Gripes e Resfriados – Quais os riscos para Gestantes?

Com o clima do outono e inverno aumenta a exposição das gestantes a vírus causadores de gripes e resfriados. Por isso, nossa infectologista, Dra. Rosana Richtmann responde a algumas dúvidas frequentes sobre o tema.

“As gestantes possuem um maior risco de apresentar quadro mais grave relacionado ao vírus influenza, vírus da gripe. A gripe, diferente do resfriado comum, costuma começar com febre de início abrupto, elevada, acompanhada de dor no corpo e dor de cabeça”, explica. “Nas gestantes, pode levar a um comprometimento respiratório, sendo por vezes necessária internação hospitalar. A gestante com infecção pelo vírus influenza ainda pode apresentar trabalho de parto antes do previsto e consequente parto prematuro,” alerta a médica.

Para o tratamento, Dra. Rosana recomenda: “o vírus influenza deverá ser diagnosticado e felizmente temos um antiviral específico e eficaz contra este vírus. O importante é fazer o diagnóstico precoce, pois a eficácia do tratamento é maior se iniciado em até 48 horas do início do quadro clínico.”

E a vacina contra a gripe, a gestante pode tomar? “A gestante pode e deve receber a vacina contra a gripe, em qualquer fase da gestação, com dupla finalidade: proteção própria contra quadros graves; proteção do futuro bebê, por passagem transplacentária de anticorpos para o feto, e assim, protegendo-o nos seus primeiros meses de vida,” diz a especialista, que adverte: “vale lembrar que os bebês só podem receber a vacina contra gripe, a partir de seis meses de vida. Assim, você gestante, seja consciente e vacine-se contra a gripe!”

VSR: Saiba mais sobre o Vírus Sincicial Respiratório

Provavelmente, você já deve ter ouvido falar dessa sigla. Mas o que é o VSR e quais são os seus sintomas? Buscamos respostas com a Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista.

“VSR é a sigla do Vírus Sincicial Respiratório, que é um vírus muito frequente nos bebês e crianças pequenas, especialmente nas crianças com menos de 2 anos de idade, e que pode causar infecção do trato respiratório inferior (que inclui traqueia, pulmões e brônquios), levando a pneumonia e bronquiolite,” explica a especialista, que complementa: “a infecção pelo VSR pode levar a falta de ar e chiado, por vezes necessitando de internação hospitalar.”

O vírus é comum, lembra a médica. “Estima-se que praticamente todas as crianças serão infectadas por este vírus até atingir os 3 anos de idade,” conta, lembrando que existem crianças que necessitam de cuidados maiores. “Os prematuros, crianças com doença cardíaca e portadores de doença pulmonar crônica apresentam maior risco de desenvolver quadro mais grave relacionado ao VSR.”

E como uma criança pode contrair o vírus? “Este vírus é transmitido por gotículas respiratórias e secreções de uma pessoa infectada, e a contaminação se dá ao espirrar, tossir ou falar muito perto. O VSR pode sobreviver em superfícies por algumas horas, daí a importância de higiene das mãos e do ambiente,” explica a Dra. Rosana que adverte, “a circulação do VSR é maior durante os meses de março a julho, especialmente nas regiões sul e sudeste do país.”

“Não existe tratamento específico para este vírus, assim, o fundamental é a prevenção,” alerta a infectologista. “Algumas recomendações são importantes: evite aglomerações de pessoas, evite que seu filho tenha contato com fumaça de cigarro, ou que tenha contato com pessoas resfriadas ou com ‘gripe’. O aleitamento materno é fundamental para proteger os bebês.”

O que vestir no inverno? Roupas para o conforto da gestante e do bebê

O friozinho que começa a aumentar no outono faz com que todos nós busquemos as peças mais pesadas no guarda-roupa. Mas e as gestantes, será que as sobreposições de roupas são adequadas para a mulher e seu bebê?

Quem orienta a respeito desse assunto, que vai além da moda, é a Dra. Priscila Cury, ginecologista da Pro Matre Paulista.

“O guarda-roupa da gestante, para esse inverno, pode ser fashion, descolado, clássico, bem quentinho… mas sobretudo, confortável,” diz Priscila.

Seguindo essa orientação por roupas confortáveis, a médica recomenda um visual básico: “leggins, batas, calças jeans/sarja para gestante, camisa branca, colete, vestidos larguinhos com meia calça ajudam a montar o look para toda a estação.”

Para ficar mais quentinha, protegida e com estilo, “lenços, cachecóis, golas e pashiminas dão um toque final à produção,” recomenda a ginecologista.

A médica também indica as vestimentas mais apropriadas para os cuidados com a criança no ventre da mãe: “para garantir o conforto do bebê com tantas roupas, as meias calças, assim como as calças com barrigueiras, são excelentes para esse período.”

Por fim, para não passar frio e manter o conforto e a elegância, Dra. Priscila sugere casacos e trench coats.

Alergias de Pele em Gestantes: Como tratar?

Quem nunca sofreu com alergias de pele? Para algumas pessoas, com a chegada dos meses mais frios, aumentam os problemas dermatológicos. Isso não é diferente com mulheres grávidas, que precisam ter mais atenção ao uso de produtos ou ingestão de alimentos que possam de alguma forma prejudicar a gravidez.

O Dr. Jayme de Oliveira Filho, dermatologista da Pro Matre Paulista, explica como elas podem tratar alergias de pele.

“As gestantes têm algumas alterações dermatológicas que alteram a sua fisiologia normal. As secreções de glândulas sudoríparas e écrinas, por exemplo, modificam-se favorecendo certas situações de alergias, irritações e coceira pelo corpo,” explica o médico.

Outro fator que pode levar grávidas a alergias de pele é o aumento de peso e da sudorese (transpiração). “Deve-se ter o cuidado de utilizar o menor número possível de produtos industrializados e de aditivos colocados nas roupas (amaciantes, perfumes e produtos tipo “passe bem”),” recomenda o especialista. Os produtos podem induzir a processos alérgicos, gerando afecções de eczemas ou irritações que facilitam o surgimento de afecções e infecções por bactérias e fungos.

Portanto, afirma Dr. Jayme, “o ideal nesta fase é que a mulher se preserve usando sabonetes menos agressivos (os que são indicados para crianças são muito interessantes), com o PH mais próximo ao da pele, que é de aproximadamente 5,5.”

O dermatologista enumera outras recomendações para evitar alergias de pele: usar roupas de algodão, que permitam perspiração e transpiração mais adequadas; banhos mornos e rápidos; uso de hidratantes intrabanho (in showers) e pós-banho.

Mas muito cuidado com produtos de hidratação com ureia acima de 3%, que podem causar problemas ao bebê.

Se houver dúvida na hora de pesquisar o produto, o médico lembra que existem linhas de cosmecêuticos específicas para gestantes, que devem ser utilizadas no tratamento. “Cremes para desfavorecer formação de estrias, edemas, brotoejas e alergia, por exemplo, são oferecidos para pós-banho, seios, pernas, etc.,” conta.

E lembre-se sempre de procurar um especialista: “A orientação devidamente acompanhada por dermatologistas são importantes armas para evitar surpresas desagradáveis neste período ímpar e maravilhoso que as mulheres passam,” finaliza Dr. Jayme.