Recém-nascido já explora os cinco sentidos: mito ou verdade?

Quando nasce, o bebê já é capaz de identificar vários sons, como a voz da mãe

Verdade. No momento do nascimento, uma criança pode explorar todos os cinco sentidos: degustar, ouvir, ver, tocar e cheirar, embora eles ainda não estejam totalmente desenvolvidos. “Logo nos primeiros instantes de vida, os bebês são capazes de reconhecer o cheiro da própria mãe e de sentir seu toque”, afirma Dr. Paulo Roberto Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista. Isso fica evidente quando, minutos após o parto, ao serem colocados juntos à pele da mãe, aqueles que estavam chorando deixam de fazê-lo.

O sentido da audição em uma criança desenvolve-se muito antes do nascimento do bebê. Quando ainda está no útero, o bebê ouve os batimentos cardíacos de sua mãe, e, ao nascer, a criança tem boa compreensão e reconhecimento do som. Nos primeiros meses, perceba como a voz da mãe exerce um efeito calmante para o bebê.

Com o tempo, ele começa a fazer a interpretação das palavras e compreende seus significados. É muito fácil, mesmo para um bebê, compreender o tom do discurso, se de censura ou elogio, por exemplo.

É interessante que o recém-nascido, desde os primeiros dias de vida, passe a ouvir músicas por1 a2 horas diárias, para que desenvolva as percepções de melodia, harmonia, ritmo etc.

Lembre-se que o ouvido é uma estrutura delicada, ainda mais no caso de recém-nascidos. Evite expor a criança a ruídos muito altos. Na hora do banho, proteja-o para não entrar água. Limpeza, só com a toalha, nas partes externas da orelha.

Mulheres que engravidam após os 35 anos apresentam mais riscos: mito ou verdade?

O tempo não para: um dos dilemas da mulher contemporânea

Verdade. Na literatura médica habitual, a mulher grávida com mais de 35 anos é descrita como “gestante idosa”. O próprio termo pode estar deslocado, em um mundo no qual mulheres na faixa dos 40 anos exibem aparência, vitalidade e saúde compráveis às de jovens de 20 e poucos. Ainda assim, o tempo não para e, fisiologicamente, a mulher grávida com mais de 35 anos fica exposta a mais riscos relacionados à gravidez.

A começar pela fertilidade, que decai vertiginosamente após a mulher atingir essa idade. Ao contrário do homem, que começa a produzir seus espermatozoides na puberdade e segue produzindo-os ao longo da vida adulta, a mulher nasce com todos os seus óvulos, começa a liberá-los para a fecundação a partir da puberdade e não os repõe durante a vida. A idade de 35 anos é considerada um marco para a fertilidade da mulher, pois é nesse período que sua ovulação tende a diminuir.

Mas, essa idade – 35 anos – também representa um momento importante no que diz respeito aos riscos para mãe e bebê, mesmo que a gestação tenha ocorrido naturalmente, sem a necessidade de recorrer a tratamentos de reprodução assistida. “As complicações mais frequentes nas gestações tardias são a doença hipertensiva específica da gestação, conhecida como DHEG, o diabetes gestacional, o risco de prematuridade e os problemas cardíacos”, comenta Dr. Felipe Favorette Campanharo, clínico da Pro Matre Paulista.

O aumento da ocorrência de hipertensão e diabetes na gestação está diretamente ligado à idade mais avançada na gravidez. Como explica Dr. Felipe, as duas doenças normalmente começam a se manifestar em pessoas com mais idade, e isso vale para mulheres. “Gestantes que já apresentavam quadros crônicos dessas doenças podem sofrer o agravamento delas durante a gravidez, ficando expostas a riscos como parto prematuro, restrição de crescimento fetal, hemorragias pós-parto, entre outros”, comenta.

No entanto, há manifestações dessas doenças que são específicas da gestação e podem acometer mulheres que, antes da gravidez, não apresentavam quadros crônicos nem de hipertensão nem de diabetes. A pré-eclâmpsia, principal ocorrência nos serviços de terapia intensiva e semi-intensiva das maternidades, está relacionada ao aumento de pressão arterial após a 20ª semana da gravidez, ainda que a mulher não seja portadora crônica de hipertensão. “Outros sinais de pré-eclâmpsia são a presença de proteína na urina e inchaços significativos”, acrescenta Dr. Felipe.

Gêmeos têm mais chance de nascer prematuros: mito ou verdade?

Nos últimos tempos, a duração das gestações de gêmeos têm se aproximado do período considerado normal

Verdade. A principal diferença entre a gravidez de gêmeos e a gestação de um único bebê é a maior chance de que os gêmeos nasçam antes do tempo. No entanto, cada vez mais, vemos que as gestações de múltiplos evoluem de uma forma mais tranquila e o parto tem ocorrido mais próximo da idade esperada, com uma menor frequência de partos prematuros apenas por gemelaridade.

“Quando nascem entre 34 semanas e  36 semanas e 6 dias , são  considerados prematuros tardios ( não prematuros extremos)  e, em geral, precisam de cuidados especiais, muitas vezes sendo necessário a permanência deles na UTI Neonatal por desconforto respiratório, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), baixo peso (nascidos com menos de 2.500 g), icterícia neonatal e incoordenação da sucção e deglutição, sendo necessário o acompanhamento da fonoaudióloga , para uma sucção mais eficaz”, explica a neonatologista  Dra. Edinéia Vaciloto Lima. Normalmente, esses pequenos alcançam o desenvolvimento esperado para bebês da mesma idade  ogo nos primeiros meses de vida.

Quando a idade gestacional é mais baixa que 34 semanas, os bebês podem demorar um tempo maior que a média habitual para atingir a curva de crescimento dos bebês nascidos no tempo normal. Esta diferença relaciona-se apenas à prematuridade, sem relação específica com o fato de se tratar de uma gestação múltipla.

Infecções podem ser evitadas com hábitos de higiene: mito ou verdade?

A higiene das mãos é um dos itens mais importantes para combater o contato com germes

Verdade. Infecção é algo que todo mundo, cedo ou tarde, acaba tendo de enfrentar. Mas você sabia que hábitos simples podem evitar o contágio e as conseqüências de uma infecção? A maternidade Pro Matre Paulista traz as seguintes dicas:

1)    Higiene das mãos: é a medida mais eficaz no controle da infecção hospitalar e deve ser incorporada por todos, em casa, no trabalho ou mesmo na rua. O ideal é usar álcool gel sempre que chegar da rua, antes de se alimentar, depois de usar o banheiro. Lavar as mãos com água e sabão já é suficiente.

2)    Álcool gel: tenha sempre um pequeno frasco na sua bolsa. Nem sempre você pode encontrar uma pia para lavar as mãos, por exemplo, se for fazer uma refeição na rua. Nessas circunstâncias, ter o álcool gel resolve a questão.

3)    Mãos limpas, bebê saudável: se você tem bebê, lave suas mãos sempre antes de iniciar os cuidados com ele. Nunca se esqueça de lavar suas mãos depois de trocar a fralda.

4)    Imunização em dia: preste atenção para sempre estar com o calendário de vacinação em dia. Isso não vale só para as crianças. Vacinas como as de gripe também são recomendadas para alguns grupos de adultos. Procure orientação médica se tiver dúvidas sobre isso.

5)    Cuidado com a alimentação: mantenha uma rotina de higienização dos alimentos na sua casa, especialmente dos alimentos crus. Se for se alimentar fora, escolha locais que apresentem segurança na manipulação de alimentos.

6)    Circulação restrita: pessoas que já estão infectadas devem evitar circular em ambientes de grande aglomeração, para não espalhar vírus e bactérias. Se precisar sair, use máscara.

7)    Etiqueta da tosse: se tossir ou espirrar perto de outras pessoas, não coloque suas mãos na frente do nariz ou da boca. Use o antebraço: isso evita que as partículas se espalhem, sem que você utilize sua mão para isso, já que depois vai manipular objetos e pode espalhar os germes dessa forma.

8)    Bichos de estimação: garanta que seu pet esteja sempre com as vacinas em dia, mantenha o ambiente da casa limpo e tenha cuidados redobrados quando precisar manipular as fezes dos bichinhos.

9)    Lixo: evite armazenar lixo em casa, especialmente resíduos orgânicos, pois essa atitude ajuda a proliferar germes em casa.

10) Tirando o leite: se você precisa tirar seu leite para congelá-lo e oferecer ao bebê depois, faça a higiene completa dos utensílios que vai utilizar, inclusive fervendo bicos e mamadeiras.

A mulher apresenta alterações físicas após o parto: mito ou verdade?

O período chamado de quarentena permite que a mulher se recupere do parto e retome aos poucos suas atividades

Verdade. Após a alegria de dar à luz, a nova mamãe passa por um momento de repouso e recolhimento, denominado de quarentena. Este período, conhecido clinicamente como puerpério, tem como objetivo permitir à mulher se recuperar do parto e começar a retomar sua forma antiga. Vários cuidados devem ser tomados neste início de vida nova, já que é nesta hora que pode aparecer a temida depressão pós-parto, que, em alguns casos, pode ser bem grave. Dr. Bruno Liberman, obstetra da Pro Matre Paulista, explica a questão do sangramento que ocorre logo após o parto, uma das primeiras dificuldades enfrentadas pela mulher após dar à luz.

“A puérpera sai da sala de parto com sangramento. Esse sangramento, nos primeiros dias mais intensos, vai progressivamente diminuindo, podendo persistir por até 40 dias. O normal é se estender entre 15 a 20 dias”, diz o médico. Para as mulheres que passam por um procedimento de cesariana, um cuidado especial deve ser dado ao corte da cirurgia, que pode incomodar bastante nos primeiros dias.

“A incisão da cesárea deve sempre ficar limpa. Água e sabonete são o suficiente, já que hoje não se recomenda fechar a incisão. Cada médico, no entanto, tem sua rotina, mas proteger de traumas no pós-operatório, como batidas e quedas, é muito importante”, completa Dr. Bruno. O obstetra diz, ainda, que como a cesariana é uma cirurgia de grande porte e, normalmente, causa dores, recomenda-se uso de analgésicos e antinflamatórios para amenizar a dor por até uma semana.

Gestante deve tomar vacina contra gripe: mito ou verdade?

As gestantes fazem parte do grupo que deve ser vacinado contra gripe antes do início do inverno

Verdade.

Uma dúvida muito comum entre grávidas diz respeito à imunização. Afinal, gestante pode tomar vacina? Ou ainda: é recomendável que a gestante seja vacinada contra alguma doença específica? O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia.

Há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação.

É o caso, por exemplo, da vacinação contra a gripe, recomendada uma vez que a gestante se enquadra no grupo de risco no caso de agravamento da doença – junto com idosos e portadores de doenças crônicas. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo.

Tempo seco e frio favorece o surgimento de infecções de vias aéreas: mito ou verdade?

A inalação é um recurso muito eficaz para ajudar os bebês a respirar melhor

Verdade. Com a chegada das estações mais frias do ano, indesejáveis companhias vêm transtornar a saúde dos pequenos, na forma de infecções virais e bacterianas de vias aéreas. Com as temperaturas mais baixas, a tendência de confinamento em locais fechados favorece a transmissão desses micro-organismos. Para completar o quadro, os choques térmicos contribuem para aumentar as infecções.

Daí para frente é sempre a mesma sequência: espirros, tosses, dificuldade de respirar pelo nariz e, em alguns casos mais severos, como asma e bronquite aguda, os desagradáveis broncoespasmos, que fazem a criança “chiar” quando respira. “Nessa época do ano, em locais mais secos, como a região Sudeste, o quadro se agrava pela suspensão de partículas no ar, que disseminam ainda mais os germes e aumentam as ocorrências em consultórios e pronto-socorros”, comenta a neonatologista Dra. Débora Manzione Passos, da Pro Matre Paulista.

O recurso da inalação continua sendo um importante aliado no tratamento desses quadros. Segundo a médica, a inalação com soro fisiológico promove a fluidificação da secreção, desobstruindo o nariz e permitindo uma respiração mais confortável. Nos casos mais severos, como asma e bronquite, apenas o soro não é suficiente, sendo prescrito o uso de broncodilatadores. “Esses medicamentos são específicos para as vias aéreas inferiores – bronquíolos e alvéolos – que são  responsáveis pela troca gasosa e oxigenação do sangue, e só podem ser usados sob orientação médica”, explica a médica.

Nos últimos anos, uma nova técnica para administração de broncodilitadores tem sido utilizada: os espaçadores. Esses equipamentos possibilitam que a inalação do remédio seja realizada de forma mais rápida e eficaz. O espaçador é indicado quando a criança apresenta broncoesmasmo, mas se houver muita secreção pulmonar, a inalação com soro fisiológico tem uma ação fluidificante melhor. “Desta forma, a inalação permanece indicada para fluidificar secreções e os espaçadores apenas para a aplicação de broncodilatadores e corticoides inalatórios. Muitas vezes, até associamos as duas coisas”, diferencia Dra. Débora.

Picolé de limão ajuda a reduzir o enjoo na gravidez: mito ou verdade?

Alimentos cítricos costumam funcionar bem para reduzir os enjoos

É verdade. Durante o primeiro trimestre da gestação, é comum que as mulheres tenham enjoos e até cheguem a vomitar. Cuidar da alimentação, evitando alimentos muito gordurosos e ingerindo pequenas porções a cada três horas, é a principal dica para diminuí-los.

Alimentos cítricos são uma boa opção para reduzir esses sintomas. “Cada gestante acaba desenvolvendo uma preferência alimentar para reduzir enjoos. Geralmente, alimentos mais cítricos elas aceitam melhor. Nós, nutricionistas, percebemos que isso melhora as náuseas e os vômitos das pacientes”, orienta Luciana Costa, nutricionista do Hospital e Maternidade Santa Joana.

A dica é comer uma fruta cítrica, tomar um suco ou chupar um picolé de limão quando se sentir mais disposta. Não há um horário específico. O importante é não abusar desses alimentos, principalmente, se eles contiverem muito açúcar.

Mulher que está amamentando não pode comer chocolate: mito ou verdade?

Sem excesso, o chocolate é permitido para a mulher que está amamentando

Mito. É muito difícil encontrar alguém que não goste de chocolate. E a tentação fica ainda maior nesta semana de Páscoa. Durante a gestação e a amamentação, é preciso tomar cuidado ao ingerir esse alimento. Na primeira fase, a maior preocupação é com o ganho de peso da gestante, que pode trazer complicações graves como o diabetes gestacional e a hipertensão.

Na amamentação, o problema de comer chocolates é que algumas substâncias podem passar para o leite materno. “Você pode comer desde que seja uma quantidade pequena e não uma barra inteira de chocolate. Tem casos muito extremos em que o bebê tem alergia ao leite materno depois que ela comeu chocolate”, explica Lucina Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Segundo a especialista, durante a fase de amamentação, é preciso tirar da alimentação da gestante todos aqueles alimentos que podem causar alergias ao bebê. O leite materno é muito sensível a qualquer alimento. “Tem dois alimentos que alteram o sabor do leite materno, se consumidos em grandes quantidades: o hortelã e o alho. A criança pode até estranhar o leite”, exemplifica.

O chocolate só pode ser inserido na alimentação da criança depois do primeiro ano. “Acredita-se que o primeiro ano é a época de maior atenção em relação a alimentação. Depois disso, a criança começa a ficar mais seletiva. Aos três anos, ela já consegue escolher o que quer comer”, esclarece.