Gestante precisa tomar suplemento de ácido fólico: mito ou verdade?

Verdade. Na gestação, a mulher deve tomar muitos cuidados com a nutrição para que não falte nenhum nutriente para o desenvolvimento saudável do bebê. Muitas dessas substâncias a alimentação não é capaz de garantir. É preciso fazer uma suplementação alimentar.

O ácido fólico é um derivado do Complexo B, relacionado ao desenvolvimento neurológico do feto. “Está comprovado que ele evita a malformação do tubo neural, que vai dar origem a toda coluna e ao sistema nervoso como um todo. Para evitar riscos de 70% de más-formações no tubo neural, a mãe deve tomar o ácido fólico, no mínimo um mês antes de engravidar, e continuar tomando até o terceiro mês. Infelizmente, não adianta tomar depois dessa fase, pois o tubo neural fecha-se depois de seis semanas”, explica Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista.

Segundo o médico, a gestante pode tomar o ácido fólico isolado, ou em um complexo vitamínico. Se a opção for pelo comprimido, esta mistura costuma ter um cheiro forte por causa do Complexo B, e isso normalmente causa aversão nas gestantes, principalmente as que estão sofrendo com os enjoos. Por isso, alguns médicos preferem o nutriente isolado de outras vitaminas.

Vacinação do bebê começa ainda na maternidade: mito ou verdade?

Verdade. O bebê precisa estar protegido contra alguns tipos de vírus antes mesmo de receber alta. “Na Pro Matre Paulista, todos os bebês podem receber a dose única da BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da vacina contra Hepatite B antes de deixarem o hospital”, diz Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição.

Esta medida vale inclusive para os bebês prematuros – bebês nascidos antes do tempo, que necessitem de internação na UTI Neonatal por longos períodos, também podem ser vacinados ainda na maternidade, seguindo o calendário normal, obedecendo suas idades cronológicas.

Depois da alta, é fundamental que os pais observem e cumpram a tabela (ou calendário) de vacinação, definida pelos critérios da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunização. As vacinas indicadas para cada idade estão disponíveis tanto na rede pública quanto em clínicas particulares.

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Gestante pode usar creme com ácido: mito ou verdade?

Depende. Muitos dos cremes anti-idade disponíveis no mercado são potencialmente causadores de má-formação, como os que levam ácido retinoico. O ideal é que a mulher faça a higiene com sabonete específico para a sua pele, de preferência um indicado pelo seu médico, e use vitamina C, que não tem contraindicações e ajuda a prevenir melasma gestacional e rugas. Dra. Flávia Ravelli, dermatologista da Pro Matre Paulista, ressalta que nem todos os ácidos estão proibidos. “Após o terceiro mês, ácido ascórbico, ácido láctico, ácido glicólico, ácido kójico e ácido azeláico podem ser usados, desde que em concentrações adequadas.”

Em relação aos cabelos, os cuidados do dia a dia não mudam tanto, só é preciso atenção redobrada à formulação dos produtos: utilize xampus suaves, de boa procedência e hipoalergênicos e evite secadores e chapinhas, que facilitam a quebra dos fios. Dra. Flávia afirma que, durante a gestação, observa-se um aumento nos níveis de progesterona, hormônio que deixa os fios sedosos, brilhantes, volumosos e muito bonitos.

“Por isso, em geral, é necessário fazer pouco em relação aos fios. Hidratação em casa ou em salões está liberada. Evite apenas aqueles xampus e condicionadores para tratamento de seborreia e que contenham o conservante parabeno”, defende.

O risco de ter uma criança com síndrome aumenta com a idade da mulher: mito ou verdade?

Verdade. O risco de gerar uma criança com retardo mental ou portadora de algum tipo de síndrome é uma aflição comum dos casais, especialmente quando a mulher já passou dos 35 anos. A chance de uma mulher de 35 anos gerar um bebê com Síndrome de Down é de 0,5%. Aos 40, 1%. Aos 45, 5%. Se ela já teve um bebê com esta síndrome, a cada um desses percentuais, some-se 1%.

Os recursos da medicina fetal permitem detectar, já no início da gestação, a ocorrência de alterações genéticas ou cromossômicas. Atualmente, um procedimento conhecido como PGD, de alto custo, permite analisar os 23 cromossomos do embrião a ser implantado em fertilizações in vitro, minimizando as chances do surgimento de síndromes.

“No ultrassom morfológico do primeiro trimestre, alterações nas medidas de translucência nucal, ducto venoso ou osso do nariz podem indicar a presença de algum tipo de síndrome, indicando a obtenção de células do feto, por meio de biópsia de vilo corial (entre 11 e 14 semanas de gestação) ou amniocentese (entre a 16ª e a 25ª semanas)”, informa Dr. Guilherme Loureiro, da Pro Matre Paulista.

Alguns casais manifestam insegurança para a realização desse tipo de exame, por conta do risco de perda. O médico conclui, desmistificando esse temor: “esse risco é de 0,5 a 0,7%, se estendendo por até sete dias, porém concentrado nas primeiras 72 horas após o exame, sugerindo repouso relativo nos sete dias seguintes.”

 

 

Infecções podem dificultar a gestação: mito ou verdade?

Verdade. Nos casos em que a dificuldade de engravidar é manifestada na mulher, o procedimento de assessoria gestacional vai se dedicar a encontrar as causas. Nesta semana, o blog da Pro Matre Paulista está focado no processo de aconselhamento genético e nas causas que levam um casal a não engravidar. Essas causas podem ser de diversas naturezas: infecciosas, imunológicas, aloimunológicas, hormonais, genéticas, cromossômicas, entre outras. Para investigar causas infecciosas, os médicos valem-se das chamadas sorologias (toxoplasmose, citomegalovírus etc.) além de cultura de secreção endocervical.

“Uma origem bastante comum é a hormonal e, para isso, avaliamos dados relativos a diabetes, tireoide e também vitamina D, que na verdade é um hormônio, responsável por facilitar a ovulação e também a resposta do endométrio, camada interna do útero, para a fixação do embrião”, acrescenta Dr. Guilherme Loureiro, da Pro Matre Paulista. Outra causa, de origem imunológica,  é a tendência de algumas mulheres a formar trombos, em função do aumento do hormônio estrógeno, característico da gestação.

Uma causa ainda mais complexa é a de origem aloimunológica. “Nossas células têm uma espécie de ‘código de barras’, o chamado HLA, ou antígeno de histocompatibilidade”, explica o médico. Quando o casal tem HLAs com partes semelhantes, o organismo da mulher pode “ler” a nova célula gerada no útero como uma sequência genética errada, acionando as células de defesa a eliminá-la. As dificuldades de gestação podem ter causas diversas e, muitas vezes, várias causas podem estar presentes no mesmo casal.

Acompanhe, ao longo desta semana, mais informações sobre o aconselhamento genético. 

Dificuldade para engravidar pode ter mais de uma causa: mito ou verdade?

Verdade. O aconselhamento genético é um tipo de investigação médica para casais com dificuldade de engravidar, históricos de aborto ou com casos de síndromes genéticas ou cromossômicas na família. Segundo o Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, da Pro Matre Paulista, problemas de diversas origens são investigados nesse processo – infecciosas, imunológicas, aloimunológicas, hormonais, genéticas, cromossômicas, entre outras.

Antes da bateria de exames, a procura começa com uma conversa com o casal sobre o histórico familiar e os detalhes da rotina de cada um. Dr. Guilherme enfatiza a importância da participação do homem nesse processo: “Quando o casal tem dificuldade de engravidar, as causas podem estar no homem, por isso é necessário que ele se submeta a alguns exames também. Há atividades profissionais que podem influenciar para a ocorrência ou não da gravidez”.

O processo de assessoramento gestacional segue até que todos os fatores que prejudicam a gravidez sejam eliminados. “Já cheguei a tratar de uma paciente que tinha treze causas diferentes. Foi preciso tratar uma a uma, até que ela reunisse condições de engravidar”, explica o Dr. Guilherme.

Acompanhe, ao longo desta semana, mais informações sobre o aconselhamento genético. 

Enjoos podem levar gestante a ficar internada: mito ou verdade?

Verdade. Esse não é um problema muito frequente, pois atinge cerca de 5% das mulheres grávidas, mas a chamada hiperemese gravídica é uma complicação dos habituais enjoos da gravidez. Quando a mulher sente náuseas permanente e os vômitos se repetem após todas as refeições, normalmente esta condição é identificada como hiperemese gravídica.

“Em geral, não há complicações para o bebê nesses casos, mas muitas vezes a mulher precisa ser internada para evitar desidratação e para garantir uma nutrição adequada”, comenta Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista.

As causas da hiperemese gravídica não são exatas. A doença pode estar associada a fatores emocionais, psicossociais e fisiológicos e manifesta-se no primeiro trimestre da gestação, momento em que acontece a formação do feto. A complicação também está ligada às alterações hormonais, a problemas no sistema imunológico e ao relaxamento da musculatura do estômago. Normalmente, depois desse período, as náuseas e vômitos desaparecem ou restringem-se bastante.

Se acontecer com você, procure seu obstetra. A Pro Matre Paulista dispõe de um serviço de pronto atendimento para atender casos como esse. 

Leia também sobre nossa Unidade de Terapia Semi-intensa.

Pai engravida junto: mito ou verdade?

Verdade. Foi-se o tempo que criar filhos era uma tarefa exclusivamente feminina. O papel do pai está crescendo, desde a gestação até os cuidados com o bebê, e nada mais natural que direcionar informações de interesse para este público. Com este foco, a Pro Matre Paulista criou o canal “Papo de pai”, no site da maternidade.

Cada vez mais atuante e participativo, o pai está hoje nas consultas ao obstetra, nos exames de ultrassom, na hora do parto, no primeiro banho, na troca de fraldas. Mas, muitas vezes, esse papel ainda não é bem compreendido pela própria mãe, que pode duvidar da habilidade e da disposição desse pai contemporâneo, que quer deixar de ser um coadjuvante no momento mais importante da vida da família.

No site da Pro Matre Paulista, dicas, orientações e reflexões – para papais e mamães – sobre temas como pais grávidos, cuidados com o bebê e até depressão pós-parto paterna. Não sabia nem que isso existe? Então, não perca tempo, leia já.

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Existe diferença entre a higiene íntima da menina e do menino: mito ou verdade?

Verdade. A higiene íntima das meninas deve ser feita no sentido da vagina para o bumbum, nunca ao contrário. Isso evita que a sujeira do bumbum possa ser depositada na vagina, causando problemas. Tanto no caso das meninas quanto dos meninos, a higiene deve ser feita apenas com água morna e algodão.

O uso de pomadas contra assaduras fica a critério de cada mãe. “Quem usa a pomada deve aplicar óleo de amêndoas doces na região, pelo menos uma vez por dia, para retirar o excesso da pomada, que fica impregnada à pele”, orienta Dr. José Claudionor Silva Souza, pediatra da Pro Matre Paulista..

Normalmente, é aconselhável trocar a fralda cada vez que a criança faz xixi ou cocô. No entanto, vale uma orientação diferente para os recém-nascidos, que costumam fazer cocô logo depois de mamar, já dormindo. “É melhor deixar a criança dormir e trocar assim que ela acordar novamente, para evitar manipular o bebê que acabou de mamar e pode regurgitar”, aconselha o médico.

Gestante costuma ganhar peso só após a 16ª semana: mito ou verdade?

Verdade. “É importante ressaltar que o censo comum de que é necessário ‘comer por dois’ é equivocado, pois nesta fase a alimentação precisa ter mais qualidade do que quantidade” afirma o ginecologista e obstetra Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, da Pro Matre Paulista. O ganho de peso ideal de uma grávida oscila entre nove e doze quilos considerando toda a gestação, ou seja, cerca de 1,5 a 2 quilos por mês a partir da 16ª semana.

Desta forma, é importante a restrição ao consumo de alimentos calóricos, como refrigerantes, balas e doces industrializados. Para uma melhor digestão, recomenda-se a divisão das refeições em seis a oito vezes ao dia, preparadas com ingredientes que são fontes de proteínas, ferro, cálcio e ácido fólico, preferencialmente com um baixo teor de gordura. Alguns alimentos que trazem estes benefícios são a carne vermelha que possui proteínas e ferro, os laticínios em geral que contêm cálcio e os vegetais verdes escuros, cereais, leguminosas e ovos, que são ricos em ácido fólico.

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