Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya: O Que Preciso Saber para Evitar as Doenças

Com o Verão e o atual alerta sobre a Febre Amarela, a população acaba deixando de lado outras ameaças como Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, buscamos orientações com o Dr. Livio Dias, infectologista da Pro Matre Paulista.

O que são arboviroses?

São um conjunto de doenças virais que têm em comum o fato de serem transmitidas por artrópodes, como mosquitos por exemplo, disseminadas por todo planeta à exceção das regiões dos polos.

São mais de 500 tipos de arbovírus, e no Brasil, em anos recentes, Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela ganharam importância e repercussão nacional e internacional em vista do número de casos.

 

Quais são os sintomas dessas doenças?

Dengue
A primeira manifestação da doença costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele, náuseas e vômitos. A maior parte das pessoas, após quatro ou cinco dias do início da doença, apresenta uma melhora dos sintomas com recuperação total após essa fase inicial.

Em uma minoria dos casos, depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada popularmente de Dengue hemorrágica ou Dengue grave. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos e outros sintomas.

Chikungunya
A primeira fase da Chikungunya, chamada de aguda ou febril, dura até o décimo dia de doença. Os principais sintomas dessa fase são: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, manchas na pele, fadiga, náuseas, vômitos, dores musculares.

Após esse período inicial, alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares, a febre desaparece, caracterizando a segunda fase da doença, ou fase subaguda, com duração de até 3 meses.

Quando as dores se perpetuam por mais de 3 meses, os doentes atingem a chamada fase crônica. Nessa fase, que acomete até metade dos indivíduos, os principais sintomas são as dores articulares, muitas vezes com limitação dos movimentos, inchaço e eventualmente deformidades nas articulações. Outros sintomas incluem queda de cabelo, depressão, alteração do sono, alterações visuais entre outros sintomas. A fase crônica pode perdurar por até 3 anos.

As formas graves e complicações da infecção pelo CHIKV acometem mais comumente pessoas com outras doenças, chamadas comorbidades, crianças, em especial as mais jovens, idosos e indivíduos em uso de algumas medicações.  Ocorrem com frequência variável e são principalmente as seguintes: convulsões, dores fortes, Insuficiência cardíaca, tromboses, problemas respiratórios, hepatite, falência renal e hemorragias.

Zika
Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. A maior parte dos indivíduos, cerca de 80 %, após se infectar com ZKV não desenvolverá qualquer sintoma da doença. Os sintomas de infecção pelo ZKV, quando presentes são: Febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, Dor muscular (mialgia), Dor de cabeça e atrás dos olhos, Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés, Conjuntivite: um quadro de vermelhidão e inchaço nos olhos, mas em que não ocorre secreção. Outros sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem: dor abdominal, diarreia, constipação, fobia a luz e pequenas feridas na boca. Os sintomas costumam ter duração de cerca de 2 a 7. Em casos eventuais, as dores nas articulações podem persistir por volta de 1 mês.

Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave, porém, em alguns casos, pode cursar com poucos ou sem sintomas. Quando presentes, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que se iniciam cerca de 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor. Os sintomas tendem a desaparecer após o terceiro dia de doença e, após um breve período de melhora, alguns indivíduos podem evoluir para a forma mais grave. Na forma grave, ocorrem danos ao fígado e aos rins, a pele se torna amarelada e é possível que surjam sangramentos.

Importante notar que os sintomas dessas doenças se sobrepõem, e podem ser semelhantes também a outras doenças que não arboviroses. Um diagnóstico adequado é feito por profissional de saúde capacitado, com conhecimento sobre a situação de circulação desses vírus em uma determinada região e em um determinado período de tempo, se valendo também de exames laboratoriais complementares.

Existem vacinas para essas doenças?
Existem vacinas disponíveis para dengue e febre amarela.

A vacina de dengue está licenciada para uso em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade. Pessoas com deficiência no sistema de defesa, gestantes, mulheres amamentando e pessoas com alergias graves aos componentes da vacina não devem ser vacinados. Recentemente houve uma alteração na recomendação para vacina de dengue atualmente disponível e a mesma não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.

A vacina da febre amarela, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, está crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas em relação a vacinação da febre amarela:


Se eu moro em uma área de risco, o meu bebê pode ser vacinado logo ao nascer?
Não há recomendação de vacinação de recém-nascidos. Alguns estudos demonstram que a vacinação em menores de 6 meses esteve relacionada a uma maior chance de complicações, além de pior resposta protetora da vacina. A vacina está indicada a partir de 9 meses vida e em situações especiais pode ser indicada para bebês a partir dos 6 meses de vida.

É importante ressaltar que mães vacinadas mesmo antes do início da gestação, passam anticorpos, que são um tipo de defesa natural, para o feto através da placenta. Esses anticorpos conferem certa proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

Nas crianças menores, que não podem ser vacinadas, devemos manter medidas preventivas contra as picadas de insetos, como o uso de roupas compridas e claras, uso de repelentes (ver recomendação do fabricante), manter portas e janelas fechadas, uso de mosquiteiros e evitar regiões de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus, são especialmente importantes. 

No cenário atual da doença, as gestantes devem se vacinar?
Usualmente as gestantes não devem ser vacinadas para a febre amarela. Em situações especiais de risco, que deverão ser avaliadas individualmente, a vacina pode ser eventualmente indicada para gestantes. Vale reforçar que as medidas protetoras acima citadas contra a picada do mosquito transmissor e deverão ser utilizadas particularmente por aqueles com impossibilidade de receber a vacina.

Vacinei-me para febre a amarela e não sabia que estava grávida, quais os riscos e o que devo fazer?
Ainda que não recomendada na rotina para mulheres grávidas, quando utilizada na gestação, a vacina não demonstrou correlação com malformações do bebê e nem maior risco de abortamento. Caso tenha recebido a vacina inadvertidamente durante a gestação, informe ao seu médico para que ele faça um acompanhamento adequado.

Na amamentação, qual a recomendação em relação a vacina para febre amarela?Mães amamentando bebês com menos de 6 meses de vida, como regra geral não devem ser vacinadas. Porém, aquelas que vivem ou necessitam circular em áreas de risco, poderão ter que se vacinar. Nessa situação, a amamentação deverá ser interrompida por 10 dias após a aplicação da vacina.

Mães que amamentam bebês maiores de 6 meses não necessitam interromper o aleitamento, caso recebam a vacina.

O que é dose fracionada?
A dose fracionada é uma dose da vacina menor em relação a habitual, porém com a mesma capacidade de gerar proteção. Dessa forma é possível vacinar um número maior de pessoas, sem comprometer a eficácia da imunização. O tempo de proteção fornecido pela dose fracionada é de pelo menos 8 anos e é possível que os vacinados com a dose fracionada tenham que receber uma outra dose no futuro.

Quem vai tomar a dose fracionada?
A vacina fracionada, a princípio, será adotada em alguns municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No entanto, a dose fracionada não está indicada para todos os indivíduos com recomendação de vacinação. Crianças de nove meses a até 2 anos, pessoas em situações de saúde especiais que comprometam a resposta do sistema de defesa, gestantes (quando orientada por profissional de saúde) e viajantes internacionais deverão receber a dose padrão.

Como me prevenir contra a picada de mosquitos transmissores dessas doenças?Existem grandes diferenças no ciclo de vida e comportamento dos mosquitos que transmitem atualmente a febre a amarela e as demais doenças (Zika, Dengue e Chikungunya). No caso da febre amarela, os mosquitos responsáveis pelos casos atuais, concentram seus hábitos em áreas de muita vegetação. Já o Aedes, principal transmissor de Dengue e, Zika e Chikungunya, tem hábitos mais urbanos.

As recomendações abaixo incluem medidas de prevenção a picadas tanto do Aedes, quanto para as espécies de mosquito transmissoras da febre amarela.

Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. 

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Limpe as calhas
Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de Aedes, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento de mosquitos.

Coloque tela nas janelas
Colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra os mosquitos. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Cuidados com lagos caseiros e aquários
Peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos e, portanto, lagos e aquários representem um risco menor para proliferação do mosquito. O cuidado maior deve ser dado às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes
Repelentes são uma importante estratégia de proteção a picada de mosquitos. Recomenda-se, o uso de produtos industrializados, certificados pela ANVISA. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem forte comprovação científica de sua eficácia e não devem ser utilizados em substituição aos produtos aprovados pelas agências reguladoras para essa finalidade. Os produtos atualmente comercializados e autorizados como repelentes no Brasil podem ser utilizados na gestação e amamentação com segurança. O uso desses repelentes em crianças deve respeitar as restrições da embalagem e discutidas com o pediatra. A frequência e o modo de usar variam de um produto para o outro e também devem ser seguidas de acordo com a embalagem

Protetores solares podem reduzir a atividade dos repelentes. Quando usados ao conjuntamente, aplicar o protetor antes da aplicação do repelente.

Use de roupas protetoras
O uso de roupas que cobrem braços e pernas reduz a área de exposição corporal a picadas de insetos e configura uma boa estratégia de prevenção de doenças transmitidas por esses agentes. Alguns produtos do mercado, contém substâncias repelentes que aumentam a eficácia dessa estratégia.

Pessoas não vacinadas para febre amarela devem evitar as áreas de risco.
Pessoas que não podem receber a vacina ou que receberam a dose a menos de 10 dias devem ter especial atenção em evitar áreas de sabida circulação da doença.

Uso de Mosquiteiros
Em especial crianças menores de 6 meses e que, portanto, não podem receber a vacina da febre amarela, essa medida pode particularmente eficaz para aqueles que se encontram em áreas de risco. O uso de mosquiteiros também auxilia na prevenção de picadas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, para as quais não há vacina indicada nessa idade.

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Jovem descobre estar grávida 4 horas antes do parto

A imprensa mundial noticiou há pouco tempo o caso de uma garota britânica de 19 anos que descobriu estar grávida apenas 4 horas antes de dar à luz. Ela não ganhou barriga de gestante porque estava se submetendo a uma rigorosa dieta, emagrecendo 25 quilos em poucos meses.

É possível perceber que está grávida no último mês da gestação? “Sim”, afirma o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista. “Mulheres obesas, que acabam tendo ciclos menstruais irregulares e muitas vezes ficam meses sem menstruar, podem engravidar e não perceberem que estão grávidas”.

“Frequentemente isso acontece”, diz Dr. D’Auria; “O abdômen volumoso reduz a sensibilidade e portanto tudo se passa sem ela perceber”.

O que também pode ocorrer é uma condição psicológica. “Existem situações onde há uma negação da gravidez, uma vontade de esconder a gestação, e um processo psíquico toma conta desse momento, levando a um transtorno em que a mulher ignora a gestação”, conta o médico.

E quais os riscos que o bebê corre em situações como estas? “Ao não fazerem pré-natal, se desenvolvem diabetes gestacional colocam o feto e a saúde delas em risco. Também não investigam a formação dos fetos e não possuem informações sobre o binômio materno fetal. E ao chegarem ao hospital, se expõem a todos os riscos de um atendimento sem informações”, alerta o obstetra.

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Vídeo mostra bebê “escorregando” no ultrassom. É comum?

O vídeo acima viralizou por mostrar um bebê “escorregando” dentro da barriga da mãe. Parece incomum, mas será mesmo? Buscamos respostas com o Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, obstetra da Pro Matre Paulista.

Ele explica que o ato não é raro. “Neste tempo de gestação, final do primeiro trimestre, em torno de 11-14 semanas, o movimento típico do feto é baseado nesta forma de pêndulo principalmente, e outras na forma de cambalhota”.

Dr. Guilherme conta que a “escorregada” se deve ao momento da formação do feto. “Isto se deve à fase da gravidez em que se encontra o desenvolvimento neural e muscular, permitindo estes movimentos de deslize”.

“Nesta fase da gestação se realiza o ultrassom morfológico fetal de primeiro trimestre, onde se avalia, além da forma do bebê, o risco para doenças cromossômicas e cardiopatias congênitas, principalmente, além da anatomia e a movimentação adequada para a fase, e estes movimentos são o esperado”, esclarece o médico.

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Gravidez no Verão: Cuidados na Praia

O verão está chegando e as futuras mamães querem curtir uma praia, mas aí surgem dúvidas: quais cuidados a gestante deve tomar para proteger o bebê e ela própria?

“Gestantes podem ir à praia sim”, afirma o Dr. Alberto D’ Auria, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista, “porém, a exposição ao sol deve ser pequena para evitar manchas na pele que não desaparecem mais depois do parto. O horário melhor seria entre 8h e 11h, quando os raios solares são saudáveis e não-nocivos”, recomenda.

Além disso, lembra o médico, não se deve esquecer do filtro solar ou bloqueador solar. “Lembrar que o filtro solar deve ser reaplicado a cada 4 horas e o bloqueador solar uma vez só por dia”.

Dr. D’Auria orienta também para ter atenção ao adquirir um bloqueador solar. “Filtro solar acima de 50 não é um bloqueador, é somente um filtro mais potente. Os bloqueadores são feitos à base de óxido de titânio; portanto, o raio solar chega na pele e volta sem penetrar”.

Outro cuidado importantíssimo: beba muita água. “A hidratação na praia, ou seja, no calor, é fundamental para garantir a quantidade de líquido amniótico e a saúde do bebê”.

E tomar banho de mar, pode? “Entrar na água é permitido desde que não existam complicações gestacionais como colo uterino com cerclagem, infecções vaginais e placentas com inserção de risco, como as placentas prévias”.

“O ideal”, diz o especialista, “é entrar na água e, em seguida, sair da praia para evitar umidade na região genital, terreno propício para candidíase e infecções urinárias”.

E por que as gestantes que vão para a praia têm mais infecções quando voltam? “Porque o sol reduz muito a imunidade e a desidratação facilita a instalação de vírus e bactérias. E o sol agredindo os lábios propicia mais facilidades para desenvolver herpes labial”, explica.

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Mês da Prematuridade

No dia 17 de novembro é celebrado o Dia Mundial da Prematuridade. A data foi criada para conscientização da população sobre o assunto em 2009 e já é comemorada em mais de 50 países.

No Brasil, de acordo com dados da Fiocruz, nascem cerca de 340 mil bebês antes da gestação completar 37 semanas.

Para explicar melhor a prematuridade, conversamos com a Dra. Edineia Vaciloto Lima, neonatologista e chefe da UTI neonatal da Pro Matre Paulista.

“O nome UTI sempre acompanha um temor ou algo muito difícil, sofrido e triste…” diz a médica. “A nossa proposta é acolher da melhor forma possível os pais dos recém-nascidos que vão para a UTI Neo e de proporcionar a eles uma estadia o mais agradável possível, com uma participação grande da família no cuidado desses bebês e promover o contato com eles, auxiliar na amamentação e no armazenamento de leite materno e orientar e ajudá-los nos cuidados do prematuro após a alta hospitalar”.

Na Pro Matre Paulista, a atenção com a prematuridade não é recente, conta Dra. Edineia. Em 2000, a Pro Matre Paulista possuía um total de 16 leitos de UTI Neo. Em poucos anos, o número passou para 26, e em 2005 foi inaugurada uma nova ala no sexto andar, onde oferecemos 40 leitos”.

“Esta nova área de UTI Neo”, relata a especialista, “foi criteriosamente construída procurando criar salas com 6 a 8 leitos distribuídos de uma maneira uniforme, com amplo espaço e dividida com vidros, para uma visão ampla dos leitos, tendo atenção com a luminosidade e evitar ruídos excessivos (com a criação de um teto acústico para minimizar os barulhos)”.

A cada ano a Pro Matre investe na melhoria do cuidado intensivo neonatal com tecnologia de ponta para a assistência de excelência, usando incubadoras de última geração, com capacidade em manter a temperatura e umidificação adequadas ao prematuro extremo, que precisa de um cuidado todo especial”, descreve. “Também disponibiliza ventiladores mecânicos que proporcionam uma ventilação mais gentil e menos invasiva aos pulmões desses bebês com extremo baixo peso”.

Aliado a uma estrutura completa, o cuidado humano proporcionado por profissionais especializados também é fundamental, lembra a neonatologista. “Hoje a UTI Neo da Pro Matre conta com 70 leitos e temos uma equipe multiprofissional extremamente capacitada para um cuidado integral ao prematuro (enfermagem neonatal, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas, especialistas médicos, nutricionista, farmacêutica, banco de sangue e laboratório) ”.

Cheguei às 30 semanas de gestação. E agora?

As 30 semanas de gestação indicam que a mãe já está na reta final para o nascimento do bebê. O que ocorre com o corpo da mulher nesta fase? Como está o bebê? Quais os preparativos que a mãe deve fazer nesta etapa?

Quem responde a estas e outras dúvidas comuns das gestantes é o obstetra Dr. Alberto D’Auria, da Pro Matre Paulista.

“Com 30 semanas de gestação podemos falar em sete meses, um feto com 35 cm, já em fase final de formação”, descreve o médico.

“Os pulmões do bebê ainda são imaturos, mas seus movimentos são mais vigorosos, pois sua musculatura já tem força para chute e alongamentos dos membros superiores e inferiores”, explica.

O especialista também explica quais os exames feitos neste período. “Fazemos um último ultrassom, com dopplerfluxometria colorida. A partir de 35 semanas vamos fazer a cultura da secreção vaginal e no ânus da gestante para estreptococos. Algumas mulheres têm essa bactéria como flora ativa dessa região e portanto serão submetidas a antibióticos no momento do parto, protegendo o bebê”.

Quanto aos preparativos, Dr. D’Auria orienta que, com 30 semanas o “ninho” em casa já deve estar pronto. Todo o planejamento para o nascimento do bebê já deve estar feito nesta fase. “Já estamos olhando para o momento do parto”, afirma.

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Excesso de ácido fólico pode aumentar o risco de autismo no bebê?

Um estudo recente, realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA, indica que o excesso de vitamina B9 (ácido fólico), pode aumentar em duas vezes o risco de autismo nas crianças.

Para orientações às mães, buscamos informações a respeito com o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista.

“A reserva de ácido fólico é de extrema importância para a saúde do feto”, alerta o médico. “Há alguns anos, quando implantamos essa rotina de ingestão de ácido fólico pré-natal, 5 mg foi a dose escolhida para esse cuidado”.

“Depois baixamos para 2 mg por dia, deixando alguns casos especiais com dose de 5 mg diárias”, conta.

“Existe hoje a tendência em deixar a dose em 400 mcg, ou seja, 0,4 mg por dia, que seria suficiente para proteger as mensagens genéticas na formação do embrião”, explica Dr. D’Auria.

O especialista sugere uma alternativa à vitamina B9, o Metilfolato, forma ativa do ácido fólico. “É melhor pois já está biodisponível, melhorando a absorção desejada”.

O obstetra, no entanto, adverte: “cada caso tem sua especificidade, pensando na idade da paciente, gestação de risco, fertilizações assistidas…” Portanto, é fundamental que a grávida siga a prescrição do médico que acompanha sua gestação.

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O que é importante na hora da escolha da maternidade?

É sem dúvida uma das principais decisões que a gestante precisa fazer durante a gravidez. A escolha da maternidade envolve muitas questões, objetivas e subjetivas, que farão com que a gestante sinta-se mais segura e protegida na hora do parto.

Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista, conversou com a gente sobre o que se passa na cabeça da futura mãe durante esse momento e o que deve ser observado e avaliado durante a busca.

“Quando uma mulher engravida”, diz o médico, “logo em seguida recebe uma quantidade de hormônios que são produzidos na gravidez com o objetivo de proteger a gestação. Ocorre que esse hormônio, ao circular pelo corpo da gestante, faz com que ela imediatamente comece a se preocupar em fazer o ninho para dar à luz”, explica.

Segundo Dr. D’Auria, aí surge uma preocupação instintiva, onde a mãe procura um local que traga a ela o conforto e a sensação de segurança que ela busca.

“Portanto, a maternidade deve ter cores claras, agradáveis e relaxantes, ter segurança ostensiva, além de segurança tecnológica e atendimento médico e de enfermagem que possam dar tranquilidade para a mãe”, exemplifica o obstetra.

Além disso, lembra o especialista, o acesso ao local tem que ser fácil e rápido. A internação e o pronto atendimento têm que possuir uma equipe acolhedora e ágil.

“Uma recepção calorosa no estacionamento da maternidade já inicia um laço carinhoso entre a gestante e a instituição”, ressalta Dr. D’Auria. “Cada detalhe é pensado e implantado de forma a atender e superar tudo o que essa gestante espera para o momento máximo de sua existência”.

A localização – próxima à Avenida Paulista – e sua infraestrutura, com 80 anos de tradição, UTI Neonatal referência, foco em casos de alto complexidade e a acreditação JCI, a principal certificação internacional em segurança e qualidade em assistência à saúde, fazem com que a Pro Matre Paulista preencha todos estes pré-requisitos.

Inverno e Gravidez: Como evitar doenças causadas pelas baixas temperaturas

inverno e gravidez

Com a queda na temperatura, ocorre a contração dos vasos sanguíneos para conservação do calor no corpo. Isso pode levar a um aumento da pressão arterial, o que causa riscos às gestantes.

Quem explica é a Dra. Priscila Cury, obstetra da Pro Matre Paulista. “A consequência disso para as gestantes é o aumento da probabilidade de pré-eclâmpsia, doença que eleva a pressão durante a gestação e pode trazer danos graves à mãe e ao bebê.”

Para evitar doenças hipertensivas, ela recomenda: “o mais importante é fazer um bom pré-natal para garantir que a mãe e o bebê estejam bem, sempre beber bastante água e praticar atividade física moderada.”

E com o inverno também aumentam as doenças respiratórias. As recomendações da obstetra para a grávida se proteger são as seguintes: “lavar tudo que está guardado, casacos, cobertores e edredons, para eliminar os ácaros. Além disso, a grávida deve evitar grandes aglomerações, pois favorecem a transmissão do vírus da gripe, por exemplo.”

Lavar sempre as mãos e manter ambientes limpos, arejados e úmidos também é importante. Além disso, Dra. Priscila tem outras recomendações: “as gestantes também devem aumentar a ingestão de líquidos, manter-se agasalhadas, evitar variações bruscas de temperatura e aumentar o consumo de vitamina C, principalmente por meio do consumo de frutas como acerola, laranja e limão.”

Líquido Amniótico: Dieta da Mãe e os Efeitos no Feto

Segundo um estudo publicado pela Academia Chinesa de Ciência, a composição do líquido amniótico, substância que envolve o bebê desde o estágio embrionário, é alterada de acordo com a dieta da gestante.

Até então, sabia-se que apenas que a alimentação da mãe é responsável pelos nutrientes recebidos pelo bebê através do cordão umbilical.

A obstetra da Pro Matre Paulista, Dra. Priscila Cury, falou à revista Crescer sobre a importância do líquido amniótico.

“Ele é fundamental para a manutenção da homeostase, preenche a bolsa, atua como fator mecânico reduzindo o impacto em quedas e ajuda no desenvolvimento pulmonar,” explicou.

A médica recomenda que, para a mãe ter um líquido amniótico saudável, é importante beber 2 litros de água por dia, fazer pausas para o repouso no dia a dia e evitar situações de stress.

Deseja saber mais sobre o tema? Clique aqui e leia a reportagem completa da Crescer.

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