Higienizar as mãos ajuda a combater infecções: mito ou verdade?

Verdade. Estamos em uma fase crítica em termos de infecções, como a da chamada gripe A, pelo vírus H1N1. Uma das medidas mais importante para combater infecções é a higiene das mãos. Mas há outras medidas muito importantes para isso.

1)    Higiene das mãos: é a medida mais eficaz no controle da infecção hospitalar e deve ser incorporada por todos, em casa, no trabalho ou mesmo na rua. O ideal é usar álcool gel sempre que chegar da rua, antes de se alimentar, depois de usar o banheiro. Lavar as mãos com água e sabão já é suficiente.

2)    Álcool gel: tenha sempre um pequeno frasco na sua bolsa. Nem sempre você pode encontrar uma pia para lavar as mãos, por exemplo, se for fazer uma refeição na rua. Nessas circunstâncias, ter o álcool gel resolve a questão.

3)    Mãos limpas, bebê saudável: se você tem bebê, lave suas mãos sempre antes de iniciar os cuidados com ele. Nunca se esqueça de lavar suas mãos depois de trocar a fralda.

4)    Imunização em dia: preste atenção para sempre estar com o calendário de vacinação em dia. Isso não vale só para as crianças. Vacinas como as de gripe também são recomendadas para alguns grupos de adultos. Procure orientação médica se tiver dúvidas sobre isso.

5)    Cuidado com a alimentação: mantenha uma rotina de higienização dos alimentos na sua casa, especialmente dos alimentos crus. Se for se alimentar fora, escolha locais que apresentem segurança na manipulação de alimentos.

6)    Circulação restrita: pessoas que já estão infectadas devem evitar circular em ambientes de grande aglomeração, para não espalhar vírus e bactérias. Se precisar sair, use máscara.

7)    Etiqueta da tosse: se tossir ou espirrar perto de outras pessoas, não coloque suas mãos na frente do nariz ou da boca. Use o antebraço: isso evita que as partículas se espalhem, sem que você utilize sua mão para isso, já que depois vai manipular objetos e pode espalhar os germes dessa forma.

8)    Bichos de estimação: garanta que seu pet esteja sempre com as vacinas em dia, mantenha o ambiente da casa limpo e tenha cuidados redobrados quando precisar manipular as fezes dos bichinhos.

9)    Lixo: evite armazenar lixo em casa, especialmente resíduos orgânicos, pois essa atitude ajuda a proliferar germes em casa.

10) Tirando o leite: se você precisa tirar seu leite para congelá-lo e oferecer ao bebê depois, faça a higiene completa dos utensílios que vai utilizar, inclusive fervendo bicos e mamadeiras.

Alergias respiratórias são mais comuns nos meses frios: mito ou verdade?

Verdade. Nariz entupido, tosse, peito chiando, coceira na pele: o quadro é clássico e costuma ser mais frequente nos meses frios e secos – lá vem a alergia para incomodar as crianças e acabar com o sossego dos pais. Quadros alérgicos, entretanto, podem se manifestar de várias maneiras, ocasionados também por fatores diversos.

“De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a fatores externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Dr. Francisco Brás, da Pro Matre Paulista. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Para os casos de alergias associadas ao trato respiratório, uma medida paliativa é evitar o acúmulo de secreção, lavando frequentemente o nariz do bebê com soro fisiológico, além de hidratar a criança para ajudar a fluidificar o muco nasal.

Gestante deve evitar excesso de chocolate: mito ou verdade?

Verdade. Quando consumido em excesso, o chocolate pode causar alterações das taxas de glicose no sangue, por ser rico em açúcar e gordura, levando ao diabetes gestacional.

A doença atinge entre 7% a 13% das gestantes. Na maioria dos casos, os principais sintomas desse tipo de diabetes se confundem com os normais da gravidez como fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e sede. Por isso, é preciso ficar atenta e fazer exames regulares para medir sua taxa glicêmica.

Segundo o Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista, uma das principais medidas para evitar a doença é não abusar dos doces. É importante consumir, no máximo, porções de até 20 ou30 gramaspor dia, mas não diariamente. O chocolate meio amargo, com 70% cacau, é o mais indicado, por apresentar propriedades antioxidantes benéficas à gestante.

Não é preciso passar vontade, mesmo em épocas como a atual, com farta oferta de chocolate. O adequado é consumir pequenas quantidades desses alimentos e manter uma dieta saudável, composta pro frutas, legumes coloridos, verduras cruas, grãos, laticínios e pouca gordura. Para não cair na tentação, uma dica é não manter doces em casa.

A ansiedade das futuras mamães pode impulsionar o consumo maior. Por isso, muitas vezes, é recomendável encontrar métodos saudáveis para reduzir essa sensação. A prática de exercícios físicos e o controle da glicemia são os principais aliados nessa luta. Previna-se e se você notar sintomas da doença, procure rapidamente seu obstetra.

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Água e algodão são suficientes para limpar o bebê: mito ou verdade?

Verdade. A higiene íntima do bebê pode ser feita apenas com água morna e algodão. O uso de pomadas contra assaduras fica a critério de cada mãe. Quem usa a pomada deve aplicar óleo de amêndoas doces na região, pelo menos uma vez por dia, para retirar o excesso da pomada, que fica impregnada à pele. “Lembrar, sempre, que a higiene íntima das meninas deve ser feita no sentido da vagina para o bumbum, nunca ao contrário”, afirma Dr. José Claudionor Silva Souza, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Normalmente, é aconselhável trocar a fralda cada vez que a criança faz xixi ou cocô. No entanto, vale uma orientação diferente para os recém-nascidos, que costumam fazer cocô logo depois de mamar, já dormindo. “É melhor deixar a criança dormir e trocar assim que ela acordar novamente, para evitar manipular o bebê que acabou de mamar e pode regurgitar”, aconselha o médico.

Bebê deve mamar de três em três horas: mito ou verdade?

Mito. Alguns bebês podem desenvolver um ritmo regular para suas mamadas, chegando a intervalos tão definidos. No entanto, isso não é comum. Atualmente, o que se indica é o chamado regime de livre demanda, ou seja, amamentar sempre que o bebê solicitar. “Em geral, é o choro do recém-nascido que evidencia a hora de mamar”, explica Dra. Débora Manzione Passos de Oliveira, neonatologista da Pro Matre Paulista. Um cuidado especial deve ser tomado com os bebês muito sossegados, que podem emendar várias horas de sono e, com isso, perder peso nos primeiros dias.

Recomenda-se que a primeira consulta ao pediatra aconteça entre três a cinco dias após a alta hospitalar, para averiguar a questão do peso e obter orientações sobre a amamentação. Com a orientação correta, os bebê provavelmente estará pronto para passar os próximos seis meses com alimentação exclusiva no peito, como recomenda a Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Adolescente grávida deve comer mais: mito ou verdade?

Verdade. A adolescência é uma fase importante para o desenvolvimento físico e psicológico. Os jovens costumam, naturalmente, comer mais, pois seu organismo necessita de nutrientes fundamentais para esse crescimento.

A adolescente grávida deve cuidar da saúde dela e de seu bebê. “A dieta das adolescentes tem um valor calórico diferente da mulher adulta. Ela tem uma necessidade maior de proteínas e minerais. Isso porque, na verdade, ela também está em fase de crescimento. Ela tem que cumprir as necessidades dela e mais as necessidades da formação de um feto”, esclarece Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Além do apoio psicológico, a gravidez nessa etapa da vida necessita de um maior acompanhamento médico e nutricional. O pré-natal deve garantir esse atendimento mais especializado para as jovens mamães.

Gestante não pode ser vacinada: mito ou verdade?

Mito. Uma dúvida muito comum entre grávidas diz respeito à imunização. Afinal, gestante pode tomar vacina? Ou ainda: é recomendável que a gestante seja vacinada contra alguma doença específica? O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e a falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema, de fato, desaconselha boa parte das vacinas.

No entanto, há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação.

É o caso, por exemplo, da vacinação contra a gripe, recomendada uma vez que a gestante se enquadra no grupo de risco no caso de agravamento da doença – junto com idosos e portadores de doenças crônicas. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo.

As chamadas vacinas inativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras, e podem ser utilizadas, quando necessário, nas gestantes, como por exemplo: difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. O caso da vacina contra o tétano, especificamente, deve ser avaliado segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, deverá ser indicado que o faça durante a gravidez.

As gestantes que não foram imunizadas podem contrair o tétano pela contaminação por meio de um machucado. Bactérias presentes no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc. normalmente encontram-se inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma. “Esse risco também existe durante o parto. Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano”, completa Dr. Marcio.

A melhor fase para atualizar o calendário de vacinação da mulher é o puerpério (pós-parto). Nessa fase, ela está inserida num centro de saúde, frequentando clínicas de vacinação com seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos meses seguintes.

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Gêmeos têm mais chance de nascer prematuros: mito ou verdade?

Verdade. A principal diferença entre a gravidez de gêmeos e a gestação de um único bebê é a maior chance de que os gêmeos nasçam antes do tempo. No entanto, cada vez mais, vemos que as gestações de múltiplos evoluem de uma forma mais tranquila e o parto tem ocorrido mais próximo da idade esperada, com uma menor frequência de partos prematuros apenas por gemelaridade.

“Quando nascem entre 34 semanas e  36 semanas e 6 dias, os gêmeos são  considerados prematuros tardios (não prematuros extremos)  e, em geral, precisam de cuidados especiais, muitas vezes sendo necessário a permanência deles na UTI Neonatal por desconforto respiratório, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), baixo peso (nascidos com menos de 2.500 g), icterícia neonatal e incoordenação da sucção e deglutição, sendo necessário o acompanhamento da fonoaudióloga , para uma sucção mais eficaz”, explica a neonatologista  Dra. Edinéia Vaciloto Lima, da Pro Matre Paulista. Normalmente, esses pequenos alcançam o desenvolvimento esperado para bebês da mesma idade  ogo nos primeiros meses de vida.

Quando a idade gestacional é mais baixa que 34 semanas, os bebês podem demorar um tempo maior que a média habitual para atingir a curva de crescimento dos bebês nascidos no tempo normal. Esta diferença relaciona-se apenas à prematuridade, sem relação específica com o fato de se tratar de uma gestação múltipla.

 

Casal grávido pode manter relações sexuais: mito ou verdade?

Verdade. Quando a gestação segue sem complicações, não existem restrições médicas para que o casal prossiga com sua intimidade nesse período. O que pode ocorrer – e quase sempre ocorre – é a alteração da libido da mulher nessa fase, causada pela intensa oscilação hormonal.

As reações são diversas. “Algumas mulheres, neste período, sentem os efeitos do aumento dos níveis hormonais provocados pela gestação, ficando mais sensíveis e até mais propensas ao sexo”, comenta Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista. Outras, no entanto, sentem um “adormecimento” natural da excitação, substituindo-a pela necessidade de afeto e atenção. Gestantes que sofrem mais com enjoos e inchaços, em geral, também ficam menos dispostas para o contato sexual.

Uma preocupação que acompanha muitos casais, especialmente os de primeira viagem: o ato sexual pode prejudicar o bebê? Se o obstetra não alertou quanto a riscos específicos, placenta baixa, por exemplo, não há contraindicação. A mucosa cervical, responsável pelo fechamento da entrada do útero, também funciona como um fator protetor, já que preserva a placenta de infecções em geral. A dica para manter o desejo durante a gestação é reinventar o sexo entre o casal, transformando este momento em um verdadeiro ato de amor e intimidade.

A higiene íntima, que deve ser feita por qualquer casal, grávido ou não, é ainda mais importante durante a gravidez. Quando não é possível ao casal tomar banho antes da relação, o ideal é lavar as mãos e fazer a higiene íntima com água e sabão neutro.

Depois do parto, em geral a mulher terá condições de retomar a vida sexual em cerca de seis semanas. A fase de amamentação, ao contrário do que algumas novas mamães pensam, não é garantia contra uma nova gravidez. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, acrescenta Dra. Vera.

Cuidados com a contracepção devem ser retomados no período. Além dos métodos mecânicos (camisinha, diafragma, camisinha feminina) é possível utilizar pílulas anticoncepcionais, desde que não contenham estrógeno em sua composição. Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança. Outras opções são pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU

É comum o bebê ter icterícia: mito ou verdade?

Verdade. Uma das ocorrências mais comuns nos bebês, ainda na fase de internação, é a icterícia, que se dá quando existe acúmulo no sangue de um pigmento produzido naturalmente pelo nosso organismo, chamado bilirrubina. Este pigmento é metabolizado pelo fígado e eliminado através das fezes e da urina.

“Frequentemente, ocorre um aumento de bilirrubina nos bebês entre o segundo e terceiro dias de vida, porque seu organismo ainda é imaturo para eliminar este pigmento. O tratamento para a icterícia é a fototerapia (o chamado “banho de luz”), o que às vezes leva o bebê a ficar internado um dia a mais na maternidade”, comenta Dr. Francisco Dutra, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Uma importante medida para controlar a icterícia é a amamentação. O bebê ictérico deve ser amamentado várias vezes ao dia, nos primeiros dias de vida. Isso ajuda a mãe a produzir mais leite, a hidratar o bebê e também ajuda reduzir a bilirrubina, facilitando sua eliminação pelas fezes.