Gestante não pode automedicar-se contra gripe: mito ou verdade?

Verdade. Segundo Dra. Carla Ferreira Kikuchi, obstetra da Pro Matre Paulista, as doenças mais comuns nessa época do ano são as que atingem o trato respiratório. No caso da gestante, o cuidado tem que ser redobrado uma vez que a administração de medicamentos é realmente limitada. “É importante uma orientação do obstetra para avaliar a necessidade de medicações. Geralmente, repouso relativo e hidratação são os procedimentos mais recomendados”, diz a obstetra.

No caso de asma e rinite, o acompanhamento do obstetra e do pneumologista é indispensável, principalmente para a administração de medicamentos específicos. “Além disso, medidas simples como o controle ambiental, evitando o contato com alérgenos – ácaros e odores fortes – e mudanças bruscas de temperatura podem ser medidas preventivas, garantindo uma gestação mais agradável”, explica a médica.

Primeiros dentes do bebê nascem por volta dos seis meses: mito ou verdade?

Verdade. O primeiro dente do bebê geralmente eclode entre os seis e os oito meses de idade, podendo variar de um mês a um ano. Os dentes centrais inferiores costumam surgir antes dos superiores, que geralmente aparecem dois meses depois dos primeiros. A seguir, surgem os incisivos laterais superiores, depois os laterais inferiores, os primeiros molares superiores e inferiores (mais ou menos ao mesmo tempo) e, em torno dos15 a18 meses, os caninos (conhecidos popularmente como “presas”).

Geralmente aos 18 meses, os bebês apresentam 12 dentes e, aos três anos, todos os 20 dentes decíduos (assim chamada a 1ª dentição, também conhecida como “dentes de leite”). Existem muitos mitos sobre sintomas que a dentição pode causar, que vão desde febre alta, gripe até diarreia.

“Acredita-se que estas manifestações não sejam causadas pela dentição, mas apenas uma coincidência com doenças que geralmente começam a surgir após os seis meses de idade, quando a criança já não conta mais com a mesma quantidade de anticorpos herdada da mãe e passa a adoecer mais frequentemente”, ressalta Dr. Paulo.

 

Bebês podem ter alergia a leite de vaca: mito ou verdade?

Verdade. Nos primeiros anos de vida, um tipo de alergia muito comum pode se manifestar – a alergia ao leite de vaca. Normalmente, isso costuma acontecer quando a criança deixa de ser amamentada pela mãe e, ao introduzir algum tipo de fórmula infantil, os pais notam que o bebê desenvolve sintomas como desconforto abdominal, diarreia, flatulência e, em casos mais graves, até sangramento intestinal.

O quadro é diferente da intolerância à lactose, no qual a criança não é capaz de digerir completamente o açúcar presente no leite. No caso da alergia, o bebê tem dificuldade em digerir a proteína do leite”, comenta Dr. Francisco Brás, neonatologista da Pro Matre Paulista. A solução, neste caso, é substituir o alimento convencional por fórmulas disponíveis no mercado, com proteínas modificadas, que permitem ao bebê receber os nutrientes sem sofrer com as consequências do leite in natura.

Um recurso simples, mas extremamente eficaz, no combate às alergias é o próprio leite materno. Quanto mais o bebê for alimentado com o leite da mãe, mais anticorpos receberá, fortalecendo seu sistema de defesa contra fatores externos. “Além disso, se o regime de aleitamento materno for mantido exclusivo até os seis meses, evita-se a exposição precoce do bebê a alimentos que podem causar alergias, como corantes, conservantes e outros componentes da alimentação industrializada”, lembra o neonatologista.

Boa forma após o parto começa na gestação: mito ou verdade?

Verdade. “Tudo começa no pré-natal, procurando manter uma alimentação equilibrada e uma atividade física constante, desde que não estejamos diante de uma gravidez de risco”, explica Dr. Mauro Grynszpan, obstetra da Pro Matre Paulista. A mulher que já pratica exercícios antes de engravidar pode manter a atividade durante a gestação, observando alguns cuidados. “Evitar exercícios localizados na região do abdome e modalidades de alta intensidade ou de impacto, como vôlei, basquete, corrida de velocidade, entre outros”, acrescenta o médico. “Caminhadas ao ar livre, esteira, hidroginástica, musculação leve para membros superiores e inferiores não só estão liberados como são recomendáveis”, lembra Dr. Mauro.

Na verdade, a mulher habituada a se exercitar deve manter esse hábito ao longo da gravidez, ou corre o risco de engordar mais do que deveria, já que seu organismo está acostumado a esse gasto calórico. Se parar a atividade física e aumentar a ingestão de alimentos, como ocorre naturalmente na gravidez, é peso extra na certa. O cálculo do ganho de peso ideal na gestação é dado pela seguinte fórmula: 6 quilos + 5% do peso da mulher antes de engravidar.

Outra medida interessante para assegurar a boa forma após a gestação é valer-se dos recursos de estética recomendados para grávidas, como drenagem linfática, que ajuda a reduzir o inchaço, e o uso de meias de compressão, evitando o surgimento de varizes. “No caso da drenagem, restringir os movimentos às costas e pernas, não fazendo na barriga.”

 

Mitos e verdades da higiene

Algumas medidas associadas à higiene podem ser a chave para uma vida livre de doenças. E a maioria delas, muito simples. Acompanhe essas dicas da Pro Matre Paulista:

1)    Higiene das mãos: é a medida mais eficaz no controle da infecção hospitalar e deve ser incorporada por todos, em casa, no trabalho ou mesmo na rua. O ideal é usar álcool gel sempre que chegar da rua, antes de se alimentar, depois de usar o banheiro. Lavar as mãos com água e sabão já é suficiente.

2)    Álcool gel: tenha sempre um pequeno frasco na sua bolsa. Nem sempre você pode encontrar uma pia para lavar as mãos, por exemplo, se for fazer uma refeição na rua. Nessas circunstâncias, ter o álcool gel resolve a questão.

3)    Mãos limpas, bebê saudável: se você tem bebê, lave suas mãos sempre antes de iniciar os cuidados com ele. Nunca se esqueça de lavar suas mãos depois de trocar a fralda.

4)    Imunização em dia: preste atenção para sempre estar com o calendário de vacinação em dia. Isso não vale só para as crianças. Vacinas como as de gripe também são recomendadas para alguns grupos de adultos. Procure orientação médica se tiver dúvidas sobre isso.

5)    Cuidado com a alimentação: mantenha uma rotina de higienização dos alimentos na sua casa, especialmente dos alimentos crus. Se for se alimentar fora, escolha locais que apresentem segurança na manipulação de alimentos.

6)    Circulação restrita: pessoas que já estão infectadas devem evitar circular em ambientes de grande aglomeração, para não espalhar vírus e bactérias. Se precisar sair, use máscara.

7)    Etiqueta da tosse: se tossir ou espirrar perto de outras pessoas, não coloque suas mãos na frente do nariz ou da boca. Use o antebraço: isso evita que as partículas se espalhem, sem que você utilize sua mão para isso, já que depois vai manipular objetos e pode espalhar os germes dessa forma.

8)    Bichos de estimação: garanta que seu pet esteja sempre com as vacinas em dia, mantenha o ambiente da casa limpo e tenha cuidados redobrados quando precisar manipular as fezes dos bichinhos.

9)    Lixo: evite armazenar lixo em casa, especialmente resíduos orgânicos, pois essa atitude ajuda a proliferar germes em casa.

10) Tirando o leite: se você precisa tirar seu leite para congelá-lo e oferecer ao bebê depois, faça a higiene completa dos utensílios que vai utilizar, inclusive fervendo bicos e mamadeiras. Nosso Guia de Amamentação tem orientações detalhadas sobre o tema. Acesse!

Nível de vitamina D deve ser monitorado durante a gestação: mito ou verdade?

Verdade. A deficiência de vitamina D no organismo de pessoas de diferentes idades já se tornou uma situação muito comum e cerca de 90% da população mundial apresenta essa defasagem. A grande causa disso é a vida indoor que a maioria das pessoas leva sem exposição ao sol, que é a maior fonte dessa importante vitamina.

Apesar de ter esse nome, a vitamina D é considerada um hormônio que, em baixos níveis, favorece o surgimento de doenças como câncer, osteoporose, hipertensão, diabetes, derrames, distúrbios psiquiátricos e doenças autoimunes, que ocorrem quando o sistema imunológico da própria pessoa ataca e destrói os tecidos saudáveis do corpo.

De acordo com Dr. Guilherme Loureiro, obstetra da Maternidade Pro Matre Paulista, a carência de vitamina D pode ter consequências preocupantes para gestantes. “Baixos níveis de 25 OH Colecalciferol (vitamina D) podem induzir um parto prematuro, aumentar as chances de pré-eclâmpsia – que é a hipertensão arterial específica da gravidez – e fazer com que o bebê também nasça com a deficiência da vitamina. Outro fator comprovado ligado à falta do hormônio é que mães que não estão com seus níveis de vitamina D em dia durante a gestação dão à luz mais facilmente a bebês com autismo”, concluiu o médico.

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Teste do olhinho pode detectar doenças importantes: mito ou verdade?

Verdade. Os dias seguintes ao nascimento do bebê são marcados por vários exames no berçário, local onde a criança fica entre 48 e 72 horas. Após sua liberação do berço aquecido, que geralmente acontece três horas depois do nascimento, e depois de um exame minucioso das condições clínicas, o pediatra faz a avaliação dos olhos, também conhecido como teste do olhinho.

“Este exame é o reflexo que vem através das pupilas quando estas são submetidas a um fonte de luz. Este reflexo é muitas vezes observado em fotografias com flash . Para que ocorra o reflexo, a luz tem que passar por todas camadas do olho até sua retina, e voltar dando a coloração vermelha.Se isto não ocorrer, é porque ao longo do trajeto a luz não consegue chegar à retina, o que indica que há problema neste olho”, explica Dr. Francisco Dutra, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Hipertensão e diabetes podem estar ligados à idade da gestante: mito ou verdade?

Verdade. O aumento da ocorrência de hipertensão e diabetes na gestação está diretamente ligado à idade mais avançada na gravidez. Como explica Dr. Felipe Favorette Campanharo, clínico da Pro Matre Paulista, as duas doenças normalmente começam a se manifestar em pessoas com mais idade, e isso vale para mulheres. “Gestantes que já apresentavam quadros crônicos dessas doenças podem sofrer o agravamento delas durante a gravidez, ficando expostas a riscos como parto prematuro, restrição de crescimento fetal, hemorragias pós-parto, entre outros”, comenta.

No entanto, há manifestações dessas doenças que são específicas da gestação e podem acometer mulheres que, antes da gravidez, não apresentavam quadros crônicos nem de hipertensão nem de diabetes. A pré-eclâmpsia, principal ocorrência nos serviços de terapia intensiva e semi-intensiva das maternidades, está relacionada ao aumento de pressão arterial após a 20ª semana da gravidez, ainda que a mulher não seja portadora crônica de hipertensão. “Outros sinais de pré-eclâmpsia são a presença de proteína na urina e inchaços significativos”, acrescenta Dr. Felipe.

No caso do diabetes gestacional, a origem pode estar em um quadro anterior à própria gravidez (histórico familiar, obesidade etc.) ou não. “Muitas mulheres desenvolvem o diabetes durante a gravidez pela ação de hormônios, produzidos apenas durante a gestação, que interferem na ação da insulina”, lembra o médico. Em geral, essas pacientes tendem a não apresentar mais o quadro de diabetes após a gestação. Isso será monitorado, ao longo da gravidez e nos primeiros meses após o parto, por meio de exames clínicos e laboratoriais (curva glicêmica), e a persistência do diabetes pode variar de uma paciente para outra. As chamadas cardiopatias (doenças cardíacas) também podem ser agravadas ao longo da gestação, principalmente pela sobrecarga ao sistema circulatório própria da gravidez.

Mas, felizmente, se os riscos existem e devem ser considerados, o avanço da obstetrícia permite vislumbrar um número cada vez maior de mulheres grávidas e saudáveis com idades superiores a 35 anos. O planejamento da gestação é um passo importante para assegurar esse quadro. A manutenção do peso ideal, antes e durante a gravidez, também resguarda a mulher de uma série de riscos. Um pré-natal cuidadoso, sobretudo, garante a atenção necessária a todas as variações do quadro clínico, que podem sugerir algum tipo de alteração.

“Hoje, graças a serviços como as unidades de terapia semi-intensiva, as complicações da gravidez são monitoradas e, seus sintomas, tratados, possibilitando que a mulher mantenha a gestação pelo maior tempo possível, evitando partos prematuros e tornando viável o nascimento de seus bebês”, testemunha Dr. Felipe. O tempo continua passando, mas a medicina está ajudando as mulheres a se entenderem com ele.

Só a genética influencia no crescimento: mito ou verdade?

Mito. Os fatores que influenciam o crescimento da criança até a vida adulta são de dois tipos, segundo Dr. Heiki Mori, pediatra da Pro Matre Paulista. “Os intrínsecos (geneticamente determinados, metabólicos e malformações) e os extrínsecos, dentre os quais se destacam a alimentação, a saúde, a higiene, a habitação e os cuidados gerais com a criança”, acrescenta o médico.

Como todos esses fatores variam de uma criança para outra, a avaliação do crescimento deve ser individualizada e feita por um pediatra. O acompanhamento será baseado na curva de crescimento. Caso ela esteja no percentil próximo a P3, ele investigará os fatores extrínsecos e intrínsecos e, se for necessário, poderá encaminhar a criança para orientação de um endocrinologista pediátrico.

Um caso especial é observado em bebês nascidos prematuramente. Em geral, eles atingem a curva dos bebês nascidos de termo, entre6 a9 meses de idade. “Porém, aqueles que tiveram algum fator de restrição do crescimento intrauterino, muitas vezes não conseguem atingir as curvas, tanto no peso quanto no comprimento, sendo necessário acompanhamento especializado com endocrinologistas pediátricos.

Ao longo da infância, a família deve manter uma rotina de visitas ao pediatra, entre outras necessidades, para acompanhar o crescimento. A primeira consulta deve acontecer no máximo uma semana após a alta da maternidade (bebês prematuros devem ser avaliados antes desse prazo). Retornando novamente após 15 dias, 30 dias e manter visitas mensais até completar um ano.

Gestante pode precisar de internação: mito ou verdade?

Verdade. A vida urbana, com excesso de compromissos, trânsito, poluição ambiental, alimentação inadequada, cedo ou tarde traz reflexos à saúde, e as gestantes não estão imunes a esse panorama. As gestações de risco aumentaram muito nos últimos anos e, para responder a esse novo desafio, a maternidade Pro Matre Paulista criou há mais de quatro anos sua Unidade de Terapia Sem-Intensiva.

O foco do novo serviço é tratar as patologias mais frequentes na gestação, como a DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gestação), o trabalho de parto prematuro e a ruptura prematura de membranas. O perfil de pacientes com maior potencial para esses riscos são mulheres na faixa acima de trinta anos de idade. Além dos fatores ambientais, as gestações mais tardias também têm contribuído para aumentar os riscos na gravidez.

O serviço de Terapia Semi-Intensiva da Pro Matre Paulista acolhe, principalmente, gestantes com idade gestacional mais próxima do termo. Manter essa paciente internada, com monitorização constante, geralmente possibilita estender mais a gravidez, o que é importante para a vitalidade fetal e ajuda a evitar partos prematuros.

Esse dado tem se mostrado particularmente importante no universo da prematuridade: quanto mais próximo do termo chegar a gestação, menor tende a ser a internação do prematuro na UTI Neonatal.