Gravidez pode piorar estrias e celulite: mito ou verdade?

Verdade. A mulher grávida pode desenvolver mais estrias e celulite pela ação dos hormônios. A boa notícia é que se pode combater o problema, principalmente com atenção no ganho de peso. “O ideal é não ultrapassar o que seu obstetra indicar, fazer exercícios físicos indicados para gestantes, manter uma alimentação balanceada e rica em fibras e, se possível, adotar a drenagem linfática uma vez por semana”, segundo Dra. Thais Pepe, dermatologista da Pro Matre Paulista.

As estrias também podem ser tratadas, com o uso de hidratantes que contenham vitamina E, além de atentar para o ganho de peso ideal, beber muita água, manter uma alimentação equilibrada, baseada em cereais integrais, frutas, verduras, carnes magras, leites e derivados.

Dia Nacional do Diabetes: é possível ter diabetes apenas na gestação?

Hoje, 27 de junho, é o Dia Nacional do Diabetes. Esta doença pode ser uma das principais complicações da gestação.

A incidência da doença é relativamente alta: entre 7% a 13% das gestantes. Em geral, os principais sintomas do diabetes gestacional são muito semelhantes aos sintomas habituais da gestação: fadiga, sonolência, aumento do volume urinário e sede. Por isso, é preciso ficar atenta e seguir as orientações de seu obstetra, que eventualmente pode recomendar exames regulares para medir a taxa de glicemia (quantidade de açúcar no sangue).

Segundo Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista, uma das principais medidas para evitar a doença é justamente não abusar dos doces. É importante consumir, no máximo, porções de até 20 ou30 gramaspor dia, mas não diariamente. O chocolate meio amargo, com 70% cacau, é o mais indicado, por apresentar propriedades antioxidantes benéficas à gestante e também por conter uma quantidade menor de açúcar.

Não há necessidade, normalmente, de eliminar o chocolate e demais doces totalmente do cardápio. O adequado é consumir pequenas quantidades desses alimentos e manter uma dieta equilibrada, composta por frutas, legumes coloridos, verduras cruas, grãos, carboidratos integrais, laticínios e pouca gordura. Para não cair na tentação, uma dica é não manter doces em casa.

A ansiedade das futuras mamães pode impulsionar o consumo maior. Por isso, muitas vezes, é recomendável encontrar métodos saudáveis para reduzir essa sensação. A prática de exercícios físicos e o controle da glicemia são os principais aliados nessa luta. Previna-se e se você notar sintomas da doença, procure rapidamente seu obstetra.

Gestante não pode tomar vacina: mito ou verdade?

Depende. Esta é uma dúvida muito comum entre grávidas. O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e a falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema, de fato, desaconselha boa parte das vacinas.

No entanto, há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação.

As chamadas vacinas inativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras, e podem ser utilizadas, quando necessário, nas gestantes, como por exemplo: difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. O caso da vacina contra o tétano, especificamente, deve ser avaliado segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, deverá ser indicado que o faça durante a gravidez.

As gestantes que não foram imunizadas podem contrair o tétano pela contaminação por meio de um machucado. Bactérias presentes no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc. normalmente encontram-se inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma. “Esse risco também existe durante o parto. Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano”, comenta Dr. Marcio Pepe, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista.

Inalação pode ser usada em bebês: mito ou verdade?

Verdade. Com a chegada da estação mais fria do ano, indesejáveis companhias vêm transtornar a saúde dos pequenos, na forma de infecções virais e bacterianas de vias aéreas. Com as temperaturas mais baixas, a tendência de confinamento em locais fechados favorece a transmissão desses micro organismos. Para completar, os choques térmicos contribuem para aumentar as infecções.

Daí para frente é sempre a mesma sequência: espirros, tosses, dificuldade de respirar pelo nariz e, em alguns casos mais severos, como asma e bronquite aguda, os desagradáveis broncoespasmos, que fazem a criança “chiar” quando respira. “Nessa época do ano, em locais mais secos, como a região Sudeste, o quadro se agrava pela suspensão de partículas no ar, que disseminam ainda mais os germes e aumentam as ocorrências em consultórios e pronto-socorros”, comenta a neonatologista Dra. Débora Manzione Passos, da Pro Matre Paulista.

O recurso da inalação continua sendo um importante aliado no tratamento desses quadros. Segundo a médica, a inalação com soro fisiológico promove a fluidificação da secreção, desobstruindo o nariz e permitindo uma respiração mais confortável. Nos casos mais severos, como asma e bronquite, apenas o soro não é suficiente, sendo prescrito o uso de broncodilatadores. “Esses medicamentos são específicos para as vias aéreas inferiores – bronquíolos e alvéolos – que são  responsáveis pela troca gasosa e oxigenação do sangue, e só podem ser usados sob orientação médica.”, explica a médica.

Alergia tem fator hereditário: mito ou verdade?

Verdade. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a estímulos externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Dr. Francisco Brás, da Pro Matre Paulista. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Para os casos de alergias associadas ao trato respiratório, uma medida paliativa é evitar o acúmulo de secreção, lavando frequentemente o nariz do bebê com soro fisiológico, além de hidratar a criança para ajudar a fluidificar o muco nasal.

 

O casal pode manter relações durante a gravidez: mito ou verdade?

Verdade. Gravidez não é sinônimo de abstinência sexual. Quando a gestação segue sem complicações, não existem restrições médicas para que o casal prossiga com sua intimidade mesmo durante a gestação, após a oitava semana de gravidez, como recomenda a maioria dos médicos. O que pode ocorrer – e quase sempre ocorre – é a alteração da libido da mulher nesse período, causada pela intensa oscilação hormonal.

As reações são diversas. “Algumas mulheres, neste período, sentem-se desconfortáveis. No início da gestação, normalmente a mulher tem medo de manter relações. No final, é o homem que costuma ficar desestimulado”, diz Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista.

Gestantes que sofrem mais com enjoos e inchaços, em geral, também costumam ficar menos dispostas para o contato sexual. Uma preocupação que acompanha muitos casais, especialmente os de primeira viagem: o ato sexual pode prejudicar o bebê? Se o obstetra não alertou quanto a riscos específicos, placenta baixa, por exemplo, não há contraindicação. A mucosa cervical, responsável pelo fechamento da entrada do útero, também funciona como um fator protetor, já que preserva a placenta de infecções em geral. A dica para manter o desejo durante a gestação é reinventar o sexo entre o casal, transformando este momento em um verdadeiro ato de amor e intimidade.

A higiene íntima, indicada para qualquer casal, grávido ou não, é ainda mais importante durante a gravidez. Quando não é possível ao casal tomar banho antes da relação, o ideal é lavar as mãos e fazer a higiene íntima com água e sabão neutro. Depois do parto, em geral a mulher terá condições de retomar a vida sexual em cerca de trinta dias. A fase de amamentação, ao contrário do que algumas novas mamães pensam, não é garantia contra uma nova gravidez. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, afirma Vera.

Cuidados com a contracepção devem ser retomados sessenta dias após o parto. Além dos métodos mecânicos (camisinha, diafragma, camisinha feminina) é possível utilizar pílulas anticoncepcionais, desde que não contenham estrógeno em sua composição. Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança. Outras opções são pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU.

O bebê já nasce com os cinco sentidos: mito ou verdade?

Verdade. O recém-nascido está longe de ser um “projeto de gente”. Este ser humano que mal saiu da barriga da mãe tem todos os órgãos de um adulto e, logo nos primeiros momentos, já é capaz de explorar seus cinco sentidos. “Crianças normais nascem com os cinco sentidos já formatados para levar ao Sistema Nervoso Central as informações percebidas e que tratarão de estabelecer os vínculos com o ambiente que os envolve, permitindo que se explorem as sensações desde então”, afirma Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista.

No momento do nascimento, uma criança pode explorar todos os cinco sentidos: degustar, ouvir, ver, tocar e cheirar, embora eles ainda não estejam totalmente desenvolvidos. Logo nos primeiros instantes de vida, os bebês são capazes de reconhecer o cheiro da própria mãe e de sentir seu toque. Isso fica evidente quando, minutos após o parto, ao serem colocados juntos à pele da mãe, aqueles que estavam chorando deixam de fazê-lo.

Vozes familiares ouvidas na vida fetal podem ser reconhecidas após o nascimento. Esta também é fácil de constatar: basta ver como bebês se acalmam ao escutar canções de ninar cantadas pela mãe ou pelo pai. Há ainda os cheiros, que provocam respostas logo após o nascimento, o que espelha esta habilidade presente logo nos primeiros momentos de vida. Outras sensações levam mais tempo para serem exploradas e seu desenvolvimento vai depender, entre outros fatores, da vivência diária e do conjunto de experiências.

Por isso, fique atento para o fato de que o bebê vai se desenvolver mais rápido e melhor quanto mais for estimulado pela família. Portanto, aproveite todas as oportunidades para ajudar seu bebê a se acostumar a esse novo mundo de sensações. 

Os alimentos devem ser introduzidos aos poucos para o bebê: mito ou verdade?

Verdade. A introdução dos alimentos deve ser gradativa. Existem estudos que defendem a ideia de oferecer alimentos precocemente, pois reduz a incidência de alergia no futuro. Entretanto, o que todos os especialistas sugerem são 5 etapas para sucesso da mãe e do bebê: 

  1. Inicie no período da manhã, entre uma mamada e outra, o oferecimento de suco de laranja-lima;
  2. Após três ou quatro dias, ofereça papinha de frutas no período da tarde;
  3. No transcorrer de uma semana, organize os horários das mamadas e prepare a primeira papinha salgada, na hora do almoço. Continue com a papinha de frutas e o suco;
  4. Quando o bebê já estiver acostumado, comece a introduzir a papinha salgada no horário do jantar, com a papinha de frutas como sobremesa;
  5. Não misture grupos alimentares logo nas primeiras papinhas.

Quantidade ideal

No que se refere à quantidade ideal, ela varia muito, mas comumente podem-se tomar os dados abaixo como referência, conforme idade:

  • De 6 a 9 meses: mais ou menos 4 colheres (de sopa)
  • De 10 a12 meses: 1 xícara (de chá) cheia
  • De 1 a 3 anos: 1 prato infantil cheio

Primeira lavagem do cabelo do bebê ocorre logo após o parto: mito ou verdade?

Verdade. Mamães de primeira viagem são sempre cheias de dúvidas. Pudera, afinal, os cuidados com o bebê não são poucos, e não se resumem apenas aos choros, às trocas de fralda e à amamentação. Quando chega a hora de lavar as finas madeixas do recém-nascido, surgem as mais diversas perguntas e inseguranças: como proceder? Com que frequência? Quando devo cortar? Posso usar xampu? Como secar?

De acordo com Dr. André Dutra, pediatra da maternidade Pro Matre Paulista, é necessário que a lavagem dos fios seja feita logo após o nascimento, em função da grande quantidade de sujidade no corpo e cabeça da criança.“O que deve ser considerado antes de executar o banho é se o bebê está em boas condições de saúde e bem adaptado à vida pós-natal”. Segundo ele, a mudança de temperatura e a manipulação excessiva nesse momento podem atrapalhar a ambientação daqueles que ainda necessitam de algum tipo de suporte médico.

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