Cigarro e anticoncepcional, uma mistura perigosa

Dia 31 de maio é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco e nesta data é importante alertar  para uma perigosa e silenciosa combinação: cigarro e pílula anticoncepcional. O cigarro, individualmente, já traz diversos problemas de saúde, principalmente os ligados ao coração e à circulação do sangue pelo corpo. Para as mulheres, ser fumante e tomar pílula anticoncepcional podem levar a graves problemas de saúde, tais como a trombose, infarto, AVC e derrame.

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Maria Elisa Noriler, da Pro Matre Paulista, há um aumento em até 30 vezes de desenvolver trombose, por exemplo. “O uso do anticoncepcional ativa alguns fatores da coagulação e uso do cigarro por causa de várias substâncias tóxicas, que vão se depositando na parede dos vasos e formando placas rígidas de ateroma (uma formação composta de gordura, células inflamatórias e cálcio, que podem estreitar a passagem do sangue)”, explica.

É necessário que todo ginecologista alerte suas pacientes sobre os riscos desta combinação, pois há outras opções de anticoncepcionais menos perigosos para quem é fumante, como o DIU de cobre. “É recomendado sempre que se pare de fumar, pois os danos para a saúde são imensos, além do que, causa mais de 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos. Mas no caso de recusa, é possível adequar melhor a contracepção e tentar diminuir os danos”, orienta Dra. Maria Elisa.

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Gestante deve consumir gorduras: mito ou verdade?

Verdade. Consuma gorduras, mas de preferência as dos grupos poliinsaturado e monoinsaturado, como azeite e óleos vegetais.

As gorduras poliinsaturadas contêm alguns ácidos graxos essenciais que não podem ser sintetizados pelo organismo e, por isso, seu consumo é fundamental. Outra vantagem dos óleos vegetais é sua fonte de vitamina E. Mesmo essenciais, devem ser consumidos com cautela, pois contêm uma grande quantidade de calorias.

Outros alimentos, de origem vegetal e animal contêm uma grande quantidade de óleo em sua composição, tais como nozes e castanhas, azeitonas, abacate e peixes como salmão e bacalhau.

Dicas como esta fazem parte do “Guia de Saúde”, no Espaço Família, do site da Pro Matre Paulista. Informações para a futura mamãe, para o bebê e também para o novo papai. Acesse!

O bebê passa por vários exames ainda no berçário: mito ou verdade?

Verdade. Os dias seguintes ao nascimento do bebê são marcados por vários exames no berçário, local onde a criança fica entre 48 e 72 horas. Após sua liberação do berço aquecido, que geralmente acontece três horas depois do nascimento, e depois de um exame minucioso das condições clínicas, o pediatra faz avaliação dos olhinhos.

“Este exame é o reflexo que vem através das pupilas quando estas são submetidas a um fonte de luz. Este reflexo é muitas vezes observado em fotografias com flash . Para que ocorra o reflexo, a luz tem que passar por todas camadas do olho até sua retina, e voltar dando a coloração vermelha.Se isto não ocorrer, é porque ao longo do trajeto a luz não consegue chegar à retina, o que indica que há problema neste olho”, explica Dr. Francisco.

Uma das ocorrências mais comuns nos bebês, ainda na fase de internação, é a icterícia, que se dá quando existe acúmulo no sangue de um pigmento produzido naturalmente pelo nosso organismo, chamado bilirrubina. Este pigmento é metabolizado pelo fígado e eliminado através das fezes e da urina.

“Frequentemente, ocorre um aumento de bilirrubina nos bebês entre o segundo e terceiro dias de vida, porque seu organismo ainda é imaturo para eliminar este pigmento. O tratamento para a icterícia é a fototerapia (o chamado “banho de luz”), o que às vezes leva o bebê a ficar internado um dia a mais na maternidade.

Uma importante medida para controlar a icterícia é a amamentação. O bebê ictérico deve ser amamentado várias vezes ao dia, nos primeiros dias de vida. Isso ajuda a mãe a produzir mais leite, a hidratar o bebê e também ajuda reduzir a bilirrubina, facilitando sua eliminação pelas fezes.

A amamentação pode continuar após a volta ao trabalho: mito ou verdade?

Depois que a mãe volta ao trabalho, o bebê pode continuar recebendo seu leite

Verdade. Terminada a licença maternidade, muitas mães se deparam com um novo desafio – como manter o aleitamento materno, mesmo estando fisicamente distantes do bebê? “A resposta para esta frequente pergunta está no armazenamento de leite materno”, comenta Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista responsável pelo Lactário da maternidade Pro Matre Paulista.

Para armazenar seu leite, a mãe terá apenas de se adaptar ao processo de ordenha, que pode ser manual ou mecânica. A ordenha manual é a mais indicada, por ser natural e menos agressiva (acompanhe o procedimento no box). No entanto, quando a mãe se adapta aos equipamentos mecânicos, pode se beneficiar de um processo mais rápido.

Como fazer?

  • Massageie as mamas, utilizando os dedos (indicador e médio), fazendo movimentos circulares no sentido da aréola na mama inteira;
  • Os movimentos para coleta manual devem ser feitos na base da aréola em direção ao mamilo, alterando a posição;
  • Após a massagem da mama, limpe com algodão umedecido em água fervida a região areolar e mamilo (utilizar um pedaço de algodão para cada mama);
  • Em seguida, despreze os primeiros jatos, utilizando novamente um algodão umedecido para cada mama. Esse cuidado é importante para deixar o canal de saída do leite isento de resíduos da retirada anterior.

Quanto ao material a ser utilizado para armazenagem (frasco e tampa), lavar tudo com detergente e água corrente. Depois, ferver por 10 minutos, em fogo brando. Se preferir utilizar a bomba tira-leite, fazer o mesmo procedimento. Depois de fazer a ordenha do leite, identifique o frasco com data e horário da coleta. A validade para consumo, na geladeira, é de 12 horas, e, no freezer ou congelador, de 15 dias.

Maternidade tem unidade de terapia semi-intensiva: mito ou verdade?

Se for a Pro Matre Paulista, verdade. As gestações de risco aumentaram muito nos últimos anos e, para responder a esse novo desafio, a Pro Matre Paulista conta com uma Unidade de Terapia Sem-Intensiva.

O foco do serviço é tratar as patologias mais frequentes na gestação, como a DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gestação), o trabalho de parto prematuro e a ruptura prematura de membranas. O perfil de pacientes com maior potencial para esses riscos são mulheres na faixa acima de trinta anos de idade. Além dos fatores ambientais, as gestações mais tardias também têm contribuído para aumentar os riscos na gravidez.

O serviço de Terapia Semi-Intensiva da Pro Matre Paulista acolhe, principalmente, gestantes com idade gestacional mais próxima do termo. Manter essa paciente internada, com monitorização constante, geralmente possibilita estender mais a gravidez, o que é importante para a vitalidade fetal e ajuda a evitar partos prematuros.

Esse dado tem se mostrado particularmente importante no universo da prematuridade: quanto mais próximo do termo chegar a gestação, menor tende a ser a internação do prematuro na UTI Neonatal.

Método Canguru ajuda no desenvolvimento do prematuro: mito ou verdade?

Verdade. O Método Canguru, que pode ser realizado pela mãe ou pelo pai, alternando-se na função, é muito simples: o bebê é colocado sobre a pele do peito ou da barriga dos pais, seguro por faixas. O simples contato da pele promove troca de hormônios e estimula o desenvolvimento da criança como se ela estivesse no útero, recuperando o tempo de desenvolvimento que deixou de ter nesse ambiente aconchegante, em função do parto antecipado.

A metodologia começou a ser utilizada há 30 anos na Colômbia, por uma equipe do Instituto Materno-Infantil de Bogotá, implantado pelo médico Héctor Martínez. Os motivos do sucesso do método vão além dos aspectos psicológicos. “No colo, a criança fica mais calma, há a troca da flora de bactérias e de anticorpos entre mãe e filho. Melhoram a parte física, o ganho de peso, e o vínculo afetivo”, diz Dra. Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da maternidade Pro Matre Paulista.

Se, antes, o bebê de baixo peso ficava na incubadora até atingir 2 kg, hoje ele pode ir para o colo da mãe (ou do pai) a partir de 1,250 kg. Para realizar o Método Canguru, porém, não basta que o bebê tenha determinado peso. “Sabemos o quanto o método é bom, mas é importante haver estabilidade clínica para evitar riscos”, diz Edinéia. Por isso, há prematuros maiores que não podem deixar a incubadora, enquanto outros menores, mesmo com sonda, vão para o colo da mãe.

A Pro Matre Paulista utiliza o Método Canguru regularmente, envolvendo mamães e papais nos cuidados de seus prematuros, com excelentes resultados e reforço do vínculo familiar.

Lugar de bebê, no carro, é no colo: mito ou verdade?

Mito. Muita gente pensa que a melhor maneira de levar o bebê em um trajeto feito de carro é no colo. “Este é um grande equívoco, pois além do impacto da projeção que a criança pode sofrer, ainda há o risco de esmagamento causado pelo adulto que tem a criança no seu colo”, acrescenta Dr. Alexandre Lourenço, ortopedista da Pro Matre Paulista. Segundo as normas de segurança do CONTRAN, órgão regulador de trânsito no Brasil, há um tipo de cadeirinha ou assento especialmente indicado para cada faixa etária.

Portanto, proteja sua família e lembre-se sempre: lugar de criança é no banco traseiro!

DE 0 A 1 ANO

Nesta faixa etária (incluindo o recém-nascido), o certo é o transporte em cadeirinhas de segurança, tipo bebê conforto, sempre presas pelo cinto de segurança do carro e de costas para o movimento do carro.

DE 1 A  4 ANOS

As crianças devem ser transportadas em cadeirinhas presas pelo cinto de segurança. A posição mais segura é no centro do banco traseiro.

DE 4 A 10 ANOS

As crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio deverão utilizar o dispositivo de retenção denominado assento de elevação ou buster”, segundo determina o CONTRAN. Contudo, esta recomendação é válida até os 10 anos, visto que os cintos de segurança dos carros, em geral, são projetados para pessoas com mais de1,45 cm e estes assentos de elevação permitem adequar a altura da criança para o uso correto do cinto de segurança no ombro e na cintura.

Pai também pode ter depressão pós-parto: mito ou verdade?

Verdade. A ocorrência da depressão pós-parto já é amplamente conhecida entre as mulheres. No entanto, um fenômeno menos conhecido, mas também recorrente, é a depressão pós-parto em homens. Enquanto algumas mulheres podem sofrer oscilações de humor muitas vezes por causas fisiológicas, a ocorrência nos pais está mais ligada a questões circunstanciais e psicológicas.

Em alguns casos, o pai sente certo isolamento após o nascimento do bebê. Com a atenção voltada para o recém-nascido, algumas mulheres tendem a relegar o companheiro a um segundo plano, gerando sensação de rejeição em alguns pais.

No site da Pro Matre Paulista, o Espaço Família traz conteúdos para ajudar também os papais e passar pelo nascimento do bebê, aproveitando tudo de bom que ele traz à família. Acesse!

Quem já teve Gripe A não precisa tomar vacina: mito ou verdade?

Mito. Os vírus causadores da gripe têm alta capacidade de mutação, por isso, uma pessoa que já tenha contraído a Gripe A no passado pode ter a doença novamente.

Os pacientes mais propensos a contrair a doença, causada pelo vírus H1N1, devem ser vacinados todos os anos, por causa dessa mutação. Entre esses pacientes estão as gestantes. Também compõem o chamado grupo de risco os idosos, as crianças (acima de seis meses de idade) e os pacientes portadores de doenças crônicas.

A Pro Matre Paulista preparou um conteúdo extenso sobre o vírus H1N1 e a Gripe A, inclusive com uma série de perguntas e respostas.

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Após o parto, a mulher pode sangrar por até 40 dias: mito ou verdade?

Verdade. Dr. Bruno Liberman, obstetra da Pro Matre Paulista, explica a questão do sangramento que ocorre logo após o parto, uma das primeiras dificuldades enfrentadas pela mulher após dar à luz.

“A puérpera sai da sala de parto com sangramento. Esse sangramento, nos primeiros dias mais intensos, vai progressivamente diminuindo, podendo persistir por até 40 dias. O normal é se estender entre 15 a 20 dias”, diz o médico. Para as mulheres que passam por um procedimento de cesariana, um cuidado especial deve ser dado ao corte da cirurgia, que pode incomodar bastante nos primeiros dias.

“A incisão da cesárea deve sempre ficar limpa. Água e sabonete são o suficiente, já que hoje não se recomenda fechar a incisão. Cada médico, no entanto, tem sua rotina, mas proteger de traumas no pós-operatório, como batidas e quedas, é muito importante”, completa Dr. Bruno. O obstetra diz, ainda, que como a cesariana é uma cirurgia de grande porte e, normalmente, causa dores, recomenda-se uso de analgésicos e antinflamatórios para amenizar a dor por até uma semana.