O tratamento de prematuros evoluiu nos últimos anos: mito ou verdade?

Verdade! E as evidências são muitas, como a sobrevida muito maior para bebês nascidos antes do tempo, geralmente com baixo peso. Ao longo do mês de novembro, o blog da Pro Matre Paulista e nossas redes sociais dedicaram espaço à informação sobre esse tema, já que, no dia 17 de novembro, comemora-se o Dia da Prematuridade.

Nos últimos anos, o tratamento dos bebês prematuros têm se desenvolvido muito. Há cerca de 10 anos, um bebê com menos de 750 g tinha uma sobrevida de 15 a 20%. Hoje, esse número chega a 40%. Para os bebês acima de 1 kg, a chance de sobrevida é de quase 100%.

Na Pro Matre Paulista, várias práticas contribuem para alcançar resultados tão positivos: equipe multidisciplinar altamente especializada, estrutura planejada para garantir o atendimento adequado aos bebês com esse perfil, comparativos frequentes com instituições de referência do exterior, adoção de práticas de humanização, como Método Canguru, importantes auxiliares no tratamento dos bebês.

Por essas e muitas outras razões, nossa maternidade é hoje uma referência nacional no cuidado com prematuros.

Para saber mais sobre o tema, leia também:

É possível amamentar bebês prematuros?

Gestação de risco oferece maior chance de prematuridade: mito ou verdade?

Método Canguru ajuda no desenvolvimento de prematuros: mito ou verdade?

Prematuros podem ser vacinados: mito ou verdade?

Fisioterapia faz parte do tratamento de prematuros: mito ou verdade?

É possível amamentar bebês prematuros: mito ou verdade?

Verdade. Na Pro Matre Paulista, isso não só é possível como é uma prática incentivada e apoiada em uma estrutura completa para auxiliar a mãe nessa tarefa. Como explica Dra. Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da Pro Matre Paulista, é muito comum que os bebês nascidos com menos de 34 semanas ainda não tenham capacidade de sugar o seio materno. “Nesses casos, o recém-nascido tem suas necessidades nutricionais supridas pela alimentação por sonda, mas esta é uma fase transitória”, explica a médica.

Para que o leite materno possa ser aproveitado pelo bebê no momento em que conseguir mamar, a maternidade oferece uma estrutura completa para que a mãe faça a retirada do leite. No lactário, o leite passa por um rigoroso processo de pasteurização, para manter sua qualidade, e depois é congelado para utilização posterior.

Os bebês que ficam internados por períodos mais longos na UTI Neonatal da Pro Matre Paulista recebem em alta, em sua grande maioria, já adaptados a mamar o leite da própria mãe, mantendo essa rotina pelo período que se recomenda, com amamentação exclusiva até os seis meses de vida.

Gestação de risco oferece maior chance de prematuridade: mito ou verdade?

Quanto mais tempo na barriga, menos tempo na UTI Neonatal

Verdade. A vida urbana, com excesso de compromissos, trânsito, poluição ambiental, alimentação inadequada, cedo ou tarde traz reflexos à saúde, e as gestantes não estão imunes a esse panorama. As gestações de risco aumentaram muito nos últimos anos e, para responder a esse novo desafio, a maternidade Pro Matre Paulista criou sua Unidade de Terapia Sem-Intensiva.

O foco do novo serviço é tratar as patologias mais frequentes na gestação, como a DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gestação), o trabalho de parto prematuro e a ruptura prematura de membranas. O perfil de pacientes com maior potencial para esses riscos são mulheres na faixa acima de trinta anos de idade. Além dos fatores ambientais, as gestações mais tardias também têm contribuído para aumentar os riscos na gravidez.

O serviço de Terapia Semi-Intensiva da Pro Matre Paulista acolhe, principalmente, gestantes com idade gestacional mais próxima do termo. Manter essa paciente internada, com monitorização constante, geralmente possibilita estender mais a gravidez, o que é importante para a vitalidade fetal e ajuda a evitar partos prematuros.

Esse dado tem se mostrado particularmente importante no universo da prematuridade: quanto mais próximo do termo chegar a gestação, menor tende a ser a internação do prematuro na UTI Neonatal.

Método Canguru ajuda no desenvolvimento de prematuros: mito ou verdade?

O “Método Canguru” pode ser feito pela mãe ou pelo pai e é aplicado regularmente na Pro Matre Paulista

Verdade. O Método Canguru, que pode ser realizado pela mãe ou pelo pai, alternando-se na função, é muito simples: o bebê é colocado sobre a pele do peito ou da barriga dos pais, seguro por faixas. O simples contato da pele promove troca de hormônios e estimula o desenvolvimento da criança como se ela estivesse no útero, recuperando o tempo de desenvolvimento que deixou de ter nesse ambiente aconchegante, em função do parto antecipado.

A metodologia começou a ser utilizada há 30 anos na Colômbia, por uma equipe do Instituto Materno-Infantil de Bogotá, implantado pelo médico Héctor Martínez. Os motivos do sucesso do método vão além dos aspectos psicológicos. “No colo, a criança fica mais calma, há a troca da flora de bactérias e de anticorpos entre mãe e filho. Melhoram a parte física, o ganho de peso, e o vínculo afetivo”, diz Dra. Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista.

Se, antes, o bebê de baixo peso ficava na incubadora até atingir2 kg, hoje ele pode ir para o colo da mãe (ou do pai) a partir de1,250 kg. Para realizar o Método Canguru, porém, não basta que o bebê tenha determinado peso. “Sabemos o quanto o método é bom, mas é importante haver estabilidade clínica para evitar riscos”, diz Edinéia. Por isso, há prematuros maiores que não podem deixar a incubadora, enquanto outros menores, mesmo com sonda, vão para o colo da mãe.

 

Prematuros podem ser vacinados: mito ou verdade?

Prematuros recebem as doses de vacina de acordo com sua idade cronológica

Verdade. Não só podem como é altamente recomendado e incorporado como rotina nas maternidades de referência. “Na Pro Matre Paulista, todos os bebês podem receber a dose única da BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da vacina contra Hepatite B antes de deixarem o hospital”, diz Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição.

Esta medida vale inclusive para os bebês prematuros. Bebês nascidos antes do tempo, que necessitem de internação na UTI Neonatal por longos períodos, também podem ser vacinados ainda na maternidade, seguindo o calendário normal, obedecendo suas idades cronológicas.

Depois da alta, é fundamental que os pais observem e cumpram a tabela (ou calendário) de vacinação, definida pelos critérios da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunização. As vacinas indicadas para cada idade estão disponíveis tanto na rede pública quanto em clínicas particulares. 

Pro Matre Paulista é referência em prematuridade: mito ou verdade?

Verdade. Desde 2008, a Pro Matre Paulista é uma das poucas maternidades no Brasil filiada à Rede Vermont-Oxford. Essa conceituada instituição americana é responsável por processar dados de recém-nascidos menores de 1.500 gramas, admitidos em cerca de 900 UTIs neonatais das melhores maternidades do mundo.Num espaço de 400 m², com 52 leitos divididos em seis salas, uma sala especial reservada para casos que necessitam de isolamento e uma sala para casos crônicos, a UTI Neonatal da Pro Matre Paulista é um espaço humanizado, que oferece atendimento individualizado.

O teto de isolamento acústico diminui o ruído nas salas. Para não provocar estresse nos bebês, a temperatura é adequada às necessidades dos recém-nascidos e a iluminação, controlada para preservar seu período de descanso.

Para que nenhum bebê fique sem o leite materno, possuímos um banco de leite próprio para armazenamento à disposição dos recém-nascidos que ainda não são capazes de sugar. Aqui, as mães podem retirar seu leite e armazená-lo de forma segura. Também contamos com um grupo de suporte nutricional para controle e estímulo da produção de leite.

Somos a única maternidade paulista privada que dispõe de um banco de leite humano com produção anual de 3.500 litros capaz de ofertá-lo como primeira escolha a todas as mães. Todas as nossas equipes são treinadas para dar total apoio à amamentação.

Fisioterapia faz parte do tratamento de prematuros: mito ou verdade?

Prematuros precisam de cuidados fisioterápicos, principalmente em relação à respiração

Verdade.

Muitos conhecem o papel do profissional fisioterapeuta na reabilitação de movimentos motores em crianças e adultos, mas são poucos os que sabem de sua importância para os prematuros internados em UTIs Neonatais. Isso se deve ao fato de os cursos e treinamentos para a atuação de fisioterapeutas especialistas na área de cuidados intensivos com neonatos serem recentes. No Brasil, por exemplo, somente a partir do ano 2000 essa especialização começou a se difundir.

Com o avanço contínuo da medicina obstétrica e neonatal, a taxa de sobrevida dos bebês prematuros tem crescido consideravelmente. A perfeita interação entre recém-nascido, equipe multidisciplinar especializada, ambiente para o tratamento, equipamentos, rotinas e protocolos é a grande responsável por essa evolução.

Os prematuros têm necessidades especiais e seus órgãos ainda são muito imaturos. O pulmão, por exemplo, pode ainda não estar completamente formado e, também por isso, a presença do fisioterapeuta no tratamento desses recém-nascidos se tornou necessária. O fisioterapeuta pode atuar especialmente quando há alguma doença respiratória, como uma Membrana Hialina (DMH), Displasia Broncopulmonar (DBP), Síndrome da Aspiração do Mecônio (SAM), Atelectasia, Pneumonia, entre outras.

São estes profissionais que, além de preparar a musculatura do bebê por meio de alongamentos para seu futuro desenvolvimento motor, também auxiliam na respiração do prematuro. “Nós somos responsáveis por manusear toda essa tecnologia avançada do suporte respiratório e de manuseio do bebê, ajudando-o a deslocar o ar ou expelir alguma secreção que o esteja incomodando”, explica Liss Labate, fisioterapeuta há 15 anos da UTI Neonatal da Maternidade Pro Matre Paulista.

De acordo com o Ministério da Saúde, toda UTI Neonatal precisa de assistência fisioterápica 24 horas. “Aqui na Pro Matre, por exemplo, somos uma equipe de 15 fisioterapeutas especializados em prematuros que se revezam em duplas para atendê-los 24 horas, isso reduz o tempo de internação hospitalar, a partir da evolução clínica do bebê”, comenta Liss. Desde fevereiro de 2010, a especialização em Neonatologia tornou-se também uma obrigatoriedade para os fisioterapeutas que atuam em maternidades, conforme publicação no diário oficial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

 

Gêmeos têm mais chance de nascer prematuros: mito ou verdade?

Nem todo parto de gêmeos será prematuro, mas a incidência é maior entre as gestações múltiplas

Verdade. A principal diferença entre a gravidez de gêmeos e a gestação de um único bebê é a maior chance de que os gêmeos nasçam antes do tempo. No entanto, cada vez mais vemos que as gestações de múltiplos evoluem de uma forma mais tranquila e o parto tem ocorrido mais próximo da idade esperada, com uma menor frequência de partos prematuros apenas por gemelaridade.

“Quando nascem entre 34 semanas e  36 semanas e 6 dias, são  considerados prematuros tardios e, em geral, precisam de cuidados especiais, muitas vezes sendo necessária a permanência deles na UTI Neonatal por desconforto respiratório, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), baixo peso (nascidos com menos de 2.500 g), icterícia neonatal e incoordenação da sucção e deglutição, sendo necessário o acompanhamento da fonoaudióloga , para uma sucção mais eficaz”, explica a neonatologista  Dra. Edinéia Vaciloto Lima da Pro Matre Paulista. Normalmente, esses pequenos alcançam o desenvolvimento esperado para bebês da mesma idade logo nos primeiros meses de vida.

Quando a idade gestacional é mais baixa que 34 semanas, os bebês podem demorar um tempo maior que a média habitual para atingir a curva de crescimento dos bebês nascidos no tempo normal. Esta diferença relaciona-se apenas à prematuridade, sem relação específica com o fato de se tratar de uma gestação múltipla.