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20/02/2011

Desmitificando a Endometriose

Como detectar e se livrar da doença que atinge entre 6 e 10% das mulheres.

A endometriose é uma das principais causas da infertilidade feminina na atualidade, afeta entre 6 e 10% das mulheres na faixa dos 25 aos 35 anos e está, em grande parte, ligada ao estresse e a conflitos emocionais característicos da vida moderna. Na atual novela das 21h da Rede Globo, a personagem Carol, vivida pela atriz Camila Pitanga, é portadora da doença, o que tem aumentado o interesse da mídia sobre o tema.

Apesar de ser uma doença importante e de causar ansiedade, dúvidas e temores, a endometriose possui alguns mitos em torno de si que são desnecessários e devem ser esclarecidos. Há diversas teorias que contemplam as possíveis causas da doença, mas a principal explica que, durante a menstruação, células do endométrio – tecido que reveste a cavidade uterina - sejam enviadas pelas trompas para dentro do abdômen, realizando uma espécie de caminho inverso. Este “desvio de rota” provoca inflamação, formação de novos vasos sanguíneos, fibrose e distorção anatômica, levando à doença. Também há indícios de que algumas mulheres nascem com uma característica constitucional que leva ao desenvolvimento da doença.

Além da infertilidade, outro importante sintoma da endometriose é a dor, que pode se manifestar como cólicas menstruais intensas, dores abdominal ligadas ou não às relações sexuais, dores no intestino no período menstrual, ou mesmo uma mistura de todos eles. Os métodos de escolha para o diagnóstico da endometriose são a ultrassonografia transvaginal ou a ressonância magnética da pélvis. Entretanto, para confirmá-lo em definitivo, o protocolo prevê a realização de cirurgia, normalmente feita por meio de laparoscopia, que permite não apenas visualizar como também retirar ou eliminar as lesões com laser ou outros métodos.

Ainda assim, o tratamento clínico da endometriose pode ser iniciado mesmo na ausência da confirmação cirúrgica. Normalmente, os especialistas optam pela suspensão dos ciclos menstruais, como tentativa de atrofiar o endométrio implantado em locais ectópicos ou distantes do útero.

Apesar de ser uma das causas de infertilidade, nem toda mulher que desenvolve endometriose fica privada de engravidar. “Pode parecer paradoxal, mas uma das opções para tratar a endometriose é a própria gravidez, uma vez que serão, aproximadamente, 14 meses sem menstruação, somados a doses altas de progesterona, produzidas pelo próprio organismo materno e à atrofia de todas as células endometriais em locais indesejados”, explica Dr. Alberto d´Auria, diretor de Relacionamento Médico da Pro Matre Paulista.

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