Bebês podem ter problemas de visão detectados ainda no berçário: mito ou verdade?

Verdade. Os dias seguintes ao nascimento do bebê são marcados por vários exames realizados no berçário da maternidade, local onde a criança é levada para tomar banho e ser examinada enquanto dura o período de internação. Após sua liberação do berço aquecido, que geralmente acontece três horas depois do nascimento, e depois de um exame minucioso das condições clínicas, o pediatra faz avaliação dos olhos. É o chamado Teste do Olhinho.

“Este exame é o reflexo que vem através das pupilas quando estas são submetidas a uma fonte de luz. Este reflexo é muitas vezes observado em fotografias com flash. Para que ocorra o reflexo, a luz tem que passar por todas as camadas do olho até sua retina, e voltar dando a coloração vermelha. Se isto não ocorrer, é porque ao longo do trajeto a luz não consegue chegar à retina, o que indica que há problema neste olho”, explica Dr. Francisco Brás, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Detectado algum eventual problema, a equipe de Oftalmologia é acionada para indicar o tratamento ou a correção cirúrgica necessária para garantir a visão perfeita do bebê.

O olfato é o mais desenvolvido dos sentidos do bebê: mito ou verdade?

Verdade. Já no momento do nascimento, ao contrário da acuidade visual, audição ou tato (que requerem algum tempo para se aprimorarem), o sentido do olfato é bastante desenvolvido, e também através do cheiro uma criança reconhece sua mãe. É pelo cheiro que ele percebe sua presença, até mesmo no escuro.

“Com o tempo, ela começa a reconhecer o cheiro de outros membros da família. Rapidamente reconhece o cheiro da papinha e das frutas. Com o tempo, ele desenvolve uma compreensão de todos os cheiros ao seu redor”, comenta Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Por terem o olfato tão aguçado, bebês não devem ser expostos a odores muito fortes, como perfumes e demais cosméticos, produtos de limpeza e muito menos fumaça de cigarro. O bebê também pode ter seu apetite estimulado pelo cheiro. Quando possível, deixe-o na cozinha enquanto prepara a comida. Se abre o seu apetite, por que não funcionaria com ele?

Bebês gostam de sentir o toque da pele: mito ou verdade?

Verdade. Bebês pequenos gostam de ser tocados. Eles adoram receber massagem e dormir no colo, pois o toque pessoal faz com que se sintam mais seguros. “A fim de explorar tudo que os rodeia, tendem, quando atingem o 3º ou 4º mês de vida, a colocar tudo o que alcançam na boca, pois além da satisfação do sentido primitivo da oralidade, podem tocar os objetos com a língua, que tem enormes propriedades sensitivas”, comenta Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista, nesta série sobre os cinco sentidos do bebê.

O tato é tão importante para o recém-nascido que esta constatação contribui até mesmo no tratamento de bebês prematuros, com o chamado Método Canguru, pelo qual o bebê passa algumas horas do dia em contato direto com o peito da mãe, fixado a ela por faixas. Na Pro Matre Paulista, a utilização do Método Canguru é utilizada regularmente na UTI Neonatal, envolvendo inclusive os pais no processo.

Paladar

Ao nascimento, o paladar já se encontra relativamente desenvolvido, porém a pouca experiência com a deglutição do líquido amniótico não confere ao bebê um conhecimento apropriado que lhe permita fazer escolhas no início de sua vida. Porém, à medida que o seu paladar vai sendo provocado com sabores diversos, as preferências começam a se manifestar.

Bebês exploram a maioria das coisas colocando-as dentro na boca, para sentir a sua consistência e forma. Esta fase é a chamada oralidade, que se torna bem evidente a partir do 3º ou 4º mês. A introdução de alimentos em sequência, a partir do 6º mês, faz com que os sentidos de olfato e paladar se aprimorem, também contribuindo para definir as preferências.

Bebês não nascem com os cinco sentidos: mito ou verdade?

Mito. “Crianças normais nascem com os cinco sentidos já formatados para levar ao Sistema Nervoso Central as informações percebidas e que tratarão de estabelecer os vínculos com o ambiente que os envolve, permitindo que se explorem as sensações desde então”, afirma Dr. Paulo Pachi, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Nesta série do blog Mitos & Verdades, da Pro Matre Paulista, você vai saber como se desenvolvem a visão, a audição, o olfato, o paladar e o tato do bebê. Hoje, vamos falar de audição e visão.

Audição

A audição em uma criança desenvolve-se muito antes do nascimento do bebê. Quando ainda está no útero, ele ouve os batimentos cardíacos de sua mãe, e, ao nascer, a criança tem boa compreensão e reconhecimento do som. Nos primeiros meses, perceba como a voz da mãe exerce um efeito calmante para o bebê. Com o tempo, ele começa a fazer a interpretação das palavras e compreende seus significados. É muito fácil, mesmo para um bebê, compreender o tom do discurso, se de censura ou elogio, por exemplo.

Visão

A visão também se desenvolve com o passar do tempo, sendo que, após o nascimento, o bebê é capaz de ver objetos dentro de uma faixa entre oito e dez centímetros dos olhos. O recém-nascido também reconhece facilmente as cores preta, branca e vermelha. Com o tempo, seu campo de visão e compreensão de cor também se desenvolve. Os bebês são curiosos sobre tudo que os rodeia, desde o nascimento: gostam de olhar para as cores brilhantes no berço e para o rosto de sua mãe, o que costumam fazer repetidamente. Não é à toa que, entre as primeiras coisas que os bebês aprendem a reconhecer esteja o rosto de sua mãe.

Envelhecimento placentário pode reduzir o crescimento do feto: mito ou verdade?

Verdade. Entre as inúmeras complicações que podem atrapalhar o andamento de uma gestação e o desenvolvimento do feto está o envelhecimento placentário. Esse problema é agravado pelo estresse e pelos maus hábitos do dia a dia da gestante.

 

“A placenta é um filtro da mãe. A mãe manda o sangue, que é filtrado pela placenta e drenado pelo cordão umbilical, para o bebê. Se o filtro está sujo, a quantidade de nutrientes diminui, e aí acontecerá uma restrição de crescimento do bebê”, explica Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra e ginecologista da Pro Matre Paulista.

 

Ter bons hábitos, como uma alimentação equilibrada e uma atividade física regular e supervisionada, é fundamental para o bom andamento da gestação.

Vários fatores podem desencadear uma alergia: mito ou verdade?

Verdade. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a agentes externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Dr. Francisco Brás, da Pro Matre Paulista. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Um recurso simples, mas extremamente eficaz, no combate às alergias é o próprio leite materno. Quanto mais o bebê for alimentado com o leite da mãe, mais anticorpos receberá, fortalecendo seu sistema de defesa contra fatores externos. “Além disso, se o regime de aleitamento materno for mantido exclusivo até os seis meses, evita-se a exposição precoce do bebê a alimentos que podem causar alergias, como corantes, conservantes e outros componentes da alimentação industrializada”, lembra o neonatologista.

Gestante pode tomar vacina: mito ou verdade?

Verdade. Não só pode, como deve. É o que explica Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista, salientando que existem vacinas indicadas para a mulher nessa fase da vida e que, ao promover essa imunização, o bebê também fica protegido.

Um caso típico é o da vacina de gripe, que ajuda a proteger a mãe contra os vírus dessa doença, pode ser aplicada durante a gravidez e oferece proteção nos seis primeiros meses de vida do bebê.

Assista ao vídeo sobre o tema, aqui.

Valorizar o que a criança come é um estímulo para se alimentar melhor: mito ou verdade?

Verdade. Segundo Dr. José Claudionor da Silva, pediatra da Pro Matre Paulista, pais que aceitam o que a criança come, no geral, estimulam o filho a comer melhor. “Enaltecer que a criança come bem, não importando o quanto come, é melhor que comentar que a criança come mal.”

“Infelizmente, muitas famílias acham que a criança tem de comer o quanto o adulto acha que é importante e não o que é importante de fato para seu crescimento. É comum a criança comer o quanto a família acha que é pouco e continuar  crescendo no mesmo padrão que crescia antes.

É necessário saber que com o crescimento , o número de refeições diminui , a necessidade calórica é menor e a criança mantém o mesmo padrão de crescimento”, conclui. Portanto, mamães e papais, contenham a ansiedade.

Outubro Rosa: é possível engravidar depois de ter câncer – mito ou verdade?

Planejar-se antes de um tratamento contra o câncer aumenta as chances de engravidar

 

Verdade. O diagnóstico precoce e o avanço dos tratamentos contra o câncer têm possibilitado que cada vez mais mulheres engravidem, depois de superar essa doença. Como explica Dr. Luis Fernando Leite, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista, um dos grandes aliados para isso é o planejamento.

Ele comenta que a dificuldade de engravidar após o câncer normalmente está relacionada aos tratamentos contra a doença. Nos casos mais comuns, como câncer de mama ou de tireoide, os processos de quimioterapia, radioterapia e iodoterapia podem reduzir a fertilidade da mulher, comprometendo os planos de uma gravidez posterior.

“Para isso, hoje já é possível realizar o congelamento de óvulos antes de se submeter ao tratamento, aumentando as chances de gravidez”, acrescenta Dr. Leite, explicando que o pré-natal dessas pacientes costuma seguir os mesmos padrões utilizados regularmente.

Gestante não pode fazer longas viagens de avião no final da gravidez: mito ou verdade?

Verdade. Longas viagens são contraindicadas a gestantes por conta do desconforto que este período proporciona, especialmente nos últimos meses de gravidez. “Entretanto, se a mulher se sentir bem, não há problema em viajar de avião até o sexto mês”, comenta Dr. Luis Fernando Leite, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista.

Dicas: usar meias elásticas para evitar problemas circulatórios, como trombose e inchaço de membros inferiores. Consumir bastante líquido e caminhar a bordo.

De carro, as viagens geralmente são permitidas até o sétimo mês de gestação. Uma dica é viajar no banco dianteiro com o cinto de segurança de três pontos, fazer paradas a cada duas horas para caminhar e ir ao banheiro. O uso de meias elásticas também pode ajudar no conforto da viagem.