Bebês podem apresentar alergia a leite de vaca: mito ou verdade?

Verdade. Nos primeiros anos de vida, um tipo de alergia muito comum pode se manifestar nos bebês – a alergia ao leite de vaca. A situação é um clássico: a criança deixa de ser amamentada pela mãe e, ao introduzir algum tipo de fórmula infantil, os pais notam que o bebê desenvolve sintomas como desconforto abdominal, diarreia, flatulência e, em casos mais graves, até sangramento intestinal.

“O quadro é diferente da intolerância à lactose, no qual a criança não é capaz de digerir completamente o açúcar presente no leite. No caso da alergia, o bebê tem dificuldade em digerir a proteína do leite”, comenta Dr. Francisco Brás, neonatologista da Pro Matre Paulista . A solução, neste caso, é substituir o alimento convencional por fórmulas disponíveis no mercado, com proteínas modificadas, que permitem ao bebê receber os nutrientes sem sofrer com as consequências do leite in natura.

Um recurso simples, mas extremamente eficaz, no combate às alergias é o próprio leite materno. Quanto mais o bebê for alimentado com o leite da mãe, mais anticorpos receberá, fortalecendo seu sistema de defesa contra fatores externos. “Além disso, se o regime de aleitamento materno for mantido exclusivo até os seis meses, evita-se a exposição precoce do bebê a alimentos que podem causar alergias, como corantes, conservantes e outros componentes da alimentação industrializada”, lembra o neonatologista.

O médico reforça que casos extremos de reação alérgica podem evoluir para quadros graves, com a formação de inchaços em regiões como rosto, língua e pescoço a ponto de bloquear a respiração. “Nestes casos, a conduta é procurar atendimento de emergência em pronto-socorro”, conclui.

 

Diabetes gestacional está relacionado ao ganho de peso: mito ou verdade?

Verdade. Durante a gestação, o organismo da mulher sofre inúmeras transformações radicais. Entre as complicações que podem atrapalhar o andamento da gestação está o diabetes gestacional – uma intolerância temporária à ação da insulina, hormônio responsável pela entrada de glicose nas células.

“O diabetes gestacional está relacionado ao quanto a mãe engorda e à herança familiar. O ideal é ter uma dieta fracionada, com muita hidratação durante o dia, mastigar bem os alimentos e fazer atividade física três ou quatro vezes por semana”, explica Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista Segundo ele, se a gestante mantiver essas práticas saudáveis, ela também diminuirá os riscos de outras complicações como pressão alta, dor nas costas, inchaço, infecções, parto prematuro, entre outras.

Os sintomas do diabetes gestacional são muito parecidos com as alterações normais da gestação – fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e da sede. A doença, que atinge de 7 a 13% das mulheres, em muitos casos pode ser controlada apenas com uma adaptação da alimentação.

Berçário: a segunda “casa” do seu bebê

Em algumas horas, tudo muda. Vocês ficaram grudados um no outro durante nove meses. Aí veio o trabalho de parto, a bolsa estourou, você foi para a maternidade, a equipe de profissionais recebeu vocês e, como se o tempo parasse, de repente você estava com seu bebezinho nos braços. E então o tempo voltou a acelerar e ele foi levado por mãos que não eram as suas, e limparam seu bebê, deram banho, colocaram a primeira roupinha e ele já não estava dentro de você. Para onde levaram seu bebê?

Calma, mamãe, relaxe. Nesse tempo, que será só seu, enquanto você se recupera de tantas mudanças físicas e emocionais em tão poucos minutos, seu bebê estará no berçário, sendo muito bem cuidado por equipes de enfermeiras e médicos.

É no berçário que são feitos os primeiros exames do bebê, tanto clínicos quanto laboratoriais. Hoje em dia, muitas mães preferem que o bebê fique no quarto a maior parte do dia. Ainda assim, o bebê será levado de volta ao berçário em alguns momentos. Por exemplo, na hora do banho.

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Gravidez acima dos 35 anos tem mais riscos: mito ou verdade?

Verdade. Na literatura médica habitual, a mulher grávida com mais de 35 anos é descrita como “gestante idosa”. O próprio termo pode estar deslocado, em um mundo no qual mulheres na faixa dos 40 anos exibem aparência, vitalidade e saúde compráveis às de jovens de 20 e poucos. Ainda assim, o tempo não para e, fisiologicamente, a mulher grávida com mais de 35 anos fica exposta a mais riscos relacionados à gravidez.

A começar pela fertilidade, que decai vertiginosamente após a mulher atingir essa idade. Ao contrário do homem, que começa a produzir seus espermatozoides na puberdade e segue produzindo-os ao longo da vida adulta, a mulher nasce com todos os seus óvulos, começa a liberá-los para a fecundação a partir da puberdade e não os repõe durante a vida. A idade de 35 anos é considerada um marco para a fertilidade da mulher, pois é nesse período que sua ovulação tende a diminuir.

Mas, essa idade – 35 anos – também representa um momento importante no que diz respeito aos riscos para mãe e bebê, mesmo que a gestação tenha ocorrido naturalmente, sem a necessidade de recorrer a tratamentos de reprodução assistida. “As complicações mais frequentes nas gestações tardias são a doença hipertensiva específica da gestação, conhecida como DHEG, o diabetes gestacional, o risco de prematuridade e os problemas cardíacos”, comenta Dr. Felipe Favorette Campanharo, clínico da Pro Matre Paulista.

O aumento da ocorrência de hipertensão e diabetes na gestação está diretamente ligado à idade mais avançada na gravidez. Como explica Dr. Felipe, as duas doenças normalmente começam a se manifestar em pessoas com mais idade, e isso vale para mulheres. “Gestantes que já apresentavam quadros crônicos dessas doenças podem sofrer o agravamento delas durante a gravidez, ficando expostas a riscos como parto prematuro, restrição de crescimento fetal, hemorragias pós-parto, entre outros”, comenta.

No entanto, há manifestações dessas doenças que são específicas da gestação e podem acometer mulheres que, antes da gravidez, não apresentavam quadros crônicos nem de hipertensão nem de diabetes. A pré-eclâmpsia, principal ocorrência nos serviços de terapia intensiva e semi-intensiva das maternidades, está relacionada ao aumento de pressão arterial após a 20ª semana da gravidez, ainda que a mulher não seja portadora crônica de hipertensão. “Outros sinais de pré-eclâmpsia são a presença de proteína na urina e inchaços significativos”, acrescenta Dr. Felipe.

No caso do diabetes gestacional, a origem pode estar em um quadro anterior à própria gravidez (histórico familiar, obesidade etc.) ou não. “Muitas mulheres desenvolvem o diabetes durante a gravidez pela ação de hormônios, produzidos apenas durante a gestação, que interferem na ação da insulina”, lembra o médico. Em geral, essas pacientes tendem a não apresentar mais o quadro de diabetes após a gestação. Isso será monitorado, ao longo da gravidez e nos primeiros meses após o parto, por meio de exames clínicos e laboratoriais (curva glicêmica), e a persistência do diabetes pode variar de uma paciente para outra. As chamadas cardiopatias (doenças cardíacas) também podem ser agravadas ao longo da gestação, principalmente pela sobrecarga ao sistema circulatório própria da gravidez.

Mas, felizmente, se os riscos existem e devem ser considerados, o avanço da obstetrícia permite vislumbrar um número cada vez maior de mulheres grávidas e saudáveis com idades superiores a 35 anos. O planejamento da gestação é um passo importante para assegurar esse quadro. A manutenção do peso ideal, antes e durante a gravidez, também resguarda a mulher de uma série de riscos. Um pré-natal cuidadoso, sobretudo, garante a atenção necessária a todas as variações do quadro clínico, que podem sugerir algum tipo de alteração.

“Hoje, graças a serviços como as unidades de terapia semi-intensiva, as complicações da gravidez são monitoradas e, seus sintomas, tratados, possibilitando que a mulher mantenha a gestação pelo maior tempo possível, evitando partos prematuros e tornando viável o nascimento de seus bebês”, testemunha Dr. Felipe. O tempo continua passando, mas a medicina está ajudando as mulheres a se entenderem com ele.

Cheguei com o bebê em casa: e agora?

A chegada em casa, com o bebê vindo da maternidade, inaugura uma fase de muitas dúvidas e aflições para mamães e papais, principalmente os de primeira viagem. Curativo do umbigo, banho e troca de fraldas: verdadeiros enigmas que, no fundo, só demandam a orientação correta e um pouco de prática.

Entre sete a 14 dias após o nascimento, o coto umbilical cairá e, ao longo deste tempo, ele escurecerá. Até cair, deve ficar bem ventilado, pois as secreções poderão ser normais, desde que não fétidas. “Para tratá-lo, deve-se usar solução alcoólica 70%, passado bem na base e ao redor do umbigo no mínimo 3 vezes por dia”, destaca Dr. Francisco Dutra, neonatologista da Pro Matre Paulista.

O banho poderá ser feito a qualquer hora, preferencialmente no horário mais quente do dia, entre 11 horas e meio dia. Não é preciso que a água seja fervida, devendo ser usada diretamente da torneira. A temperatura poderá ser avaliada no dorso da mão ou no cotovelo. O sabão pode ser liquido ou em pedra. Se optar pelo sabão líquido, evitar quantidade excessiva, pois ele retira a gordura da pele, que é um protetor natural do ser humano. E atenção: não use talco e nem perfume no bebê.

“Quanto às fraldas, suas trocas deverão ser frequentes, evitando-se, assim, a assadura.“ Lembre-se que, após a mamada, deverá ser conferida se a fralda está suja e obrigatoriamente deverá ser trocada, mesmo com o risco de o bebê regurgitar à manipulação”, completa Dr. Francisco.

Alguns sinais são importantes para que os pais saibam se devem ou não retornar à maternidade com o recém-nascido. Em casa deve-se observar a frequência das mamadas (em intervalos de duas a quatro horas) e a quantidade de vezes que o bebê urina (em média, quatro a seis vezes por dia), além do controle da temperatura. Caso esteja tudo bem, a visita de rotina ao pediatra deverá ser em média de dois a três dias após a alta hospitalar.

Que tal conhecer a Pro Matre Paulista agora?

Enquanto vai se preparando para a chegada do bebê, a nova família passa por fases distintas. Primeiro, a alegria, às vezes o susto pela notícia da gravidez. Nas primeiras semanas, pode acontecer um pouco de enjoo, muito sono, instabilidade emocional. A gravidez avança e outros focos aparecem: descobrir o sexo do bebê, começar a montar o enxoval, decorar o quarto.

Cedo ou tarde, toda gestante acaba ouvindo a mesma pergunta: onde você vai ter seu bebê?

Conhecer a maternidade antes do parto é importante para tirar dúvidas, sentir mais segurança quando chegar o grande dia e, até mesmo, curtir antecipadamente esse momento mais que especial. Na Pro Matre Paulista, você pode agendar visitas para conhecer as instalações da maternidade, mas, se a ansiedade está alta aí, não se incomode.

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Mulheres que engravidam acidentalmente ficam mais ansiosas?

Engravidar é uma decisão muito importante na vida de uma mulher. É algo que os casais costumam planejar ao longo do tempo. No entanto, a mulher pode engravidar quando menos espera. Nesse momento, é preciso se reestabelecer e começar os planejamentos para o nascimento do bebê.

“Eu acho que o susto é bem no começo. A gestante assusta porque não está esperando uma gestação, mas, no momento em que ela aceita o bebê, tudo isso passa. Muitas mães me perguntam se os filhos vão perceber que elas não os esperavam. Isso não é verdade. Elas vão começar a amá-lo do mesmo jeito que em uma gravidez planejada. Não acho que elas estejam mais sujeitas à depressão”, elucida Salete Sanches Arouca, psicóloga da Pro Matre Paulista.

A primeira atitude da futura mamãe nessa situação é procurar um obstetra para começar o acompanhamento pré-natal. Se você sentir muita ansiedade ou tiver medo de ser mãe, procure ajuda de um psicólogo. Informar-se sobre a gestação e começar a pensar no futuro podem ser boas formas de se acostumar mais rapidamente com a nova realidade.

Gestante deve ingerir flúor para preparar a dentição do bebê: mito ou verdade?

Verdade. Embora os primeiros dentinhos apareçam, normalmente, quando o bebê já passou dos seis meses de idade, sua formação acontece bem antes, ainda no útero da mãe, o que torna necessária a ingestão de flúor pela gestante. “Esta medida é importante para um bom desenvolvimento da dentina, a parte externa do dente, tornando-a desta forma mais resistente à ação das bactérias que causam as cáries”, comenta o neonatologista Dr. Paulo Roberto Pachi, da Pro Matre Paulista.

O primeiro dente do bebê geralmente eclode entre os seis e os oito meses de idade, podendo variar de um mês a um ano. Os dentes centrais inferiores costumam surgir antes dos superiores, que geralmente aparecem dois meses depois dos primeiros. A seguir, surgem os incisivos laterais superiores, depois os laterais inferiores, os primeiros molares superiores e inferiores (mais ou menos ao mesmo tempo) e, em torno dos15 a18 meses, os caninos (conhecidos popularmente como “presas”).

Geralmente aos 18 meses, os bebês apresentam 12 dentes e, aos três anos, todos os 20 dentes decíduos (assim chamada a 1ª dentição, também conhecida como “dentes de leite”). Existem muitos mitos sobre sintomas que a dentição pode causar, que vão desde febre alta, gripe até diarréia. “Acredita-se que estas manifestações não sejam causadas pela dentição, mas apenas uma coincidência com doenças que geralmente começam a surgir após os seis meses de idade, quando a criança já não conta mais com a mesma quantidade de anticorpos herdada da mãe e passa a adoecer mais frequentemente”, ressalta Dr. Paulo.

Apesar de não serem permanentes, os dentes decíduos desempenham papel importante, pois eles são necessários para mastigar, dar espaço (e guia) para os dentes permanentes e permitir o desenvolvimento adequado dos ossos da mandíbula e também dos músculos envolvidos com a respiração e a mastigação. Além disso, alguns dentes, especialmente os molares, não são substituídos até a adolescência. O aleitamento materno tem papel muito importante neste processo, promovendo um desenvolvimento adequado dos maxilares e da mandíbula, favorecendo mordida e oclusão corretos.
A Sociedade de Pediatria de São Paulo e a Associação Brasileira de Odontologia recomendam que, assim que surja o primeiro dente, um dentista seja consultado, para examinar eventuais problemas, avaliar a higiene oral e a saúde geral e orientar a família para a preservação da saúde bucal do bebê, o que vai se refletir até sua vida adulta.

Minha gestação é de risco. Posso ter meu bebê na Pro Matre?

Sim! A vida urbana, com excesso de compromissos, trânsito, poluição ambiental, alimentação inadequada, cedo ou tarde traz reflexos à saúde, e as gestantes não estão imunes a esse panorama. As gestações de risco aumentaram muito nos últimos anos e, para responder a esse novo desafio, a maternidade Pro Matre Paulista criou sua Unidade de Terapia Sem-Intensiva.

O foco do novo serviço é tratar as patologias mais frequentes na gestação, como a DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gestação), o trabalho de parto prematuro e a ruptura prematura de membranas. O perfil de pacientes com maior potencial para esses riscos são mulheres na faixa acima de trinta anos de idade. Além dos fatores ambientais, as gestações mais tardias também têm contribuído para aumentar os riscos na gravidez.

O serviço de Terapia Semi-Intensiva da Pro Matre Paulista acolhe, principalmente, gestantes com idade gestacional mais próxima do termo. Manter essa paciente internada, com monitorização constante, geralmente possibilita estender mais a gravidez, o que é importante para a vitalidade fetal e ajuda a evitar partos prematuros.

A Pro Matre Paulista também conta com estrutura de terapia intensiva para bebês (UTI Neonatal de referência no Brasil) e para adultos, totalmente preparadas para atender casos de alta complexidade. Para saber mais, acesse o site e conheça nossa estrutura.

Mulheres que acabaram de ter bebê não devem fazer dieta: mito ou verdade?

Verdade. Mulheres grávidas e lactantes não podem se privar de nenhum grupo de alimentos. Isso porque, na fase da gestação, o feto precisa de todos os nutrientes para se desenvolver, e, na fase de amamentação, a mamãe precisa dessas mesmas substâncias para produzir o leite.

É recomendável que a mulher engorde entre dez e doze quilos durante toda a gravidez. “A mulher não pode fazer dieta durante a gestação. No entanto, ela também não precisa ganhar 30 quilos. Mesmo aquelas que têm um peso mais baixo, a própria estrutura física não aguentaria ganhar muitos quilos. Tem um mínimo que se precisa ganhar, que é o peso do bebê, do líquido amniótico e da placenta. Se você não ganhar esse peso, a própria nutrição do bebê deve estar comprometida”, explica Luciana Costa, nutricionista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Durante a amamentação, é preciso manter a mesma dieta balanceada da gestação.”O gasto calórico na amamentação é bem maior do que era na gravidez. A mulher deve comer o equivalente a quatro ou cinco pãezinhos a mais do que está acostumada. Se estiver amamentando, também não tem que fazer nenhuma restrição brusca na alimentação para não faltar nenhum nutriente para a produção de leite”, conclui.