilham destes mesmos sintomas, incluindo suas dores. As razões para este tipo de comportamento são diversas, mas as mais comuns são a falta de planejamento da gestação e o medo do desconhecido, do que virá após o parto, além das responsabilidades naturais que este tipo de acontecimento implica.

É importante que o pai também participe de todas as etapas da gestação. A criança que está a caminho vai precisar de cuidados do casal. Para o bebê, quanto mais atenção e cuidado, mais fácil ficará seu desenvolvimento. Isso vale para todas as etapas que envolvem a gestação, desde a escolha do médico obstetra, até o curso para gestantes e mães, onde estarão presentes outros homens com as mesmas preocupações que as suas.

Quer saber mais? Aproveite o fim de semana e navegue no Espaço Família, do site da Pro Matre Paulista.

Crianças podem mudar seus hábitos alimentares: mito ou verdade?

Verdade. Assim que começa a conhecer texturas e sabores, depois da fase da amamentação, o bebê encanta os olhos da família: come de tudo! Por volta dos dois anos, ele começa a escolher o que comer, dando preferência para os alimentos ou grupos de alimentos que mais lhe agradam. É muito difícil, especialmente para as mães, passar por essa fase sem se preocupar ou embarcar no clima de drama que cerca o momento.

De uma hora para outra, a criança passa a rejeitar alimentos que comia com prazer e naturalidade. Por que isso acontece? “Trata-se de uma fase seletiva da criança e é importante que a mãe aceite este momento, que é difícil”, reconhece o pediatra José Claudionor Souza, da Pro Matre Paulista. As maiores vítimas da nova alimentação seletiva dos pequenos costumam ser as verduras e os legumes.

Mesmo sendo natural, não há mãe que se conforme em deixar a criança sem comer e isso nem pode ser visto como uma opção. O ideal, segundo o médico, é continuar apresentando os alimentos, mesmo que recuse, para ela ter mais opções em escolher. “É importante também que os pais comam de tudo, pois se as crianças observam que os pais não comem determinado tipo de alimento, elas também não comerão, por simples imitação.

Claro que, em determinados momentos, bate o desespero. Diante da recusa sistemática da criança em comer, a substituição de alimentos torna-se uma alternativa recorrente, levando pais, avós e outros cuidadores a oferecer alimentos bem aceitos, como o leite na mamadeira. “É preferível que  isso não ocorra, pois a criança aceitará sempre o que quer. Viverá só de leite, que também é nutritivo, porém aumenta sua seletividade”, acrescenta o pediatra.

Não oferecer substituto e deixar a criança sem comer é uma saída? Segundo o médico, pode ser, mas até quanto tempo a mãe deve esperar? “Enquanto tiver paciência, mas geralmente a criança vence”, alerta José Claudionor. Segundo o médico, é mais fácil aceitar o que a criança come do que fazê-la comer o que o adulto acha que é necessário. “Isso gera um problema na esfera emocional onde a criança nunca contenta o adulto com o que come e, em uma espécie de birra permanente, a criança cada vez come menos”, comenta.

Pela experiência do médico, pais que aceitam o que a criança come, no geral, estimulam o filho a comer melhor. “Enaltecer que a criança come bem, não importando o quanto come, é melhor que comentar que a criança come mal.”

“Infelizmente, as famílias acham que a criança tem de comer o quanto o adulto acha que é importante e não o que é importante de fato para seu crescimento. É comum a criança comer o quanto a família acha que é pouco e continuar  crescendo no mesmo padrão que crescia antes. É necessário saber que com o crescimento , o número de refeições diminui , a necessidade calórica é menor e a criança mantém o mesmo padrão de crescimento”, conclui. Portanto, mamães e papais, contenham a ansiedade.

O bebê é capaz de explorar seus cinco sentidos: mito ou verdade?

Verdade. Pequeno e parecendo tão frágil, o recém-nascido está longe de ser um “projeto de gente”. Este ser humano que mal saiu da barriga da mãe tem todos os órgãos de um adulto e, logo nos primeiros momentos, já é capaz de explorar seus cinco sentidos. “Crianças normais nascem com os cinco sentidos já formatados para levar ao Sistema Nervoso Central as informações percebidas e que tratarão de estabelecer os vínculos com o ambiente que os envolve, permitindo que se explorem as sensações desde então”, afirma Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista.

No momento do nascimento, uma criança pode explorar todos os cinco sentidos: degustar, ouvir, ver, tocar e cheirar, embora eles ainda não estejam totalmente desenvolvidos. Logo nos primeiros instantes de vida, os bebês são capazes de reconhecer o cheiro da própria mãe e de sentir seu toque. Isso fica evidente quando, minutos após o parto, ao serem colocados juntos à pele da mãe, aqueles que estavam chorando deixam de fazê-lo.

Vozes familiares ouvidas na vida fetal podem ser reconhecidas após o nascimento. Esta também é fácil de constatar: basta ver como bebês se acalmam ao escutar canções de ninar cantadas pela mãe ou pelo pai. Há ainda os cheiros, que provocam respostas logo após o nascimento, o que espelha esta habilidade presente logo nos primeiros momentos de vida. Outras sensações levam mais tempo para serem exploradas e seu desenvolvimento vai depender, entre outros fatores, da vivência diária e do conjunto de experiências.

Por isso, fique atento para o fato de que o bebê vai se desenvolver mais rápido e melhor quanto mais for estimulado pela família. Portanto, aproveite todas as oportunidades para ajudar seu bebê a se acostumar a esse novo mundo de sensações.

Muitos bebês têm icterícia: mito ou verdade?

Verdade. Uma das doenças mais comuns no recém-nascido é a icterícia. Ela ocorre quando existe acúmulo no sangue de um pigmento produzido naturalmente pelo nosso organismo, chamado bilirrubina, que é metabolizado pelo fígado e eliminado através das fezes e da urina.

Frequentemente ocorre um aumento de bilirrubina entre o segundo e o terceiro dia de vida, isso porque o organismo do bebê ainda é imaturo para eliminar este pigmento. É possível detectá-la observando sua pele, que fica mais amarelada. Geralmente, a icterícia inicia-se pela face, podendo progredir pelo corpo.

O branco dos olhos do bebê também pode tornar-se amarelado. Mas não se preocupe, pois a maioria das icterícias não necessita de tratamento. Quando indicado pelo médico, o bebê deverá ser mantido no hospital para o chamado banho de luz (fototerapia), que normalmente é o suficiente para a eliminação da doença.

Dicas como esta você encontra no Espaço Família, no site da Pro Matre Paulista. São orientações para a gestante, para o bebê e também o “Papo de Pai”. Aproveite o fim de semana e acesse!

Gestante não deve comer carnes cruas: mito ou verdade?

Verdade. Comer carnes durante a gestação é importante para suprir as necessidades de proteínas e ferro, necessárias para o desenvolvimento do feto. Para grávidas e lactantes, os profissionais da saúde não recomendam o consumo de carnes cruas, sejam elas de vaca ou de peixe.

“Pedimos para não consumir carne crua porque, muitas vezes não se sabe a procedência desse alimento. Quando cozinhamos a carne, isso destrói a grande maioria dos microrganismos patogênicos. É justamente para evitar que a gestante ou a mulher que está amamentando tenha alguma infecção”, explica Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

As carnes são os alimentos mais ricos em ferro. “Geralmente, os profissionais recomendam consumir uma média de 200 gramas de carne por dia, o equivalente a dois bifes médios, um em cada refeição. A quantidade de proteínas durante a gestação deve aumentar muito pouco”, acrescenta a nutricionista.

Outra dúvida recorrente entre gestantes diz respeito ao ovo, típico alimento que sai e entra na moda em diferentes épocas. É muito comum encontrar aqueles pesquisadores que defendam o seu uso para uma boa dieta e os que são contrários a ele. Embora a alergia a substâncias presentes no ovo seja bastante comum, a gestante pode comê-lo, respeitando as orientações nutricionais.

“A recomendação é ingerir até três ovos por semana, por conta da quantidade de gordura que ele tem. Além disso, várias formas de preparo do ovo levam mais gordura, como o próprio ovo frito e a omelete”, orienta Luciana. O ovo também pode ser usado para substituir as carnes. Segundo a nutricionista, dois ovos equivalem a uma porção de carne.

Alguns pais podem se sentir excluídos com a chegada do bebê: mito ou verdade?

Verdade. Enquanto há uma grávida, todas as atenções são para ela. Quando chega um bebê, ninguém tem olhos para mais nada. E onde fica o pai, nesse novo e desafiador cenário familiar? Diante dessa dúvida – comum na maioria dos casos – muitos homens sentem-se excluídos nos primeiros tempos do bebê em casa.

De fato, o vínculo com a mãe é muito maior nesse período. Além de depender dela para a própria alimentação, o bebê precisa do contato físico com a mãe para seu desenvolvimento físico. A figura do pai vai se fortalecer e ganhar peso no processo de crescimento da criança alguns meses mais tarde. No entanto, sua presença e atuação segura serão fundamentais para a outra personagem dessa história, a mãe.

“No período pós-parto, o pai é muito importante para a mãe, representando uma fonte de segurança e tranquilidade nesse momento de ansiedade e incertezas, principalmente quando se trata do primeiro filho”, comenta Flavia Ianzini Carnielli, psicóloga da Pro Matre Paulista.

Não é incomum que, após a chegada do bebê, alguns homens desenvolvam sintomas parecidos com os da depressão pós-parto. Com todas as atenções da mulher voltadas para a criança, sentimentos de rejeição e ciúme podem desestabilizar esse pai que, afinal, também está estreando em nova função. “Cabe à mulher não excluir o companheiro nas decisões e tarefas relacionadas ao bebê”, acrescenta Flávia, lembrando que, muitas vezes, a gestante praticamente substitui a companhia do marido pela da mãe nessa fase.

A figura do pai distante, que não sabe nem trocar uma fralda, é cada vez mais um quadro do passado. Hoje, a maioria dos homens quer e se sente orgulhosa por participar da vida do bebê, desde os primeiros momentos. Ser o porto seguro da mãe – especialmente as de primeira viagem – é uma ótima maneira de começar.

Gestantes devem ingerir mais cálcio: mito ou verdade?

Verdade. O cálcio, utilizado para construir os ossos e dentes, também ajuda a manter nossa massa óssea. Os laticínios em geral são a principal fonte de cálcio e o seu consumo diário ajuda a formar e manter a massa óssea por todo o ciclo de vida, reduzindo o risco de osteoporose.  Portanto, não esqueça de incluir esses alimentos em sua dieta, especialmente durante a gravidez.

O site da Pro Matre Paulista tem um vasto conteúdo sobre Nutrição na Gravidez, com dicas e orientação para a mulher que já está grávida ou quer começar a preparar seu organismo para uma gestação. Aproveite o final de semana e navegue à vontade por esse conteúdo. Bom fim de semana e ótima gestação!

Crianças seguem um padrão de crescimento: mito ou verdade?

Quase toda mãe é acometida por uma espécie de mania: comparar o tamanho de seu filho com outras crianças, sempre questionando se o seu está “normal”. Esta comparação até faz algum sentido, pois de fato existe um padrão de referência para acompanhar o crescimento das crianças. Porém, como lembra Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista, a avaliação do crescimento deve ser sempre individualizada, e feita pelo pediatra.

A maioria dos serviços de pediatria utiliza o padrão referencia do National Center for Health Statistics (NCHS), dos EUA, que acompanha o peso, o comprimento e o perímetro cefálico (PC), em relação à idade em meses (até 48 meses) e anos de (4 a20 anos). Com base nesses dados, são estabelecidas as chamadas curvas de crescimento, tabuladas de acordo com idade e sexo, e com percentis consideradas dentro da normalidade entre P3 e P97, usados como padrão de seguimento.

Regra geral  do crescimento

Peso

Após o nascimento, é normal que o recém-nascido tenha perda de peso em torno de 10%, recuperando-o com 10 dias de vida

1º trimestre = engorda 25g por dia

2º trimestre = engorda 20g por dia

3º trimestre = engorda 15g por dia

4º trimestre = engorda 10g por dia

Com a idade de 4 a5 meses, o bebê deverá ter dobrado de peso

1 ano = triplica o peso de nascimento

2 anos = quadruplica o peso de nascimento

A partir dos dois anos, engorda 2,5 kg por ano

Na fase pré-escolar = engorda:2 kg por ano

Na fase escolar = engorda 3,5 kg por ano

Comprimento / Estatura

Nascimento = 50 cm

1º semestre = cresce 15 cm

2 semestre = cresce 10 cm

Segundo e terceiro ano = cresce 12 cm por ano

Aos 4 anos = atinge 1 metro

Pré-escolar = cresce 6 a 8 cm por ano

Escolar = cresce 6 cm por ano

Adolescente = cresce 8 a10 cm por ano

Feliz Dia da Enfermeira!

Verdadeiros anjos da guarda. Não é exagero definir as enfermeiras desta forma. São elas que, nos momentos de maior ansiedade, estão ao lado do paciente para transmitir segurança e experiência, não apenas para quem está internado, mas também para sua família. No ambiente das maternidades, elas são aquelas profissionais sensíveis aos anseios e expectativas das futuras mamães e das mulheres que acabaram de dar à luz.

As enfermeiras são a alma de uma instituição de saúde. Graças a elas, cada mulher é atendida de forma cuidadosa e personalizada. Quem já passou por isso sabe: enfermeiras serão fundamentais para reduzir as ansiedades do parto e dos primeiros cuidados com o bebê.

A confiança na experiência dessas profissionais dará mais segurança para cuidar de seu em casa, pode ter certeza. Elas oferecerão importantes dicas de como amamentar, dar banho no pequeno, cuidar do coto umbilical, entre outras tarefas diárias. Não é exagero dizer que a enfermeira se torna mais uma parceira da família nesse momento tão importante.

No dia 12 de maio, comemora-se o dia da enfermagem. Está é a homenagem da Pro Matre Paulista a todos esses “anjos” hospitalares, que zelam pelas mamães que por aqui passam.

Contração é sinônimo de trabalho de parto: mito ou verdade?

Mito. Há vários outros sinais do trabalho de parto.

“É normal ter contrações durante toda a gestação, principalmente nos últimos meses. A contração de Braxton-Hicks melhora a circulação placentária. São contrações diferentes do trabalho de parto, que ajudam na manutenção da gestação. Quando a gestante entra em trabalho de parto, as contrações são mais frequentes e com uma duração maior. Se aparecerem a cada dez minutos, por, pelo menos, duas ou três horas, ela pode vir para a maternidade para verificar se está realmente iniciando o trabalho de parto”, orienta a enfermeira Ana Cristina Palmieri.

É muito importante ficar tranquila nesse momento. Quando as contrações ritmadas começam a aparece, ainda dá tempo de chegar, sem pressa, ao hospital. Uma dica importante é ter o telefone do seu médico sempre por perto. Ele pode ajudar a identificar o trabalho de parto.

Reconhecer o momento em que o bebê está prestes a nascer é muito importante. Os sinais de trabalho de parto nem sempre são evidentes. Os sinais mais comuns de que o parto se aproxima são: perda do tampão, contrações ritmadas, rompimento da bolsa, dilatação e até sangramento.

“A gestante terá perda de líquido, pois, quando a bolsa é rompida, o líquido amniótico é liberado. Nós orientamos a colocar um absorvente, andar um pouco pela casa e, se continuar saindo líquido, que ela venha para a maternidade. Se houver um sangramento de maior intensidade, também deve vir – um pouco de sangue pode ser liberado na dilatação”, acrescenta Ana Cristina.

Quando entrar em trabalho de parto, não se desespere. Dirija-se, com calma, para o hospital. Você pode ligar para seu médico antes de sair. Ele confirmará o parto e pode passar algumas orientações.