Bebê deve dormir de barriga para cima: mito ou verdade?

A posição ideal para o bebê dormir: de barriguinha para cima

Verdade. A posição de dormir do seu bebê é muito importante. A recomendação mais recente é colocá-lo de barriga para cima. Porém, este conselho pode não se aplicar a recém-nascidos prematuros.

Desejar que ele durma a noite toda é comum, entretanto, ele provavelmente não conseguirá ter um período de sono de oito horas até estar com alguns meses de vida.

Mantenha o ambiente do quarto sempre tranquilo. Ele ainda não sabe dos medos dos adultos, portanto, não é necessário deixar a luz acesa. Somente ligue a luz quando for necessário.

Dicas como esta você encontra no “Espaço Família” do site da Pro Matre Paulista. No espaço “Dicas para o bebê”, você vai encontrar orientações sobre os primeiros dias de vida, transporte seguro, como evitar cólicas, calendário de vacinas, entre outros. Aproveite o fim de semana e acesse!

Mitos e verdades sobre a amamentação

As dúvidas sobre a amamentação podem ser muitas, mas não devem dificultar esse ato tão especial entre mãe e bebê

A boa vontade e a disposição de amamentar seu bebê pode não ser suficiente para lidar com as dúvidas que surgem, especialmente quando a família recebe alta da maternidade e vai para casa. A pediatra e neonatologista Monica Carceles, da Pro Matre Paulista, explica que esse tipo de situação é comum e até esperada, uma vez que a ansiedade pode ser um inimigo importante nessa fase de início da amamentação.

Mulher com implante de silicone consegue amamentar?

É possível amamentar mesmo após cirurgia plástica nas mamas. Tudo depende da técnica utilizada nessa cirurgia. Os procedimentos que intereferem nas aréolas (área em torno dos mamilos) têm maior chance de lesar os ductos por onde passa o leite e dificultar a amamentação.

Mulher que fez redução de mamas consegue amamentar?

A redução mamária, normalmente, pode interferir na amamentação. Toda mulher que deseja amamentar deve conversar com seu cirurgião plástico, antes da cirurgia, para orientação e escolha da técnica a ser utilizada.

É normal, nos primeiros dias, o peito ficar tão cheio de leite que o bebê não consegue mamar?

Sim, isso pode acontecer porque a pele das mamas, depois da “descida” do leite, pode ficar tão esticada que dificulte a “pega” correta do bebê. Ordenhar um pouco do leite antes de oferecer o seio, para deixar o bico mais flexível, é uma alternativa. À medida que os dias vão passando, o organismo da mulher começa a regular a quantidade de leite produzido à necessidade do bebê e essa sensação de mama inchada vai desaparecendo, mas a produção de leite continua a ideal.

Dores nas costas podem surgir depois do parto: mito ou verdade?

Nos primeiros dias, desconfortos físicos são normais

Verdade. Embora não aconteçam para todas as novas mamães, alguns desconfortos físicos podem ser sentidos ainda na maternidade. Uma queixa comum é a dor nas costas. A fisioterapeuta Liss Labate, da Pro Matre Paulista, explica que, após o parto e com o início da amamentação, as dificuldades iniciais para posicionar o bebê no peito deixam a mãe desconfortável na cadeira por receio do bebê sair da “pega correta”. “Caso isso ocorra, é importante que, após o posicionamento do bebê, a mãe lentamente se acomode na poltrona, posicione os pés em um apoio elevado e relaxe para que possa aproveitar a magia deste momento único”, informa Liss.

Dores no pescoço também estão entre as queixas mais freqüentes das novas mamães. “É uma sucessão de momentos tensos: o trabalho de parto, o parto em si, o início da amamentação. Nessa situação, o pescoço sofre e algumas mudanças de postura (altura do travesseiro, posição da cama)”, acrescenta a fisioterapeuta.

Outro campeão nas reclamações: o inchaço. Seja pelo ganho de peso na gestação ou pela movimentação de líquidos corporais, é comum ficar com pernas e pés inchados após o parto. “O melhor remédio para esse mal é caminhar. Se teve parto normal, a mulher pode andar no mesmo dia e é recomendável que ande. Calmamente, pelo quarto ou pelo corredor da maternidade”, aconselha Liss. Manter as pernas elevadas quando estiver sentada é outra medida simples que minimiza o desconforto.

Gestante pode fazer atividade física: mito ou verdade?

Mulheres que praticam atividades físicas não precisam interromper o hábito durante a gravidez

Verdade. Praticar exercícios é fundamental para a saúde da gestante e do bebê. Não há dados que indiquem que a mulher grávida precise limitar a intensidade de exercícios e submeter-se a frequências cardíacas mais baixas. Para aquelas sem nenhum risco adicional na gestação e nos resultados perinatais, é totalmente recomendado exercitar-se durante a gravidez, com treinamento leves ou moderados. Exercícios regulares (pelo menos três vezes por semana) são preferíveis às atividades intermitentes.

Orientações como esta fazem parte do Guia de Saúde da Pro Matre Paulista. Desenvolvimento da gestação, dicas de nutrição, cuidados com a pele, sexualidade na gestação, crescimento do bebê mês a mês: aproveite o final de semana e navegue pelo site da Pro Matre Paulista!

É preciso ingerir ácido fólico antes mesmo de engravidar: mito ou verdade?

Só o ácido fólico presente nos alimentos não basta para a gestante

Verdade. O consumo de ácido fólico pela mulher antes e nas primeiras semanas de gravidez contribui para reduzir as chances de desenvolvimento de doenças do feto, inclusive a anencefalia. O ácido fólico é uma das vitaminas do complexo B e está presente na natureza em alimentos como brócolis, couve, feijão, lentilha, milho, fígado, entre outros. No entanto, a quantidade de ácido fólico presente nos alimentos não é suficiente para garantir a proteção ao bebê, por isso é necessário fazer a suplementação antes de engravidar e no início da gestação.

O defeito neural pode ocorrer na formação da coluna ou do cérebro do bebê, levando a alguns tipos de malformação, como anencefalia e mielomeningocele. “O fechamento do tubo neural ocorre, normalmente, entre a segunda e a quarta semanas de gestação, por isso é importante iniciar a suplementação do ácido fólico antes mesmo de engravidar”, comenta Dr. Hérbene Milani, especialista em Medicina Fetal.

Apenas 30% das gestantes fazem uso do ácido fólico corretamente no Brasil, o que coloca o País entre os de maior incidência de casos de anencefalia em todo o mundo. Além de informar as gestantes sobre a importância do ácido fólico, campanhas de conscientização dos médicos têm contribuído para aumentar a utilização dessa substância.

Bebês têm o paladar pouco desenvolvido: mito ou verdade?

As preferências do bebê em relação ao paladar se manifestam aos poucos

Verdade. Ao nascimento, o paladar já se encontra relativamente desenvolvido, porém a pouca experiência com a deglutição do líquido amniótico não confere ao bebê um conhecimento apropriado que lhe permita fazer escolhas no início de sua vida. “Porém, à medida que o seu paladar vai sendo provocado com sabores diversos, as preferências começam a se manifestar”, observa Dr. Paulo Pacchi, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Bebês exploram a maioria das coisas colocando-as dentro na boca, para sentir a sua consistência e forma. Esta fase é a chamada oralidade, que se torna bem evidente a partir do 3º ou 4º mês. A introdução de alimentos em sequência, a partir do 6º mês, faz com que os sentidos de olfato e paladar se aprimorem, também contribuindo para definir as preferências.

Muitas vezes, as mães transferem para seus filhos o seu próprio gosto, introduzindo sucos e papinhas de frutas preparadas com açúcar. Evite este procedimento, oferecendo fruta in natura, para que ele se habitue a ingeri-las sem açúcar, contribuindo para uma alimentação mais saudável.

Mulheres podem desenvolver diabetes na gestação: mito ou verdade?

Verdade. Mulheres que nunca tiveram alterações glicêmicas podem, durante a gravidez, desenvolver o chamado diabetes gestacional. Este quadro surge, em geral, na segunda metade da gestação e costuma estar associado ao ganho exagerado de peso. Embora possa ser um problema passageiro, localizado apenas na gravidez, algumas mulheres podem persistir com essa alteração depois do parto.

O dia 14 de novembro é dedicado ao Dia Mundial do Diabetes. No aspecto da obstetrícia, o diabetes representa uma das principais complicações do período gestacional. Os principais fatores de risco são mulheres com sobrepeso ou obesidade, sedentárias, idade acima dos 35 anos, histórico de diabetes em parentes de primeiro grau, antecedente de síndrome dos ovários policísticos, história de gestações anteriores com fetos grandes, polidrâmnio (aumento do líquido amniótico), hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Algumas medicações também podem causar o aumento da glicemia, como o uso de corticóide.

As medidas mais indicadas para evitar o diabetes gestacional são o controle de peso, a manutenção de uma atividade física (desde que orientada pelo obstetra responsável pelo pré-natal) e a atenção a sintomas como fadiga exagerada, aumento do volume urinário e sede em excesso. “É fundamental relatar a seu obstetra qualquer alteração desse tipo”, comenta o obstetra Dr. Luiz Fernando Leite, da Pro Matre Paulista.

Bebês não sentem cheiro: mito ou verdade?

Os bebês nascem com o olfato bastante desenvolvido

Mito. O olfato é o mais avançado entre os cinco sentidos presentes em bebês. Já no momento do nascimento, ao contrário da acuidade visual, audição ou tato (que requerem algum tempo para se aprimorarem), o sentido do olfato é bastante desenvolvido, e também através do cheiro uma criança reconhece sua mãe. É pelo cheiro que ele percebe sua presença, até mesmo no escuro.

Com o tempo, ela começa a reconhecer o cheiro de outros membros da família. Rapidamente, reconhece o cheiro da papinha e das frutas. Aos poucos, ele desenvolve uma compreensão de todos os cheiros ao seu redor.

“Por terem o olfato tão aguçado, bebês não devem ser expostos a odores muito fortes, como perfumes e demais cosméticos, produtos de limpeza e muito menos fumaça de cigarro”, orienta Dr. Paulo Pacchi, neonatologista da Pro Matre Paulista . O bebê também pode ter seu apetite estimulado pelo cheiro. Quando possível, deixe-o na cozinha enquanto prepara a comida. Se abre o seu apetite, por que não funcionaria com ele?

O tato é importante para o desenvolvimento dos bebês: mito ou verdade?

Método Canguru: pelo contato com a pele, bebês prematuros são estimulados

Verdade. Bebês pequenos gostam de ser tocados. Eles adoram receber massagem e dormir no colo, pois o toque pessoal faz com que se sintam mais seguros. A fim de explorar tudo que os rodeia, tendem, quando atingem o 3º ou 4º mês de vida, a colocar tudo o que alcançam na boca, pois além da satisfação do sentido primitivo da oralidade, podem tocar os objetos com a língua, que tem enormes propriedades sensitivas.

“O tato é tão importante para o recém-nascido que esta constatação contribui até mesmo no tratamento de bebês prematuros, com o chamado Método Canguru, pelo qual o bebê passa algumas horas do dia em contato direto com o peito da mãe, fixado a ela por faixas”, comenta Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista. Na instituição, o Método Canguru é utilizado regularmente na UTI Neonatal, envolvendo inclusive os pais no processo.

Habitualmente após o 4º mês de vida, a criança adquire a habilidade de apanhar os objetos e é, a partir de então, que devemos estimulá-la no sentido de explorar formas, cores, e pesos variados, além de induzir a uma interação através de brinquedos que “respondam” às suas manipulações, como por exemplo os chocalhos.

Gestante precisa beber mais água: mito ou verdade?

Gestantes e lactantes têm uma necessidade maior de consumir água do que qualquer outra pessoa. Para evitar a desidratação, é fundamental consumir grandes quantidades de líquido por dia. A dica é sempre ter uma garrafa de água por perto.

“Por conta da obstipação (dificuldade de evacuar), que é muito comum na gestante, ela deve aumentar bastante a quantidade de água que consome. Recomenda-se que ela ingira uma média de um e meio ou dois litros de água por dia, sem considerar os outros líquidos”, recomenda a nutricionista Luciana Costa, da Pro Matre Paulista.

No final da gravidez, consumir líquidos pode ser mais difícil. “A grande dificuldade é que, no último trimestre, a gestante não consegue consumir grandes quantidades de água por que o estômago está reduzido. Nós recomendamos que ela consuma água nos intervalos das refeições, e que evite ingerir junto com o almoço e com o jantar”, esclarece.

Durante a amamentação, é bastante comum que a gestante tenha muita sede. “Recomenda-se o consumo de dois a três litros de água por dia. É impressionante a sede que dá. Você pode amamentar tomando água, e deixar uma garrafinha ao seu lado. O que faz a formação do leite é justamente a água”, explica a nutricionista.