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Notícias do mês de Setembro

15/09/2015

Jornada de Enfermagem Obstétrica e Neonatal debate protocolos assistenciais em gestantes

Durante evento em São Paulo, profissionais da saúde e estudantes se reuniram para atualização profissional e discussão de protocolos da área obstétrica e neonatal


No sábado, dia 26 de setembro, ocorreu a 15ª Jornada Internacional de Enfermagem Obstétrica e Neonatal, em São Paulo, no Hotel Tivoli. O evento reuniu profissionais da saúde e estudantes de várias cidades do Brasil para discutirem os protocolos assistenciais voltados à gestante. Ainda, contou com a presença de uma convidada internacional, a enfermeira Bridget Cox, gerente de enfermagem do Women and Infants Hospital, afiliado à Harvard Medical School em Rhode Island, nos Estados Unidos. Ao final da Jornada, os inscritos puderam participar de sessões de simulação realística para treinamento de emergência e urgência.


Foram oito palestras, sendo duas com a Enfª Bridget Cox, uma com o Dr. Gabriel Variane, neonatologista do Hospital e Maternidade Santa Joana, e cinco com enfermeiras obstétricasque atuam nas renomadas maternidades Santa Joana, Pro Matre Paulista e Perinatal: Enfª Rita Icassati Queiroz, coordenadora do Pronto Atendimento do Hospital e Maternidade Santa Joana; Enfª Paula Novaes, enfermeira obstetriz do Hospital e Maternidade Santa Joana; Enfª Elaine Graça da Silva, coordenadora da Unidade de Terapia Intensiva Adulto do Hospital e Maternidade Santa Joana; Enfª Viviane Galves de Souza e Enfª Soraya Correa Soares, ambas do bloco operatório do Grupo Santa Joana; e Enfª Odália Uidack Barros, supervisora da unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital e Maternidade Perinatal/RJ. “É importante essa troca de experiências para aperfeiçoar nosso trabalho. Saber que muitos dos serviços de saúde do Brasil já estão implantando práticas similares às do Women and Infants Hospital, maternidade reconhecida pelos estudos de neonatais de risco e pela maior UTI neonatal norte-americana, é bastante gratificante” afirma a Enfª Rosmaria Pirollo, gerente de enfermagem da Pro Matre Paulista.


A própria Bridget Cox comentou que levará para os Estados Unidos algumas novidades vistas em sua visita aqui. “Vi nos hospitais do Grupo Santa Joana que todas as salas de parto têm banheiras e achei isso maravilhoso, porque não temos isso lá. Temos apenas um quarto assim e acho que isso é ótimo para as mães. Soube também que há câmeras que permitem aos pais ver o que está acontecendo com o bebê quando ele está no berçário. Certamente, levarei tudo isso para os Estados Unidos”.


Além das experiências compartilhadas, a Jornada de Enfermagem apresentou e debateu com os presentes alguns protocolos assistenciais voltados para as gestantes: protocolo de avaliação do risco; protocolo gerenciado no atendimento de sepse; protocolo para pré-eclâmpsia (hipertensão após 20ª semana de gestação); protocolo de hipotermia no recém-nascido; e protocolo para risco hemorrágico. “Na literatura médica, só existem os protocolos de âmbito mais amplo. Então, nós adequamos esses protocolos de acordo com nosso perfil obstétrico, tendo como foco a segurança materno fetal”, explica a Enfª Elaine Cristina Alves Galvão, gerente de enfermagem do Hospital e Maternidade Santa Joana.


Para compor as apresentações e reafirmar a necessidade dos protocolos assistenciais direcionados e de uma equipe multidisciplinar integrada, o neonatologista Dr. Gabriel Variane conduziu uma aula sobre “Hipotermia Terapêutica: melhorando o prognóstico neurológico no RN com asfixia perinatal”. Essa é uma das intercorrências mais comuns em neonatos. Apresenta incidência de dois a seis bebês para cada mil nascidos vivos, sendo que, no Brasil, estima-se o nascimento de cerca de 6 a 20 mil com asfixia perinatal por ano. “O tratamento de escolha realizado hoje no mundo todo para esses casos é a hipotermia terapêutica que consiste em reduzir a temperatura corpórea do recém-nascido a uma temperatura alvo de 33,5 graus pelo período de 72h. Em linhas gerais, a baixa temperatura irá diminuir o metabolismo cerebral e a cascata inflamatória, reduzindo a morbimortalidade e o risco de sequelas neurológicas” explica o especialista. Ainda de acordo com o Dr. Variane, para que esse procedimento seja satisfatório, os cuidados da equipe de enfermagem são fundamentais no acompanhamento e monitoramento contínuo do bebê.


O Grupo Santa Joana é o grupo que mais realiza partos no Brasil, com índice de apenas duas mortes a cada mil nascimentos, inferior ao índice brasileiro de 65 mortes a cada mil nascimentos e inferior até mesmo a índices de países desenvolvidos, como o Canadá, que apresenta três mortes a cada mil nascimentos. Por isso, expor as experiências positivas com os protocolos já instalados no grupo, influenciando para que sejam incorporados em outros centros de saúde, é efetivo para uma melhora no atendimento obstétrico e maior sobrevida dos recém-nascidos. “Eu vim à Jornada para me atualizar, prestar melhor assistência no hospital em que trabalho e informar os colegas de profissão da minha cidade que não puderam vir” conclui a enfermeira de São Roque – SP, Kelly Regina Xavier de Jesus.


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