Testes de alergia não são conclusivos para crianças com menos de dois anos: mito ou verdade?

As alergias respiratórias são muitos comuns e podem ser causadas por diversos fatores

Verdade. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a fatores externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Dr. Francisco Brás, da Pro Matre Paulista. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Gestante pode precisar de internação prolongada: mito ou verdade?

A hipertensão durante a gravidez é uma das complicações mais comuns nesta fase e deve ser acompanhada, para evitar o agravamento

Verdade. Embora seja uma situação que ninguém deseja, a complicação durante a gravidez é uma possibilidade cada vez mais frequente. As gestações de risco aumentaram consideravelmente nos últimos anos. Esse cenário pode estar diretamente relacionado às consequências da vida urbana, com excesso de compromissos, trânsito, poluição ambiental, alimentação inadequada, que, cedo ou tarde, traz reflexos à saúde, e as gestantes não estão imunes a esse panorama.

Além dos fatores ambientais, mulheres na faixa acima de trinta anos de idade constituem o perfil de pacientes com maior potencial para gestação de risco.

O que fazer, quando uma gestante desenvolve uma complicação, como hipertensão ou ameaça de parto prematuro?

Maternidades de alta especialização – como é o caso da Pro Matre Paulista – já contam com Unidades de Terapia Semi-Intensiva, nas quais a gestante fica internada pelo tempo que for necessário, para reduzir as chances de um parto prematuro (melhorando os prognósticos do bebê) e para monitorar suas condições e evitar complicações ainda mais severas.

Quer saber um pouco mais sobre a Unidade de Terapia Semi-Intensiva da Pro Matre Paulista? Acesse aqui!

O leite materno pode ser armazenado: mito ou verdade?

Para a mãe que volta ao trabalho, congelar o próprio leite é uma opção para manter o aleitamento

Verdade. Terminada a licença maternidade, muitas mães se deparam com um novo desafio – como manter o aleitamento materno, mesmo estando fisicamente distantes do bebê? “A resposta para esta frequente pergunta está no armazenamento de leite materno”, comenta Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista responsável pelo Lactário da maternidade Pro Matre Paulista.

Para armazenar seu leite, a mãe terá apenas de se adaptar ao processo de ordenha, que pode ser manual ou mecânica. A ordenha manual é a mais indicada, por ser natural e menos agressiva (acompanhe o procedimento no box). No entanto, quando a mãe se adapta aos equipamentos mecânicos, pode se beneficiar de um processo mais rápido.

Tirando o leite

Massageie as mamas, utilizando os dedos (indicador e médio), fazendo movimentos circulares no sentido da aréola na mama inteira;

  • Os movimentos para coleta manual devem ser feitos na base da aréola em direção ao mamilo, alterando a posição;
  • Após a massagem da mama, limpe com algodão umedecido em água fervida a região areolar e mamilo (utilizar um pedaço de algodão para cada mama);
  • Em seguida, despreze os primeiros jatos, utilizando novamente um algodão umedecido para cada mama. Esse cuidado é importante para deixar o canal de saída do leite isento de resíduos da retirada anterior.

Dia Mundial da Água: gestantes devem beber mais água?

Gestante devem beber pelo menos um litro e meio de água por dia

Ontem, 22 de março, foi Dia Mundial da Água. Gestantes e lactantes têm uma necessidade maior de consumir água do que qualquer outra pessoa. Para evitar a desidratação, é fundamental consumir grandes quantidades de líquido por dia. A dica é sempre ter uma garrafa de água por perto.

“Por conta da obstipação (dificuldade de evacuar), que é muito comum na gestante, ela deve aumentar bastante a quantidade de água que consome. Recomenda-se que ela beba uma média de um e meio ou dois litros de água por dia, sem considerar os outros líquidos”, recomenda a nutricionista Luciana Costa, da Pro Matre Paulista.

No final da gravidez, consumir líquidos pode ser mais difícil. “A grande dificuldade é que, no último trimestre, a gestante não consegue consumir grandes quantidades de água por que o estômago está reduzido. Nós recomendamos que ela consuma água nos intervalos das refeições, e que evite ingerir junto com o almoço e com o jantar”, esclarece.

Durante a amamentação, é bastante comum que a gestante tenha muita sede. “Recomenda-se o consumo de dois a três litros de água por dia. É impressionante a sede que dá. Você pode amamentar tomando água, e deixar uma garrafinha ao seu lado. O que faz a formação do leite é justamente a água”, explica a nutricionista.

O corpo da mulher muda logo nas primeiras semanas de gestação: mito ou verdade?

Você poderá sentir alterações no seu organismo logo no início da gestação

Verdade. Antes mesmo de a barriga crescer, já é possível sentir o aumento do tamanho das mamas e sua sensibilidade, mais ou menos como ocorre nos dias que antecedem a menstruação, mas com uma diferença: agora elas também ficam com a rede venosa mais visível. O sistema gástrico também pode sofrer alterações, e com isso, é possível que você sinta náuseas, vômitos e azia, além de intolerância a determinados alimentos que antes não causavam desconforto.

1º mês – Seios ficam inchados e doloridos, a sonolência aumenta e a vontade de urinar é mais frequente. Podem aparecer náuseas e vômitos. Alterações emocionais são comuns.

2º mês – O fluxo sanguíneo aumenta e pode ocasionar taquicardia. O ritmo intestinal, por sua vez diminui, podendo causar prisão de ventre. As alterações emocionais se intensificam.

3º mês – Diminuem enjôos e náuseas. Podem surgir infecções urinárias, que devem logo ser comunicadas ao obstetra.

Muitas outras informações sobre a gestação, o parto e os primeiros cuidados com o bebê estão disponíveis no Guia de Saúde da Pro Matre Paulista. Aproveite o fim de semana e acesse!

Toda mulher fica com barriga após o parto: mito ou verdade?

Recursos como a drenagem linfática ajudam a reduzir os inchaços

Verdade. Esta é uma condição comum a quase todas as mulheres, que diminui com o tempo. Logo nos primeiros dias, muitas mulheres ficam preocupadas com sua barriga, que que muitas vezes parece ainda abrigar um bebê lá dentro. Um recurso simples é a cinta, mas é fundamental pedir a orientação de seu médico sobre o uso, pois nem todos apóiam o uso. O ginecologista e obstetra Dr. Mauro Grynszpan, da Pro Matre Paulista, por exemplo, recomenda. “Normalmente, a mulher sente mais firmeza com a cinta, mas ela só deve ser usada nos primeiros sete ou dez dias após o parto. Depois disso, não tem muita função”, opina o médico.

Outra medida interessante para assegurar a boa forma após a gestação é valer-se dos recursos de estética recomendados para grávidas, como drenagem linfática, que ajuda a reduzir o inchaço, e o uso de meias de compressão, evitando o surgimento de varizes. “No caso da drenagem, restringir os movimentos às costas e pernas, não fazendo na barriga.”

A retomada da atividade física, segundo Dr. Mauro, tem outro benefício, além da estética. “Ao se exercitar, a mulher produz endorfina, uma substância que vai trazer sensação de prazer e bem estar, ajudando a aumentar sua auto-estima e combatendo os efeitos da depressão pós-parto, tão comum nas mulheres”, conclui o médico.

Mãe com fator Rh negativo inspira cuidados: mito ou verdade?

Para não ter problemas em uma segunda gestação, a mulher deverá ser tratada ainda na primeira gravidez

Verdade. Se o bebê, ainda na barriga, tiver sangue Rh+, herdado do pai, e a mãe tiver sangue com fator Rh negativo, ocorre o que se chama incompatibilidade do fator Rh. “Caso o sangue do bebê entre em contato com a corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico da gestante pode reagir contra o antígeno D do sangue do bebê, como se ele fosse um “invasor”, e produzir anticorpos contra ele”, explica Dr. Rodrigo Buzzini, obstetra da Pro Matre Paulista.

Normalmente, essa sensibilização não causa problemas na primeira gravidez, mas, em uma segunda gestação com feto Rh+, os anticorpos do sistema imunológico podem atravessar a placenta e atacar as células do sangue do bebê, provocando anemia, icterícia ou, em casos mais graves, insuficiência cardíaca ou hepática na criança.

Normalmente, o tratamento para essa ocorrência é a aplicação da vacina anti-D na 28ª semana de gestação, com repetição após o parto. Nos casos onde já existem anticorpos ao Rh+, o acompanhamento durante a gestação pode indicar a necessidade de uma transfusão de sangue intrauterina e, em casos mais graves, transfusão total de sangue ao nascer.

Conheça o Curso para Gestantes e Casais da Pro Matre Paulista

Mãe, pai e bebê: no foco do Curso para Gestantes e Casais da Pro Matre Paulista

Claro que ser mãe é uma tarefa que se aprende no dia a dia, com a experiência maravilhosa de gerar e cuidar de um bebê. No entanto, há muitas dicas e orientações que os futuros papais podem receber antes, facilitando a fase de adaptação, principalmente quando vai chegando a hora do parto e depois, já com o bebê em casa.

A Pro Matre Paulista mantém um Curso para Gestantes e Casais há vários anos. Ministrado por uma equipe multidisciplinar, é realizado uma ou duas vezes por mês, sempre aos sábados. Entre os temas abordados, os últimos três meses de gestação, sinais de trabalho de parto, participação do pai, amamentação e cuidados com o bebê.

Para saber mais informações, inclusive as próximas datas, acesse nosso site.

 

 

O pai está cada vez mais presente nos cuidados com o bebê: mito ou verdade?

Dividir tarefas domésticas é uma forma de incluir o pai nos cuidados com o bebê

Verdade. A figura do pai distante, que não sabe nem trocar uma fralda, é cada vez mais um quadro do passado. Hoje, a maioria dos homens quer e se sente orgulhosa por participar da vida do bebê, desde os primeiros momentos. Ser o porto seguro da mãe – especialmente as de primeira viagem – é uma ótima maneira de começar.

“No período pós-parto, o pai é muito importante para a mãe, representando uma fonte de segurança e tranquilidade nesse momento de ansiedade e incertezas, principalmente quando se trata do primeiro filho”, comenta Flavia Ianzini Carnielli, psicóloga da Pro Matre Paulista. Por isso, segundo ela, o pai não deve ter vergonha de assumir, nesse momento, tarefas que eventualmente sejam desempenhadas pela mulher, como cuidar da casa e das compras da família. “Livrar a mãe das tarefas domésticas nesse período é uma grande contribuição, pois além de proporcionar a ela o foco exclusivo no bebê, desta forma o homem também vai se sentir menos excluído dessa relação que se torna tão intensa.”

Não é incomum que, após a chegada do bebê, alguns homens desenvolvam sintomas parecidos com os da depressão pós-parto. Com todas as atenções da mulher voltadas para a criança, sentimentos de rejeição e ciúme podem desestabilizar esse pai que, afinal, também está estreando em nova função. “Cabe à mulher não excluir o companheiro nas decisões e tarefas relacionadas ao bebê”, acrescenta Flávia, lembrando que, muitas vezes, a gestante praticamente substitui a companhia do marido pela da mãe nessa fase.

É preciso aumentar a vigilância sobre bebês a partir do quarto mês: mito ou verdade?

Quando começa a engatinhar, o bebê naturalmente se expõe a mais riscos de queda

Verdade. A partir do quarto ou quinto mês, a criança já é capaz de se virar sozinha. A segurança de deixá-la sobre o trocador ou a cama do casal para vesti-la, trocar sua fralda ou enxugá-la depois do banho deve ceder lugar à total vigilância.

Caso venha a cair, o indicado é colocar gelo imediatamente na parte do corpo que bateu no chão. “É muito comum que as quedas aconteçam perto da hora de dormir, quando a criança já está cansada e menos atenta. A ideia de que a criança não pode dormir depois de um tombo não se justifica”, explica Dr. Francisco Brás, neonatologista da Pro Matre Paulista. No entanto, há sinais de alerta associados a quedas que devem ser observados: a criança fica pálida, prostrada, com sonolência exagerada. Neste caso, procure o pronto-socorro rapidamente.

Batidas na parte da frente da cabeça, especialmente na testa, tendem a formar hematomas que “descem” para os olhos no dia seguinte. Portanto, se a criança acordar o olho roxo, não se assuste.

Ao começar a engatinhar, a criança expõe-se ainda mais aos riscos de quedas. Logo começa a se apoiar em objetos, escalar móveis e, finalmente, a ensaiar a posição em pé. “Este é mais um sinal da evolução do bebê, que tende a imitar a posição dos adultos”, acrescenta o neonatologista. A família não deve cercear esta tendência, mas precisa se manter alerta para situações potenciais de risco. Cuidado com quinas de móveis, toalhas de mesa (são uma tentação para serem puxadas), cabos de panela, ferros de passar.