Mês da Amamentação – Conheça o Lactário Pro Matre

O banco de leite humano da Pro Matre Paulista é voltado para o atendimento das mães que tiveram seus filhos na maternidade e que precisam ficar internados na UTI neonatal. “Geralmente são bebês prematuros, de baixo peso ou com necessidades clínicas de internação,” diz Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista coordenadora do Lactário da Pro Matre.

Ela conta que, mesmo considerando que a lactação faça parte da natureza da mãe após o parto, algumas não conseguem estabelecer uma produção de acordo com a necessidade de seu filho.

Por isso, descreve a especialista, junto ao Lactário, há uma sala para atendimento às mães, “onde recebem orientações sobre a importância da coleta de leite para o seu filho, cuidados com a mama, técnica adequada para garantir a segurança do produto e, quando a coleta é domiciliar, a guarda e transporte”.

A tecnologia se faz presente e é fundamental, conforme explica Mercedes: “o leite retirado é pasteurizado com técnicas adequadas, microbiologicamente seguras e com indicação de seu valor calórico, acidez, maturidade (colostro, transição e maduro)”.

O Lactário tem um papel fundamental no estímulo ao aleitamento materno, avalia a nutricionista, “pois mesmo que a criança, devido à sua prematuridade, não tenha estabelecido a sucção direto na mama, vai receber – o leite materno – por outras vias”.

Açúcar natural do leite materno age contra infecções

dra monica carceles

De acordo com um estudo recente publicado por pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, EUA, os benefícios do aleitamento para o bebê são ainda maiores.

Os cientistas analisaram a propriedade antibacteriana natural do açúcar presente no leite materno, que pode combater infecções sem os efeitos colaterais dos medicamentos.

A pediatra neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles, falou a respeito da importância da amamentação em reportagem para o Jornal da Band.

“Quanto mais as crianças mamam no seio, com pelo menos seis meses de aleitamento exclusivo, menor o número de infecções, de internações e cai também a mortalidade infantil,” explicou a médica.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e assista ao vídeo com a reportagem no site do Jornal da Band.

Amamentação e Família

amamentação e família

O tema da Semana Mundial da Amamentação (World Breastfeeding Week) deste ano é “Amamentar. Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você.” A intenção é conscientizar sobre a importância do apoio à mãe que amamenta e a ampliação da rede de suporte ao aleitamento materno.

Quem fala a respeito do papel da família e da sociedade na promoção da amamentação é a neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles.

“O estabelecimento da amamentação não é evento fácil,” lembra a médica. “Portanto, é importante que a mãe possa solicitar e ter ajuda nas diversas fases do aleitamento,” complementa.

E isso deve começar logo após o parto, recomenda a neonatologista. “Ainda na maternidade, a mãe precisará de ajuda para saber quando e como colocar o seu bebê para mamar. O início pode ser difícil, pois a mãe e o bebê estarão aprendendo o processo da amamentação.”

O papel da família neste processo é fundamental. “O apoio da família pode ser dado de diversas formas,” diz a especialista. “Por exemplo, permitindo que a mãe descanse durante o dia, ajudando nas tarefas da casa. Ou segurando o bebê para arrotar após as mamadas. E até mesmo orientando que as visitas, na maternidade ou em casa, sejam rápidas e tranquilas,” exemplifica, recordando que “sem apoio, é difícil amamentar.”

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Leite materno e a saúde do bebê

leite materno

O leite materno é o melhor alimento para os bebês, afirma a neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles, que deu orientações às mães sobre amamentação.

“São raras as situações nas quais o leite materno está contraindicado,” diz a médica, que lembra, “a Organização Mundial da Saúde orienta que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida.”

A amamentação oferece proteção ao recém-nascido, conta Dra. Monica: “as crianças alimentadas com leite materno têm menor chance de contrair, na infância, infecções de ouvido, diarreias, infecções respiratórias, dermatites e alergias. Têm ainda menor risco de Síndrome de Morte Súbita. Alguns trabalhos recentes associam o aleitamento materno a um melhor desenvolvimento neurológico e maior QI (Quociente de Inteligência). É também verificada menor incidência de diabetes do tipo 1 e menor taxa de obesidade.”

O aleitamento materno é essencial para a saúde do recém-nascido porque o colostro, “que é o leite que surge no final da gestação e vai até o 3º ou 5º dia do pós-parto, é rico em proteínas, em sódio, em anticorpos e células de defesa. A quantidade produzida varia entre 2 a 20 ml por mamada. É portanto, uma quantidade pequena quando comparada com o leite maduro. Mas é a quantidade necessária para estes primeiros dias de vida,” explica.

Além disso, “os componentes do leite materno variam conforme a idade da criança, com o horário do dia e até mesmo durante a mesma mamada e estão na quantidade necessária para um perfeito desenvolvimento,” reforça a especialista.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

UTI Neonatal Pro Matre – Segurança para a Saúde do seu Bebê

A Pro Matre Paulista está preparada para atender seu bebê em qualquer situação. Referência nacional no tratamento de prematuro extremo e gemelaridade, possui alta tecnologia para atender às necessidades da criança.

“Oferece o que há mais de novo no suporte ventilatório, quando esses recém-nascidos precisam de ajuda para respirar, com aparelhos de ventilação de última geração e óxido nítrico,” conta a Dra. Edinéia V. Lima, neonatologista e chefe responsável pela UTI Neo da maternidade.

“Caso o recém-nascido tenha problemas neurológicos, contamos com o apoio de uma UTI neurológica, onde é possível prevenir e acompanhar o recém-nascido que necessite de hipotermia terapêutica e monitorização neurológica,” exemplifica a médica, que prossegue: “do ponto de vista de diagnóstico de imagem, temos uma tecnologia inovadora de raio-X digital à beira leito, assim como ultrassonografia e ecocardiograma.”

E a atenção não se resume à estrutura tecnológica. “Em relação ao cuidado nutricional, temos um lactário e um banco de leite que dão apoio à mãe e ao bebê desde o primeiro dia de vida até a alta dele, com um enfoque especial em fazer com que os recém-nascidos saiam com aleitamento materno exclusivo,” explica a especialista.

“Sabemos que muitas vezes o recém-nascido prematuro necessita permanecer mais tempo internado e contamos com setores na UTI Neo onde podemos acompanhar e seguir esses recém-nascidos até o momento de alta para casa, com uma participação cada vez maior dos pais,” diz a Dra. Edinéia, que ressalta: “nossa prioridade é que os pais possam estar o maior tempo possível com o seu bebê, e por isso contamos com visita livre e incentivamos e realizamos o método canguru.”

“Nossa unidade conta hoje com 76 leitos de UTI Neonatal, com uma equipe multiprofissional altamente especializada em prematuros ou recém-nascidos que necessitem de um cuidado intermediário ou de alta complexidade. A equipe médica é composta por neonatologistas renomados. Temos ainda suporte de cardiologistas clínicos e cirúrgicos, neurologistas clínicos e cirúrgicos, cirurgia infantil, urologia, nefrologia, geneticista, radiologista, infectologista, ortopedista e nutróloga. Na equipe multiprofissional contamos com enfermeiras especializadas na neonatologia, assim como fisioterapeutas, fonoaudiólogas e psicóloga,” enumera a doutora.

“Contamos ainda com uma equipe de medicina fetal que dá o suporte à gestante de alto risco ou àquelas em que o bebê tem alguma patologia ou malformação que possa requerer uma intervenção durante a gestação,” completa.

Por tudo isso, diz a neonatologista, a UTI Neo da Pro Matre Paulista, referência nos cuidados de prematuros extremos, múltiplos (gemelares, tri e quadrigemelares) e criticamente doentes, recebe recém-nascidos de várias regiões do país.

Amamentação: Quais São as Melhores Posições?

Muitas mães de primeira viagem têm muitas dúvidas a respeito dos cuidados com o recém-nascido. Algumas destas perguntas são relacionadas a amamentação. Existe uma posição correta? Como dar de mamar a gêmeos?

O site Pequeno Gourmet conversou com a Dra. Letícia Corrêa, pediatra da Pro Matre Paulista, que deu várias orientações sobre aleitamento materno.

Existem quatro posições recomendadas para a facilitar a alimentação do bebê e torná-la um ato prazeroso, confortável para a mãe. Por isso, poltrona e almofadas, para um apoio correto nas costas e braços, são importantes. Outra coisa que não deve ser esquecida, de acordo com a especialista, é o contato visual. A mãe deve olhar o bebê durante a amamentação, para aumentar o vínculo entre eles.

As melhores posições para amamentar são: tradicional (de frente, barriga com barriga, com o bebê), que facilita para ver se a pega está certa; invertida (apoiando a cabeça do bebê com as mãos e colocando as perninhas por baixo da sua axila), que facilita a pega em mães com mamas grandes; cavaleiro (bebê sentado com as pernas abertas sobre sua coxa), boa para crianças que dormem durante a alimentação; deitada (de lado, com as pernas meio dobradas, com cabeça e costas apoiadas no travesseiro, sustente o pescoço e o tronco do bebê com o braço. Com a outra mão, faça uma prega em forma de “C” para que o bebê abocanhe a aréola de baixo para cima, com o queixo encostado no peito).

E as mamães de gêmeos, como devem fazer? Dra. Letícia recomenda amamentar os filhos ao mesmo tempo, para saciar a fome dos dois e liberar um tempo a mais de descanso para a mãe. A posição indicada é com as duas crianças de frente, passando uma por cima da outra. A mulher também pode optar por variações como colocar um dos filhos na posição invertida e o outro de frente, com as pernas dos dois voltadas para o mesmo lado.

Para ver ilustrações das posições, clique aqui e leia a reportagem completa da Pequeno Gourmet.

Páscoa: Gestante e lactante pode ou não abusar do chocolate?

Para muita gente é impossível passar a Páscoa sem se deliciar com um ou vários ovos de chocolate. Mas, o consumo exagerado da guloseima pode fazer mal para gestantes e para recém-nascidos através do leite materno?

Quem responde é Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

O recomendado é a moderação. É preciso tomar cuidado ao ingerir esse alimento. Durante a gestação, a maior preocupação é com o ganho de peso, que pode trazer complicações sérias como o diabetes gestacional e a hipertensão.

Já no período de amamentação, a preocupação é que algumas substâncias do chocolate podem passar para o leite. “Você pode comer desde que seja uma quantidade pequena e não uma barra inteira de chocolate,” explica a especialista, que alerta: “tem casos muito extremos em que o bebê tem alergia ao leite materno depois que a mãe comeu chocolate”.

O leite materno é muito sensível e a mãe precisa ter o cuidado de tirar de sua dieta todos os alimentos que podem causar alergia à criança. O chocolate, Luciana recomenda, só deve ser inserido na alimentação do bebê após o primeiro ano. “É a época de maior atenção em relação à alimentação”, reforça a nutricionista.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Amamentação: Bebê deve mamar de três em três horas?

Muitas mães já ouviram essa recomendação, mas não é necessário segui-la. O ideal é atender a demanda do bebê. Então, se a criança estabelecer uma rotina fixa de mamadas, com horários bem definidos, tudo bem. Mas a mãe não deve impor horários para a alimentação do bebê.

“Em geral, é o choro do recém-nascido que evidencia a hora de mamar,” ressalta a Dra. Débora Manzione Passos de Oliveira, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Há também bebês muito tranquilos, que emendam horas de sono e, por isso, mamam menos e perdem peso nos primeiros dias. Em casos assim, é recomendável que a primeira consulta com o pediatra ocorra entre três a cinco dias após a alta hospitalar.

Bebê que mama no peito não precisa tomar água: mito ou verdade?

Verdade. A composição do leite materno é rica em água, na quantidade ideal para manter o bebê hidratado. A dúvida sobre a oferta de água para o bebê normalmente é maior nos dias de muito calor. Como explica Dra. Monica Carceles, pediatra da Pro Matre Paulista, a maior necessidade de água do bebê deve ser suprida com a própria amamentação.

Isso significa que, em dias mais quentes, o bebê deve mamar mais do que nos outros. Quem precisa de mais água, nesta fase, é a mãe que está amamentando. “A mãe terá mais sede do que o habitual, principalmente durante o momento da amamentação. Deve tomar água sempre que tiver sede. Não deve aumentar a ingestão de leite, pois isto não aumentará sua produção”, orienta a pediatra.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Recém-nascido pode mamar o colostro: mito ou verdade?

Verdade. Não só pode como é altamente recomendável! “Embora, nos primeiros dias, a produção materna não seja de leite propriamente dita, mas de colostro, a amamentação é totalmente indicada nesse período”, afirma Dra. Debora Passos, neonatologista da Pro Matre Paulista. O colostro contém os mesmos nutrientes do leite materno.

O leite materno costuma sair dois ou três dias após o parto normal. No caso de cesáreas, pode demorar mais alguns dias. É comum que o volume das mamas aumente excessivamente, o que pode dificultar a amamentação.

“Nestes casos, o indicado é massagear as mamas e retirar um pouco do leite, para proporcionar maior maleabilidade da pele e facilitar a pega para o bebê”, acrescenta Dra. Debora.