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01/04/2011

A gravidez da “nova magra”

Mulheres submetidas à cirurgia bariátrica têm menos problemas de infertilidade e complicações reduzidas na gestação

O maior acesso às cirurgias bariátricas tem permitido que um número cada vez maior de mulheres supere não apenas seus problemas com a obesidade, mas também uma consequência do sobrepeso – a infertilidade. É muito comum a mulher obesa deparar-se com dificuldades para engravidar, principalmente pela inibição da ação da insulina, levando à diabetes tipo 2, que impede a ovulação.

Alguns meses depois da cirurgia, é esperado que a ex-obesa beneficie-se também da regularização dos ciclos menstruais, do desaparecimento de cistos ovarianos e da volta da ovulação. Com esse novo metabolismo, muitas vezes a “nova magra” consegue engravidar naturalmente. “Do ponto de vista emocional, a cirurgia para redução de estômago também costuma apresentar um efeito altamente positivo”, diz Dr. Alberto d´Auria, diretor de Relacionamento Médico da Pro Matre Paulista. Mulheres que antes eram dominadas pela baixa auto-estima passam a se sentir mais dispostas e atraentes, melhorando inclusive seu interesse na atividade sexual.

A gestação de uma mulher submetida a esse tipo de cirurgia pode desenvolver-se normalmente, apenas com a introdução de alguns cuidados especiais. Dependendo do tipo de cirurgia realizado, pode ser necessário fracionar ainda mais a alimentação da grávida, pela dificuldade que seu estômago apresenta em receber quantidades maiores de alimentos.

Mulheres submetidas às chamadas cirurgias disabsortivas (com a redução do duodeno, por exemplo), podem ter dificuldade de reter proteínas fundamentais para a formação dos tecidos do bebê, levando à necessidade de suplementação tanto de proteínas quanto de nutrientes como ferro, cálcio e zinco. Já as mulheres que sofreram cirurgias restritivas (com a colocação de um anel na parte de cima do estômago), costumam ter dificuldade para absorver a vitamina B12, fundamental para o sistema neurológico tanto do bebê quanto da mãe. Nesses casos, a indicação é a suplementação da vitamina por via injetável.

Os cuidados com a gestante ex-obesa geralmente possibilitam uma gravidez dentro dos padrões normais. “Ao contrário da gestação que ocorre quando a mulher está na faixa da obesidade, que habitualmente desenvolvem inúmeras complicações, como diabetes gestacional, hipertensão, predisposição para partos prematuros, maior risco para hemorragias e complicações anestésicas”, conclui Dr. d´Auria.

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