Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya: O Que Preciso Saber para Evitar as Doenças

Com o Verão e o atual alerta sobre a Febre Amarela, a população acaba deixando de lado outras ameaças como Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, buscamos orientações com o Dr. Livio Dias, infectologista da Pro Matre Paulista.

O que são arboviroses?

São um conjunto de doenças virais que têm em comum o fato de serem transmitidas por artrópodes, como mosquitos por exemplo, disseminadas por todo planeta à exceção das regiões dos polos.

São mais de 500 tipos de arbovírus, e no Brasil, em anos recentes, Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela ganharam importância e repercussão nacional e internacional em vista do número de casos.

 

Quais são os sintomas dessas doenças?

Dengue
A primeira manifestação da doença costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele, náuseas e vômitos. A maior parte das pessoas, após quatro ou cinco dias do início da doença, apresenta uma melhora dos sintomas com recuperação total após essa fase inicial.

Em uma minoria dos casos, depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada popularmente de Dengue hemorrágica ou Dengue grave. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos e outros sintomas.

Chikungunya
A primeira fase da Chikungunya, chamada de aguda ou febril, dura até o décimo dia de doença. Os principais sintomas dessa fase são: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, manchas na pele, fadiga, náuseas, vômitos, dores musculares.

Após esse período inicial, alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares, a febre desaparece, caracterizando a segunda fase da doença, ou fase subaguda, com duração de até 3 meses.

Quando as dores se perpetuam por mais de 3 meses, os doentes atingem a chamada fase crônica. Nessa fase, que acomete até metade dos indivíduos, os principais sintomas são as dores articulares, muitas vezes com limitação dos movimentos, inchaço e eventualmente deformidades nas articulações. Outros sintomas incluem queda de cabelo, depressão, alteração do sono, alterações visuais entre outros sintomas. A fase crônica pode perdurar por até 3 anos.

As formas graves e complicações da infecção pelo CHIKV acometem mais comumente pessoas com outras doenças, chamadas comorbidades, crianças, em especial as mais jovens, idosos e indivíduos em uso de algumas medicações.  Ocorrem com frequência variável e são principalmente as seguintes: convulsões, dores fortes, Insuficiência cardíaca, tromboses, problemas respiratórios, hepatite, falência renal e hemorragias.

Zika
Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. A maior parte dos indivíduos, cerca de 80 %, após se infectar com ZKV não desenvolverá qualquer sintoma da doença. Os sintomas de infecção pelo ZKV, quando presentes são: Febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, Dor muscular (mialgia), Dor de cabeça e atrás dos olhos, Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés, Conjuntivite: um quadro de vermelhidão e inchaço nos olhos, mas em que não ocorre secreção. Outros sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem: dor abdominal, diarreia, constipação, fobia a luz e pequenas feridas na boca. Os sintomas costumam ter duração de cerca de 2 a 7. Em casos eventuais, as dores nas articulações podem persistir por volta de 1 mês.

Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave, porém, em alguns casos, pode cursar com poucos ou sem sintomas. Quando presentes, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que se iniciam cerca de 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor. Os sintomas tendem a desaparecer após o terceiro dia de doença e, após um breve período de melhora, alguns indivíduos podem evoluir para a forma mais grave. Na forma grave, ocorrem danos ao fígado e aos rins, a pele se torna amarelada e é possível que surjam sangramentos.

Importante notar que os sintomas dessas doenças se sobrepõem, e podem ser semelhantes também a outras doenças que não arboviroses. Um diagnóstico adequado é feito por profissional de saúde capacitado, com conhecimento sobre a situação de circulação desses vírus em uma determinada região e em um determinado período de tempo, se valendo também de exames laboratoriais complementares.

Existem vacinas para essas doenças?
Existem vacinas disponíveis para dengue e febre amarela.

A vacina de dengue está licenciada para uso em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade. Pessoas com deficiência no sistema de defesa, gestantes, mulheres amamentando e pessoas com alergias graves aos componentes da vacina não devem ser vacinados. Recentemente houve uma alteração na recomendação para vacina de dengue atualmente disponível e a mesma não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.

A vacina da febre amarela, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, está crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas em relação a vacinação da febre amarela:


Se eu moro em uma área de risco, o meu bebê pode ser vacinado logo ao nascer?
Não há recomendação de vacinação de recém-nascidos. Alguns estudos demonstram que a vacinação em menores de 6 meses esteve relacionada a uma maior chance de complicações, além de pior resposta protetora da vacina. A vacina está indicada a partir de 9 meses vida e em situações especiais pode ser indicada para bebês a partir dos 6 meses de vida.

É importante ressaltar que mães vacinadas mesmo antes do início da gestação, passam anticorpos, que são um tipo de defesa natural, para o feto através da placenta. Esses anticorpos conferem certa proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

Nas crianças menores, que não podem ser vacinadas, devemos manter medidas preventivas contra as picadas de insetos, como o uso de roupas compridas e claras, uso de repelentes (ver recomendação do fabricante), manter portas e janelas fechadas, uso de mosquiteiros e evitar regiões de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus, são especialmente importantes. 

No cenário atual da doença, as gestantes devem se vacinar?
Usualmente as gestantes não devem ser vacinadas para a febre amarela. Em situações especiais de risco, que deverão ser avaliadas individualmente, a vacina pode ser eventualmente indicada para gestantes. Vale reforçar que as medidas protetoras acima citadas contra a picada do mosquito transmissor e deverão ser utilizadas particularmente por aqueles com impossibilidade de receber a vacina.

Vacinei-me para febre a amarela e não sabia que estava grávida, quais os riscos e o que devo fazer?
Ainda que não recomendada na rotina para mulheres grávidas, quando utilizada na gestação, a vacina não demonstrou correlação com malformações do bebê e nem maior risco de abortamento. Caso tenha recebido a vacina inadvertidamente durante a gestação, informe ao seu médico para que ele faça um acompanhamento adequado.

Na amamentação, qual a recomendação em relação a vacina para febre amarela?Mães amamentando bebês com menos de 6 meses de vida, como regra geral não devem ser vacinadas. Porém, aquelas que vivem ou necessitam circular em áreas de risco, poderão ter que se vacinar. Nessa situação, a amamentação deverá ser interrompida por 10 dias após a aplicação da vacina.

Mães que amamentam bebês maiores de 6 meses não necessitam interromper o aleitamento, caso recebam a vacina.

O que é dose fracionada?
A dose fracionada é uma dose da vacina menor em relação a habitual, porém com a mesma capacidade de gerar proteção. Dessa forma é possível vacinar um número maior de pessoas, sem comprometer a eficácia da imunização. O tempo de proteção fornecido pela dose fracionada é de pelo menos 8 anos e é possível que os vacinados com a dose fracionada tenham que receber uma outra dose no futuro.

Quem vai tomar a dose fracionada?
A vacina fracionada, a princípio, será adotada em alguns municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No entanto, a dose fracionada não está indicada para todos os indivíduos com recomendação de vacinação. Crianças de nove meses a até 2 anos, pessoas em situações de saúde especiais que comprometam a resposta do sistema de defesa, gestantes (quando orientada por profissional de saúde) e viajantes internacionais deverão receber a dose padrão.

Como me prevenir contra a picada de mosquitos transmissores dessas doenças?Existem grandes diferenças no ciclo de vida e comportamento dos mosquitos que transmitem atualmente a febre a amarela e as demais doenças (Zika, Dengue e Chikungunya). No caso da febre amarela, os mosquitos responsáveis pelos casos atuais, concentram seus hábitos em áreas de muita vegetação. Já o Aedes, principal transmissor de Dengue e, Zika e Chikungunya, tem hábitos mais urbanos.

As recomendações abaixo incluem medidas de prevenção a picadas tanto do Aedes, quanto para as espécies de mosquito transmissoras da febre amarela.

Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. 

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Limpe as calhas
Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de Aedes, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento de mosquitos.

Coloque tela nas janelas
Colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra os mosquitos. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Cuidados com lagos caseiros e aquários
Peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos e, portanto, lagos e aquários representem um risco menor para proliferação do mosquito. O cuidado maior deve ser dado às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes
Repelentes são uma importante estratégia de proteção a picada de mosquitos. Recomenda-se, o uso de produtos industrializados, certificados pela ANVISA. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem forte comprovação científica de sua eficácia e não devem ser utilizados em substituição aos produtos aprovados pelas agências reguladoras para essa finalidade. Os produtos atualmente comercializados e autorizados como repelentes no Brasil podem ser utilizados na gestação e amamentação com segurança. O uso desses repelentes em crianças deve respeitar as restrições da embalagem e discutidas com o pediatra. A frequência e o modo de usar variam de um produto para o outro e também devem ser seguidas de acordo com a embalagem

Protetores solares podem reduzir a atividade dos repelentes. Quando usados ao conjuntamente, aplicar o protetor antes da aplicação do repelente.

Use de roupas protetoras
O uso de roupas que cobrem braços e pernas reduz a área de exposição corporal a picadas de insetos e configura uma boa estratégia de prevenção de doenças transmitidas por esses agentes. Alguns produtos do mercado, contém substâncias repelentes que aumentam a eficácia dessa estratégia.

Pessoas não vacinadas para febre amarela devem evitar as áreas de risco.
Pessoas que não podem receber a vacina ou que receberam a dose a menos de 10 dias devem ter especial atenção em evitar áreas de sabida circulação da doença.

Uso de Mosquiteiros
Em especial crianças menores de 6 meses e que, portanto, não podem receber a vacina da febre amarela, essa medida pode particularmente eficaz para aqueles que se encontram em áreas de risco. O uso de mosquiteiros também auxilia na prevenção de picadas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, para as quais não há vacina indicada nessa idade.

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Gravidez no Verão: Cuidados na Praia

O verão está chegando e as futuras mamães querem curtir uma praia, mas aí surgem dúvidas: quais cuidados a gestante deve tomar para proteger o bebê e ela própria?

“Gestantes podem ir à praia sim”, afirma o Dr. Alberto D’ Auria, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista, “porém, a exposição ao sol deve ser pequena para evitar manchas na pele que não desaparecem mais depois do parto. O horário melhor seria entre 8h e 11h, quando os raios solares são saudáveis e não-nocivos”, recomenda.

Além disso, lembra o médico, não se deve esquecer do filtro solar ou bloqueador solar. “Lembrar que o filtro solar deve ser reaplicado a cada 4 horas e o bloqueador solar uma vez só por dia”.

Dr. D’Auria orienta também para ter atenção ao adquirir um bloqueador solar. “Filtro solar acima de 50 não é um bloqueador, é somente um filtro mais potente. Os bloqueadores são feitos à base de óxido de titânio; portanto, o raio solar chega na pele e volta sem penetrar”.

Outro cuidado importantíssimo: beba muita água. “A hidratação na praia, ou seja, no calor, é fundamental para garantir a quantidade de líquido amniótico e a saúde do bebê”.

E tomar banho de mar, pode? “Entrar na água é permitido desde que não existam complicações gestacionais como colo uterino com cerclagem, infecções vaginais e placentas com inserção de risco, como as placentas prévias”.

“O ideal”, diz o especialista, “é entrar na água e, em seguida, sair da praia para evitar umidade na região genital, terreno propício para candidíase e infecções urinárias”.

E por que as gestantes que vão para a praia têm mais infecções quando voltam? “Porque o sol reduz muito a imunidade e a desidratação facilita a instalação de vírus e bactérias. E o sol agredindo os lábios propicia mais facilidades para desenvolver herpes labial”, explica.

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Saiba como evitar as doenças mais comuns em crianças no carnaval

Se seus filhos gostam de uma festa, carnaval certamente é sinônimo de crianças por mais tempo na rua, expostas a mais fatores que podem causar doenças.

Para protegê-los durante a folia e aproveitar o feriado com alegria, vale seguir as recomendações da Dra. Carla Bigoni, pediatra da Pro Matre Paulista.

Sol – “A primeira coisa que eu acho importante falar e que acontece com frequência é a queimadura do sol. Procure expor as crianças à luz solar até às 10h ou só depois das 15h.” Protetor solar com fator acima de 30 e roupas leves, claras e de algodão, também são aconselhados.

Aedes aegypti – No verão é maior a proliferação do mosquito, transmissor de doenças como dengue e febre amarela. Para evitá-lo, abuse do repelente, mas apenas em crianças com mais de 2 anos de idade. “Uma dica para quem tem filhos pequenos é utilizar os famosos mosquiteiros no carrinho e no berço para evitar as picadas,” diz a pediatra.

Espuma – “Os pais precisam ficar atentos, porque muitas espumas contêm álcool e isso pode dar alergia na pele das crianças ou fazer um estrago pior, caso entre em contato com os olhos,” alerta Dra. Carla.

Hidratação – Com o calor e o agito, desidratação é uma grande preocupação. Água, sucos naturais ou água de coco a cada 20 minutos.

Alimentação – É importante alimentar as crianças a cada 3 horas e ser bem chato na hora de escolher onde vai comer para prevenir diarreias e vômitos. “Avalie sempre a procedência do local onde você vai se alimentar,” recomenda a médica.

Clique aqui e leia a reportagem completa no site da Pais & Filhos.

Gestantes devem cuidar da pele antes do Verão: mito ou verdade?

 

Verdade. O período mais quente do ano vai chegando e os cuidados com a pele devem ser aumentados, especialmente para gestantes. Mulheres grávidas têm maior tendência a desenvolver manchas na pele nesta época do ano.

Essa tendência pode ser explicada pelo aumento da produção do hormônio melanoestimulante, responsável por estimular a produção de melanina, que por sua vez confere pigmentação à pele. Com seu aumento, no entanto, é maior também o risco de a gestante desenvolver manchas na pele, os chamados “melasmas gravídicos”.

“Nesse período, o fator de proteção solar utilizado pela mulher deve ser mais alto. Pode variar de paciente para paciente, mas o ideal é que seja acima de 30”, afirma Dra. Thais Adura Pepe, dermatologista da Pro Matre Paulista. Quando faz muito sol, o ideal é que a gestante reaplique o filtro solar a cada duas horas. No dia a dia, ela precisa aplicá-lo apenas quando se expuser ao sol.

Um cuidado adicional diz respeito à oleosidade, bastante característica desse período na vida da mulher. Se o protetor solar for muito oleoso, a gestante pode desenvolver acne, já que neste período a pele pode ficar mais oleosa.O ideal é usar filtros sem óleo, que não obstruem os poros.

Gestantes devem evitar longas viagens: mito ou verdade?

Se for viajar de carro, o ideal é sentar-se no banco dianteiro, afivelando o cinto de três pontos

Verdade. Longas viagens são contra-indicadas a gestantes por conta do desconforto que este período proporciona, especialmente nos últimos meses de gravidez. Entretanto, se a mulher se sentir bem, não há problema em viajar de avião até o sexto mês. É importante usar meia elástica para evitar problemas circulatórios, como trombose e inchaço de membros inferiores, além de consumir bastante líquido e caminhar a bordo.

De carro, as viagens geralmente são permitidas até o sétimo mês de gestação. Procure viajar no banco dianteiro com o cinto de segurança de três pontos, fazer paradas a cada duas horas para caminhar e ir ao banheiro. O uso de  meia elástica também pode ajudar no conforto da viagem e evitar problemas.

Nesse período de Verão, a opção de lazer podem ser os parques aquáticos. Não há nenhuma objeção em relação à ida da gestante a esses locais,  desde que a gestação não seja de risco. Uma dica é optar pelas piscinas comuns ou com ondas, evitar tobogãs e não se esquecer do protetor solar.

Segundo Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista, um ponto importante nesses momentos é a exposição ao sol. O ideal é utilizar protetor solar acima do fator 30 na região do rosto e no abdômen, a cada duas horas, para evitar o aparecimento de manchas. Também não se esqueça de ingerir de dois a três litros de água por dia.

 

 

 

 

No verão, gestantes devem aumentar os cuidados com a pele: mito ou verdade?

Protetor solar é fundamental, ainda mais para gestantes

Verdade. Nesse período, os cuidados com a pele devem ser aumentados, especialmente para gestantes, que têm maior tendência a desenvolver manchas na pele nesta época do ano.

Essa tendência pode ser explicada pelo aumento da produção do hormônio melanoestimulante, responsável por estimular a produção de melanina, que por sua vez confere pigmentação à pele. Com seu aumento, no entanto, é maior também o risco de a gestante desenvolver manchas na pele, os chamados “melasmas gravídicos”.

“Nesse período, o fato de proteção solar utilizado pela mulher deve ser mais alto. Pode variar de paciente para paciente, mas o ideal é que seja acima de30”, afirma Dra. Thais Adura Pepe, dermatologista da Pro Matre Paulista. Quando faz muito sol, o ideal é que a gestante reaplique o filtro solar a cada duas horas. No dia a dia, ela precisa aplicá-lo apenas quando se expuser ao sol.

Um cuidado adicional diz respeito à oleosidade, bastante característica desse período na vida da mulher. Se o protetor solar for muito oleoso, a gestante pode desenvolver acne, já que neste período a pele pode ficar mais oleosa.O ideal é usar filtros sem óleo, que não obstruem os poros.

Bebê também chora por desconforto de calor: mito ou verdade?

O calor pode ser desagradável para qualquer pessoa, e isso vale para os bebês, que se manifestam chorando

Verdade. Quando um bebê chora de forma aguda e persistente, a desconfiança de que se trata de uma crise de cólica é uma ideia recorrente. Mas, como ele não se comunica, não há como ter certeza de que se trate de cólica mesmo. O que mais pode causar esse tipo de reação?

“Vários fatores: refluxo, azia, fome, calor, frio, enfim, todo tipo de desconforto que o bebê sentir será comunicado por meio de seu choro”, explica Dra. Vera Valverde, neonatologista. É fundamental manter a rotina de visitas periódicas ao pediatra, depois da alta hospitalar. “É normal que o bebê tenha cólicas e outros desconfortos nos primeiros meses de vida. Se ele tiver um quadro geral bom, com ganho de peso, higidez, e sinais compatíveis com sua idade, a cólica será um evento normal nesse quadro, e o pediatra é o profissional capacitado para avaliar”, conclui a doutora.

Gestantes devem tomar cuidado no período de festas: mito ou verdade?

Cuidados com a hidratação devem ser mantidos para as gestantes, mesmo durante as festas

Verdade. Há poucos dias das festas de fim de ano, é normal que as gestantes fiquem cheias de dúvidas sobre o que podem e o que não devem fazer nesta fase. Afinal, motivos para comemorar não faltam, mas com o que uma mulher grávida deve se preocupar nesse período de Natal e Ano Novo?

Dr. Luiz Fernando Leite, ginecologista e obstetra da Pro Matre Paulista, explica que a época pode se tornar mais desgastante de acordo com o número de semanas de gravidez, principalmente devido aos desconfortos provocados pelo inchaço, pela falta de ar e pela dor lombar.

“Além do mais, devido ao calor da época natalina, as gestantes irão apresentar maior desgaste e quedas de pressão, por isso devem evitar os horários de pico e as aglomerações”, comentou o ginecologista.

As altas temperaturas, que têm princípio bem na época do Natal e do Ano-Novo, são, inclusive, um dos quesitos com que as grávidas mais devem se preocupar. Por isso, mamãe, cuidado para aproveitar as festas de fim de ano sem causar desconfortos a você e danos ao seu bebê.

 

Bebês devem tomar sol: mito ou verdade?

Verdade. O bebê recém-nascido possui a pele muito delicada, que requer atenção e cuidados. Para isso, procure sempre observar a pele da criança a fim de identificar possíveis alterações por causa do sol.

Se o bebê ficar exposto ao sol por muito tempo, poderá sofrer desidratação, febre, delírio, choque e baixa pressão sanguínea. Então, se for expor seu filho ao sol procure protegê-lo e limitar o tempo. Assim você cuida de seu filho e garante sua saúde.

E não se esqueça dos horários mais recomendados para os banhos de sol. Antes das 10h e depois das 16h – lembre-se do horário de verão.

Não passe nada na pele dele até os seis meses de idade. Qualquer alteração observada na pele contate um pediatra.

Orientações esta e muitas outras estão disponíveis no site da Pro Matre Paulista, no Espaço Família. Aproveite o final de semana e navegue por lá!

Gravida no Verão: como reduzir o inchaço?

“O aumento da temperatura faz com que a pressão arterial, que na gestante habitualmente já é baixa, caia um pouco mais, dificultando o retorno venoso. Com isso, ela tem maior retenção de líquido e surge esse inchaço”, explica Carla Kikuchi, obstetra. Para minimizá-lo, a dica principal é beber muita água.

Além disso, praticar atividade física, dormir com as pernas ligeiramente elevadas em relação ao corpo e evitar permanecer muito tempo na mesma posição também são hábitos que contribuem para minimizar o problema.

Fazer sessões de drenagem linfática é um ótimo auxílio, porém você deve procurar um profissional habilitado, de preferência com formação em fisioterapia, e a massagem não deve ser realizada na área do abdômen. Antes, verifique com seu obstetra se não há impedimento no seu caso.