Inverno e Gravidez: Como evitar doenças causadas pelas baixas temperaturas

inverno e gravidez

Com a queda na temperatura, ocorre a contração dos vasos sanguíneos para conservação do calor no corpo. Isso pode levar a um aumento da pressão arterial, o que causa riscos às gestantes.

Quem explica é a Dra. Priscila Cury, obstetra da Pro Matre Paulista. “A consequência disso para as gestantes é o aumento da probabilidade de pré-eclâmpsia, doença que eleva a pressão durante a gestação e pode trazer danos graves à mãe e ao bebê.”

Para evitar doenças hipertensivas, ela recomenda: “o mais importante é fazer um bom pré-natal para garantir que a mãe e o bebê estejam bem, sempre beber bastante água e praticar atividade física moderada.”

E com o inverno também aumentam as doenças respiratórias. As recomendações da obstetra para a grávida se proteger são as seguintes: “lavar tudo que está guardado, casacos, cobertores e edredons, para eliminar os ácaros. Além disso, a grávida deve evitar grandes aglomerações, pois favorecem a transmissão do vírus da gripe, por exemplo.”

Lavar sempre as mãos e manter ambientes limpos, arejados e úmidos também é importante. Além disso, Dra. Priscila tem outras recomendações: “as gestantes também devem aumentar a ingestão de líquidos, manter-se agasalhadas, evitar variações bruscas de temperatura e aumentar o consumo de vitamina C, principalmente por meio do consumo de frutas como acerola, laranja e limão.”

Quais Cuidados Devemos ter com os Bebês Durante o Inverno?

Se os adultos sofrem com o inverno e estão mais predispostos a doenças respiratórias, imagine recém-nascidos que ainda não possuem um sistema imunológico maduro, e por isso estão mais suscetíveis a infecções.

Os cuidados com eles devem ser redobrados e o Dr. André Dutra, pediatra da Pro Matre Paulista dá orientações e recomendações para os pais.

  • Meu bebê ainda não tomou todas as vacinas, quais os cuidados que devo ter com ele?

As vacinas são substâncias produzidas para proteger os indivíduos contra doenças específicas. Portanto, até receber o esquema completo de determinada vacina, o indivíduo está suscetível a contrair aquela doença. Acontece que as pessoas associam o fato de a criança ter recebido as primeiras doses de vacina com um menor risco de adoecer, o que não é verdade. O raciocínio poderia ser empregado apenas para a doença vacinal. Mas quanto às demais exposições o risco ainda existe. Dessa forma, devemos entender um recém-nascido e um lactente como um indivíduo imunossuprimido, com maior risco de adoecimento. Portanto, evitar a exposição excessiva é uma forma de protegê-los.

  • Preciso agasalhar muito o recém-nascido mesmo dentro de casa?

Não. Agasalhar não irá proteger o recém-nascido de adoecer. Deve-se escolher a quantidade de roupa dependendo da temperatura ambiental. Para isso, devemos lembrar que o recém-nascido perde mais calor que os adultos e, portanto, necessita de mais peças de roupa.

  • Meu bebê recém-nascido pode tomar vacina para gripe?

Não. A vacina da gripe está liberada apenas para maiores de seis meses de idade. Uma forma de proteger o recém-nascido do vírus influenza é vacinar os cuidadores, os pais, as pessoas com contato diário com o bebê.

1 estrela2 estrelas3 estrelas4 estrelas5 estrelas (1 votes, average: 5,00 out of 5)

Gripes e Resfriados – Quais os riscos para Gestantes?

Com o clima do outono e inverno aumenta a exposição das gestantes a vírus causadores de gripes e resfriados. Por isso, nossa infectologista, Dra. Rosana Richtmann responde a algumas dúvidas frequentes sobre o tema.

“As gestantes possuem um maior risco de apresentar quadro mais grave relacionado ao vírus influenza, vírus da gripe. A gripe, diferente do resfriado comum, costuma começar com febre de início abrupto, elevada, acompanhada de dor no corpo e dor de cabeça”, explica. “Nas gestantes, pode levar a um comprometimento respiratório, sendo por vezes necessária internação hospitalar. A gestante com infecção pelo vírus influenza ainda pode apresentar trabalho de parto antes do previsto e consequente parto prematuro,” alerta a médica.

Para o tratamento, Dra. Rosana recomenda: “o vírus influenza deverá ser diagnosticado e felizmente temos um antiviral específico e eficaz contra este vírus. O importante é fazer o diagnóstico precoce, pois a eficácia do tratamento é maior se iniciado em até 48 horas do início do quadro clínico.”

E a vacina contra a gripe, a gestante pode tomar? “A gestante pode e deve receber a vacina contra a gripe, em qualquer fase da gestação, com dupla finalidade: proteção própria contra quadros graves; proteção do futuro bebê, por passagem transplacentária de anticorpos para o feto, e assim, protegendo-o nos seus primeiros meses de vida,” diz a especialista, que adverte: “vale lembrar que os bebês só podem receber a vacina contra gripe, a partir de seis meses de vida. Assim, você gestante, seja consciente e vacine-se contra a gripe!”

Crianças pequenas podem desenvolver alergias: mito ou verdade?

Verdade. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a fatores externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Francisco Brás. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Para os casos de alergias associadas ao trato respiratório, uma medida paliativa é evitar o acúmulo de secreção, lavando frequentemente o nariz do bebê com soro fisiológico, além de hidratar a criança para ajudar a fluidificar o muco nasal.

É possível reduzir o desconforto na gravidez: mito ou verdade?

A escolha da posição certa para dormir aumenta o conforto da gestante

Verdade. Para um bom sono no período de crescimento da barriga, o ideal é deitar de lado, do esquerdo de preferência, e com um travesseiro entre as pernas para facilitar o fluxo de sangue e de nutrientes para a placenta, que estimula a função renal. Não se preocupe se acordar deitada de barriga ou de costas, apenas volte a deitar-se de lado.

Alterações no sistema respiratório, como falta de ar, além de congestão e sangramento nasal, são outros sintomas que podem incomodar as gestantes. Intestino preso e ocorrência de gases também surgem ou se intensificam nesse período.

E, à medida que se ganha peso, o inchaço nas pernas e o surgimento de varizes também podem acontecer. O ideal é evitar longos períodos em pé ou sentada, movimentando-se de vez em quando, além do uso de meia elástica, que ajuda a diminuir o desconforto e a reduzir inchaços e varizes.

Dicas como estas fazem parte do Guia de Saúde, no Espaço Família do site da Pro Matre Paulista. E a família toda está contemplada lá. Além de dicas para a futura mamãe, também há orientações para os cuidados com o bebê e um conteúdo especial para os futuros papais. Acesse!

Tempo seco e frio favorece o surgimento de infecções de vias aéreas: mito ou verdade?

A inalação é um recurso muito eficaz para ajudar os bebês a respirar melhor

Verdade. Com a chegada das estações mais frias do ano, indesejáveis companhias vêm transtornar a saúde dos pequenos, na forma de infecções virais e bacterianas de vias aéreas. Com as temperaturas mais baixas, a tendência de confinamento em locais fechados favorece a transmissão desses micro-organismos. Para completar o quadro, os choques térmicos contribuem para aumentar as infecções.

Daí para frente é sempre a mesma sequência: espirros, tosses, dificuldade de respirar pelo nariz e, em alguns casos mais severos, como asma e bronquite aguda, os desagradáveis broncoespasmos, que fazem a criança “chiar” quando respira. “Nessa época do ano, em locais mais secos, como a região Sudeste, o quadro se agrava pela suspensão de partículas no ar, que disseminam ainda mais os germes e aumentam as ocorrências em consultórios e pronto-socorros”, comenta a neonatologista Dra. Débora Manzione Passos, da Pro Matre Paulista.

O recurso da inalação continua sendo um importante aliado no tratamento desses quadros. Segundo a médica, a inalação com soro fisiológico promove a fluidificação da secreção, desobstruindo o nariz e permitindo uma respiração mais confortável. Nos casos mais severos, como asma e bronquite, apenas o soro não é suficiente, sendo prescrito o uso de broncodilatadores. “Esses medicamentos são específicos para as vias aéreas inferiores – bronquíolos e alvéolos – que são  responsáveis pela troca gasosa e oxigenação do sangue, e só podem ser usados sob orientação médica”, explica a médica.

Nos últimos anos, uma nova técnica para administração de broncodilitadores tem sido utilizada: os espaçadores. Esses equipamentos possibilitam que a inalação do remédio seja realizada de forma mais rápida e eficaz. O espaçador é indicado quando a criança apresenta broncoesmasmo, mas se houver muita secreção pulmonar, a inalação com soro fisiológico tem uma ação fluidificante melhor. “Desta forma, a inalação permanece indicada para fluidificar secreções e os espaçadores apenas para a aplicação de broncodilatadores e corticoides inalatórios. Muitas vezes, até associamos as duas coisas”, diferencia Dra. Débora.

Testes de alergia não são conclusivos para crianças com menos de dois anos: mito ou verdade?

As alergias respiratórias são muitos comuns e podem ser causadas por diversos fatores

Verdade. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a fatores externos, motivada por fatores hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Dr. Francisco Brás, da Pro Matre Paulista. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade. “Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.”

Primavera é uma estação perigosa para crianças: mito ou verdade?

Problemas respiratórios são comuns nesta época do ano

Verdade. Sarampo, caxumba, rubéola, catapora (varicela), rinite, asma e conjuntivite são alguns dos problemas a que as crianças tendem a ficar mais vulneráveis com a chegada da primavera. O motivo é que essa estação do ano é caracterizada pela predominância da baixa umidade do ar, mudanças bruscas de temperatura, dispersão de pólen, proliferação de insetos e maior exposição das pessoas ao ar livre.

“Contrair catapora e sarampo é preocupante devido às complicações que podem ocorrer, tais como pneumonias, infecções de pele e mucosas, meningites e encefalites”, declara Dra. Débora Passos, pediatra da Pro Matre Paulista, em entrevista para o portal Uol. Algumas dessas doenças podem ser prevenidas por meio da vacinação –como sarampo, caxumba, rubéola e catapora. Porém, para a maioria dos vírus respiratórios comuns nessa temporada, não há vacinas.

Embora muita gente ainda pense que seja bom contrair boa parte dessas doenças –como sarampo e catapora– na infância, fortalecendo assim o sistema imunológico e evitando adoecer na idade adulta, as doenças da primavera são perigosas para as crianças e não se deve forçar o contágio.

No caso de conjuntivite e rinite, não existem vacinas. Esses males podem ser prevenidos e tratados também com medidas básicas, de acordo com Débora, da Pro Matre: hidratação abundante das vias aéreas e dos olhos. Nessas ocorrências, tal como na de quadros asmáticos, medicamentos só devem ser ministrados com orientação médica.

Tempo seco favorece o surgimento de alergias: mito ou verdade?

As alergias do trato respiratório estão entre as mais comuns

Verdade. No entanto, quadros alérgicos podem se manifestar de várias maneiras, ocasionados também por fatores diversos. “De maneira bem simples, podemos dizer que a alergia é uma reação do organismo a fatores externos, motivada por traços hereditários, levando a um processo inflamatório que se manifesta de várias maneiras”, explica o neonatologista Francisco Brás, da Pro Matre Paulista. As alergias mais frequentes estão relacionadas ao aparelho respiratório, no qual a criança apresenta um quadro semelhante a uma gripe ou um resfriado.

No caso das alergias respiratórias, normalmente o fator externo desencadeante pode ser, na verdade, uma soma de elementos: poluição ambiental, fumaça de cigarro, presença de animais domésticos, poeira, bolor e muitos outros. “Na maioria dos casos, é difícil detectar com precisão o que causa alergia na criança”, comenta o médico, explicando que os testes de alergia não costumam ser conclusivos para crianças com menos de dois anos de idade.

“Até essa fase, o organismo da criança é imaturo em vários aspectos e os fatores hereditários que determinam as reações a elementos externos podem não ter se manifestado ainda.” Para os casos de alergias associadas ao trato respiratório, uma medida paliativa é evitar o acúmulo de secreção, lavando frequentemente o nariz do bebê com soro fisiológico, além de hidratar a criança para ajudar a fluidificar o muco nasal.

 

Inalação: poderosa aliada no Inverno

Com a chegada da estação mais fria do ano, indesejáveis companhias vêm transtornar a saúde dos pequenos, na forma de infecções virais e bacterianas de vias aéreas. Com as temperaturas mais baixas, a tendência de confinamento em locais fechados favorece a transmissão desses microorganismos. Para complicar, choques térmicos contribuem para aumentar as infecções.

Daí para frente é sempre a mesma sequência: espirros, tosses, dificuldade de respirar pelo nariz e, em alguns casos mais severos, como asma e bronquite aguda, os desagradáveis broncoespasmos, que fazem a criança “chiar” quando respira. “Nessa época do ano, em locais mais secos, como a região Sudeste, o quadro se agrava pela suspensão de partículas no ar, que disseminam ainda mais os germes e aumentam as ocorrências em consultórios e pronto-socorros”, comenta a neonatologista Débora Manzione Passos .

O recurso da inalação continua sendo um importante aliado no tratamento desses quadros. Segundo a médica, a inalação com soro fisiológico promove a fluidificação da secreção, desobstruindo o nariz e permitindo uma respiração mais confortável. Nos casos mais severos, como asma e bronquite, apenas o soro não é suficiente, sendo prescrito o uso de broncodilatadores. “Esses medicamentos são específicos para as vias aéreas inferiores – bronquíolos e alvéolos – que são  responsáveis pela troca gasosa e oxigenação do sangue, e só podem ser usados sob orientação médica.”, explica a médica.

Nos últimos anos, uma nova técnica para administração de broncodilitadores tem sido utilizada: os espaçadores. Esses equipamentos possibilitam que a inalação do remédio seja realizada de forma mais rápida e eficaz. O espaçador é indicado quando a criança apresenta broncoesmasmo, mas se houver muita secreção pulmonar, a inalação com soro fisiológico tem uma ação fluidificante melhor. “Desta forma, a inalação permanece indicada para fluidificar secreções e os espaçadores apenas para a aplicação de broncodilatadores e corticoides inalatórios. Muitas vezes, até associamos as duas coisas”, diferencia Débora.