Intuição é uma aliada poderosa para cuidar de bebês: mito ou verdade?

Desvendando os mistérios do primeiro banho do bebê

Verdade. Muitos casais imaginam que o binômio planejamento e informação seja suficiente para lidar com todas as situações relacionadas à gravidez e à chegada do bebê. No entanto, bebês não são aparelhos eletrônicos, que chegam em casa com manual. Aprender a reconhecer as reações do bebê é fundamental para ganhar confiança e atravessar esse momento com tranquilidade.

“O excesso de informação às vezes confunde e cria mais tensão. Costumo dar um conselho simples: desenvolva sua intuição, pois ela ajuda a entender as respostas do seu filho”, orienta Dr. José Claudionor Silva Souza, pediatra da Pro Matre Paulista. Pensando em vários desses momentos, que deixam papais e mamães inseguros, ele traz dicas para os primeiros momentos do bebê em casa.

Um dos momentos de maior aflição dos pais, principalmente dos “marinheiros de primeira viagem” é a hora do banho. Não tem segredo: recém-nascido deve tomar banho em banheirinha, com água a 37 ou 38ºC, usando apenas sabonete neutro para a higienização. Nos primeiros meses, nada de shampoo, talco ou qualquer tipo de perfume.

“A água é a do chuveiro mesmo, sem necessidade de ferver ou filtrar.” O horário mais indicado é o mais quente do dia, entre 10h e 14h. No Verão, pode-se dar outro banho antes de dormir, sem a necessidade de fazer a higiene completa, apenas para ajudar a relaxar o bebê. O banho de balde pode ser usado nessa circunstância, mas para a higienização completa, a banheirinha é mais indicada. “Fundamental é enxugar bem as dobrinhas – pescoço, virilha, axilas.”

É preciso arrumar a mala da maternidade bem antes do parto: mito ou verdade?

O ideal é ter a mala pronta algumas semanas antes da data prevista para o parto

Verdade. A mala da maternidade é um item indispensável e quanto antes ela for preparada melhor para a mamãe. É recomendável que tudo esteja pronto até a 32º semana de gestação, pois é um período em que há mais disposição da mamãe para montar tudo e também uma fase em que já é possível que o bebê nasça.

Dentre os principais cuidados com as roupinhas para o recém-nascido, um dos mais importantes é a lavagem. Segundo a obstetra da maternidade Pró Matre, de São Paulo, Dra. Maria Elisa Noriler, é necessário lavar todas as peças e retirar bem o sabão antes de usá-las. “Pode-se usar sabão de coco ou algum sabão neutro para as roupas. É preciso tomar cuidado também com o material delas. É preferível que todas que ficarem em contato direto com a pele do bebê sejam de algodão, pois assim evitam-se alergias a fios sintéticos”, orienta.

Confira a lista:

Roupas para bebê

A quantidade ideal de roupas para o bebê é para três trocas diárias.

– Seis macacões;

– Seis bodies;

– Seis calças com pés;

– Seis pares de meias;

– Seis paninhos de boca;

– Duas mantinhas (se estiver frio, pode levar também um cobertor).

Roupas para mamãe

– Seis calcinhas confortáveis e de sustentação;

– Um penhoar ou roupão;

– Três pijamas de botão ou camisolas com abertura na frente, pois facilita a amamentação;

– Quatro a seis sutiãs de amamentação;

– Um par de conchas de silicone;

– Produtos pessoais. “Shampoo, sabonete, cremes de hidratação, escova de dente, chinelos etc.”;

– Absorventes do tipo noturno;

– Uma roupa confortável para a saída da maternidade.

Também não se devem esquecer os documentos necessários, lembrancinhas da maternidade, enfeite da porta, máquina fotográfica, carregadores de bateria ou pilhas

Alguns alimentos podem ajudar na produção do leite materno: mito ou verdade?

Beber bastante água é a chave para produzir leite na quantidade ideal

Mito. Antigamente, muitas pessoas acreditavam que alguns alimentos, como canjica e cerveja preta, eram capazes de aumentar a produção de leite. Hoje, já se sabe que isso não é verdade. A única substância capaz de ajudar na produção de leite materno é a água.

A cerveja preta pode até causar uma sensação de relaxamento na gestante, o que talvez facilitasse saída do leite da mama. “Depois de ingerir álcool, essa substância vai para o leite e o bebê acaba sendo prejudicado”, explica Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Em relação à canjica, não há evidências científicas que comprovem que esse alimento seja capaz de estimular a produção de leite. Se você está amamentando, a única coisa que pode fazer para facilitar esse processo é beber bastante água. Os especialistas recomendam a ingestão de dois a três litros por dia, além dos outros líquidos.

Papinha para bebê não deve ser congelada: mito ou verdade?

A papinha pode ser congelada por até uma semana, para não perder nutrientes

Mito. A vida da mulher contemporânea é bem diferente do que era antigamente. Com a inserção no mercado de trabalho, poucas são as que se dedicam exclusivamente aos cuidados da casa e do filho. Depois de um longo tempo em casa, cuidando do recém-nascido, chega a hora da primeira separação: a mamãe tem que voltar ao trabalho.

Para facilitar a rotina corrida, é possível congelar a papinha do bebê. “Você pode preparar a papinha, esperar duas horas e colocar no freezer para congelar. O máximo que podemos guardar esse alimento é uma semana para não termos muita perda de nutrientes”, orienta Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

A dica é preparar a papinha para a semana inteira e deixá-la no congelador. Mulheres que precisam voltar a trabalhar enquanto ainda estão amamentando também podem aproveitar dessa facilidade. “É possível também para congelar o leite materno por mais ou menos 15 dias, sem problema nenhum”, explica.

Quarentena é período de cuidados para a nova mamãe: mito ou verdade?

Os primeiros quarenta dias são fundamentais para a mulher se recuperar do parto e retomar sua antiga rotina

Verdade. O período da quarentena, conhecido clinicamente como puerpério, tem como objetivo permitir à mulher se recuperar do parto e começar a retomar sua forma antiga. Dr. Bruno Liberman, obstetra da Pro Matre Paulista, explica a questão do sangramento que ocorre logo após o parto, uma das primeiras dificuldades enfrentadas pela mulher após dar à luz.

“A puérpera sai da sala de parto com sangramento. Esse sangramento, nos primeiros dias mais intensos, vai progressivamente diminuindo, podendo persistir por até 40 dias. O normal é se estender entre 15 a 20 dias”, diz o médico. Para as mulheres que passam por um procedimento de cesariana, um cuidado especial deve ser dado ao corte da cirurgia, que pode incomodar bastante nos primeiros dias.

“A incisão da cesárea deve sempre ficar limpa. Água e sabonete são o suficiente, já que hoje não se recomenda fechar a incisão. Cada médico, no entanto, tem sua rotina, mas proteger de traumas no pós-operatório, como batidas e quedas, é muito importante”, completa Dr. Bruno. O obstetra diz, ainda, que como a cesariana é uma cirurgia de grande porte e, normalmente, causa dores, recomenda-se uso de analgésicos e antinflamatórios para amenizar a dor por até uma semana.

 

Dores nas costas podem surgir depois do parto: mito ou verdade?

Nos primeiros dias, desconfortos físicos são normais

Verdade. Embora não aconteçam para todas as novas mamães, alguns desconfortos físicos podem ser sentidos ainda na maternidade. Uma queixa comum é a dor nas costas. A fisioterapeuta Liss Labate, da Pro Matre Paulista, explica que, após o parto e com o início da amamentação, as dificuldades iniciais para posicionar o bebê no peito deixam a mãe desconfortável na cadeira por receio do bebê sair da “pega correta”. “Caso isso ocorra, é importante que, após o posicionamento do bebê, a mãe lentamente se acomode na poltrona, posicione os pés em um apoio elevado e relaxe para que possa aproveitar a magia deste momento único”, informa Liss.

Dores no pescoço também estão entre as queixas mais freqüentes das novas mamães. “É uma sucessão de momentos tensos: o trabalho de parto, o parto em si, o início da amamentação. Nessa situação, o pescoço sofre e algumas mudanças de postura (altura do travesseiro, posição da cama)”, acrescenta a fisioterapeuta.

Outro campeão nas reclamações: o inchaço. Seja pelo ganho de peso na gestação ou pela movimentação de líquidos corporais, é comum ficar com pernas e pés inchados após o parto. “O melhor remédio para esse mal é caminhar. Se teve parto normal, a mulher pode andar no mesmo dia e é recomendável que ande. Calmamente, pelo quarto ou pelo corredor da maternidade”, aconselha Liss. Manter as pernas elevadas quando estiver sentada é outra medida simples que minimiza o desconforto.

A escola: chega a hora de ir

Na série “A ida à escola”, vimos como os pais devem se comportar em relação à ida dos filhos para a escolinha, e como as coisas funcionam nesta nova fase. As informações e o conteúdo original desta série foram publicados no Anuário Caras do Bebê, produzido por profissionais da Pro Matre Paulista.

No momento de escolher a escola, o ideal é visitar locais com indicação de conhecidos e não se limitar a apenas um estabelecimento, para poder conhecer e comparar vantagens e desvantagens. Além de considerar aspectos como espaço físico, organização, limpeza e segurança, também é importante averiguar a rotina da escola, como são feitos os cuidados com as crianças, principalmente no caso de bebês, além da competência e da formação dos educadores.

Na hora H, de se despedir da criança e deixá-la conhecer este mundo novo, os pais precisam estar preparados para enfrentar um velho fantasma da porta das escolas – o choro. “O choro nos primeiros dias é normal, pois são situações novas, e tudo que é novo pode se tornar ameaçador e trazer medo e insegurança. E isso vale também para os pais”, lembra a psicóloga Salete Arouca. Aos poucos, no entanto, a adaptação vai se consolidando, até que a nova rotina seja aprendida por todos e comece a gerar benefícios. E lembre-se: você sabe que há um mundo inteiro lá fora, seu filho precisa descobri-lo.

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A escola: a mãe e os benefícios

Na série “A ida à escola”, estamos abordando as dúvidas e as apreensões das mamães e papais sobre a ida dos filhos à escola e como lidar com essa nova fase. O conteúdo original desta série foi publicado no Anuário Caras do Bebê, produzido por profissionais da Pro Matre Paulista.

Como muitos sabem, a mamãe assume um papel de destaque nessa fase, principalmente por por dois motivos:

Primeiro, porque em geral é com ela que a criança passa a maior parte do tempo, principalmente se ela tiver amamentado o bebê nos primeiros meses de vida.

Segundo, porque a mulher tende a reagir a situações como essa baseada mais na emoção que na razão, daí a necessidade de se equilibrar emocionalmente antes de matricular seu filho e iniciar o processo de adaptação na escola, berçário ou creche.

Superada essa fase de transição, os benefícios virão. A função socializadora da escola é fundamental para todas as crianças, em especial para as que têm pouca convivência com outras. “Lá, elas aprendem a ceder, cooperar, esperar, ter limites e emprestar. Essas habilidades serão desenvolvidas por educadores, de forma estruturada e dirigida para cada faixa etária”, comenta a psicóloga Salete Arouca

 

Gêmeos: diferenças entre gravidez de gêmeos e gravidez normal

Na série desta semana, “Gêmeos”, estamos abordando os desafios de se ter um filho “em dobro”, ou seja, gêmeos. As informações e o conteúdo original desta série foram publicados no Anuário Caras do Bebê, produzido por profissionais da Pro Matre Paulista.

A principal diferença entre a gravidez de gêmeos e a gestação de um único bebê é a maior chance de que os gêmeos nasçam antes do tempo. No entanto, cada vez mais vemos que as gestações de múltiplos evoluem de uma forma mais tranquila e o parto tem ocorrido mais próximo da idade esperada, com uma menor frequência de partos prematuros apenas por gemelaridade. “Quando nascem entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias , são considerados prematuros tardios (não prematuros extremos) e, em geral, precisam de cuidados especiais, muitas vezes sendo necessária a   permanência deles na UTI Neonatal por desconforto respiratório, hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), baixo peso (nascidos com menos de 2.500 g), icterícia neonatal e incoordenação da sucção e deglutição, sendo necessário o acompanhamento da fonoaudióloga , para uma sucção mais eficaz”, explica a neonatologista Edinéia Vaciloto Lima.

Normalmente, esses pequenos alcançam o desenvolvimento esperado para bebês da mesma idade logo nos primeiros meses de vida.

Massagem ajuda a amenizar cólicas no bebê: mito ou verdade?

Verdade!

Geralmente, as cólicas são uma das situações mais angustiantes para os pais. Contrações irregulares e dolorosas no intestino são manifestadas por choro agudo, flexão das pernas e endurecimento da barriga, que às vezes melhora com a eliminação de gazes ou fezes. As cólicas iniciam a partir da primeira semana e podem perdurar até o 3º ou 4º mês de vida. Medidas caseiras, como massagens, aquecimento e colocar o bebê de bruços são eficazes. Mas massagens feitas pela mãe são muito bem indicadas em casos de cólica. Primeiro, a mãe tem que entender que o bebê chora por causa de cólica.

“É um choro mais agudo e irritado e o bebê costuma ficar com rosto bem vermelhinho ao mesmo tempo em que puxa e contrai as pernas”, explica a Dra. Edineia Vaciloto Lima, neonatologista da Pro Matre Paulista.

Para  aplicar qualquer técnica de massagem, a mamãe deve permanecer muito calma para não aumentar a ansiedade do pequeno. Com as mãos quentinhas, ela deve fazer movimentos circulares no sentido horário da barriga do bebê. Ela deve ser filme, porém, nunca apertar demais. Quando o bebê ficar mais calmo, o ideal é alternar a massagem para um movimento de “pedalar” das perninhas.