Cada trimestre da gestação tem características próprias: mito ou verdade?

Verdade. Em cada período da gestação, ocorrem diversas mudanças, tanto no corpo quanto no comportamento da futura mamãe. A ginecologista e obstetra da maternidade Pro Matre Paulista, Dra. Maria Elisa Noriler, lista quais os cuidados que as mamães devem ter em cada trimestre, assim como o que pode ou não fazer e as respectivas alterações no corpo. Confira:

1 a 3 meses:

Nesta fase, são importantes os cuidados com a implantação do óvulo, pois podem ocorrer abortos espontâneos. “Se a paciente apresentar algum sangramento, deve ser bem avaliada, pois o repouso e as medicações específicas podem contribuir para que a gestação evolua bem”, orienta Dra. Maria Elisa.

É importante também o uso de ácido fólico, para evitar mal-formações e a realização das sorologias, para detectar algumas doenças como toxoplasmose, sífilis e HIV, pois quanto mais precoce a detecção, o tratamento será mais eficaz e com menor risco de transmissão ao feto .

A partir da descoberta da gravidez, deve-se evitar a ingestão de álcool e uso de drogas ilícitas e seguir uma vida normal, pois ainda no primeiro trimestre as alterações no corpo são sutis. As mais notáveis são o aumento do volume das mamas e o escurecimento da aréola.

A gestante pode realizar atividades física até três vezes por semana, com duração de 40 minutos até uma hora.

3 a 6 meses:

Neste período, já há algumas mudanças consideráveis no corpo da gestante, como aumento de peso, mudança no formato do rosto, possível edema facial.

Os cuidados são para evitar trabalho de parto prematuro e ruptura da membrana amniótica, mantendo  o repouso quando indicado pelo obstetra. É preciso manter uma alimentação saudável, rica em vitaminas, com frutas e legumes e ingerir bastante água. Se for para a praia no final do ano, é importante usar chapéu, muito bloqueador solar, ficar longe do sol entre as10 e 16 horas e estar sempre protegida embaixo do guarda-sol.

As viagem de avião estão garantidas até a 32ª semana .

6 a 9 meses:

Nesta fase, algumas mudanças se fazem necessárias. Dirigir carro após 34 semanas ou realizar viagens longas já não são mais recomendáveis. O cuidado se mantém para evitar o risco de partos prematuros e exige repouso ao longo do dia. No verão, é preciso ingerir mais líquidos, de preferência água e evitar ficar muito tempo em pé para não inchar tanto as pernas e pés.

Há um aumento do volume de sangue no corpo, aumento de peso e acentuação de lordose lombar, podendo levar à dores na coluna. Para as que têm tendências a terem varizes, devem continuar o uso de  meias elásticas de compressão até o final da gestação.

Conteúdo publicado originalmente no portal Sempre Materna.

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Corte da cesárea requer cuidados: mito ou verdade?

Verdade. Por mais bem-sucedido que tenha sido o parto, é sempre importante lembrar que alguns cuidados devem ser mantidos pela nova mamãe já em casa. Para as mulheres que passam por um procedimento de cesariana, um cuidado especial deve ser dado ao corte da cirurgia, que pode incomodar bastante nos primeiros dias.

“A incisão da cesárea deve sempre ficar limpa. Água e sabonete são o suficiente, já que hoje não se recomenda fechar a incisão. Cada médico, no entanto, tem sua rotina, mas proteger de traumas no pós-operatório, como batidas e quedas, é muito importante”, completa Dr. Bruno Libermann, da Pro Matre Paulista.

O obstetra diz, ainda, que como a cesariana é uma cirurgia de grande porte e, normalmente, causa dores, recomenda-se uso de analgésicos e antinflamatórios para amenizar a dor por até uma semana.

Dar analgésicos antes da vacina afeta a ação do imunizante: mito ou verdade?

Verdade. Um estudo publicado na revista científica inglesa The Lancet analisou 459 bebês: metade recebeu doses preventivas de paracetamol e a outra metade, não. No grupo em que o remédio foi administrado, a fabricação de anticorpos foi menos eficiente. Mas há exceções, como a vacina meningocócica B, que provoca reações frequentes e, por isso, o fabricante já previu o uso antecipado de analgésicos e antitérmicos, sem observar prejuízos.

O portal da revista Crescer entrevistou Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista, sobre este e outros temas relacionados à vacinação de bebês e crianças.

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O estresse do ambiente pode levar o bebê a chorar: mito ou verdade?

Bebê nem sempre chora de fome

Verdade. Muitos casais imaginam que o binômio planejamento e informação seja suficiente para lidar com todas as situações relacionadas à gravidez e à chegada do bebê. No entanto, bebês não são aparelhos eletrônicos, que chegam em casa com manual. Aprender a reconhecer as reações do bebê é fundamental para ganhar confiança e atravessar esse momento com tranquilidade.

“O excesso de informação às vezes confunde e cria mais tensão. Costumo dar um conselho simples: desenvolva sua intuição, pois ela ajuda a entender as respostas do seu filho”, orienta Dr. José Claudionor Silva Souza, pediatra da Pro Matre Paulista. Por exemplo: o que significa o choro do bebê?

Um dos momentos mais estressantes nos primeiros dias do bebê em casa acontece quando ele chora. “Criança não chora só quando tem fome, portanto, quando isso acontece, não é sinal de que ela necessariamente precisa mamar”, diz o pediatra. A medida da boa alimentação do bebê é dada pela quantidade de xixi que ele faz: como a única fonte de líquido dele é a amamentação, bebê que faz xixi em quantidades adequadas está bem alimentado.

Bebê também pode chorar de frio, mas tome cuidado para não agasalhá-lo demais, o que pode criar desconforto e até aumentar a temperatura do corpo. Outra causa comum do choro nos primeiros dias é o desconforto da fralda cheia de xixi ou cocô. Cólicas não são comuns antes da segunda ou terceira semana de vida. “Mas, de fato, o fator mais comum para o choro do bebê é o estresse do ambiente: pais estressados transferem essa tensão para a criança, por isso também é tão importante manter a tranquilidade”, diz Dr. Claudionor.

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Bebês acima de quatro meses correm mais risco de queda: mito ou verdade?

Verdade. A partir do quarto ou quinto mês, a criança já é capaz de se virar sozinha. Aquela segurança de deixá-la sobre o trocador ou a cama do casal para vesti-la, trocar sua fralda ou enxugá-la depois do banho deve ceder lugar à total vigilância.

Caso venha a cair, o indicado é colocar gelo imediatamente na parte do corpo que bateu no chão. “É muito comum que as quedas aconteçam perto da hora de dormir, quando a criança já está cansada e menos atenta. A ideia de que a criança não pode dormir depois de um tombo não se justifica”, explica Dr. Francisco Brás, neonatologista da Pro Matre Paulista. No entanto, há sinais de alerta associados a quedas que devem ser observados: a criança fica pálida, prostrada, com sonolência exagerada. Neste caso, procure o pronto socorro rapidamente.

Batidas na parte da frente da cabeça, especialmente na testa, tendem a formar hematomas que “descem” para os olhos no dia seguinte. Portanto, se a criança acordar o olho roxo, não se assuste. 

Mulheres devem fazer mamografia a partir dos 40 anos: mito ou verdade?

Verdade. Segundo a ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista, Dra. Maria Elisa Noriler, mulheres acima dos 40 anos devem fazer o exame anualmente ou quando o médico julgar necessário de acordo com a inclusão da paciente no grupo de risco. O procedimento pode ser realizado nas duas mamas, tendo o nome de mamografia bilateral ou em apenas uma, sendo chamada de mamografia unilateral.

Este é um exame que pode causar dor porque comprime as mamas em um aparelho de raios-X apropriado, com baixa radiação, chamado mamógrafo e esta é uma área normalmente sensível. Para aliviar o incômodo, a dica de Dra. Maria Elisa Noriler é realizar o procedimento fora do período pré-menstrual .

No dia da mamografia, vale apostar em alguns cuidados. “Orientamos as pacientes a não utilizar creme, talco ou desodorante na região das mamas e axilas. Aconselha-se também o uso de roupas com duas peças, para que somente a parte superior seja retirada durante o procedimento. E para as que já foram submetidas ao exame outras vezes, o ideal é que levem sempre o último resultado para comparação”, finaliza a especialista.

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Mulher com prótese de silicone não consegue amamentar: mito ou verdade?

Mito. O acesso a cirurgias plásticas tornou-se mais comum nos últimos anos. Com isso, muitas mulheres decidem aumentar os seios, por meio de próteses de silicone, antes de pensarem em engravidar. Depois, vem a insegurança, temendo pela impossibilidade de amamentar seu bebê.

Segundo Dr. Marcos Crisci, cirurgião plástico da Maternidade Pro Matre Paulista, a prótese de silicone não interfere na produção do leite e consequentemente não impede a amamentação. “A minha escolha para a inclusão da prótese é através do sulco inframamário, preferencialmente entre o músculo peitoral e a glândula mamária, pois esta abordagem mantém a integridade da glândula (não há lesão dos ductos e seios lactíferos) possibilitando a amamentação futura”, explica o cirurgião.

Independente da presença de prótese, o que vai determinar a flacidez ou o aparecimento de estrias são os cuidados pré-natais da gestante, bem como as características intrínsecas da pele. “Se a gestante engordar demais, com certeza apresentará efeitos colaterais não relacionados à amamentação”, diz o especialista. O médico ainda recomenda que a mulher aguarde no mínimo seis meses após o parto para a inclusão de uma prótese mamária e de três a seis meses para engravidar após este tipo de cirurgia.

Os dentes do bebê começam a se formar ainda na gestação: mito ou verdade?

Verdade. Embora os primeiros dentinhos apareçam, normalmente, quando o bebê já passou dos seis meses de idade, sua formação acontece bem antes, ainda no útero da mãe, o que torna necessária a ingestão de flúor pela gestante. “Esta medida é importante para um bom desenvolvimento da dentina, a parte externa do dente, tornando-a desta forma mais resistente à ação das bactérias que causam as cáries”, comenta o neonatologista Dr. Paulo Roberto Pachi, da Pro Matre Paulista.

O primeiro dente do bebê geralmente eclode entre os seis e os oito meses de idade, podendo variar de um mês a um ano. Os dentes centrais inferiores costumam surgir antes dos superiores, que geralmente aparecem dois meses depois dos primeiros. A seguir, surgem os incisivos laterais superiores, depois os laterais inferiores, os primeiros molares superiores e inferiores (mais ou menos ao mesmo tempo) e, em torno dos15 a18 meses, os caninos (conhecidos popularmente como “presas”).

Geralmente aos 18 meses, os bebês apresentam 12 dentes e, aos três anos, todos os 20 dentes decíduos (assim chamada a 1ª dentição, também conhecida como “dentes de leite”). Existem muitos mitos sobre sintomas que a dentição pode causar, que vão desde febre alta, gripe até diarréia. “Acredita-se que estas manifestações não sejam causadas pela dentição, mas apenas uma coincidência com doenças que geralmente começam a surgir após os seis meses de idade, quando a criança já não conta mais com a mesma quantidade de anticorpos herdada da mãe e passa a adoecer mais frequentemente”, ressalta Dr. Paulo.

Apesar de não serem permanentes, os dentes decíduos desempenham papel importante, pois eles são necessários para mastigar, dar espaço (e guia) para os dentes permanentes e permitir o desenvolvimento adequado dos ossos da mandíbula e também dos músculos envolvidos com a respiração e a mastigação. Além disso, alguns dentes, especialmente os molares, não são substituídos até a adolescência. O aleitamento materno tem papel muito importante neste processo, promovendo um desenvolvimento adequado dos maxilares e da mandíbula, favorecendo mordida e oclusão corretos. 

A Sociedade de Pediatria de São Paulo e a Associação Brasileira de Odontologia recomendam que, assim que surja o primeiro dente, um dentista seja consultado, para examinar eventuais problemas, avaliar a higiene oral e a saúde geral e orientar a família para a preservação da saúde bucal do bebê, o que vai se refletir até sua vida adulta.

 

Calor traz riscos à saúde da gestante: mito ou verdade?

Verdade. “Grávidas atravessam uma fase da vida em que a imunidade fica mais baixa, até para que o feto não seja rejeitado, então devem ter mais atenção principalmente quanto a infecções respiratórias que incidem mais no calor do que no frio”, alerta Dr. Alberto d’Auria, ginecologista e obstetra da maternidade Pro Matre Paulista.

O médico lembra que é importante estar com o tórax sempre aquecido com uma camiseta, evitando o choque térmico do calor com os dos ambientes com ar-condicionado. Também é importante que os pés estejam aquecidos para que haja uma proteção maior do aparelho respiratório. Outra medida preventiva é tomar a vacina da gripe.

“Além de proteger a mãe, ao tomar a vacina da gripe, os anticorpos são passados ao bebê via placenta que os carregará até os seis meses, idade em que poderá começar a ser vacinado”, explica Dr. d’Auria.

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Gestante não pode aproveitar o Carnaval: mito ou verdade?

Mito. Chegou um dos feriados mais esperados do ano. E, junto com a festa, surgem as dúvidas. Gestante pode brincar o Carnaval? E viajar? O blog da Pro Matre Paulista responde.

Gestante pode desfilar no carnaval?

Segundo Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista, cuidados simples podem garantir o bem estar das grávidas, sem deixar de lado o lazer e a diversão.  Por isso, até o sétimo mês de gestação, a grávida pode desfilar, desde que a gravidez não seja de risco. Dicas: usar salto baixo e ter atenção especial com a hidratação. Atenção especial deve ser dada às bebidas nesta época. Nada de bebidas mistas à base de energéticos. O ideal é consumir água mineral, sucos naturais e água de coco.

Grávida pode ir ao parque aquático?

Não há nenhuma objeção em relação à ida da gestante ao parque aquático  desde que a gestação não seja de risco. Uma dica é optar pelas piscinas comuns ou com ondas, evitar tobogãs e não se esquecer do protetor solar. Segundo Dr. Leite, um ponto importante nesses momentos é a exposição ao sol. O ideal é utilizar protetor solar acima do fator 30 na região do rosto e no abdômen, a cada duas horas, para evitar o aparecimento de manchas. Também não se deve esquecer de ingerir de dois a três litros de água por dia.

Gestante pode viajar de avião ou fazer longas viagens de carro?

Longas viagens são contra-indicadas a gestantes por conta do desconforto que este período proporciona, especialmente nos últimos meses de gravidez. Entretanto, se a mulher se sentir bem, não há problema em viajar de avião até o sexto mês. Dicas: usar meia elástica para evitar problemas circulatórios, como trombose e inchaço de membros inferiores. Consumir bastante líquido e caminhar a bordo. De carro, as viagens geralmente são permitidas até o sétimo mês de gestação. Uma dica é viajar no banco dianteiro com o cinto de segurança de três pontos, fazer paradas a cada duas horas para caminhar e ir ao banheiro. O uso de  meia elástica também pode ajudar no conforto da viagem.