Excesso de ácido fólico pode aumentar o risco de autismo no bebê?

Um estudo recente, realizado por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg, nos EUA, indica que o excesso de vitamina B9 (ácido fólico), pode aumentar em duas vezes o risco de autismo nas crianças.

Para orientações às mães, buscamos informações a respeito com o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista.

“A reserva de ácido fólico é de extrema importância para a saúde do feto”, alerta o médico. “Há alguns anos, quando implantamos essa rotina de ingestão de ácido fólico pré-natal, 5 mg foi a dose escolhida para esse cuidado”.

“Depois baixamos para 2 mg por dia, deixando alguns casos especiais com dose de 5 mg diárias”, conta.

“Existe hoje a tendência em deixar a dose em 400 mcg, ou seja, 0,4 mg por dia, que seria suficiente para proteger as mensagens genéticas na formação do embrião”, explica Dr. D’Auria.

O especialista sugere uma alternativa à vitamina B9, o Metilfolato, forma ativa do ácido fólico. “É melhor pois já está biodisponível, melhorando a absorção desejada”.

O obstetra, no entanto, adverte: “cada caso tem sua especificidade, pensando na idade da paciente, gestação de risco, fertilizações assistidas…” Portanto, é fundamental que a grávida siga a prescrição do médico que acompanha sua gestação.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Açúcar natural do leite materno age contra infecções

dra monica carceles

De acordo com um estudo recente publicado por pesquisadores da Universidade de Vanderbilt, EUA, os benefícios do aleitamento para o bebê são ainda maiores.

Os cientistas analisaram a propriedade antibacteriana natural do açúcar presente no leite materno, que pode combater infecções sem os efeitos colaterais dos medicamentos.

A pediatra neonatologista da Pro Matre Paulista, Dra. Monica Carceles, falou a respeito da importância da amamentação em reportagem para o Jornal da Band.

“Quanto mais as crianças mamam no seio, com pelo menos seis meses de aleitamento exclusivo, menor o número de infecções, de internações e cai também a mortalidade infantil,” explicou a médica.

Para saber mais sobre o assunto, clique aqui e assista ao vídeo com a reportagem no site do Jornal da Band.

A papinha do bebê: cuidados na hora do preparo

Preparar a papinha do bebê é um momento de muito cuidado, pois a alimentação adequada é essencial para que seu bebê cresça saudável. Dúvida recorrente entre as mamães, a preparação da papinha requer muita atenção, por isso esclarecemos algumas questões com a nossa nutricionista, Luciana da Costa.

A temperatura ideal

Na hora de testar a temperatura, o ideal é que seja utilizado o antebraço como referência, pois é uma região do corpo sensível ao calor, verificando assim se a papinha está na temperatura adequada. “A papinha do bebê não deve ser ofertada muito quente, pois a pele e as mucosas do bebê são bem sensíveis”, explica a nutricionista.

Cuidado com o excesso de açúcar e tempero

Se o bebê não está comendo, adoçar a comida também não é uma boa ideia, o que torna importante investir nas frutas na hora de preparar a papinha. “O consumo de açúcar não é recomendado até os dois anos de idade. As frutas e leite já possuem açúcar naturalmente em sua composição, por isso não há necessidade de adoçar as bebidas e frutas do bebê. A mistura de duas ou mais frutas pode realçar o sabor adocicado das frutas”, Luciana orienta.

A nutricionista também citou quais temperos devem ser evitados na alimentação do bebê. “Temperos e molhos industrializados não devem ser utilizados. Os temperos naturais podem ser acrescentados para melhorar a aceitação das refeições (alho, cebola, salsa, cebolinha)”.

Alergias alimentares

Ficar atento às possíveis alergias alimentares do bebê também é importante, principalmente as mais comuns. “A alergia ao leite de vaca é uma das alergias mais comuns em bebês, por isso ele não deve ser introduzido na alimentação precocemente e sem acompanhamento médico e/ou nutricionista”.

Orientações gerais

Siga mais algumas instruções para preparar a papinha do bebê, com indicação da nutricionista:

– Até os seis meses de vida, o único alimento que o bebê deve ingerir é o leite materno. Após essa idade, o aleitamento passa a não ser mais suficiente para garantir todos os nutrientes de que o bebê precisa, e essa é a hora de introduzir as papinhas;

– Ao preparar a papinha, em vez de bater os alimentos no processador, prefira amassá-los com o garfo, para estimular a mastigação;

– Comece com as frutas testando uma de cada vez, pois, às vezes, isso pode dar alguma alteração no intestino do bebê. Se você der muitas frutas de uma vez só, pode não perceber o que caiu bem para ele;

– Evite o morango: para cultivá-lo, geralmente, usa-se muito agrotóxicos e outras substâncias. É um alimento que pode provocar muita alergia;

– Depois do sétimo mês, chega a hora de introduzir a papinha salgada na dieta do bebê. Ela deve ser composta de legumes cozidos, respeitando os grupos alimentares;

– Atenção a alguns alimentos específicos: o peixe não é recomendado e a clara de ovo só a partir do 10º mês, pois ambos alimentos possuem potencial alergênico. O mel só se deve oferecer depois do primeiro ano.

Festas Juninas: O Que as Gestantes Podem Comer?

Chegou a época do ano das quermesses, arraiais, das festas de São João, de muita quadrilha, dança, música, alegria e guloseimas deliciosas!

As gestantes precisam ficar de fora da festa? Claro que não! Mas devem se lembrar que tudo o que fazem pode afetar o bebê.

Por isso, buscamos orientações com Luciana da Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Existem comidas típicas que devem ser evitadas por mulheres grávidas? Luciana responde que os alimentos servidos nas festas juninas podem ser consumidos sem distinção (canjica, pinhão, milho, maçã do amor, pipoca, arroz doce, cuscuz). “Deve-se tomar cuidado apenas com as bebidas típicas (quentão e vinho quente),” alerta, já que possuem álcool.

Portanto, não há restrições com relação aos alimentos. Mas, existe algum risco no caso da gestante exagerar no consumo das delícias? 

“Apesar de todos os alimentos serem liberados, o consumo com moderação é sempre indicado,” recomenda a nutricionista, “principalmente em relação aos doces.”

“O consumo excessivo pode levar ao ganho de peso excessivo, doenças metabólicas e consequente parto prematuro,” afirma a especialista.

Então, não se preocupe. Festas Juninas estão liberadas! Divirta-se, evite as bebidas alcoólicas e coma, mas sem exageros.

Março: Frutas da estação para crianças

Junto com o fim do verão chegam novas opções de frutas para a sua alimentação e a das crianças. Além de gostosas, elas ajudam a repor a energia e auxiliam na formação óssea dos pequeninos.

A nutricionista Luciana da Costa, da Pro Matre Paulista, explica as propriedades e benefícios de algumas frutas:

A banana, por exemplo, é rica em prebióticos, alimentando as bactérias benéficas do intestino, e é ótima na reposição de energia. “A quantidade de carboidrato na banana é muito importante, ela ajuda a repor as calorias perdidas,” diz Luciana.

Quem não gosta de um suco de laranja? Ela ajuda no sistema imunológico e na absorção de ferro. “Uma laranja atende a toda a nossa necessidade de vitamina C no dia,” explica a nutricionista. A fruta ainda auxilia no funcionamento do intestino e contém vitamina A, que ajuda a melhorar a visão.

Outra fruta com vitamina A é o caqui. “Ele tem aquela cor alaranjada, porque ele é rico em beta caroteno,” conta Luciana. A substância é responsável por evitar mucosa ocular.

Quer uma fruta que as crianças podem comer à vontade? O abacaxi tem valor calórico bem baixo e, por ser rico em manganês, ajuda na formação do tecido ósseo das crianças. Além disso, “é uma fruta rica em água, você pode utilizá-la para seu filho se refrescar no verão,” lembra a nutricionista.

Uma fruta boa para o coração, ajuda na prevenção de problemas cardiovasculares, mas é muito calórica é o abacate. “Coma moderadamente, mas não deixe de aproveitar os benefícios. Você pode fazer uma vitamina, um creme de abacate para a sobremesa ou até mesmo guacamole para o jantar”, aconselha Luciana.

Clique aqui e leia a reportagem completa no site da Pais & Filhos.

Gestante costuma ganhar peso só após a 16ª semana: mito ou verdade?

Verdade. “É importante ressaltar que o censo comum de que é necessário ‘comer por dois’ é equivocado, pois nesta fase a alimentação precisa ter mais qualidade do que quantidade” afirma o ginecologista e obstetra Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, da Pro Matre Paulista. O ganho de peso ideal de uma grávida oscila entre nove e doze quilos considerando toda a gestação, ou seja, cerca de 1,5 a 2 quilos por mês a partir da 16ª semana.

Desta forma, é importante a restrição ao consumo de alimentos calóricos, como refrigerantes, balas e doces industrializados. Para uma melhor digestão, recomenda-se a divisão das refeições em seis a oito vezes ao dia, preparadas com ingredientes que são fontes de proteínas, ferro, cálcio e ácido fólico, preferencialmente com um baixo teor de gordura. Alguns alimentos que trazem estes benefícios são a carne vermelha que possui proteínas e ferro, os laticínios em geral que contêm cálcio e os vegetais verdes escuros, cereais, leguminosas e ovos, que são ricos em ácido fólico.

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

Gestante precisa suplementar cálcio: mito ou verdade?

O leite é uma das principais fontes de cálcio na alimentação

Verdade. Durante a gestação, a mulher precisa ingerir muitos nutrientes importantes para o desenvolvimento do feto. Na primeira consulta de pré-natal, geralmente os obstetras indicam complementos de vitaminas e minerais para serem consumidos durante a gestação.

Muitas pessoas acreditam que a futura mamãe precisa tomar bastante leite para não faltar cálcio para o a formação dos ossos do bebê. “Na verdade, o bebê dificilmente vai ter deficiência de cálcio porque, o que ele precisar, irá ‘roubar’ da mãe. É ela que fica com deficiência”, explica Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Essa deficiência de cálcio pode provocar alguns incômodos na gestante. “Às vezes, ela pode ficar com sangramento na gengiva, dor no dente, entre outros sintomas. Se ela não consome, é importante ela começar a consumir leite; duas ou três porções, no máximo”, orienta. Lembre sempre de procurar um obstetra e um nutricionista para esclarecer todas as suas dúvidas sobre alimentação.

Gestantes precisam ingerir cálcio: mito ou verdade?

O cálcio está presente no leite e em seus derivados

Verdade. Durante a gestação, a mulher precisa ingerir muitos nutrientes importantes para o desenvolvimento do feto. Muitas pessoas acreditam que a futura mamãe precisa tomar bastante leite para não faltar cálcio para o a formação dos ossos do bebê.

“Na verdade, o bebê dificilmente vai ter deficiência de cálcio porque, o que ele precisar, irá ‘roubar’ da mãe. É ela que fica com deficiência”, explica Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Essa deficiência de cálcio pode provocar alguns incômodos na gestante.   “Às vezes, ela pode ficar com sangramento na gengiva, dor no dente, entre outros sintomas. Se ela não consome, é importante ela começar a consumir leite; cerca de duas ou três porções, no máximo”, orienta.

Atualmente, a maioria dos obstetras costuma receitar suplementos vitamínicos e de minerais para garantir todos os nutrientes necessários à mulher nesse período. Lembre sempre de procurar um obstetra e um nutricionista para esclarecer todas as suas dúvidas sobre alimentação.

É preciso ingerir ácido fólico antes mesmo de engravidar: mito ou verdade?

Só o ácido fólico presente nos alimentos não basta para a gestante

Verdade. O consumo de ácido fólico pela mulher antes e nas primeiras semanas de gravidez contribui para reduzir as chances de desenvolvimento de doenças do feto, inclusive a anencefalia. O ácido fólico é uma das vitaminas do complexo B e está presente na natureza em alimentos como brócolis, couve, feijão, lentilha, milho, fígado, entre outros. No entanto, a quantidade de ácido fólico presente nos alimentos não é suficiente para garantir a proteção ao bebê, por isso é necessário fazer a suplementação antes de engravidar e no início da gestação.

O defeito neural pode ocorrer na formação da coluna ou do cérebro do bebê, levando a alguns tipos de malformação, como anencefalia e mielomeningocele. “O fechamento do tubo neural ocorre, normalmente, entre a segunda e a quarta semanas de gestação, por isso é importante iniciar a suplementação do ácido fólico antes mesmo de engravidar”, comenta Dr. Hérbene Milani, especialista em Medicina Fetal.

Apenas 30% das gestantes fazem uso do ácido fólico corretamente no Brasil, o que coloca o País entre os de maior incidência de casos de anencefalia em todo o mundo. Além de informar as gestantes sobre a importância do ácido fólico, campanhas de conscientização dos médicos têm contribuído para aumentar a utilização dessa substância.

Adolescente grávida deve comer mais: mito ou verdade?

Gestante adolescente: necessidade calórica maior

Verdade. A adolescência é uma fase importante para o desenvolvimento físico e psicológico. Os jovens costumam, naturalmente, comer mais, pois seu organismo necessita de nutrientes fundamentais para esse crescimento.

A adolescente grávida deve cuidar da saúde dela e de seu bebê. “A dieta das adolescentes tem um valor calórico diferente da mulher adulta. Ela tem uma necessidade maior de proteínas e minerais. Isso porque, na verdade, ela também está em fase de crescimento. Ela tem que cumprir as necessidades dela e mais as necessidades da formação de um feto”, esclarece Luciana Costa, nutricionista da Pro Matre Paulista.

Além do apoio psicológico, a gravidez nessa etapa da vida necessita de um maior acompanhamento médico e nutricional. O pré-natal deve garantir esse atendimento mais especializado para as jovens mamães.