Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya: O Que Preciso Saber para Evitar as Doenças

Com o Verão e o atual alerta sobre a Febre Amarela, a população acaba deixando de lado outras ameaças como Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, buscamos orientações com o Dr. Livio Dias, infectologista da Pro Matre Paulista.

O que são arboviroses?

São um conjunto de doenças virais que têm em comum o fato de serem transmitidas por artrópodes, como mosquitos por exemplo, disseminadas por todo planeta à exceção das regiões dos polos.

São mais de 500 tipos de arbovírus, e no Brasil, em anos recentes, Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela ganharam importância e repercussão nacional e internacional em vista do número de casos.

 

Quais são os sintomas dessas doenças?

Dengue
A primeira manifestação da doença costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele, náuseas e vômitos. A maior parte das pessoas, após quatro ou cinco dias do início da doença, apresenta uma melhora dos sintomas com recuperação total após essa fase inicial.

Em uma minoria dos casos, depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada popularmente de Dengue hemorrágica ou Dengue grave. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos e outros sintomas.

Chikungunya
A primeira fase da Chikungunya, chamada de aguda ou febril, dura até o décimo dia de doença. Os principais sintomas dessa fase são: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, manchas na pele, fadiga, náuseas, vômitos, dores musculares.

Após esse período inicial, alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares, a febre desaparece, caracterizando a segunda fase da doença, ou fase subaguda, com duração de até 3 meses.

Quando as dores se perpetuam por mais de 3 meses, os doentes atingem a chamada fase crônica. Nessa fase, que acomete até metade dos indivíduos, os principais sintomas são as dores articulares, muitas vezes com limitação dos movimentos, inchaço e eventualmente deformidades nas articulações. Outros sintomas incluem queda de cabelo, depressão, alteração do sono, alterações visuais entre outros sintomas. A fase crônica pode perdurar por até 3 anos.

As formas graves e complicações da infecção pelo CHIKV acometem mais comumente pessoas com outras doenças, chamadas comorbidades, crianças, em especial as mais jovens, idosos e indivíduos em uso de algumas medicações.  Ocorrem com frequência variável e são principalmente as seguintes: convulsões, dores fortes, Insuficiência cardíaca, tromboses, problemas respiratórios, hepatite, falência renal e hemorragias.

Zika
Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. A maior parte dos indivíduos, cerca de 80 %, após se infectar com ZKV não desenvolverá qualquer sintoma da doença. Os sintomas de infecção pelo ZKV, quando presentes são: Febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, Dor muscular (mialgia), Dor de cabeça e atrás dos olhos, Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés, Conjuntivite: um quadro de vermelhidão e inchaço nos olhos, mas em que não ocorre secreção. Outros sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem: dor abdominal, diarreia, constipação, fobia a luz e pequenas feridas na boca. Os sintomas costumam ter duração de cerca de 2 a 7. Em casos eventuais, as dores nas articulações podem persistir por volta de 1 mês.

Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave, porém, em alguns casos, pode cursar com poucos ou sem sintomas. Quando presentes, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que se iniciam cerca de 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor. Os sintomas tendem a desaparecer após o terceiro dia de doença e, após um breve período de melhora, alguns indivíduos podem evoluir para a forma mais grave. Na forma grave, ocorrem danos ao fígado e aos rins, a pele se torna amarelada e é possível que surjam sangramentos.

Importante notar que os sintomas dessas doenças se sobrepõem, e podem ser semelhantes também a outras doenças que não arboviroses. Um diagnóstico adequado é feito por profissional de saúde capacitado, com conhecimento sobre a situação de circulação desses vírus em uma determinada região e em um determinado período de tempo, se valendo também de exames laboratoriais complementares.

Existem vacinas para essas doenças?
Existem vacinas disponíveis para dengue e febre amarela.

A vacina de dengue está licenciada para uso em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade. Pessoas com deficiência no sistema de defesa, gestantes, mulheres amamentando e pessoas com alergias graves aos componentes da vacina não devem ser vacinados. Recentemente houve uma alteração na recomendação para vacina de dengue atualmente disponível e a mesma não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.

A vacina da febre amarela, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, está crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas em relação a vacinação da febre amarela:


Se eu moro em uma área de risco, o meu bebê pode ser vacinado logo ao nascer?
Não há recomendação de vacinação de recém-nascidos. Alguns estudos demonstram que a vacinação em menores de 6 meses esteve relacionada a uma maior chance de complicações, além de pior resposta protetora da vacina. A vacina está indicada a partir de 9 meses vida e em situações especiais pode ser indicada para bebês a partir dos 6 meses de vida.

É importante ressaltar que mães vacinadas mesmo antes do início da gestação, passam anticorpos, que são um tipo de defesa natural, para o feto através da placenta. Esses anticorpos conferem certa proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

Nas crianças menores, que não podem ser vacinadas, devemos manter medidas preventivas contra as picadas de insetos, como o uso de roupas compridas e claras, uso de repelentes (ver recomendação do fabricante), manter portas e janelas fechadas, uso de mosquiteiros e evitar regiões de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus, são especialmente importantes. 

No cenário atual da doença, as gestantes devem se vacinar?
Usualmente as gestantes não devem ser vacinadas para a febre amarela. Em situações especiais de risco, que deverão ser avaliadas individualmente, a vacina pode ser eventualmente indicada para gestantes. Vale reforçar que as medidas protetoras acima citadas contra a picada do mosquito transmissor e deverão ser utilizadas particularmente por aqueles com impossibilidade de receber a vacina.

Vacinei-me para febre a amarela e não sabia que estava grávida, quais os riscos e o que devo fazer?
Ainda que não recomendada na rotina para mulheres grávidas, quando utilizada na gestação, a vacina não demonstrou correlação com malformações do bebê e nem maior risco de abortamento. Caso tenha recebido a vacina inadvertidamente durante a gestação, informe ao seu médico para que ele faça um acompanhamento adequado.

Na amamentação, qual a recomendação em relação a vacina para febre amarela?Mães amamentando bebês com menos de 6 meses de vida, como regra geral não devem ser vacinadas. Porém, aquelas que vivem ou necessitam circular em áreas de risco, poderão ter que se vacinar. Nessa situação, a amamentação deverá ser interrompida por 10 dias após a aplicação da vacina.

Mães que amamentam bebês maiores de 6 meses não necessitam interromper o aleitamento, caso recebam a vacina.

O que é dose fracionada?
A dose fracionada é uma dose da vacina menor em relação a habitual, porém com a mesma capacidade de gerar proteção. Dessa forma é possível vacinar um número maior de pessoas, sem comprometer a eficácia da imunização. O tempo de proteção fornecido pela dose fracionada é de pelo menos 8 anos e é possível que os vacinados com a dose fracionada tenham que receber uma outra dose no futuro.

Quem vai tomar a dose fracionada?
A vacina fracionada, a princípio, será adotada em alguns municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No entanto, a dose fracionada não está indicada para todos os indivíduos com recomendação de vacinação. Crianças de nove meses a até 2 anos, pessoas em situações de saúde especiais que comprometam a resposta do sistema de defesa, gestantes (quando orientada por profissional de saúde) e viajantes internacionais deverão receber a dose padrão.

Como me prevenir contra a picada de mosquitos transmissores dessas doenças?Existem grandes diferenças no ciclo de vida e comportamento dos mosquitos que transmitem atualmente a febre a amarela e as demais doenças (Zika, Dengue e Chikungunya). No caso da febre amarela, os mosquitos responsáveis pelos casos atuais, concentram seus hábitos em áreas de muita vegetação. Já o Aedes, principal transmissor de Dengue e, Zika e Chikungunya, tem hábitos mais urbanos.

As recomendações abaixo incluem medidas de prevenção a picadas tanto do Aedes, quanto para as espécies de mosquito transmissoras da febre amarela.

Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. 

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Limpe as calhas
Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de Aedes, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento de mosquitos.

Coloque tela nas janelas
Colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra os mosquitos. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Cuidados com lagos caseiros e aquários
Peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos e, portanto, lagos e aquários representem um risco menor para proliferação do mosquito. O cuidado maior deve ser dado às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes
Repelentes são uma importante estratégia de proteção a picada de mosquitos. Recomenda-se, o uso de produtos industrializados, certificados pela ANVISA. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem forte comprovação científica de sua eficácia e não devem ser utilizados em substituição aos produtos aprovados pelas agências reguladoras para essa finalidade. Os produtos atualmente comercializados e autorizados como repelentes no Brasil podem ser utilizados na gestação e amamentação com segurança. O uso desses repelentes em crianças deve respeitar as restrições da embalagem e discutidas com o pediatra. A frequência e o modo de usar variam de um produto para o outro e também devem ser seguidas de acordo com a embalagem

Protetores solares podem reduzir a atividade dos repelentes. Quando usados ao conjuntamente, aplicar o protetor antes da aplicação do repelente.

Use de roupas protetoras
O uso de roupas que cobrem braços e pernas reduz a área de exposição corporal a picadas de insetos e configura uma boa estratégia de prevenção de doenças transmitidas por esses agentes. Alguns produtos do mercado, contém substâncias repelentes que aumentam a eficácia dessa estratégia.

Pessoas não vacinadas para febre amarela devem evitar as áreas de risco.
Pessoas que não podem receber a vacina ou que receberam a dose a menos de 10 dias devem ter especial atenção em evitar áreas de sabida circulação da doença.

Uso de Mosquiteiros
Em especial crianças menores de 6 meses e que, portanto, não podem receber a vacina da febre amarela, essa medida pode particularmente eficaz para aqueles que se encontram em áreas de risco. O uso de mosquiteiros também auxilia na prevenção de picadas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, para as quais não há vacina indicada nessa idade.

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A importância da presença da família na UTI Neonatal

A presença dos pais na UTI Neonatal é importante para que eles se sintam seguros quanto à saúde dos bebês neste período delicado. Por isso, cada vez mais é permitida a participação de familiares em práticas ou atividades na UTI Neo.

Para mostrar como isso funciona, a equipe do jornal O Estado de S.Paulo visitou a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Pro Matre Paulista.

Em períodos sem ondas de viroses, é permitido que os avós dos bebês visitem os recém-nascidos, como contou ao jornal Sheila Berton, mãe dos trigêmeos Vinicius, Barbara e Melissa. “São os primeiros netos. Todo dia de visita é sagrado. Meu pai (avô das crianças) até me cobra”.

Quem também tem um papel mais presente dentro da UTI Neo da Pro Matre são os pais, estimulando o vínculo paterno. “Temos um número grande de bebês de gestações gemelares e os pais se revezam. Cada vez é mais frequente”, relata a Dra. Edineia Lima, neonatologista e chefe da nossa UTI Neo.

Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e leia a matéria completa no site do Estadão.

A Importância do Pré-Natal para Reduzir o Risco do Parto Prematuro

O pré-natal é fundamental para uma gestação segura tanto para mãe quanto para o bebê. Mas o acompanhamento médico da gravidez pode ajudar a reduzir os riscos de um parto prematuro? Quem responde é a ginecologista e obstetra Dra. Paula Marin Petersen, coordenadora da Unidade Semi-intensiva da Pro Matre Paulista.

“70 a 80% dos partos pré-termo são espontâneos”, conta a médica, “ou seja, decorrentes de trabalho de parto ou ruptura de membranas pré-termo. Entre os fatores de risco para esses partos espontâneos prematuros podemos citar parto prematuro anterior, polidrâmnio, gestação múltipla, cervicodilatação precoce, colo curto, incompetência cervical, cirurgia cervical anterior, alterações uterinas anatômicas (miomas, útero unicorno), infecções sistêmicas na gestação e tabagismo”.

Já os outros 20 a 30% dos partos antes das 37 semanas, explica a especialista, “são decorrentes de antecipação do parto por risco à saúde materna ou fetal, como acontece em casos de pré-eclâmpsia grave, placenta prévia, restrição de crescimento fetal, centralização fetal ou descolamento prematuro de placenta”.

Por isso, afirma Dra. Paula, “o acompanhamento pré-natal eficiente é capaz de impactar consideravelmente na redução da prematuridade. No pré-natal, por meio de uma boa história clínica e exame físico, o médico irá identificar as pacientes com os fatores de risco para parto pré-termo, podendo acompanhá-las mais de perto e intervir quando necessário”.

“Medidas como realização de ultrassonografia com medida com colo uterino, orientação de repouso e afastamento de atividades de trabalho, solicitação de exames de culturas vaginal e urinária, suplementação de progesterona, cerclagem de colo uterino, prescrição de corticoide antenatal, tratamento de infecções, colocação de pessário ou mesmo encaminhamento para internação para inibição de trabalho de parto ou por suspeita de ruptura de membranas são alguns exemplos do que pode ser feito dependendo de cada caso”, relaciona a obstetra.

“Já naquelas pacientes com doenças na gravidez que podem levar à antecipação do parto”, explica a doutora, “um pré-natal rigoroso, com intervalo entre consultas reduzido, realização periódico de exames, orientação consistente à gestante, e um obstetra seguro, atualizado e que domine casos de alto risco faz toda a diferença, e vai conseguir manter a gestação intra-útero por mais tempo e com segurança materna e fetal”.

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Prematuridade: Quais são os Sintomas do Parto Prematuro?

A campanha Novembro Roxo surgiu para conscientizar a sociedade a respeito da Prematuridade. Por isso, chamamos a Dra. Carolina Burgarelli Testa, ginecologista e obstetra, para explicar quais são os sintomas do parto prematuro.

“O parto prematuro é aquele que acontece antes das 37 semanas de gravidez e é a principal causa de complicações neonatais,” conta a médica. “Em 25% dos casos, o parto pré-termo acontece por alguma condição materna ou fetal, mas em 75% das vezes acontece de forma espontânea”.

Mas há como identificar se a mulher tem maior chance de ter um parto prematuro?

“Durante o pré-natal”, explica, “o obstetra costuma identificar se a gestante apresenta fatores de risco para a prematuridade, como o antecedente de parto prematuro anterior, doenças maternas, gestações múltiplas, alterações do líquido amniótico, alterações no útero ou colo uterino, tabagismo, infecções, entre outras. Todavia, em torno de 50% das pacientes que apresentam trabalho de parto prematuro espontâneo não têm um fator de risco identificável e, por isso, é muito importante a identificação de sinais e sintomas que podem estar relacionados a um parto prematuro para que seja realizada uma avaliação médica”.

E quais são esses sintomas? “Os principais sintomas de parto prematuro”, diz Dra. Carolina, “são relacionados às contrações, que podem ser identificadas através do endurecimento do ventre materno, que persiste por alguns segundos, não relacionado à movimentação fetal”.

“Muitas vezes é difícil distinguir as contrações de treinamento das contrações efetivas. As contrações efetivas”, esclarece a especialista, “costumam ter um ritmo regular e persistem após o uso de analgésico, e, principalmente, produzem alteração no colo uterino (que só é detectável através de exame clínico”.

“Além das contrações regulares,” lembra a médica, “a paciente pode apresentar outros sintomas, como dor em peso em baixo ventre, dor lombar persistente ou irradiada para o abdome, alteração do conteúdo vaginal (corrimento aumentado, sangramento vaginal, perda de tampão mucoso, perda de líquido amniótico)”.

O importante, informa a doutora, é que “diante desses sintomas seja feita uma avaliação médica para que, caso seja diagnosticado um trabalho de parto prematuro (com dilatação precoce do colo uterino), o obstetra possa agir de maneira direcionada para tentar evitar o nascimento pré-termo ou, pelo menos, adiar o nascimento em tempo suficiente para que seja administrado à mamãe medicações para melhorar a condição do recém-nascido, como a betametasona para a maturação pulmonar fetal e a profilaxia antibiótica para reduzir o risco de sepse neonatal”.

Como segurar o bebê? Qual é a melhor posição?

É normal os pais, mesmo aqueles que já tiveram outros filhos, se atrapalharem ao carregar o bebê, na tentativa de confortá-lo na hora do choro.

“O choro é a forma que o bebê tem de se comunicar com o meio externo, ficar atento a todas essas manifestações e reações dele, além de dar aconchego, é o que o pai pode fazer”, diz Rosmaria Pirollo, Gerente de Enfermagem da Pro Matre Paulista.

Ao segurar a criança, é importante posicioná-la de forma que ela esteja sempre confortável. A coordenadora de enfermagem da Pro Matre, Daniela Bonfá Garcia, deu mais orientações, em reportagem do site da revista GQ.

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Essa é uma posição de aconchego e que pode controlar uma possível cólica, por exemplo. O abdômen dele é um pouco comprimido e o calor do pai vai aquecê-lo. Ela deixa o bebê mais contido e seguro. O certo é colocar as mãos nas costas e na cervical.”

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Sentar com um travesseiro no colo e colocar o bebê com a barriga para baixo é uma posição de conforto para ele descansar ou dormir.”

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Para um possível engasgo, o pai pode colocar o bebê para baixo, apoiado no braço, inclinar um pouco as pernas e ter certeza que a boca dele fique aberta.”

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Se o incômodo do bebê for cólica, o pai pode fazer uma flexão da coxa no abdome para que ele consiga eliminar os gases. Além disso, o pai pode fazer movimentos circulares na região abdominal também.”

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Se o pai quiser colocar o filho no berço, é importante deixar o cobertor de uma forma que o bebê se sinta abraçado e acolhido. Outra posição é deitar o bebê de barriga para cima com a cabeça virada para o lado, que é para evitar engasgo e diminuir o risco de morte súbita.”

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Apoiar o bebê no braço e virado para cima. Nessa posição é importante manter o contato visual e falar com ele para que se sinta confortável e seguro.”

Como segurar o bebê (Foto: Divulgação)

“Outra posição de conforto é com o pai sentado e segurando o bebê com os dois braços nas suas costas e cervical. A interação também é importante nessa posição para que o filho se sinta em um ambiente acolhedor e que tem semelhanças às sensações experimentadas dentro do útero materno. Se os pais costumavam colocar música para ele ouvir antes do nascimento, é bom que ele escute depois do parto também, por exemplo.”

Quer saber mais sobre o assunto? Leia a reportagem completa no site da GQ.

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Megacólon Congênito? O que é?

Um problema no intestino grosso que atinge aproximadamente 1 para cada 5 mil recém-nascidos. A neonatologista da Pro Matre Paulista Dra. Mônica Carceles explica melhor o que é o Megacólon Congênito.

“É uma dilatação do intestino grosso causada por uma falha de inervação. A área em que está localizada essa falha não relaxa para a passagem das fezes e gera uma obstrução intestinal”, descreve a médica.

“O principal sintoma é a demora para evacuar nos dois primeiros dias de vida, mas depende muito da extensão e da localização da falha”, conta. “Quando uma área pequena do intestino é afetada, os sintomas são mais leves e o diagnóstico pode ser mais fácil”.

Quando o bebê apresenta os sintomas, o médico pode pedir uma biópsia do intestino para fazer o diagnóstico. Não é possível detectar o problema antes do nascimento, durante a gestação.

Mas é possível diferenciar a doença de uma prisão de ventre normal? “No Megacólon, a obstipação intestinal é muito grave, havendo grande distensão do abdome. Em geral, o bebê não consegue evacuar sem que seja feita uma lavagem intestinal”, responde a especialista. “As manifestações da doença são precoces, aparecendo nos primeiros dias de vida”.

O Megacólon Congênito tem cura? Tem tratamento? “O tratamento é cirúrgico”, explica Dra. Mônica, “com a retirada da parte afetada do intestino. O bom resultado depende da intensidade da alteração”. A cirurgia pode ser feita já no período neonatal, dependendo de quando for feito o diagnóstico e da gravidade.

Como colocar o bebê para dormir em segurança?

São muitas as preocupações e dúvidas das mães, em especial as de primeira viagem, com seus bebês recém-nascidos. Uma delas, certamente, é a forma correta de colocar a criança para dormir, de forma segura.

Para orientá-las, buscamos informações com a Dra. Monica Carceles, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Ela explica que um dos maiores temores de muitos pais é a Síndrome da Morte Súbita ou Morte do Berço, que, ao contrário do que pode se pensar, não é causada por engasgo e aspiração de leite. No entanto, sua causa não é bem conhecida pela medicina.

Apesar de ser preocupante, a médica tranquiliza dizendo que algumas medidas simples, tomadas em casa, e recomendadas pela  Academia Americana de Pediatria e pela Sociedade Brasileira de Pediatria, “diminuem a incidência desta ocorrência em mais de 60%”.

Orientações para o sono seguro do bebê:

  • Do nascimento até 1 ano de idade, a posição mais segura é de barriga para cima. “Os casos de engasgo e sufocamento por leite não aumentam nesta posição pois os bebês têm mecanismos de defesa quando regurgitam”, explica a especialista;

  • Se o bebê já consegue se virar sozinho, pode ser deixado de lado ou de barriga para baixo, mas sempre o coloque para dormir de barriga para cima;

  • Atenção para a altura do berço e a distância entre as barras das grades, procure pelo selo do Inmetro no produto antes de comprá-lo;

  • Colchão firme e lençol bem preso, para que não solte com os movimentos do bebê;

  • Travesseiro, bichos de pelúcia e demais objetos soltos no berço aumentam a chance de sufocamento e estrangulamento;

  • Não dormir na cama com os pais, mas no próprio berço no quarto com os adultos;

  • Sofás, poltronas ou superfícies muito macias também não são apropriadas para o bebê dormir;

  • Não colocar muitas roupas no recém-nascido. “Eles podem ter um pouco mais de frio que um adulto, mas só um pouquinho,” diz a Dra. Monica;

  • Se for cobrir o bebê use um cobertor preso nas laterais do colchão e o coloque por baixo dos braços da criança, para não cobrir seu rosto;

  • O leite materno também protege contra a Síndrome da Morte Súbita;

  • Nada de cigarros ou fumaça de cigarros durante a gravidez ou perto do bebê;

  • Siga rigorosamente o calendário de vacinação;

  • Exercite o bebê durante o dia. “Coloque-o em sua cama, de barriga para baixo, movimentando a cabeça para cima e para os lados – é bom para o desenvolvimento neurológico e evita que a cabeça fique deformada na parte de trás por ficar sempre de barriga para cima. Estes movimentos de barriga para baixo devem ser sempre supervisionados por você ou por outro adulto”, recomenda a neonatologista;

  • Repasse essas orientações a todos que forem cuidar do seu bebê (pai, parentes, amigos, babás, etc).

E a Caixa Finlandesa? É uma boa opção?

A caixa – um kit de maternidade com enxoval, em que a própria embalagem é utilizada como berço, dado a todas as gestantes finlandesas pelo governo do país – “é usada na Finlândia há décadas e a queda da mortalidade infantil observada naquele país deve-se, provavelmente, à evolução da medicina e ao conjunto de medidas tomadas em relação à higiene, vacinação, nutrição e acompanhamento da gestação e do parto”, explica Dra. Monica, que ressalta que não existem trabalhos científicos confiáveis relacionando o uso das caixas para dormir e a queda dos casos de Síndrome da Morte Súbita.

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Amamentação na UTI Neo: aleitamento para prematuros

Muita gente não sabe que é possível que a mãe amamente seu bebê, mesmo quando ele é prematuro e se encontra na UTI Neonatal.

Por isso, a Dra. Edinéia V. Lima, neonatologista e chefe responsável pela UTI Neo da Pro Matre Paulista, explica como a amamentação ocorre nestes casos.

“A amamentação dos prematuros deve ser estimulada desde o início,” ressalta a médica, “já na primeira ou segunda visita da mãe ao seu bebê na UTI, o tema deverá ser abordado.”

Mas não são todas as mães que podem amamentar diretamente a criança internada. “Muitas vezes e por diversas razões, a amamentação efetivamente não pode ser iniciada entre a mãe e seu bebê prematuro. Mas devemos estimular a mãe a procurar o lactário e orientar que ela irá poder coletar o seu leite e armazená-lo até o bebê poder começar a receber esse leite,” explica. “Em algum momento o bebê vai começar a mamar e aí ela vai efetivamente iniciar a amamentação”.

A amamentação, a neonatologista lembra, ajuda no desenvolvimento da criança e é recomendada sempre que o bebê prematuro esteja apto do ponto de vista clínico.

“Temos muitos casos de bebês extremamente prematuros e que começam a amamentação após 1 mês de UTI, quando já estão com peso (maior que 1500g) e idade gestacional compatível para começar a sugar (por volta da 34ª semana)”, esclarece.

O contato corpo a corpo com a mãe, importantíssimo, pode ocorrer mesmo antes da amamentação, conta Dra. Edinéia, com o bebê fazendo o método canguru e iniciando esse processo de vínculo afetivo fora do corpo da mãe.

“É muito gratificante para nós, da UTI, ver esses bebês saindo em aleitamento materno, após terem permanecido 2 a 3 meses na nossa unidade!” diz a médica. “Temos uma taxa alta de aleitamento materno e esclarecemos a elas – mães – o quanto é importante que o bebê prematuro receba o leite materno e que saia sugando no seio”.

Mês da Amamentação – Conheça o Lactário Pro Matre

O banco de leite humano da Pro Matre Paulista é voltado para o atendimento das mães que tiveram seus filhos na maternidade e que precisam ficar internados na UTI neonatal. “Geralmente são bebês prematuros, de baixo peso ou com necessidades clínicas de internação,” diz Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista coordenadora do Lactário da Pro Matre.

Ela conta que, mesmo considerando que a lactação faça parte da natureza da mãe após o parto, algumas não conseguem estabelecer uma produção de acordo com a necessidade de seu filho.

Por isso, descreve a especialista, junto ao Lactário, há uma sala para atendimento às mães, “onde recebem orientações sobre a importância da coleta de leite para o seu filho, cuidados com a mama, técnica adequada para garantir a segurança do produto e, quando a coleta é domiciliar, a guarda e transporte”.

A tecnologia se faz presente e é fundamental, conforme explica Mercedes: “o leite retirado é pasteurizado com técnicas adequadas, microbiologicamente seguras e com indicação de seu valor calórico, acidez, maturidade (colostro, transição e maduro)”.

O Lactário tem um papel fundamental no estímulo ao aleitamento materno, avalia a nutricionista, “pois mesmo que a criança, devido à sua prematuridade, não tenha estabelecido a sucção direto na mama, vai receber – o leite materno – por outras vias”.

Açúcar natural do leite materno age contra infecções

dra monica carceles

De acordo com um estudo recente publicado por pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, EUA, os benefícios do aleitamento para o bebê são ainda maiores.

Os cientistas analisaram a propriedade antibacteriana natural do açúcar presente no leite materno, que pode combater infecções sem os efeitos colaterais dos medicamentos.

A pediatra neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles, falou a respeito da importância da amamentação em reportagem para o Jornal da Band.

“Quanto mais as crianças mamam no seio, com pelo menos seis meses de aleitamento exclusivo, menor o número de infecções, de internações e cai também a mortalidade infantil,” explicou a médica.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e assista ao vídeo com a reportagem no site do Jornal da Band.