Mortalidade Materna

Gravidez não é doença, mas infelizmente em alguns casos ela pode levar, por diversos fatores diferentes, evitáveis ou não, à morte da gestante. A chamada morte materna acontece quando a mãe morre por complicações na gestação, durante o parto ou até 42 dias depois de dar à luz o bebê.

As causas da morte materna se dividem entre evitáveis – aquelas que podem ser evitadas com os recursos atuais da medicina e as não evitáveis, que naturalmente ocorreriam como em alguns casos de câncer, doenças cardíacas entre outras.

Segundo estimativas, a grande maioria das mortes maternas no Brasil são decorrentes das causas evitáveis.

Dentre as causas evitáveis e diretas, as mais frequentes e perigosas para as gestantes são as hemorragias, as infecções e a pré-eclâmpsia, doença da gestação que provoca o aumento da pressão arterial da mulher e pode levar ao parto prematuro e até à morte materna.

“A mortalidade materna tem causa multifatorial, não sendo possível achar um único motivo que justifique todas as mortes. Há problemas relacionados a  educação da própria gestante,  na qualificação da equipe multidisciplinar que dá assistência ao parto,  nos processos dentro das instituições que garantam que o conhecimento se transforme em cuidado aos pacientes entre outros,  explica Mônica Siaulys, médica responsável pelo Departamento de Anestesiologia do Hospital e Maternidade Santa Joana e pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento da instituição.

O que posso fazer?

No que diz respeito às ações da própria gestante, a principal maneira de diminuir o risco de morte materna é contribuir  para a educação das gestantes, ensinando-as os sinais e sintomas de alerta,  em que as mesmas devem procurar o serviço de saúde.

“É importante que  a gestante conheça mais sobre o que pode acontecer com ela durante a gestação, estar alerta aos sintomas, como um sangramento, infecções principalmente de origem urinária e que busque assistência qualificada precocemente, aconselha a Dra Mônica.

Outra ação importante é investir na capacitação das equipes multidisciplinares que dão assistência as pacientes no ciclo gravídico puerperal,  criando sistemas mais seguros que garantam que o conhecimento cada vez mais se transforme em cuidado a paciente.

A mortalidade materna deve ser um evento raro, e é por isso que é contada sempre por cada 100 mil nascimentos. Ou seja, a taxa é o número de óbitos maternos para cada 100 mil nascimentos no país, continente ou estado”, explica a médica.

No Brasil, infelizmente,  a taxa de mortalidade materna é elevada sendo de 60 óbitos para 100 mil nascimentos, Apesar ter diminuído nos últimos anos, tendo uma queda de 58% entre 1990 e 2015, segundo dados do Ministério da Saúde, ainda estamos longe de atingir o ideal. A taxa de alguns países desenvolvidos chega a ser de menos de 10 óbitos por 100 mil nascimentos.

“Não é uma situação tão alarmante como a de alguns países da África, que possuem taxas de 100 óbitos, mas está longe de ser um país de primeiro mundo. Ainda temos um campo enorme para se trabalhar no Brasil em relação à redução da mortalidade materna, e isso passa principalmente por fortalecer a cultura de formação dos profissionais médicos”, comenta Mônica.

Fonte:

Mônica Siaulys, médica responsável pelo Departamento de Anestesiologia do Hospital e Maternidade Santa Joana e pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento da instituição (CRM/SP 65787)

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya: O Que Preciso Saber para Evitar as Doenças

Com o Verão e o atual alerta sobre a Febre Amarela, a população acaba deixando de lado outras ameaças como Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, buscamos orientações com o Dr. Livio Dias, infectologista da Pro Matre Paulista.

O que são arboviroses?

São um conjunto de doenças virais que têm em comum o fato de serem transmitidas por artrópodes, como mosquitos por exemplo, disseminadas por todo planeta à exceção das regiões dos polos.

São mais de 500 tipos de arbovírus, e no Brasil, em anos recentes, Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela ganharam importância e repercussão nacional e internacional em vista do número de casos.

 

Quais são os sintomas dessas doenças?

Dengue
A primeira manifestação da doença costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele, náuseas e vômitos. A maior parte das pessoas, após quatro ou cinco dias do início da doença, apresenta uma melhora dos sintomas com recuperação total após essa fase inicial.

Em uma minoria dos casos, depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada popularmente de Dengue hemorrágica ou Dengue grave. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos e outros sintomas.

Chikungunya
A primeira fase da Chikungunya, chamada de aguda ou febril, dura até o décimo dia de doença. Os principais sintomas dessa fase são: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, manchas na pele, fadiga, náuseas, vômitos, dores musculares.

Após esse período inicial, alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares, a febre desaparece, caracterizando a segunda fase da doença, ou fase subaguda, com duração de até 3 meses.

Quando as dores se perpetuam por mais de 3 meses, os doentes atingem a chamada fase crônica. Nessa fase, que acomete até metade dos indivíduos, os principais sintomas são as dores articulares, muitas vezes com limitação dos movimentos, inchaço e eventualmente deformidades nas articulações. Outros sintomas incluem queda de cabelo, depressão, alteração do sono, alterações visuais entre outros sintomas. A fase crônica pode perdurar por até 3 anos.

As formas graves e complicações da infecção pelo CHIKV acometem mais comumente pessoas com outras doenças, chamadas comorbidades, crianças, em especial as mais jovens, idosos e indivíduos em uso de algumas medicações.  Ocorrem com frequência variável e são principalmente as seguintes: convulsões, dores fortes, Insuficiência cardíaca, tromboses, problemas respiratórios, hepatite, falência renal e hemorragias.

Zika
Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. A maior parte dos indivíduos, cerca de 80 %, após se infectar com ZKV não desenvolverá qualquer sintoma da doença. Os sintomas de infecção pelo ZKV, quando presentes são: Febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, Dor muscular (mialgia), Dor de cabeça e atrás dos olhos, Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés, Conjuntivite: um quadro de vermelhidão e inchaço nos olhos, mas em que não ocorre secreção. Outros sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem: dor abdominal, diarreia, constipação, fobia a luz e pequenas feridas na boca. Os sintomas costumam ter duração de cerca de 2 a 7. Em casos eventuais, as dores nas articulações podem persistir por volta de 1 mês.

Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave, porém, em alguns casos, pode cursar com poucos ou sem sintomas. Quando presentes, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que se iniciam cerca de 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor. Os sintomas tendem a desaparecer após o terceiro dia de doença e, após um breve período de melhora, alguns indivíduos podem evoluir para a forma mais grave. Na forma grave, ocorrem danos ao fígado e aos rins, a pele se torna amarelada e é possível que surjam sangramentos.

Importante notar que os sintomas dessas doenças se sobrepõem, e podem ser semelhantes também a outras doenças que não arboviroses. Um diagnóstico adequado é feito por profissional de saúde capacitado, com conhecimento sobre a situação de circulação desses vírus em uma determinada região e em um determinado período de tempo, se valendo também de exames laboratoriais complementares.

Existem vacinas para essas doenças?
Existem vacinas disponíveis para dengue e febre amarela.

A vacina de dengue está licenciada para uso em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade. Pessoas com deficiência no sistema de defesa, gestantes, mulheres amamentando e pessoas com alergias graves aos componentes da vacina não devem ser vacinados. Recentemente houve uma alteração na recomendação para vacina de dengue atualmente disponível e a mesma não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.

A vacina da febre amarela, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, está crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas em relação a vacinação da febre amarela:


Se eu moro em uma área de risco, o meu bebê pode ser vacinado logo ao nascer?
Não há recomendação de vacinação de recém-nascidos. Alguns estudos demonstram que a vacinação em menores de 6 meses esteve relacionada a uma maior chance de complicações, além de pior resposta protetora da vacina. A vacina está indicada a partir de 9 meses vida e em situações especiais pode ser indicada para bebês a partir dos 6 meses de vida.

É importante ressaltar que mães vacinadas mesmo antes do início da gestação, passam anticorpos, que são um tipo de defesa natural, para o feto através da placenta. Esses anticorpos conferem certa proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

Nas crianças menores, que não podem ser vacinadas, devemos manter medidas preventivas contra as picadas de insetos, como o uso de roupas compridas e claras, uso de repelentes (ver recomendação do fabricante), manter portas e janelas fechadas, uso de mosquiteiros e evitar regiões de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus, são especialmente importantes. 

No cenário atual da doença, as gestantes devem se vacinar?
Usualmente as gestantes não devem ser vacinadas para a febre amarela. Em situações especiais de risco, que deverão ser avaliadas individualmente, a vacina pode ser eventualmente indicada para gestantes. Vale reforçar que as medidas protetoras acima citadas contra a picada do mosquito transmissor e deverão ser utilizadas particularmente por aqueles com impossibilidade de receber a vacina.

Vacinei-me para febre a amarela e não sabia que estava grávida, quais os riscos e o que devo fazer?
Ainda que não recomendada na rotina para mulheres grávidas, quando utilizada na gestação, a vacina não demonstrou correlação com malformações do bebê e nem maior risco de abortamento. Caso tenha recebido a vacina inadvertidamente durante a gestação, informe ao seu médico para que ele faça um acompanhamento adequado.

Na amamentação, qual a recomendação em relação a vacina para febre amarela?Mães amamentando bebês com menos de 6 meses de vida, como regra geral não devem ser vacinadas. Porém, aquelas que vivem ou necessitam circular em áreas de risco, poderão ter que se vacinar. Nessa situação, a amamentação deverá ser interrompida por 10 dias após a aplicação da vacina.

Mães que amamentam bebês maiores de 6 meses não necessitam interromper o aleitamento, caso recebam a vacina.

O que é dose fracionada?
A dose fracionada é uma dose da vacina menor em relação a habitual, porém com a mesma capacidade de gerar proteção. Dessa forma é possível vacinar um número maior de pessoas, sem comprometer a eficácia da imunização. O tempo de proteção fornecido pela dose fracionada é de pelo menos 8 anos e é possível que os vacinados com a dose fracionada tenham que receber uma outra dose no futuro.

Quem vai tomar a dose fracionada?
A vacina fracionada, a princípio, será adotada em alguns municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No entanto, a dose fracionada não está indicada para todos os indivíduos com recomendação de vacinação. Crianças de nove meses a até 2 anos, pessoas em situações de saúde especiais que comprometam a resposta do sistema de defesa, gestantes (quando orientada por profissional de saúde) e viajantes internacionais deverão receber a dose padrão.

Como me prevenir contra a picada de mosquitos transmissores dessas doenças?Existem grandes diferenças no ciclo de vida e comportamento dos mosquitos que transmitem atualmente a febre a amarela e as demais doenças (Zika, Dengue e Chikungunya). No caso da febre amarela, os mosquitos responsáveis pelos casos atuais, concentram seus hábitos em áreas de muita vegetação. Já o Aedes, principal transmissor de Dengue e, Zika e Chikungunya, tem hábitos mais urbanos.

As recomendações abaixo incluem medidas de prevenção a picadas tanto do Aedes, quanto para as espécies de mosquito transmissoras da febre amarela.

Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. 

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Limpe as calhas
Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de Aedes, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento de mosquitos.

Coloque tela nas janelas
Colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra os mosquitos. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Cuidados com lagos caseiros e aquários
Peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos e, portanto, lagos e aquários representem um risco menor para proliferação do mosquito. O cuidado maior deve ser dado às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes
Repelentes são uma importante estratégia de proteção a picada de mosquitos. Recomenda-se, o uso de produtos industrializados, certificados pela ANVISA. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem forte comprovação científica de sua eficácia e não devem ser utilizados em substituição aos produtos aprovados pelas agências reguladoras para essa finalidade. Os produtos atualmente comercializados e autorizados como repelentes no Brasil podem ser utilizados na gestação e amamentação com segurança. O uso desses repelentes em crianças deve respeitar as restrições da embalagem e discutidas com o pediatra. A frequência e o modo de usar variam de um produto para o outro e também devem ser seguidas de acordo com a embalagem

Protetores solares podem reduzir a atividade dos repelentes. Quando usados ao conjuntamente, aplicar o protetor antes da aplicação do repelente.

Use de roupas protetoras
O uso de roupas que cobrem braços e pernas reduz a área de exposição corporal a picadas de insetos e configura uma boa estratégia de prevenção de doenças transmitidas por esses agentes. Alguns produtos do mercado, contém substâncias repelentes que aumentam a eficácia dessa estratégia.

Pessoas não vacinadas para febre amarela devem evitar as áreas de risco.
Pessoas que não podem receber a vacina ou que receberam a dose a menos de 10 dias devem ter especial atenção em evitar áreas de sabida circulação da doença.

Uso de Mosquiteiros
Em especial crianças menores de 6 meses e que, portanto, não podem receber a vacina da febre amarela, essa medida pode particularmente eficaz para aqueles que se encontram em áreas de risco. O uso de mosquiteiros também auxilia na prevenção de picadas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, para as quais não há vacina indicada nessa idade.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 1,00 out of 5)

Como o Bebê está com 7 Semanas de Gestação?

Em que fase de desenvolvimento se encontra o bebê com sete semanas de gravidez? Perguntamos ao Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, médico corresponsável pelo setor de Medicina Fetal da Pro Matre Paulista.

“Durante a sétima semana de gestação, o embrião estará com aproximadamente 42-49 dias de vida”, conta o especialista.

“Neste momento não conseguimos observar muita coisa à ultrassonografia”, avisa, “porém sabemos que muita coisa ainda está se formando”.

Dr. Guilherme explica: “O sistema nervoso já se fechou completamente, o coração está formado e a cabeça já dá para ser avaliada quanto à formação de áreas chaves, como os ventrículos cerebrais, dando já para ver o cerebelo em desenvolvimento”.

Isso é possível graças a exames. “A ultrassonografia realizada pela via transvaginal auxiliada pela imagem 3D, torna possível esta identificação, e assim melhorar a avaliação entre a sétima e oitava semana de gravidez”, diz o médico.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Vídeo mostra bebê “escorregando” no ultrassom. É comum?

O vídeo acima viralizou por mostrar um bebê “escorregando” dentro da barriga da mãe. Parece incomum, mas será mesmo? Buscamos respostas com o Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, obstetra da Pro Matre Paulista.

Ele explica que o ato não é raro. “Neste tempo de gestação, final do primeiro trimestre, em torno de 11-14 semanas, o movimento típico do feto é baseado nesta forma de pêndulo principalmente, e outras na forma de cambalhota”.

Dr. Guilherme conta que a “escorregada” se deve ao momento da formação do feto. “Isto se deve à fase da gravidez em que se encontra o desenvolvimento neural e muscular, permitindo estes movimentos de deslize”.

“Nesta fase da gestação se realiza o ultrassom morfológico fetal de primeiro trimestre, onde se avalia, além da forma do bebê, o risco para doenças cromossômicas e cardiopatias congênitas, principalmente, além da anatomia e a movimentação adequada para a fase, e estes movimentos são o esperado”, esclarece o médico.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 4,00 out of 5)

A Importância do Pré-Natal para Reduzir o Risco do Parto Prematuro

O pré-natal é fundamental para uma gestação segura tanto para mãe quanto para o bebê. Mas o acompanhamento médico da gravidez pode ajudar a reduzir os riscos de um parto prematuro? Quem responde é a ginecologista e obstetra Dra. Paula Marin Petersen, coordenadora da Unidade Semi-intensiva da Pro Matre Paulista.

“70 a 80% dos partos pré-termo são espontâneos”, conta a médica, “ou seja, decorrentes de trabalho de parto ou ruptura de membranas pré-termo. Entre os fatores de risco para esses partos espontâneos prematuros podemos citar parto prematuro anterior, polidrâmnio, gestação múltipla, cervicodilatação precoce, colo curto, incompetência cervical, cirurgia cervical anterior, alterações uterinas anatômicas (miomas, útero unicorno), infecções sistêmicas na gestação e tabagismo”.

Já os outros 20 a 30% dos partos antes das 37 semanas, explica a especialista, “são decorrentes de antecipação do parto por risco à saúde materna ou fetal, como acontece em casos de pré-eclâmpsia grave, placenta prévia, restrição de crescimento fetal, centralização fetal ou descolamento prematuro de placenta”.

Por isso, afirma Dra. Paula, “o acompanhamento pré-natal eficiente é capaz de impactar consideravelmente na redução da prematuridade. No pré-natal, por meio de uma boa história clínica e exame físico, o médico irá identificar as pacientes com os fatores de risco para parto pré-termo, podendo acompanhá-las mais de perto e intervir quando necessário”.

“Medidas como realização de ultrassonografia com medida com colo uterino, orientação de repouso e afastamento de atividades de trabalho, solicitação de exames de culturas vaginal e urinária, suplementação de progesterona, cerclagem de colo uterino, prescrição de corticoide antenatal, tratamento de infecções, colocação de pessário ou mesmo encaminhamento para internação para inibição de trabalho de parto ou por suspeita de ruptura de membranas são alguns exemplos do que pode ser feito dependendo de cada caso”, relaciona a obstetra.

“Já naquelas pacientes com doenças na gravidez que podem levar à antecipação do parto”, explica a doutora, “um pré-natal rigoroso, com intervalo entre consultas reduzido, realização periódico de exames, orientação consistente à gestante, e um obstetra seguro, atualizado e que domine casos de alto risco faz toda a diferença, e vai conseguir manter a gestação intra-útero por mais tempo e com segurança materna e fetal”.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Prematuridade: Quais são os Sintomas do Parto Prematuro?

A campanha Novembro Roxo surgiu para conscientizar a sociedade a respeito da Prematuridade. Por isso, chamamos a Dra. Carolina Burgarelli Testa, ginecologista e obstetra, para explicar quais são os sintomas do parto prematuro.

“O parto prematuro é aquele que acontece antes das 37 semanas de gravidez e é a principal causa de complicações neonatais,” conta a médica. “Em 25% dos casos, o parto pré-termo acontece por alguma condição materna ou fetal, mas em 75% das vezes acontece de forma espontânea”.

Mas há como identificar se a mulher tem maior chance de ter um parto prematuro?

“Durante o pré-natal”, explica, “o obstetra costuma identificar se a gestante apresenta fatores de risco para a prematuridade, como o antecedente de parto prematuro anterior, doenças maternas, gestações múltiplas, alterações do líquido amniótico, alterações no útero ou colo uterino, tabagismo, infecções, entre outras. Todavia, em torno de 50% das pacientes que apresentam trabalho de parto prematuro espontâneo não têm um fator de risco identificável e, por isso, é muito importante a identificação de sinais e sintomas que podem estar relacionados a um parto prematuro para que seja realizada uma avaliação médica”.

E quais são esses sintomas? “Os principais sintomas de parto prematuro”, diz Dra. Carolina, “são relacionados às contrações, que podem ser identificadas através do endurecimento do ventre materno, que persiste por alguns segundos, não relacionado à movimentação fetal”.

“Muitas vezes é difícil distinguir as contrações de treinamento das contrações efetivas. As contrações efetivas”, esclarece a especialista, “costumam ter um ritmo regular e persistem após o uso de analgésico, e, principalmente, produzem alteração no colo uterino (que só é detectável através de exame clínico”.

“Além das contrações regulares,” lembra a médica, “a paciente pode apresentar outros sintomas, como dor em peso em baixo ventre, dor lombar persistente ou irradiada para o abdome, alteração do conteúdo vaginal (corrimento aumentado, sangramento vaginal, perda de tampão mucoso, perda de líquido amniótico)”.

O importante, informa a doutora, é que “diante desses sintomas seja feita uma avaliação médica para que, caso seja diagnosticado um trabalho de parto prematuro (com dilatação precoce do colo uterino), o obstetra possa agir de maneira direcionada para tentar evitar o nascimento pré-termo ou, pelo menos, adiar o nascimento em tempo suficiente para que seja administrado à mamãe medicações para melhorar a condição do recém-nascido, como a betametasona para a maturação pulmonar fetal e a profilaxia antibiótica para reduzir o risco de sepse neonatal”.

O Que É Prematuridade Extrema?

Muitas pessoas não devem saber, mas existem diferentes níveis de prematuridade e que faz muita diferença para o bebê nascer com 36 ou 26 semanas. Afinal, quanto mais cedo for seu nascimento, menos desenvolvido estará seu organismo.

Os níveis de prematuridade estão divididos em Extremo, Muito Prematuro, Prematuros Moderados e Prematuro Tardio, de acordo com as semanas de gestação.

Quem explica o que é a Prematuridade Extrema é Dra. Edineia Vaciloto Lima, neonatologista e chefe da UTI neonatal da Pro Matre Paulista.

“A prematuridade extrema”, conta ela, “é a população de recém-nascidos com idade gestacional menor de 28 semanas e peso menor de 1000 gramas”.

Bebês prematuros extremos exigem cuidados mais específicos em uma estrutura de UTI Neonatal, como a disponível na Pro Matre.

“Hoje esse grupo de recém-nascidos vem crescendo a cada ano com boas taxas de sobrevida e com uma preocupação constante em diminuir a morbidade desses bebês”, diz a médica.

Mês da Prematuridade

No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade. A data foi criada para conscientização da população sobre o assunto em 2009 e já é comemorada em mais de 50 países.

No Brasil, de acordo com dados da Fiocruz, nascem cerca de 340 mil bebês antes da gestação completar 37 semanas.

Para explicar melhor a prematuridade, conversamos com a Dra. Edineia Vaciloto Lima, neonatologista e chefe da UTI neonatal da Pro Matre Paulista.

“O nome UTI sempre acompanha um temor ou algo muito difícil, sofrido e triste…” diz a médica. “A nossa proposta é acolher da melhor forma possível os pais dos recém-nascidos que vão para a UTI Neo e de proporcionar a eles uma estadia o mais agradável possível, com uma participação grande da família no cuidado desses bebês e promover o contato com eles, auxiliar na amamentação e no armazenamento de leite materno e orientar e ajudá-los nos cuidados do prematuro após a alta hospitalar”.

Na Pro Matre Paulista, a atenção com a prematuridade não é recente, conta Dra. Edineia. Em 2000, a Pro Matre Paulista possuía um total de 16 leitos de UTI Neo. Em poucos anos, o número passou para 26, e em 2005 foi inaugurada uma nova ala no sexto andar, onde oferecemos 40 leitos”.

“Esta nova área de UTI Neo”, relata a especialista, “foi criteriosamente construída procurando criar salas com 6 a 8 leitos distribuídos de uma maneira uniforme, com amplo espaço e dividida com vidros, para uma visão ampla dos leitos, tendo atenção com a luminosidade e evitar ruídos excessivos (com a criação de um teto acústico para minimizar os barulhos)”.

A cada ano a Pro Matre investe na melhoria do cuidado intensivo neonatal com tecnologia de ponta para a assistência de excelência, usando incubadoras de última geração, com capacidade em manter a temperatura e umidificação adequadas ao prematuro extremo, que precisa de um cuidado todo especial”, descreve. “Também disponibiliza ventiladores mecânicos que proporcionam uma ventilação mais gentil e menos invasiva aos pulmões desses bebês com extremo baixo peso”.

Aliado a uma estrutura completa, o cuidado humano proporcionado por profissionais especializados também é fundamental, lembra a neonatologista. “Hoje a UTI Neo da Pro Matre conta com 70 leitos e temos uma equipe multiprofissional extremamente capacitada para um cuidado integral ao prematuro (enfermagem neonatal, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas, especialistas médicos, nutricionista, farmacêutica, banco de sangue e laboratório) ”.

Hiperemese Gravídica. O que é? Qual o tratamento?

A Hiperemese Gravídica entrou para o noticiário recentemente com a revelação de que a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, grávida do terceiro filho, está com o distúrbio.

Mas o que é a Hiperemese Gravídica? Como ela afeta a gestação? Para responder a estas perguntas, conversamos com o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista.

“O próprio nome indica”, explica o especialista. “Hiper, muito. Emese, vômito. É um vômito em excesso. O enjoo na gravidez é muito comum, aliás, às vezes ele é o primeiro sinal – de gravidez – pós-atraso menstrual”.

Isso não significa, porém, que a Hiperemese Gravídica é uma condição corriqueira. “Em algumas situações a hiperemese pode levar a gestante a um quadro de desidratação e muitas vezes precisa até de internação para fazer essa compensação”, diz o médico.

“Quando a gestante começa a não ganhar peso, porque o que ela ingere ela vomita, ela entra num quadro de possível início de desidratação. Começa a perder alguns eletrólitos, potássio, cloro… Então aí é preocupante, merece muita atenção”, esclarece. “Desidratação, mais necessidade de medicamento intravenoso, é igual a internação hospitalar”.

Por outro lado, Dr. D’Auria tranquiliza: “Mulheres que têm mais vômitos tendem a ter gestações com mais sucesso, porque produzem mais hormônios. Mas isso não é regra”.

O importante, ressalta o médico, é que “a prescrição deve ser feita pelo obstetra. Não é para se fazer a automedicação”.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Gravidez de gêmeos é uma gestação de risco?

Uma gestação altera o corpo e a vida de uma mulher. Essas mudanças se fazem mais presentes numa gravidez de gêmeos? Quem explica é o Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, responsável pelo serviço de Medicina Fetal da Pro Matre Paulista.

“Uma nova gestação é sempre um sinal de esperança e alegria para o casal e seus familiares. A expectativa de um belo futuro, do espírito da maternidade é algo que permeia a emoção de toda gestantes. Quantas vezes não ouvimos delas ‘doutor, tomara que sejam gêmeos’, e nessa hora pensamos, ‘mal sabe ela dos riscos’”, analisa.

Sobre esses riscos, o especialista explica: “diante de uma gestação gemelar, devemos de imediato classificar se a gravidez é de um ou de duas placentas.” Essa confirmação deve ser feita por ultrassom, diz o médico, “de preferência realizado por um serviço especializado em Medicina Fetal, bem como todo o acompanhamento da gravidez, até o parto”.

Independente do número de placentas, a gravidez de gêmeos é considerada de risco, principalmente de prematuridade, afirma Dr. Guilherme. “Quanto mais fetos, maiores são os riscos”.

“A gestação monocoriônica, de uma placenta, apresenta possibilidade de desenvolver a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal, podendo ser diagnosticada no fim do primeiro trimestre ou até mais tardiamente”, diz. Nestes casos, o especialista recomenda, como há um aumento significativo de risco de morte para o bebê, a cirurgia fetal, realizada com laser, é necessária.

Dr. Guilherme explica que problemas de saúde próprios da gestação de gêmeos com uma placenta podem vir acompanhados de polidrâmnia, alteração relacionada à quantidade de líquido amniótico no útero. Podendo aumentar o risco de trabalho de parto prematuro e amniorexe (rotura prematura de membranas amnióticas).

“Em relação às gestações dicoriônicas, duas placentas, o risco de Síndrome de Transfusão Feto-Fetal não existe,” afirma. “Porém há um aumento de patologias própria de gestações únicas que acontecem ao mesmo tempo, por exemplo, um feto crescer mais que o outro”.

Entretanto, lembra o médico, qualquer que seja o tipo de gestação de gêmeos é necessário acompanhamento especializado, com curto intervalo entre consultas médicas e avaliação ultrassonográfica e hemodinânica. “Pois podem se manifestar doenças clínicas e obstétricas mais frequentes quando comparadas a gestações de fetos únicos, como pré-eclâmpsia, eclâmpsia, diabetes e o maior risco de prematuridade. Bem como redução do colo uterino, algo muito frequente, que necessita de ferramentas terapêuticas como o uso vaginal de progesterona natural micronizada.”

Dr. Guilherme reforça: “a gemelaridade muda a condução do pré-natal tanto para o obstetra como para a gestante e seus familiares”. O especialista adverte que o sucesso na gravidez de gêmeos depende muito da conscientização da família para os riscos à mãe e aos bebês.