Quem tem prótese de silicone não consegue amamentar: mito ou verdade?

Mito. O acesso a cirurgias plásticas tornou-se mais comum nos últimos anos. Com isso, muitas mulheres decidem aumentar os seios, por meio de próteses de silicone, antes de pensarem em engravidar. Depois, vem a insegurança, temendo pela impossibilidade de amamentar seu bebê.

Segundo Dr. Marcos Crisci, cirurgião plástico da Maternidade Pro Matre Paulista, a prótese de silicone não interfere na produção do leite e consequentemente não impede a amamentação. “A minha escolha para a inclusão da prótese é através do sulco inframamário, preferencialmente entre o músculo peitoral e a glândula mamária, pois esta abordagem mantém a integridade da glândula (não há lesão dos ductos e seios lactíferos) possibilitando a amamentação futura”, explica o cirurgião.

Independente da presença de prótese, o que vai determinar a flacidez ou o aparecimento de estrias são os cuidados pré-natais da gestante, bem como as características intrínsecas da pele. “Se a gestante engordar demais, com certeza apresentará efeitos colaterais não relacionados à amamentação”, diz o especialista. O médico ainda recomenda que a mulher aguarde no mínimo seis meses após o parto para a inclusão de uma prótese mamária e de três a seis meses para engravidar após este tipo de cirurgia.

Posso oferecer mamadeira ao meu filho que não quer comer: mito ou verdade?

Depende. Não oferecer substituto e deixar a criança sem comer é algo visto como alternativa para os pais cujos filhos comem mal. Segundo Dr. José Claudionor Souza, pediatra da Pro Matre Paulista, esta pode ser uma alternativa, mas até quanto tempo a mãe deve esperar? “Enquanto tiver paciência, mas geralmente a criança vence”, alerta Dr. José Claudionor.

Segundo o médico, é mais fácil aceitar o que a criança come do que fazê-la comer o que o adulto acha que é necessário. “Isso gera um problema na esfera emocional onde a criança nunca contenta o adulto com o que come e, em uma espécie de birra permanente, a criança cada vez come menos”, comenta.

Pela experiência do médico, pais que aceitam o que a criança come, no geral, estimulam o filho a comer melhor. “Enaltecer que a criança come bem, não importando o quanto come, é melhor que comentar que a criança come mal.”

“Infelizmente, as famílias acham que a criança tem de comer o quanto o adulto acha que é importante e não o que é importante de fato para seu crescimento. É comum a criança comer o quanto a família acha que é pouco e continuar crescendo no mesmo padrão que crescia antes. É necessário saber que com o crescimento , o número de refeições diminui , a necessidade calórica é menor e a criança mantém o mesmo padrão de crescimento”, conclui. Portanto, mamães e papais, contenham a ansiedade.

 

Gestante não pode ter relação sexual: mito ou verdade?

Mito. Gravidez não é sinônimo de abstinência sexual. Quando a gestação segue sem complicações, não existem restrições médicas para que o casal prossiga com sua intimidade mesmo durante a gestação, após a oitava semana de gravidez, como recomenda a maioria dos médicos. O que pode ocorrer – e quase sempre ocorre – é a alteração da libido da mulher nesse período, causada pela intensa oscilação hormonal, própria do período.

As reações são diversas. “Algumas mulheres, neste período sentem-se desconfortáveis. No início da gestação, normalmente a mulher tem medo de manter relações. No final, é o homem que costuma ficar desestimulado”, diz Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista. 

Gestantes que sofrem mais com enjoos e inchaços, em geral, também ficam menos dispostas para o contato sexual. Uma preocupação que acompanha muitos casais, especialmente os de primeira viagem: o ato sexual pode prejudicar o bebê? Se o obstetra não alertou quanto a riscos específicos, placenta baixa, por exemplo, não há contraindicação. A mucosa cervical, responsável pelo fechamento da entrada do útero, também funciona como um fator protetor, já que preserva a placenta de infecções em geral. A dica para manter o desejo durante a gestação é reinventar o sexo entre o casal, transformando este momento em um verdadeiro ato de amor e intimidade.

A higiene íntima, indicada para qualquer casal, grávido ou não, é ainda mais importante durante a gravidez. Quando não é possível ao casal tomar banho antes da relação, o ideal é lavar as mãos e fazer a higiene íntima com água e sabão neutro.

Depois do parto, em geral a mulher terá condições de retomar a vida sexual em cerca de trinta dias. A fase de amamentação, ao contrário do que algumas novas mamães pensam, não é garantia contra uma nova gravidez. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, afirma Dra. Vera.

Cuidados com a contracepção devem ser retomados sessenta dias após o parto. Além dos métodos mecânicos (camisinha, diafragma, camisinha feminina) é possível utilizar pílulas anticoncepcionais, desde que não contenham estrógeno em sua composição. Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança. Outras opções são pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU.

Para evitar a Gripe A, deve-se evitar compartilhar objetos: mito ou verdade?

Verdade. A gripe pode ser contraída de três maneiras: contato direto, com muco produzido pelo doente; inalação das gotículas, emitidas quando a pessoa espirra ou tosse; contato com superfícies, como mesas, maçanetas, talheres, entre outros, que tiveram contato com muco ou gotículas e que são repassadas pelas mãos após contato com olhos, nariz ou boca.

Por isso, previna-se! Não compartilhe objetos pessoais e, ao tossir ou espirrar, cubra o rosto com o braço. Fazendo sua parte você se previne e também protege as pessoas ao seu redor.

As informações acima foram publicados pela Folha de S. Paulo e constam da página da Pro Matre Paulista no Facebook. Lá, há uma série de informações sobre a doença que teve significativo aumento no número de casos. Acesse nossa página!

Gestantes precisam diminuir o estresse no trabalho: mito ou verdade?

Verdade. Atualmente, vivemos em um mundo estressante e cheio de estímulos prejudiciais à saúde. Muitas vezes, as pessoas dizem que não encontram tempo para praticar atividades físicas, e mantêm péssimos hábitos, como alimentação desequilibrada e tabagismo. Para as gestantes, essa dinâmica acelerada pode ser ainda pior.

“Estamos vendo crescer esse perfil no consultório. A mulher de hoje não pode nem quer abandonar a profissão quando fica grávida. Nesse contexto, muitas mulheres estão engravidando mais tarde, dando prioridade à carreira profissional”, alerta Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista.

Os maus hábitos contribuem para piorar os efeitos dessa rotina acelerada para a saúde da futura mamãe. “O sedentarismo e o sobrepeso, por exemplo, são quadros habituais de hoje. Quando a mulher engravida, ela terá o efeito compressivo do útero no sistema cardiovascular. O sangue não circula como antes, aumentam as chances de vasodilatação, inchaços, falta de ar e uma série de outras complicações. Para as gordinhas, isso é ainda pior”, explica. Além disso, o estresse é relacionado como uma das causas para o envelhecimento placentário e o parto prematuro.

Manter uma alimentação equilibrada e praticar a atividade física regular é essencial para ter uma gravidez sem tantas complicações e riscos para a mamãe e para o bebê. É preciso lembrar que as gestantes devem sempre consultar seu obstetra antes de fazer qualquer exercício físico. 

Mitos e verdades da alimentação na gravidez

Alimentação equilibrada é uma das chaves para uma gravidez saudável

Quando uma mulher descobre que está grávida, várias dúvidas começam a aparecer, inclusive em relação à alimentação nessa fase. O que pode, o que não pode e o que deve ser evitado?

A nutricionista Luciana Costa, da Pro Matre Paulista, responde.

É verdade que não pode comer sashimi ou quibe cru na gestação?

Sim. Comer carnes durante a gestação é importante para suprir as necessidades de proteínas e ferro, necessárias para o desenvolvimento do feto. Para grávidas e lactantes, os profissionais da saúde não recomendam o consumo de carnes cruas, sejam elas de vaca ou de peixe.

É possível ser vegetariana durante a gravidez?

O consumo de carnes e alimentos é fundamental para suprir a necessidade de ferro da gestante e do bebê. A necessidade de consumir essa substância é tão grande que os médicos costumam receitar suplemento de vitaminas para todas as mulheres. Grávidas que optaram por uma dieta vegetariana devem ter atenção redobrada para a alimentação.

Posso comer ovos durante a gestação?

Sim. O ovo é o típico alimento que sai e entra na moda em diferentes épocas. É muito comum encontrar aqueles pesquisadores que defendam o seu uso para uma boa dieta e os que são contrários a ele. Embora a alergia a substâncias presentes no ovo seja bastante comum, a gestante pode comê-lo, respeitando as orientações nutricionais.

É verdade que feijão produz gazes?

Sim. Na verdade, qualquer grão tem a propensão de formar gases. Nem todas as mulheres sentem desconfortos quando ingerem esses alimentos. Isso depende muito de como cada organismo digere esses alimentos.

Picolé de limão ajuda a reduzir o enjoo na gravidez: mito ou verdade?

É verdade. Durante o primeiro trimestre da gestação, é comum que as mulheres tenham enjoos e até cheguem a vomitar. Cuidar da alimentação, evitando alimentos muito gordurosos e ingerindo pequenas porções a cada três horas, é a principal dica para diminuí-los. Alimentos cítricos são uma boa opção para reduzir esses sintomas. Cada gestante acaba desenvolvendo uma preferência alimentar para reduzir enjoos. Geralmente, alimentos mais cítricos elas aceitam melhor.

Inalação é indicada para infecções respiratórias: mito ou verdade?

Verdade. Com as temperaturas mais baixas, a tendência de confinamento em locais fechados favorece a transmissão desses micro-organismos. Para completar, os choques térmicos (variação de temperatura entre ambientes) contribuem para aumentar as infecções.

“Nessa época do ano, em locais mais secos, como a região Sudeste, o quadro se agrava pela suspensão de partículas no ar, que disseminam ainda mais os germes e aumentam as ocorrências em consultórios e pronto-socorros”, comenta a neonatologista Dra. Débora Manzione Passos, da Pro Matre Paulista.

O recurso da inalação continua sendo um importante aliado no tratamento desses quadros. Segundo a médica, a inalação com soro fisiológico promove a fluidificação da secreção, desobstruindo o nariz e permitindo uma respiração mais confortável. Nos casos mais severos, como asma e bronquite, apenas o soro não é suficiente, sendo prescrito o uso de broncodilatadores. “Esses medicamentos são específicos para as vias aéreas inferiores – bronquíolos e alvéolos – que são  responsáveis pela troca gasosa e oxigenação do sangue, e só podem ser usados sob orientação médica.”, explica a médica.Nos últimos anos, uma nova técnica para administração de broncodilitadores tem sido utilizada: os espaçadores.

Eles possibilitam que a inalação do remédio seja realizada de forma mais rápida e eficaz. O espaçador é indicado quando a criança apresenta broncoesmasmo, mas se houver muita secreção pulmonar, a inalação com soro fisiológico tem uma ação fluidificante melhor. “Desta forma, a inalação permanece indicada para fluidificar secreções e os espaçadores apenas para a aplicação de broncodilatadores e corticoides inalatórios. Muitas vezes, até associamos as duas coisas”, diferencia Dra. Débora.

Para muitos pais, falar em inalação é evocar a imagem do estresse, com crianças assustadas por aquele aparelho de onde sai fumaça. Esperar a criança dormir e fazer a inalação pode ser uma alternativa. “O ideal é fazer a inalação com a criança sentada, aproveitando para realizar também a tapotagem, batendo levemente a mão, em forma de concha, nas costas da criança, para permitir a mobilização da secreção”, ensina a médica.

Medidas preventivas, como evitar choques térmicos e aglomerações em locais fechados, especialmente com grande quantidade de crianças, podem minimizar esse transtorno. “Outra medida preventiva é manter sempre as narinas bem higienizadas, com soro fisiológico e, nos dias mais secos, utilizar umidificadores de ar ou uma bacia com água no quarto da criança durante a noite.”

Ainda na linha da prevenção, é importante alertar os pais quanto à importância de vacinar seus filhos contra a gripe, a partir de março, pois essa vacina, produzida anualmente, é uma poderosa arma para começar melhor a batalha contra o inverno.

Envelhecimento placentário pode complicar a gestação: mito ou verdade?

Verdade. Entre as inúmeras complicações que podem atrapalhar o andamento de uma gestação e o desenvolvimento do feto está o envelhecimento placentário. Esse problema é agravado pelo estresse e pelos maus hábitos do dia a dia da gestante.

“A placenta é um filtro da mãe. A mãe manda o sangue, que é filtrado pela placenta e drenado pelo cordão umbilical, para o bebê. Se o filtro está sujo, a quantidade de nutrientes diminui, e aí acontecerá uma restrição de crescimento do bebê”, explica Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista

Ter bons hábitos, como uma alimentação equilibrada e uma atividade física regular e supervisionada, é fundamental para o bom andamento da gestação. 

Complicação da gripe A pode ser grave: mito ou verdade?

Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista

Verdade. É difícil diferenciar a gripe causada pelo H1N1 de outra gripe. A preocupação maior é a Síndrome Respiratória Aguda Grave, que tem levado as pessoas a óbito. Os sintomas são: falta de ar, desconforto respiratório, aumento da frequência respiratória e queda de pressão.

O programa Bem-Estar, da Rede Globo, entrevistou a infectologista Dra. Rosana Richtmann, da Pro Matre Paulista, sobre o aumento de pessoas infectadas com o vírus H1N1. Ela respondeu perguntas de espectadores e orientou a respeito de prevenção e tratamento.

Para conferir a reportagem completa, clique aqui.

Vírus H1N1 é mais perigoso que o da gripe comum: mito ou verdade?

Verdade. O vírus H1N1 é do tipo influenza A, um dos causadores da gripe comum. É o mesmo responsável pela pandemia de gripe suína ocorrida em 2009. Só no Brasil, naquela época, foram 50 mil casos e mais de 2 mil pessoas morreram.

Apesar das semelhanças com os sintomas iniciais da gripe comum – febre, tosse, coriza, dor de garganta, na cabeça e no corpo –, a H1N1 pode ser ainda mais perigosa. Segundo Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista, além dos sintomas normais de gripe, outra forma de apresentação do H1N1 mais grave é a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

“Ela é caracterizada por falta de ar, diminuição da saturação de oxigênio, desconforto respiratório, podendo evoluir para insuficiência respiratória, choque e até a morte.”  Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia. Testes laboratoriais são capazes de identificar por qual tipo de vírus o paciente foi infectado.

O tratamento basicamente é realizado com um medicamento antiviral, de uso oral, por cinco dias. “Para ser efetivo, deve ser iniciado o mais precoce possível, preferentemente até 48h do início dos sintomas. Além do uso do antiviral, podemos prescrever sintomáticos, para aliviar os sintomas”, diz a infectologista.

A prevenção, contudo, é a maneira mais eficaz de combater a doença.  “As medidas mais importantes são a higienização das mãos frequentemente, com água e sabão ou álcool gel”, recomenda Dra. Rosana. Além disso, indica-se manter ambientes arejados e ventilados e evitar locais fechados com grande número de pessoas. Alimentação correta, ingestão de água e a prática de exercícios físicos também reduzem as chances de contrair o vírus.