Amamentação na UTI Neo: aleitamento para prematuros

Muita gente não sabe que é possível que a mãe amamente seu bebê, mesmo quando ele é prematuro e se encontra na UTI Neonatal.

Por isso, a Dra. Edinéia V. Lima, neonatologista e chefe responsável pela UTI Neo da Pro Matre Paulista, explica como a amamentação ocorre nestes casos.

“A amamentação dos prematuros deve ser estimulada desde o início,” ressalta a médica, “já na primeira ou segunda visita da mãe ao seu bebê na UTI, o tema deverá ser abordado.”

Mas não são todas as mães que podem amamentar diretamente a criança internada. “Muitas vezes e por diversas razões, a amamentação efetivamente não pode ser iniciada entre a mãe e seu bebê prematuro. Mas devemos estimular a mãe a procurar o lactário e orientar que ela irá poder coletar o seu leite e armazená-lo até o bebê poder começar a receber esse leite,” explica. “Em algum momento o bebê vai começar a mamar e aí ela vai efetivamente iniciar a amamentação”.

A amamentação, a neonatologista lembra, ajuda no desenvolvimento da criança e é recomendada sempre que o bebê prematuro esteja apto do ponto de vista clínico.

“Temos muitos casos de bebês extremamente prematuros e que começam a amamentação após 1 mês de UTI, quando já estão com peso (maior que 1500g) e idade gestacional compatível para começar a sugar (por volta da 34ª semana)”, esclarece.

O contato corpo a corpo com a mãe, importantíssimo, pode ocorrer mesmo antes da amamentação, conta Dra. Edinéia, com o bebê fazendo o método canguru e iniciando esse processo de vínculo afetivo fora do corpo da mãe.

“É muito gratificante para nós, da UTI, ver esses bebês saindo em aleitamento materno, após terem permanecido 2 a 3 meses na nossa unidade!” diz a médica. “Temos uma taxa alta de aleitamento materno e esclarecemos a elas – mães – o quanto é importante que o bebê prematuro receba o leite materno e que saia sugando no seio”.

Mês da Amamentação – Conheça o Lactário Pro Matre

O banco de leite humano da Pro Matre Paulista é voltado para o atendimento das mães que tiveram seus filhos na maternidade e que precisam ficar internados na UTI neonatal. “Geralmente são bebês prematuros, de baixo peso ou com necessidades clínicas de internação,” diz Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista coordenadora do Lactário da Pro Matre.

Ela conta que, mesmo considerando que a lactação faça parte da natureza da mãe após o parto, algumas não conseguem estabelecer uma produção de acordo com a necessidade de seu filho.

Por isso, descreve a especialista, junto ao Lactário, há uma sala para atendimento às mães, “onde recebem orientações sobre a importância da coleta de leite para o seu filho, cuidados com a mama, técnica adequada para garantir a segurança do produto e, quando a coleta é domiciliar, a guarda e transporte”.

A tecnologia se faz presente e é fundamental, conforme explica Mercedes: “o leite retirado é pasteurizado com técnicas adequadas, microbiologicamente seguras e com indicação de seu valor calórico, acidez, maturidade (colostro, transição e maduro)”.

O Lactário tem um papel fundamental no estímulo ao aleitamento materno, avalia a nutricionista, “pois mesmo que a criança, devido à sua prematuridade, não tenha estabelecido a sucção direto na mama, vai receber – o leite materno – por outras vias”.

Açúcar natural do leite materno age contra infecções

dra monica carceles

De acordo com um estudo recente publicado por pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, EUA, os benefícios do aleitamento para o bebê são ainda maiores.

Os cientistas analisaram a propriedade antibacteriana natural do açúcar presente no leite materno, que pode combater infecções sem os efeitos colaterais dos medicamentos.

A pediatra neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles, falou a respeito da importância da amamentação em reportagem para o Jornal da Band.

“Quanto mais as crianças mamam no seio, com pelo menos seis meses de aleitamento exclusivo, menor o número de infecções, de internações e cai também a mortalidade infantil,” explicou a médica.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e assista ao vídeo com a reportagem no site do Jornal da Band.

Pro Matre realiza Mesa Redonda sobre Amamentação

mesa redonda amamentação

Para tirar as muitas dúvidas que as mamães e gestantes têm sobre amamentação e discutir o tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno deste ano, “trabalhar juntos para o bem comum”, promovendo o apoio à mulher que amamenta, a Pro Matre Paulista realiza neste mês uma Mesa Redonda.

O evento acontecerá no dia 23, a partir das 19h, no Auditório Pro Matre, e contará com a participação das especialistas dra. Mônica Carceles, neonatologista; Rosmaria Pirollo, gerente de enfermagem da Pro Matre e Mariana Bonsaver, psicóloga da maternidade.

Além delas, participarão influenciadores digitais ligados ao assunto, como Carol Melhem e seu marido Elam Lima, do canal Cuca de Pai Cachola de Mãe no YouTube. E também mães que se inscreverem pelo site Pro Matre.

As inscrições são gratuitas e limitadas. O Auditório Pro Matre fica na Rua Vergueiro, 1061, próximo à estação Vergueiro do metrô.

O nosso evento foi destaque nos veículos Click Bebê, Metrô News, Gazeta, Guia do Bebê.

Amamentação para quem tem silicone nos seios

amamentação silicone

Mulheres com próteses de silicone nos seios geralmente têm dúvidas a respeito da amamentação. Para responder algumas das questões mais comuns sobre isso, conversamos com a Dra. Monica Carceles, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Há restrições com relação à amamentação para mães com silicone nas mamas?

A prótese de silicone, em geral, não impede e nem dificulta a amamentação. Mas depende da técnica utilizada na cirurgia. Se houver cortes nos dutos mamários e nos nervos ao redor da aréola, ou se a prótese for muito grande, o aleitamento poderá ser prejudicado.

A ruptura da prótese na mama pode contaminar o leite materno?

Os estudos mais recentes não mostram problemas de saúde em bebês amamentados por mães com próteses de silicone. Nos casos de ruptura da prótese também não foram detectados problemas.

Leite materno e a saúde do bebê

leite materno

O leite materno é o melhor alimento para os bebês, afirma a neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles, que deu orientações às mães sobre amamentação.

“São raras as situações nas quais o leite materno está contraindicado,” diz a médica, que lembra, “a Organização Mundial da Saúde orienta que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida.”

A amamentação oferece proteção ao recém-nascido, conta Dra. Monica: “as crianças alimentadas com leite materno têm menor chance de contrair, na infância, infecções de ouvido, diarreias, infecções respiratórias, dermatites e alergias. Têm ainda menor risco de Síndrome de Morte Súbita. Alguns trabalhos recentes associam o aleitamento materno a um melhor desenvolvimento neurológico e maior QI (Quociente de Inteligência). É também verificada menor incidência de diabetes do tipo 1 e menor taxa de obesidade.”

O aleitamento materno é essencial para a saúde do recém-nascido porque o colostro, “que é o leite que surge no final da gestação e vai até o 3º ou 5º dia do pós-parto, é rico em proteínas, em sódio, em anticorpos e células de defesa. A quantidade produzida varia entre 2 a 20 ml por mamada. É portanto, uma quantidade pequena quando comparada com o leite maduro. Mas é a quantidade necessária para estes primeiros dias de vida,” explica.

Além disso, “os componentes do leite materno variam conforme a idade da criança, com o horário do dia e até mesmo durante a mesma mamada e estão na quantidade necessária para um perfeito desenvolvimento,” reforça a especialista.

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Amamentação: Quais São as Melhores Posições?

Muitas mães de primeira viagem têm muitas dúvidas a respeito dos cuidados com o recém-nascido. Algumas destas perguntas são relacionadas a amamentação. Existe uma posição correta? Como dar de mamar a gêmeos?

O site Pequeno Gourmet conversou com a Dra. Letícia Corrêa, pediatra da Pro Matre Paulista, que deu várias orientações sobre aleitamento materno.

Existem quatro posições recomendadas para a facilitar a alimentação do bebê e torná-la um ato prazeroso, confortável para a mãe. Por isso, poltrona e almofadas, para um apoio correto nas costas e braços, são importantes. Outra coisa que não deve ser esquecida, de acordo com a especialista, é o contato visual. A mãe deve olhar o bebê durante a amamentação, para aumentar o vínculo entre eles.

As melhores posições para amamentar são: tradicional (de frente, barriga com barriga, com o bebê), que facilita para ver se a pega está certa; invertida (apoiando a cabeça do bebê com as mãos e colocando as perninhas por baixo da sua axila), que facilita a pega em mães com mamas grandes; cavaleiro (bebê sentado com as pernas abertas sobre sua coxa), boa para crianças que dormem durante a alimentação; deitada (de lado, com as pernas meio dobradas, com cabeça e costas apoiadas no travesseiro, sustente o pescoço e o tronco do bebê com o braço. Com a outra mão, faça uma prega em forma de “C” para que o bebê abocanhe a aréola de baixo para cima, com o queixo encostado no peito).

E as mamães de gêmeos, como devem fazer? Dra. Letícia recomenda amamentar os filhos ao mesmo tempo, para saciar a fome dos dois e liberar um tempo a mais de descanso para a mãe. A posição indicada é com as duas crianças de frente, passando uma por cima da outra. A mulher também pode optar por variações como colocar um dos filhos na posição invertida e o outro de frente, com as pernas dos dois voltadas para o mesmo lado.

Para ver ilustrações das posições, clique aqui e leia a reportagem completa da Pequeno Gourmet.

Páscoa: Gestante e lactante pode ou não abusar do chocolate?

Para muita gente é impossível passar a Páscoa sem se deliciar com um ou vários ovos de chocolate. Mas, o consumo exagerado da guloseima pode fazer mal para gestantes e para recém-nascidos através do leite materno?

Quem responde é Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

O recomendado é a moderação. É preciso tomar cuidado ao ingerir esse alimento. Durante a gestação, a maior preocupação é com o ganho de peso, que pode trazer complicações sérias como o diabetes gestacional e a hipertensão.

Já no período de amamentação, a preocupação é que algumas substâncias do chocolate podem passar para o leite. “Você pode comer desde que seja uma quantidade pequena e não uma barra inteira de chocolate,” explica a especialista, que alerta: “tem casos muito extremos em que o bebê tem alergia ao leite materno depois que a mãe comeu chocolate”.

O leite materno é muito sensível e a mãe precisa ter o cuidado de tirar de sua dieta todos os alimentos que podem causar alergia à criança. O chocolate, Luciana recomenda, só deve ser inserido na alimentação do bebê após o primeiro ano. “É a época de maior atenção em relação à alimentação”, reforça a nutricionista.

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Dores, Inchaço: Os Desconfortos Pós-Parto

Após o nascimento de um filho, muitos casais se sentem prontos para ter mais uma criança, mas ao mesmo tempo surgem questionamentos: será que existe um momento ideal para o nascimento do segundo filho?

Após meses levando outra vida dentro de si, é normal que o corpo da mãe apresente algumas dores e desconfortos após o parto.

Um dos problemas mais comuns são as dores nas costas, que podem surgir antes mesmo da mãe deixar a maternidade.

Isso pode ocorrer por causa de dificuldades para encontrar a melhor posição para amamentar o bebê. A fisioterapeuta Liss Labate, da Pro Matre Paulista, tem dicas para evitar isso: “é importante que, após o posicionamento do bebê, a mãe lentamente se acomode na poltrona, posicione os pés em um apoio elevado e relaxe para que possa aproveitar a magia deste momento único.”

Liss também conta que dores no pescoço são frequentes. “É uma sucessão de momentos tensos: o trabalho de parto, o parto em si, o início da amamentação. Nessa situação, o pescoço sofre algumas mudanças de postura (altura do travesseiro, posição da cama).”

Outra queixa comum das mães é o inchaço nos pés e pernas depois do parto. “O melhor remédio para esse mal é caminhar. Se teve parto normal, a mulher pode andar no mesmo dia e é recomendável que ande calmamente, pelo quarto ou pelo corredor da maternidade”, recomenda a fisioterapeuta.

Amamentação: Bebê deve mamar de três em três horas?

Muitas mães já ouviram essa recomendação, mas não é necessário segui-la. O ideal é atender a demanda do bebê. Então, se a criança estabelecer uma rotina fixa de mamadas, com horários bem definidos, tudo bem. Mas a mãe não deve impor horários para a alimentação do bebê.

“Em geral, é o choro do recém-nascido que evidencia a hora de mamar,” ressalta a Dra. Débora Manzione Passos de Oliveira, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Há também bebês muito tranquilos, que emendam horas de sono e, por isso, mamam menos e perdem peso nos primeiros dias. Em casos assim, é recomendável que a primeira consulta com o pediatra ocorra entre três a cinco dias após a alta hospitalar.