Existe padrão de crescimento para bebês: mito ou verdade?

Verdade. Quase toda mãe é acometida por uma espécie de mania: comparar o tamanho de seu filho com outras crianças, sempre questionando se o seu está “normal”. Esta comparação até faz algum sentido, pois de fato existe um padrão de referência para acompanhar o crescimento das crianças (veja tabelas e alguns dados como regra geral em relação ao crescimento). Porém, como lembra Dr. Heiki Mori, neonatologista da Pro Matre Paulista, a avaliação do crescimento deve ser sempre individualizada, e feita pelo pediatra.

A maioria dos serviços de pediatria utiliza o padrão referencia do National Center for Health Statistics (NCHS), dos EUA, que acompanha o peso, o comprimento e o perímetro cefálico (PC), em relação à idade em meses (até 48 meses) e anos de (4 a20 anos). Com base nesses dados, são estabelecidas as chamadas curvas de crescimento, tabuladas de acordo com idade e sexo, e com percentis consideradas dentro da normalidade entre P3 e P97, usados como padrão de seguimento.

Peso

Após o nascimento, é normal que o recém-nascido tenha perda de peso em torno de 10%, recuperando-o com 10 dias de vida

1º trimestre = engorda 25g por dia

2º trimestre = engorda 20g por dia

3º trimestre = engorda 15g por dia

4º trimestre = engorda 10g por dia

Com a idade de 4 a5 meses, o bebê deverá ter dobrado de peso

1 ano = triplica o peso de nascimento

2 anos = quadruplica o peso de nascimento

A partir dos dois anos, engorda 2,5 kg por ano

Na fase pré-escolar = engorda:2 kg por ano

Na fase escolar = engorda 3,5 kg por ano

A mãe precisa de um período para se recuperar após o parto: mito ou verdade?

Verdade. Após a alegria de dar à luz, a nova mamãe passa por um momento de repouso e recolhimento, denominado de quarentena. Este período, conhecido clinicamente como puerpério, tem como objetivo permitir à mulher se recuperar do parto e começar a retomar sua forma antiga. Vários cuidados devem ser tomados neste início de vida nova, já que é nesta hora que pode aparecer a temida depressão pós-parto, que, em alguns casos, pode ser bem grave. Dr. Bruno Liberman, obstetra da Pro Matre Paulista, explica a questão do sangramento que ocorre logo após o parto, uma das primeiras dificuldades enfrentadas pela mulher após dar à luz.

“A puérpera sai da sala de parto com sangramento. Esse sangramento, nos primeiros dias mais intensos, vai progressivamente diminuindo, podendo persistir por até 40 dias. O normal é se estender entre 15 a 20 dias”, diz o médico. Para as mulheres que passam por um procedimento de cesariana, um cuidado especial deve ser dado ao corte da cirurgia, que pode incomodar bastante nos primeiros dias.

“A incisão da cesárea deve sempre ficar limpa. Água e sabonete são o suficiente, já que hoje não se recomenda fechar a incisão. Cada médico, no entanto, tem sua rotina, mas proteger de traumas no pós-operatório, como batidas e quedas, é muito importante”, completa Dr. Bruno. O obstetra diz, ainda, que como a cesariana é uma cirurgia de grande porte e, normalmente, causa dores, recomenda-se uso de analgésicos e antinflamatórios para amenizar a dor por até uma semana.

Bebê nos braços, alta do hospital e ida para casa. O que parece perfeito para a maioria das pessoas às vezes causa extrema angústia em determinadas gestantes, que sofrem da depressão pós-parto, um problema cada vez mais comum e que afeta todo tipo de mulher. Dr. Bruno explica que toda puérpera passa por um processo complicado de melancolia, mas não necessariamente desenvolve depressão.

“O puerpério é um período turbulento na elaboração de sentimentos, lidando com um ganho único, o nascimento e realizações, misturado com o sentimento de medos e perdas. É um momento de provação, no qual se têm muitas cobranças de si mesma e da sociedade.” O momento, no entanto, faz parte do quadro e geralmente não demanda o auxílio de um psicólogo. “São raros os casos onde é preciso apelar para medicamentos e psicoterapia. O mais comum são períodos de melancolia e, depois de 40 a 60 dias, melhora”, conclui o obstetra.

Calendário de vacinação mudou: mito ou verdade?

Verdade. Os postos de saúde, vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o país, já estão com o novo calendário de vacinação para 2016, com redução em várias doses de reforço. De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Antônio Nardi, esse tipo de mudança faz parte da rotina e não tem porque se preocupar, seu filho continuará protegido contra as doenças.

De acordo com Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da Pro Matre Paulista, esse esquema é tão eficiente quanto o anterior e vai otimizar bastante a aplicação de vacinas em todo o país, já que os recursos vão ser melhor aproveitados.

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“Gestante idosa” a partir dos 35 anos: mito ou verdade?

Verdade. Na literatura médica habitual, a mulher grávida com mais de 35 anos é descrita como “gestante idosa”. O próprio termo pode estar deslocado, em um mundo no qual mulheres na faixa dos 40 anos exibem aparência, vitalidade e saúde compráveis às de jovens de 20 e poucos. Ainda assim, o tempo não para e, fisiologicamente, a mulher grávida com mais de 35 anos fica exposta a mais riscos relacionados à gravidez.

A começar pela fertilidade, que decai vertiginosamente após a mulher atingir essa idade. Ao contrário do homem, que começa a produzir seus espermatozoides na puberdade e segue produzindo-os ao longo da vida adulta, a mulher nasce com todos os seus óvulos, começa a liberá-los para a fecundação a partir da puberdade e não os repõe durante a vida. A idade de 35 anos é considerada um marco para a fertilidade da mulher, pois é nesse período que sua ovulação tende a diminuir.

Mas, essa idade – 35 anos – também representa um momento importante no que diz respeito aos riscos para mãe e bebê, mesmo que a gestação tenha ocorrido naturalmente, sem a necessidade de recorrer a tratamentos de reprodução assistida. “As complicações mais frequentes nas gestações tardias são a doença hipertensiva específica da gestação, conhecida como DHEG, o diabetes gestacional, o risco de prematuridade e os problemas cardíacos”, comenta Dr. Felipe Favorette Campanharo, clínico da Pro Matre Paulista.

“Hoje, graças a serviços como as unidades de terapia semi-intensiva, as complicações da gravidez são monitoradas e, seus sintomas, tratados, possibilitando que a mulher mantenha a gestação pelo maior tempo possível, evitando partos prematuros e tornando viável o nascimento de seus bebês”, testemunha Dr. Felipe. O tempo continua passando, mas a medicina está ajudando as mulheres a se entenderem com ele.

Bebês podem ter alergia ao leite de vaca: mito ou verdade?

Verdade. Nos primeiros anos de vida, um tipo de alergia muito comum pode se manifestar nos bebês – a alergia ao leite de vaca. A situação é clássica: a criança deixa de ser amamentada pela mãe e, ao introduzir algum tipo de fórmula infantil, os pais notam que o bebê desenvolve sintomas como desconforto abdominal, diarreia, flatulência e, em casos mais graves, até sangramento intestinal.

“O quadro é diferente da intolerância à lactose, no qual a criança não é capaz de digerir completamente o açúcar presente no leite. No caso da alergia, o bebê tem dificuldade em digerir a proteína do leite”, comenta Dr. Francisco Brás, neonatologista da Pro Matre Paulista. A solução, neste caso, é substituir o alimento convencional por fórmulas disponíveis no mercado, com proteínas modificadas, que permitem ao bebê receber os nutrientes sem sofrer com as consequências do leite in natura.

Um recurso simples, mas extremamente eficaz, no combate às alergias é o próprio leite materno. Quanto mais o bebê for alimentado com o leite da mãe, mais anticorpos receberá, fortalecendo seu sistema de defesa contra fatores externos. “Além disso, se o regime de aleitamento materno for mantido exclusivo até os seis meses, evita-se a exposição precoce do bebê a alimentos que podem causar alergias, como corantes, conservantes e outros componentes da alimentação industrializada”, lembra o neonatologista.

Crianças podem rejeitar alimentos de uma hora para outra: mito ou verdade?

Sem drama, mamães e papais: é só uma fase

Verdade. Por mais que isso seja fonte de preocupação para os pais, é preciso encarar o momento com naturalidade. “Trata-se de uma fase seletiva da criança e é importante que a mãe aceite este momento, que é difícil”, reconhece o pediatra Dr. José Claudionor Souza. As maiores vítimas da nova alimentação seletiva dos pequenos costumam ser as verduras e os legumes.

Mesmo sendo natural, não há mãe que se conforme em deixar a criança sem comer e isso nem pode ser visto como uma opção. O ideal, segundo o médico, é continuar apresentando os alimentos, mesmo que recuse, para ela ter mais opções em escolher. “É importante também que os pais comam de tudo, pois se as crianças observam que os pais não comem determinado tipo de alimento, elas também não comerão, por simples imitação.

Claro que, em determinados momentos, bate o desespero. Diante da recusa sistemática da criança em comer, a substituição de alimentos torna-se uma alternativa recorrente, levando pais, avós e outros cuidadores a oferecer alimentos bem aceitos, como o leite na mamadeira. “É preferível que  isso não ocorra, pois a criança aceitará sempre o que quer. Viverá só de leite, que também é nutritivo, porém aumenta sua seletividade”, acrescenta o pediatra.

É possível prever quantas fraldas meu bebê vai usar: mito ou verdade?

Hoje, isso já é uma verdade. Com a ajuda da tecnologia, atualmente muitas tarefas que antes eram impossíveis, hoje já são plenamente realizáveis. Antes do parto, mamães e papais querem se preparar da melhor maneira possível, e uma dúvida habitual é saber quantas fraldas o bebê vai precisar.

Essa informação pode ser especialmente útil para as mamães que pretendem realizar um chá de bebê para reunir amigos e receber presentes. As fraldas sempre são itens obrigatórios nessa lista, certo?

Com um aplicativo desenvolvido recentemente, é possível chegar bem próximo a esse cálculo. A página da Pro Matre Paulista no Facebook destacou o tema. Confira!

Gestante não pode ir à praia: mito ou verdade?

Mito. Nesta época do ano, muitas gestantes ficam em dúvida quanto aos cuidados que devem ter na praia. A ida da gestante à praia é saudável é recomendada, especialmente nos períodos de calor. “Além do cuidado com o uso do protetor solar, a grávida deve evitar o impacto direto da onda no abdômen. Fora isso, está livre para tomar banho de mar e ter contato com a areia da praia”, diz Dr. Luis Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana.

Com a água salgada, muitas gestantes querem utilizar cosméticos para o cabelo ou para o rosto, diante do ressecamento provocado por um dia de exposição ao sol. O uso de tais produtos é permitido desde que a composição seja indicada e/ou aprovada pelo obstetra. Uma dica é consultar sempre um médico a respeito do tipo de produto e sua composição, de acordo com o estado gestacional e perfil da gestante.

Crianças pequenas podem desenvolver alergias: mito ou verdade?

Verdade. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a fatores externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Francisco Brás. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Para os casos de alergias associadas ao trato respiratório, uma medida paliativa é evitar o acúmulo de secreção, lavando frequentemente o nariz do bebê com soro fisiológico, além de hidratar a criança para ajudar a fluidificar o muco nasal.

No pós-parto, podem surgir dores musculares: mito ou verdade?

Verdade. Alguns desconfortos físicos podem ser sentidos ainda na maternidade. Uma queixa comum é a dor nas costas. A fisioterapeuta Liss Labate, da Pro Matre Paulista, explica que, após o parto e com o início da amamentação, as dificuldades iniciais para posicionar o bebê no peito, deixam a mãe desconfortável na cadeira por receio do bebê sair da “pega correta”. Caso isso ocorra “É importante que após o posicionamento do bebê a mãe lentamente se acomode na poltrona, posicione os pés em um apoio elevado e relaxe para que possa aproveitar a magia deste momento único”, informa Liss.

Dores no pescoço também estão entre as queixas mais freqüentes das novas mamães. “É uma sucessão de momentos tensos: o trabalho de parto, o parto em si, o início da amamentação. Nessa situação, o pescoço sofre e algumas mudanças de postura (altura do travesseiro, posição da cama), além de técnicas de relaxamento, costumam surtir bom efeito”, acrescenta a fisioterapeuta.

Outro campeão nas reclamações: o inchaço. Seja pelo ganho de peso na gestação ou pela movimentação de líquidos corporais, é comum ficar com pernas e pés inchados após o parto. “O melhor remédio para esse mal é caminhar. Se teve parto normal, a mulher pode andar no mesmo dia e é recomendável que ande. Calmamente, pelo quarto ou pelo corredor da maternidade”, aconselha Liss. Manter as pernas elevadas quando estiver sentada é outra medida simples que minimiza o desconforto.