A importância da presença da família na UTI Neonatal

A presença dos pais na UTI Neonatal é importante para que eles se sintam seguros quanto à saúde dos bebês neste período delicado. Por isso, cada vez mais é permitida a participação de familiares em práticas ou atividades na UTI Neo.

Para mostrar como isso funciona, a equipe do jornal O Estado de S.Paulo visitou a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da Pro Matre Paulista.

Em períodos sem ondas de viroses, é permitido que os avós dos bebês visitem os recém-nascidos, como contou ao jornal Sheila Berton, mãe dos trigêmeos Vinicius, Barbara e Melissa. “São os primeiros netos. Todo dia de visita é sagrado. Meu pai (avô das crianças) até me cobra”.

Quem também tem um papel mais presente dentro da UTI Neo da Pro Matre são os pais, estimulando o vínculo paterno. “Temos um número grande de bebês de gestações gemelares e os pais se revezam. Cada vez é mais frequente”, relata a Dra. Edineia Lima, neonatologista e chefe da nossa UTI Neo.

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Prematuridade: Quais são os Sintomas do Parto Prematuro?

A campanha Novembro Roxo surgiu para conscientizar a sociedade a respeito da Prematuridade. Por isso, chamamos a Dra. Carolina Burgarelli Testa, ginecologista e obstetra, para explicar quais são os sintomas do parto prematuro.

“O parto prematuro é aquele que acontece antes das 37 semanas de gravidez e é a principal causa de complicações neonatais,” conta a médica. “Em 25% dos casos, o parto pré-termo acontece por alguma condição materna ou fetal, mas em 75% das vezes acontece de forma espontânea”.

Mas há como identificar se a mulher tem maior chance de ter um parto prematuro?

“Durante o pré-natal”, explica, “o obstetra costuma identificar se a gestante apresenta fatores de risco para a prematuridade, como o antecedente de parto prematuro anterior, doenças maternas, gestações múltiplas, alterações do líquido amniótico, alterações no útero ou colo uterino, tabagismo, infecções, entre outras. Todavia, em torno de 50% das pacientes que apresentam trabalho de parto prematuro espontâneo não têm um fator de risco identificável e, por isso, é muito importante a identificação de sinais e sintomas que podem estar relacionados a um parto prematuro para que seja realizada uma avaliação médica”.

E quais são esses sintomas? “Os principais sintomas de parto prematuro”, diz Dra. Carolina, “são relacionados às contrações, que podem ser identificadas através do endurecimento do ventre materno, que persiste por alguns segundos, não relacionado à movimentação fetal”.

“Muitas vezes é difícil distinguir as contrações de treinamento das contrações efetivas. As contrações efetivas”, esclarece a especialista, “costumam ter um ritmo regular e persistem após o uso de analgésico, e, principalmente, produzem alteração no colo uterino (que só é detectável através de exame clínico”.

“Além das contrações regulares,” lembra a médica, “a paciente pode apresentar outros sintomas, como dor em peso em baixo ventre, dor lombar persistente ou irradiada para o abdome, alteração do conteúdo vaginal (corrimento aumentado, sangramento vaginal, perda de tampão mucoso, perda de líquido amniótico)”.

O importante, informa a doutora, é que “diante desses sintomas seja feita uma avaliação médica para que, caso seja diagnosticado um trabalho de parto prematuro (com dilatação precoce do colo uterino), o obstetra possa agir de maneira direcionada para tentar evitar o nascimento pré-termo ou, pelo menos, adiar o nascimento em tempo suficiente para que seja administrado à mamãe medicações para melhorar a condição do recém-nascido, como a betametasona para a maturação pulmonar fetal e a profilaxia antibiótica para reduzir o risco de sepse neonatal”.

O que é importante na hora da escolha da maternidade?

É sem dúvida uma das principais decisões que a gestante precisa fazer durante a gravidez. A escolha da maternidade envolve muitas questões, objetivas e subjetivas, que farão com que a gestante sinta-se mais segura e protegida na hora do parto.

Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista, conversou com a gente sobre o que se passa na cabeça da futura mãe durante esse momento e o que deve ser observado e avaliado durante a busca.

“Quando uma mulher engravida”, diz o médico, “logo em seguida recebe uma quantidade de hormônios que são produzidos na gravidez com o objetivo de proteger a gestação. Ocorre que esse hormônio, ao circular pelo corpo da gestante, faz com que ela imediatamente comece a se preocupar em fazer o ninho para dar à luz”, explica.

Segundo Dr. D’Auria, aí surge uma preocupação instintiva, onde a mãe procura um local que traga a ela o conforto e a sensação de segurança que ela busca.

“Portanto, a maternidade deve ter cores claras, agradáveis e relaxantes, ter segurança ostensiva, além de segurança tecnológica e atendimento médico e de enfermagem que possam dar tranquilidade para a mãe”, exemplifica o obstetra.

Além disso, lembra o especialista, o acesso ao local tem que ser fácil e rápido. A internação e o pronto atendimento têm que possuir uma equipe acolhedora e ágil.

“Uma recepção calorosa no estacionamento da maternidade já inicia um laço carinhoso entre a gestante e a instituição”, ressalta Dr. D’Auria. “Cada detalhe é pensado e implantado de forma a atender e superar tudo o que essa gestante espera para o momento máximo de sua existência”.

A localização – próxima à Avenida Paulista – e sua infraestrutura, com 80 anos de tradição, UTI Neonatal referência, foco em casos de alto complexidade e a acreditação JCI, a principal certificação internacional em segurança e qualidade em assistência à saúde, fazem com que a Pro Matre Paulista preencha todos estes pré-requisitos.

Amamentação na UTI Neo: aleitamento para prematuros

Muita gente não sabe que é possível que a mãe amamente seu bebê, mesmo quando ele é prematuro e se encontra na UTI Neonatal.

Por isso, a Dra. Edinéia V. Lima, neonatologista e chefe responsável pela UTI Neo da Pro Matre Paulista, explica como a amamentação ocorre nestes casos.

“A amamentação dos prematuros deve ser estimulada desde o início,” ressalta a médica, “já na primeira ou segunda visita da mãe ao seu bebê na UTI, o tema deverá ser abordado.”

Mas não são todas as mães que podem amamentar diretamente a criança internada. “Muitas vezes e por diversas razões, a amamentação efetivamente não pode ser iniciada entre a mãe e seu bebê prematuro. Mas devemos estimular a mãe a procurar o lactário e orientar que ela irá poder coletar o seu leite e armazená-lo até o bebê poder começar a receber esse leite,” explica. “Em algum momento o bebê vai começar a mamar e aí ela vai efetivamente iniciar a amamentação”.

A amamentação, a neonatologista lembra, ajuda no desenvolvimento da criança e é recomendada sempre que o bebê prematuro esteja apto do ponto de vista clínico.

“Temos muitos casos de bebês extremamente prematuros e que começam a amamentação após 1 mês de UTI, quando já estão com peso (maior que 1500g) e idade gestacional compatível para começar a sugar (por volta da 34ª semana)”, esclarece.

O contato corpo a corpo com a mãe, importantíssimo, pode ocorrer mesmo antes da amamentação, conta Dra. Edinéia, com o bebê fazendo o método canguru e iniciando esse processo de vínculo afetivo fora do corpo da mãe.

“É muito gratificante para nós, da UTI, ver esses bebês saindo em aleitamento materno, após terem permanecido 2 a 3 meses na nossa unidade!” diz a médica. “Temos uma taxa alta de aleitamento materno e esclarecemos a elas – mães – o quanto é importante que o bebê prematuro receba o leite materno e que saia sugando no seio”.

Mês da Amamentação – Conheça o Lactário Pro Matre

O banco de leite humano da Pro Matre Paulista é voltado para o atendimento das mães que tiveram seus filhos na maternidade e que precisam ficar internados na UTI neonatal. “Geralmente são bebês prematuros, de baixo peso ou com necessidades clínicas de internação,” diz Maria Mercedes Sakagawa, nutricionista coordenadora do Lactário da Pro Matre.

Ela conta que, mesmo considerando que a lactação faça parte da natureza da mãe após o parto, algumas não conseguem estabelecer uma produção de acordo com a necessidade de seu filho.

Por isso, descreve a especialista, junto ao Lactário, há uma sala para atendimento às mães, “onde recebem orientações sobre a importância da coleta de leite para o seu filho, cuidados com a mama, técnica adequada para garantir a segurança do produto e, quando a coleta é domiciliar, a guarda e transporte”.

A tecnologia se faz presente e é fundamental, conforme explica Mercedes: “o leite retirado é pasteurizado com técnicas adequadas, microbiologicamente seguras e com indicação de seu valor calórico, acidez, maturidade (colostro, transição e maduro)”.

O Lactário tem um papel fundamental no estímulo ao aleitamento materno, avalia a nutricionista, “pois mesmo que a criança, devido à sua prematuridade, não tenha estabelecido a sucção direto na mama, vai receber – o leite materno – por outras vias”.

UTI Neonatal Pro Matre – Segurança para a Saúde do seu Bebê

A Pro Matre Paulista está preparada para atender seu bebê em qualquer situação. Referência nacional no tratamento de prematuro extremo e gemelaridade, possui alta tecnologia para atender às necessidades da criança.

“Oferece o que há mais de novo no suporte ventilatório, quando esses recém-nascidos precisam de ajuda para respirar, com aparelhos de ventilação de última geração e óxido nítrico,” conta a Dra. Edinéia V. Lima, neonatologista e chefe responsável pela UTI Neo da maternidade.

“Caso o recém-nascido tenha problemas neurológicos, contamos com o apoio de uma UTI neurológica, onde é possível prevenir e acompanhar o recém-nascido que necessite de hipotermia terapêutica e monitorização neurológica,” exemplifica a médica, que prossegue: “do ponto de vista de diagnóstico de imagem, temos uma tecnologia inovadora de raio-X digital à beira leito, assim como ultrassonografia e ecocardiograma.”

E a atenção não se resume à estrutura tecnológica. “Em relação ao cuidado nutricional, temos um lactário e um banco de leite que dão apoio à mãe e ao bebê desde o primeiro dia de vida até a alta dele, com um enfoque especial em fazer com que os recém-nascidos saiam com aleitamento materno exclusivo,” explica a especialista.

“Sabemos que muitas vezes o recém-nascido prematuro necessita permanecer mais tempo internado e contamos com setores na UTI Neo onde podemos acompanhar e seguir esses recém-nascidos até o momento de alta para casa, com uma participação cada vez maior dos pais,” diz a Dra. Edinéia, que ressalta: “nossa prioridade é que os pais possam estar o maior tempo possível com o seu bebê, e por isso contamos com visita livre e incentivamos e realizamos o método canguru.”

“Nossa unidade conta hoje com 76 leitos de UTI Neonatal, com uma equipe multiprofissional altamente especializada em prematuros ou recém-nascidos que necessitem de um cuidado intermediário ou de alta complexidade. A equipe médica é composta por neonatologistas renomados. Temos ainda suporte de cardiologistas clínicos e cirúrgicos, neurologistas clínicos e cirúrgicos, cirurgia infantil, urologia, nefrologia, geneticista, radiologista, infectologista, ortopedista e nutróloga. Na equipe multiprofissional contamos com enfermeiras especializadas na neonatologia, assim como fisioterapeutas, fonoaudiólogas e psicóloga,” enumera a doutora.

“Contamos ainda com uma equipe de medicina fetal que dá o suporte à gestante de alto risco ou àquelas em que o bebê tem alguma patologia ou malformação que possa requerer uma intervenção durante a gestação,” completa.

Por tudo isso, diz a neonatologista, a UTI Neo da Pro Matre Paulista, referência nos cuidados de prematuros extremos, múltiplos (gemelares, tri e quadrigemelares) e criticamente doentes, recebe recém-nascidos de várias regiões do país.

VSR: Saiba mais sobre o Vírus Sincicial Respiratório

Provavelmente, você já deve ter ouvido falar dessa sigla. Mas o que é o VSR e quais são os seus sintomas? Buscamos respostas com a Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista.

“VSR é a sigla do Vírus Sincicial Respiratório, que é um vírus muito frequente nos bebês e crianças pequenas, especialmente nas crianças com menos de 2 anos de idade, e que pode causar infecção do trato respiratório inferior (que inclui traqueia, pulmões e brônquios), levando a pneumonia e bronquiolite,” explica a especialista, que complementa: “a infecção pelo VSR pode levar a falta de ar e chiado, por vezes necessitando de internação hospitalar.”

O vírus é comum, lembra a médica. “Estima-se que praticamente todas as crianças serão infectadas por este vírus até atingir os 3 anos de idade,” conta, lembrando que existem crianças que necessitam de cuidados maiores. “Os prematuros, crianças com doença cardíaca e portadores de doença pulmonar crônica apresentam maior risco de desenvolver quadro mais grave relacionado ao VSR.”

E como uma criança pode contrair o vírus? “Este vírus é transmitido por gotículas respiratórias e secreções de uma pessoa infectada, e a contaminação se dá ao espirrar, tossir ou falar muito perto. O VSR pode sobreviver em superfícies por algumas horas, daí a importância de higiene das mãos e do ambiente,” explica a Dra. Rosana que adverte, “a circulação do VSR é maior durante os meses de março a julho, especialmente nas regiões sul e sudeste do país.”

“Não existe tratamento específico para este vírus, assim, o fundamental é a prevenção,” alerta a infectologista. “Algumas recomendações são importantes: evite aglomerações de pessoas, evite que seu filho tenha contato com fumaça de cigarro, ou que tenha contato com pessoas resfriadas ou com ‘gripe’. O aleitamento materno é fundamental para proteger os bebês.”

O tratamento de prematuros evoluiu nos últimos anos: mito ou verdade?

Verdade! E as evidências são muitas, como a sobrevida muito maior para bebês nascidos antes do tempo, geralmente com baixo peso. Ao longo do mês de novembro, o blog da Pro Matre Paulista e nossas redes sociais dedicaram espaço à informação sobre esse tema, já que, no dia 17 de novembro, comemora-se o Dia da Prematuridade.

Nos últimos anos, o tratamento dos bebês prematuros têm se desenvolvido muito. Há cerca de 10 anos, um bebê com menos de 750 g tinha uma sobrevida de 15 a 20%. Hoje, esse número chega a 40%. Para os bebês acima de 1 kg, a chance de sobrevida é de quase 100%.

Na Pro Matre Paulista, várias práticas contribuem para alcançar resultados tão positivos: equipe multidisciplinar altamente especializada, estrutura planejada para garantir o atendimento adequado aos bebês com esse perfil, comparativos frequentes com instituições de referência do exterior, adoção de práticas de humanização, como Método Canguru, importantes auxiliares no tratamento dos bebês.

Por essas e muitas outras razões, nossa maternidade é hoje uma referência nacional no cuidado com prematuros.

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É possível amamentar bebês prematuros: mito ou verdade?

Verdade. Na Pro Matre Paulista, isso não só é possível como é uma prática incentivada e apoiada em uma estrutura completa para auxiliar a mãe nessa tarefa. Como explica Dra. Edinéia Vaciloto Lima, neonatologista da Pro Matre Paulista, é muito comum que os bebês nascidos com menos de 34 semanas ainda não tenham capacidade de sugar o seio materno. “Nesses casos, o recém-nascido tem suas necessidades nutricionais supridas pela alimentação por sonda, mas esta é uma fase transitória”, explica a médica.

Para que o leite materno possa ser aproveitado pelo bebê no momento em que conseguir mamar, a maternidade oferece uma estrutura completa para que a mãe faça a retirada do leite. No lactário, o leite passa por um rigoroso processo de pasteurização, para manter sua qualidade, e depois é congelado para utilização posterior.

Os bebês que ficam internados por períodos mais longos na UTI Neonatal da Pro Matre Paulista recebem em alta, em sua grande maioria, já adaptados a mamar o leite da própria mãe, mantendo essa rotina pelo período que se recomenda, com amamentação exclusiva até os seis meses de vida.

Gestação de risco oferece maior chance de prematuridade: mito ou verdade?

Quanto mais tempo na barriga, menos tempo na UTI Neonatal

Verdade. A vida urbana, com excesso de compromissos, trânsito, poluição ambiental, alimentação inadequada, cedo ou tarde traz reflexos à saúde, e as gestantes não estão imunes a esse panorama. As gestações de risco aumentaram muito nos últimos anos e, para responder a esse novo desafio, a maternidade Pro Matre Paulista criou sua Unidade de Terapia Sem-Intensiva.

O foco do novo serviço é tratar as patologias mais frequentes na gestação, como a DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gestação), o trabalho de parto prematuro e a ruptura prematura de membranas. O perfil de pacientes com maior potencial para esses riscos são mulheres na faixa acima de trinta anos de idade. Além dos fatores ambientais, as gestações mais tardias também têm contribuído para aumentar os riscos na gravidez.

O serviço de Terapia Semi-Intensiva da Pro Matre Paulista acolhe, principalmente, gestantes com idade gestacional mais próxima do termo. Manter essa paciente internada, com monitorização constante, geralmente possibilita estender mais a gravidez, o que é importante para a vitalidade fetal e ajuda a evitar partos prematuros.

Esse dado tem se mostrado particularmente importante no universo da prematuridade: quanto mais próximo do termo chegar a gestação, menor tende a ser a internação do prematuro na UTI Neonatal.