Espaço Família Pro Matre

Tamanho do Texto:

Dicas para o Pai

O auxílio dos pais nessa nova etapa é fundamental para a tranqüilidade das mamães. Saiba mais como ajudar nos cuidados com a mãe e o bebê:

1 – O pai grávido: uma realidade

Gestantes podem sofrer com enjoos, ansiedade, medo, depressão. Entretanto, apesar de raros, há casos em que os futuros pais também compartilham destes mesmos sintomas, incluindo suas dores. As razões para este tipo de comportamento são diversas, mas as mais comuns são a falta de planejamento da gestação e o medo do desconhecido, do que virá após o parto, além das responsabilidades naturais que este tipo de acontecimento implica.

2 – Auxílio aos preparativos

É importante que o pai também participe de todas as etapas da gestação. A criança que está a caminho vai precisar de cuidados do casal. Para o bebê, quanto mais atenção e cuidado, mais fácil ficará seu desenvolvimento. Procure participar da escolha do médico obstetra e do pediatra, dividindo as responsabilidades pela opção. Acompanhe sua esposa sempre que possível a consultas e exames, veja seu filho na ultrassonografia e escute seus batimentos. Com certeza isso lhe trará muitas alegrias. Participe também da escolha da maternidade, com uma boa estrutura hospitalar visitando anteriormente e verbalizando sempre sua impressão. Isso vale também para o curso para gestantes e mães, onde você vai encontrar outros homens com as mesmas preocupações que as suas.

Durante todo este período gestacional, em que o casal se prepara para a chegada do bebê, ajude também nos afazeres domésticos e esteja presente no dia-a-dia.

3 – É chegada a hora

No parto, o trabalho maior está com a futura mamãe, mas o papel do pai também é fundamental nessa hora. Chegar bem preparado e, principalmente, calmo à sala de parto é meio caminho andado para oferecer apoio à gestante e também para aproveitar ao máximo esse momento mágico.

Na ida à maternidade, procure controlar a frequência das contrações. Avise o restante da família apenas após a internação, assim, você já vai ter informações mais precisas sobre o andamento do parto.

Durante o trabalho de parto, ajude a mamãe a encontrar a posição mais confortável. Não se intimide: faça massagem nas costas dela, transmita carinho. Tenha paciência com reações exaltadas da gestante nesse momento. Enquanto estiver sentindo dor, ela provavelmente terá gestos incomuns à sua própria personalidade. E por fim, assista o parto se você se sentir à vontade.

4 – Um novo ser na família

Por mais que a família tenha se preparado para este momento, é sempre uma mudança significativa a chegada de um bebê em casa. Cada um tem seu papel neste momento – a mãe, o pai, os irmãos, os avós. Naturalmente, o vínculo entre a mãe e o bebê é o que primeiro se estabelece e permanece mais forte que os demais por algum tempo, principalmente enquanto o bebê é amamentado. No entanto, toda a família vai sentir os reflexos dessa nova vida em casa.

Foi-se o tempo em que o pai era apenas o responsável pelo sustento da família. Hoje, essa responsabilidade é dividida entre o casal, e nada mais natural que dividir também a atenção dada ao bebê. Trocar fraldas, dar banho, preparar mamadeiras, aninhar o bebê no colo ou simplesmente ficar ao seu lado são tarefas simples, mas muito compensadoras. Fazendo isso, além de partilhar a responsabilidade, o pai pode experimentar a alegria do contato físico com o bebê.

5 – Atenção aos sinais de depressão pós-parto

Assim que nasce o bebê, a mãe passa de gestante a puérpera. Essa palavra pouco comum vem de puerpério e designa o período que se segue ao parto e tem duração aproximada de 40 dias. Nesse intervalo, o organismo da mulher retoma o estado pré-gestacional, tanto em termos anatômicos quanto fisiológicos. Cerca de 10% das mulheres que dão à luz desenvolvem depressão pós-parto, uma doença bem mais séria do que uma melancolia passageira. Enquanto a maior parte das mães consegue superar uma eventual tristeza inicial e passa a curtir seus bebês, uma mulher com depressão pós-parto fica cada vez mais ansiosa e tomada por sentimentos desagradáveis. Ao perceber os sintomas da depressão pós-parto, é importante procurar orientação médica, pois o uso de alguns medicamentos pode ser indicado nesses casos. O pai, assistindo a situação de fora, terá mais facilidade em notar as mudanças comportamentais da nova mãe.