Cheguei às 30 semanas de gestação. E agora?

As 30 semanas de gestação indicam que a mãe já está na reta final para o nascimento do bebê. O que ocorre com o corpo da mulher nesta fase? Como está o bebê? Quais os preparativos que a mãe deve fazer nesta etapa?

Quem responde a estas e outras dúvidas comuns das gestantes é o obstetra Dr. Alberto D’Auria, da Pro Matre Paulista.

“Com 30 semanas de gestação podemos falar em sete meses, um feto com 35 cm, já em fase final de formação”, descreve o médico.

“Os pulmões do bebê ainda são imaturos, mas seus movimentos são mais vigorosos, pois sua musculatura já tem força para chute e alongamentos dos membros superiores e inferiores”, explica.

O especialista também explica quais os exames feitos neste período. “Fazemos um último ultrassom, com dopplerfluxometria colorida. A partir de 35 semanas vamos fazer a cultura da secreção vaginal e no ânus da gestante para estreptococos. Algumas mulheres têm essa bactéria como flora ativa dessa região e portanto serão submetidas a antibióticos no momento do parto, protegendo o bebê”.

Quanto aos preparativos, Dr. D’Auria orienta que, com 30 semanas o “ninho” em casa já deve estar pronto. Todo o planejamento para o nascimento do bebê já deve estar feito nesta fase. “Já estamos olhando para o momento do parto”, afirma.

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Excesso de ácido fólico pode aumentar o risco de autismo no bebê?

Um estudo recente, realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA, indica que o excesso de vitamina B9 (ácido fólico), pode aumentar em duas vezes o risco de autismo nas crianças.

Para orientações às mães, buscamos informações a respeito com o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista.

“A reserva de ácido fólico é de extrema importância para a saúde do feto”, alerta o médico. “Há alguns anos, quando implantamos essa rotina de ingestão de ácido fólico pré-natal, 5 mg foi a dose escolhida para esse cuidado”.

“Depois baixamos para 2 mg por dia, deixando alguns casos especiais com dose de 5 mg diárias”, conta.

“Existe hoje a tendência em deixar a dose em 400 mcg, ou seja, 0,4 mg por dia, que seria suficiente para proteger as mensagens genéticas na formação do embrião”, explica Dr. D’Auria.

O especialista sugere uma alternativa à vitamina B9, o Metilfolato, forma ativa do ácido fólico. “É melhor pois já está biodisponível, melhorando a absorção desejada”.

O obstetra, no entanto, adverte: “cada caso tem sua especificidade, pensando na idade da paciente, gestação de risco, fertilizações assistidas…” Portanto, é fundamental que a grávida siga a prescrição do médico que acompanha sua gestação.

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O que é importante na hora da escolha da maternidade?

É sem dúvida uma das principais decisões que a gestante precisa fazer durante a gravidez. A escolha da maternidade envolve muitas questões, objetivas e subjetivas, que farão com que a gestante sinta-se mais segura e protegida na hora do parto.

Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista, conversou com a gente sobre o que se passa na cabeça da futura mãe durante esse momento e o que deve ser observado e avaliado durante a busca.

“Quando uma mulher engravida”, diz o médico, “logo em seguida recebe uma quantidade de hormônios que são produzidos na gravidez com o objetivo de proteger a gestação. Ocorre que esse hormônio, ao circular pelo corpo da gestante, faz com que ela imediatamente comece a se preocupar em fazer o ninho para dar à luz”, explica.

Segundo Dr. D’Auria, aí surge uma preocupação instintiva, onde a mãe procura um local que traga a ela o conforto e a sensação de segurança que ela busca.

“Portanto, a maternidade deve ter cores claras, agradáveis e relaxantes, ter segurança ostensiva, além de segurança tecnológica e atendimento médico e de enfermagem que possam dar tranquilidade para a mãe”, exemplifica o obstetra.

Além disso, lembra o especialista, o acesso ao local tem que ser fácil e rápido. A internação e o pronto atendimento têm que possuir uma equipe acolhedora e ágil.

“Uma recepção calorosa no estacionamento da maternidade já inicia um laço carinhoso entre a gestante e a instituição”, ressalta Dr. D’Auria. “Cada detalhe é pensado e implantado de forma a atender e superar tudo o que essa gestante espera para o momento máximo de sua existência”.

A localização – próxima à Avenida Paulista – e sua infraestrutura, com 80 anos de tradição, UTI Neonatal referência, foco em casos de alto complexidade e a acreditação JCI, a principal certificação internacional em segurança e qualidade em assistência à saúde, fazem com que a Pro Matre Paulista preencha todos estes pré-requisitos.

Como colocar o bebê para dormir em segurança?

São muitas as preocupações e dúvidas das mães, em especial as de primeira viagem, com seus bebês recém-nascidos. Uma delas, certamente, é a forma correta de colocar a criança para dormir, de forma segura.

Para orientá-las, buscamos informações com a Dra. Monica Carceles, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Ela explica que um dos maiores temores de muitos pais é a Síndrome da Morte Súbita ou Morte do Berço, que, ao contrário do que pode se pensar, não é causada por engasgo e aspiração de leite. No entanto, sua causa não é bem conhecida pela medicina.

Apesar de ser preocupante, a médica tranquiliza dizendo que algumas medidas simples, tomadas em casa, e recomendadas pela  Academia Americana de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, “diminuem a incidência desta ocorrência em mais de 60%”.

Orientações para o sono seguro do bebê:

  • Do nascimento até 1 ano de idade, a posição mais segura é de barriga para cima. “Os casos de engasgo e sufocamento por leite não aumentam nesta posição pois os bebês têm mecanismos de defesa quando regurgitam”, explica a especialista;

  • Se o bebê já consegue se virar sozinho, pode ser deixado de lado ou de barriga para baixo, mas sempre o coloque para dormir de barriga para cima;

  • Atenção para a altura do berço e a distância entre as barras das grades, procure pelo selo do Inmetro no produto antes de comprá-lo;

  • Colchão firme e lençol bem preso, para que não solte com os movimentos do bebê;

  • Travesseiro, bichos de pelúcia e demais objetos soltos no berço aumentam a chance de sufocamento e estrangulamento;

  • Não dormir na cama com os pais, mas no próprio berço no quarto com os adultos;

  • Sofás, poltronas ou superfícies muito macias também não são apropriadas para o bebê dormir;

  • Não colocar muitas roupas no recém-nascido. “Eles podem ter um pouco mais de frio que um adulto, mas só um pouquinho,” diz a Dra. Monica;

  • Se for cobrir o bebê use um cobertor preso nas laterais do colchão e o coloque por baixo dos braços da criança, para não cobrir seu rosto;

  • O leite materno também protege contra a Síndrome da Morte Súbita;

  • Nada de cigarros ou fumaça de cigarros durante a gravidez ou perto do bebê;

  • Siga rigorosamente o calendário de vacinação;

  • Exercite o bebê durante o dia. “Coloque-o em sua cama, de barriga para baixo, movimentando a cabeça para cima e para os lados – é bom para o desenvolvimento neurológico e evita que a cabeça fique deformada na parte de trás por ficar sempre de barriga para cima. Estes movimentos de barriga para baixo devem ser sempre supervisionados por você ou por outro adulto”, recomenda a neonatologista;

  • Repasse essas orientações a todos que forem cuidar do seu bebê (pai, parentes, amigos, babás, etc).

E a Caixa Finlandesa? É uma boa opção?

A caixa – um kit de maternidade com enxoval, em que a própria embalagem é utilizada como berço, dado a todas as gestantes finlandesas pelo governo do país – “é usada na Finlândia há décadas e a queda da mortalidade infantil observada naquele país deve-se, provavelmente, à evolução da medicina e ao conjunto de medidas tomadas em relação à higiene, vacinação, nutrição e acompanhamento da gestação e do parto”, explica Dra. Monica, que ressalta que não existem trabalhos científicos confiáveis relacionando o uso das caixas para dormir e a queda dos casos de Síndrome da Morte Súbita.

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