Novos Pais – Qual é sua importância antes e depois do nascimento

Nos últimos anos, o papel do pai na família, principalmente na criação dos filhos, tem sofrido mudanças. Ao se mostrarem mais presentes, os pais aumentam a confiança das mães em dividir o cuidado ao recém-nascido – tornando esse período em que o bebê depende totalmente dos pais mais leve para os dois.

Estudos corroboram para tal mudança, uma vez que comprovou-se que os homens também se preparam, fisiologicamente, para a chegada do bebê. Segundo um estudo publicado na revista The Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os níveis de testosterona do homem durante a gestação de sua parceira caem cerca de 34%. O hormônio em baixa possibilita o desenvolvimento de novos instintos paternais para que se estabeleça uma relação mais afetiva e cuidadosa com a mãe e a criança.

Saber como ser um pai presente é um desafio, pois cada gestação é única. No entanto, existem algumas necessidades que todas as mulheres compartilham ao longo dessa jornada. Saiba como reconhecê-los para auxiliar na rotina da sua família:

Pré-Natal
A divisão de tarefas pode começar na escolha do médico obstetra e pediatra. Ajudando a tomar decisão, a responsabilidade é dividida. A paciência com as alterações de humor, choros e ansiedades também é essencial. Tente compartilhar seus sentimentos, lembrando-a de que vocês passarão por isso juntos.
Quando o parto se aproxima, auxiliar nos preparativos para recepção do filho é importante, como na arrumação do quarto e na montagem do enxoval. Assim como a busca de informações sobre a gravidez, para conseguir auxiliar e conversar com a mãe participando de todos os seus momentos.

Parto
Se participar ativamente da gestação, você terá debatido e pesquisado minuciosamente sobre esse momento. Esse estudo traz a segurança e a calma que você necessita para oferecer suporte para a grávida, que estará passando por um turbilhão de emoções.
Avise os familiares após a internação, sempre lembrando a gestante de que essas tarefas estão sendo feitas, para que sua concentração esteja totalmente focada no nascimento.
Respeite a via de parto escolhida pela mulher e, durante as contrações, ajude oferecendo massagens e participando dos exercícios, como indicado por profissionais. Respeite a necessidade da mulher: às vezes, apenas segurar sua mão já é o bastante.
A chegada do bebê é um momento único e você terá o prazer de levá-lo para conhecer a família pela primeira vez, por meio do visor plasmático. Tire um minuto para apreciar esse pequeno que mudará a sua vida.
Saindo do centro cirúrgico, continue com o seu bom trabalho de suporte e proteção: durma na maternidade ao lado da sua família e controle as visitas nos dias em que estiverem lá para manter a disposição da companheira.

Pós-parto
Se você ainda não foi impactado por uma mudança radical na sua vida, esse é o momento. A mulher fica muito frágil, podendo ter alterações de humor iguais ou até mais intensas dos que as vividas durante a gestação. Por isso é importante manter a paciência e mostrar apoio – dando atenção e carinho para a mulher, cuidando dela tanto quanto você deseja cuidar e apreciar o bebê.
Com o pequeno, é hora de aceitar desafios e viver novas experiências: participe de banhos, trocas de fraldas e consultas. Aprenda a esterilizar a mamadeira e a funcionalidade de todos os utensílios usados no cuidado com o bebê. Divida os cuidados com a casa e da rotina para facilitar a amamentação e possibilitar que, aos poucos, a mãe também retome suas atividades.

A presença do pai em todo o processo da gestação, antes, durante e depois do nascimento do bebê é essencial e uma prática que apoiamos. Tenha certeza de que o vínculo criado por viverem esse momento juntos fortalecerá ainda mais o relacionamento da sua família, trazendo benefícios a longo prazo para o seu filho.

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Tour virtual: Conheça o Centro de Parto Normal, onde humanização e segurança caminham lado a lado

Proponho um exercício de imaginação. Feche os olhos e pense no lugar perfeito para o nascimento do seu filho. Sem dúvida, as sensações que emergem são de paz, tranquilidade, conforto e alegria, resultado da harmônica união entre humanização e segurança. Seja parto normal ou cesárea, você deseja que esse dia seja marcado como um dos mais felizes de sua vida – e, para tanto, é nossa função fazer com que isso seja possível e te oferecer uma estrutura única, que atenda às suas expectativas e aos seus desejos.

Foi com esse objetivo que desenvolvemos o Centro de Parto Normal, com seis salas espaçosas e bem equipadas que foram projetadas para te fornecer assistência centralizada e incentivar, cada vez mais, o parto via vaginal.

Humanização é a base

Aqui, banheiras com cromoterapia estão integradas a todos os quartos, onde você pode também conectar seu celular e ouvir a playlist que montou para esse momento. A fim de aliviar a dor e incentivar a dilatação e descida do bebê, dispomos de alguns subsídios que podem te ajudar, como bola suíça, barra de alongamento, cavalinho e banqueta de parto.

O relaxamento também é importante e ele é proporcionado pelo céu estrelado, um recurso visual instalado no teto formado por pequenos fleches de luz. Fracos e intimistas, esses fleches deixam o ambiente mais acolhedor, dando o conforto e a calma necessários.

Todo mundo focado em te auxiliar

Enfermeiras obstetras experientes e médicos plantonistas estão preparadas para te auxiliar e monitorar a evolução do parto lado a lado. A comunicação é constante, te informando sobre os próximos passos e zelando pelo seu bem-estar e de seu bebê. Com o apoio do seu acompanhante, cuja presença ativa é estimulada integralmente no processo, você passará pelo trabalho de parto, parto e pós-parto da forma que mais se sentir confortável.

Depois do nascimento do seu filho e da hora dourada, seu acompanhante pode levar o bebê até o visor plasmático, para que toda a sua família e amigos vejam seu bebê pela primeira vez.

Unindo humanização e segurança

Todas as salas contam com aparelhos de cardiotocografia sem fio, o que garante a sua mobilidade. Chamado de cardiotoco, ele é usado para fornecer informações sobre você e seu bebê aos médicos, usando sensores ligados à barriga que constatam a vitalidade fetal por meio de batimentos cardíacos e a contração uterina.

Para quando nem tudo ocorre como o planejado, dentro do Centro de Parto Normal há também um centro cirúrgico e área de reanimação neonatal. Ou seja, te garantimos uma assistência ágil e assertiva, independentemente do que acontecer.

Tour virtual

Só uma instituição especializada em você e no seu bebê pode desenhar um ambiente especial para o momento em que o primeiro encontro de mãe e filho acontecerá. Confira tudo de pertinho pelo nosso tour virtual!

Clique aqui para fazer o agendamento da sua visita – estamos esperando por você.

Campo cirúrgico transparente permite que as mães vejam o bebê nascendo

Cesárea humanizada: campo transparente permite que as mães vejam o bebê nascendo de forma emocionante.

O material faz com que a mãe acompanhe o nascimento do filho até mesmo na cesária e a deixe como protagonista de tudo o que está acontecendo.

Veja a máteria completa clicando no link abaixo:

https://paisefilhos.uol.com.br/gravidez/cesarea-humanizada-campo-transparente-permite-que-as-maes-vejam-o-bebe-nascendo-de-forma-emocionante/

Gripe

Previna-se contra o vírus da gripe: vacinação é método efetivo para evitar transmissões da doença, protegendo mãe e bebê

Febre, dores musculares, tosse, congestão nasal, coriza e fadiga são alguns dos sintomas mais comuns da gripe, uma infecção viral que se espalha facilmente. A transmissão do vírus acontece, principalmente, por gotículas respiratórias no ar, contato com a pele e com objetos contaminados, e saliva. Sua duração é, em média, de sete a dez dias, e pode ser tratada por meio de repouso e hidratação, permitindo que os anticorpos combatam a doença.

Alterações hormonais comuns da gravidez podem comprometer essa resposta das mães, deixando-as mais suscetíveis a complicações respiratórias, pneumonia e até parto prematuro. A vacina é a principal forma de prevenção contra gripe e, por isso, elas integram o grupo prioritário para imunização, devendo toma-la independentemente da idade gestacional.

É importante lembrar que ela protege não só a mulher, mas também o bebê, uma vez que os anticorpos atravessam a placenta, imunizando-o contra o vírus e, consequentemente, reduzindo a chance de infecção durante seus seis primeiros meses. Essa ação é fundamental, já que o a defesa do organismo no recém-nascido ainda é frágil, potencializando os quadros gripais. Além disso, doenças virais podem comprometer o amadurecimento de seu sistema imunológico e elevar o risco de desenvolvimento de problemas respiratórios, como a asma.

Vacinando toda a família

Mesmo quando a mãe imuniza-se e, assim, fortalece a defesa do filho, é importante que todos aqueles envolvidos no cuidado dele também estejam com a vacinação em dia. Isso porquê se esse grupo não está protegido contra infecções, a chance de transmissões do vírus ao bebê permanece alta. Esse é o chamado “efeito rebanho”, que consiste na proteção coletiva afim de preservar a saúde do mais frágil.
Nós, da Pro Matre Paulista, acreditamos que vacinar-se é um ato de amor de toda a família, capaz de zelar pelo bem-estar e pleno desenvolvimento do bebê. Conheça nosso Centro de Imunização:

Unidades de atendimento
Unidade Paraíso:
Rua Cincinato Braga, 37, 2º andar, São Paulo – SP
Tels: (11) 3284-8824 e (11) 3287-5000

Unidade Ibirapuera:
Av. República do Líbano, 900, São Paulo, SP
Tels: (11) 3887-6950 e (11) 3052-5031
Mais informações: http://www.vacinapromatre.com.br

Mortalidade Materna

Gravidez não é doença, mas infelizmente em alguns casos ela pode levar, por diversos fatores diferentes, evitáveis ou não, à morte da gestante. A chamada morte materna acontece quando a mãe morre por complicações na gestação, durante o parto ou até 42 dias depois de dar à luz o bebê.

As causas da morte materna se dividem entre evitáveis – aquelas que podem ser evitadas com os recursos atuais da medicina e as não evitáveis, que naturalmente ocorreriam como em alguns casos de câncer, doenças cardíacas entre outras.

Segundo estimativas, a grande maioria das mortes maternas no Brasil são decorrentes das causas evitáveis.

Dentre as causas evitáveis e diretas, as mais frequentes e perigosas para as gestantes são as hemorragias, as infecções e a pré-eclâmpsia, doença da gestação que provoca o aumento da pressão arterial da mulher e pode levar ao parto prematuro e até à morte materna.

“A mortalidade materna tem causa multifatorial, não sendo possível achar um único motivo que justifique todas as mortes. Há problemas relacionados a  educação da própria gestante,  na qualificação da equipe multidisciplinar que dá assistência ao parto,  nos processos dentro das instituições que garantam que o conhecimento se transforme em cuidado aos pacientes entre outros,  explica Mônica Siaulys, médica responsável pelo Departamento de Anestesiologia do Hospital e Maternidade Santa Joana e pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento da instituição.

O que posso fazer?

No que diz respeito às ações da própria gestante, a principal maneira de diminuir o risco de morte materna é contribuir  para a educação das gestantes, ensinando-as os sinais e sintomas de alerta,  em que as mesmas devem procurar o serviço de saúde.

“É importante que  a gestante conheça mais sobre o que pode acontecer com ela durante a gestação, estar alerta aos sintomas, como um sangramento, infecções principalmente de origem urinária e que busque assistência qualificada precocemente, aconselha a Dra Mônica.

Outra ação importante é investir na capacitação das equipes multidisciplinares que dão assistência as pacientes no ciclo gravídico puerperal,  criando sistemas mais seguros que garantam que o conhecimento cada vez mais se transforme em cuidado a paciente.

A mortalidade materna deve ser um evento raro, e é por isso que é contada sempre por cada 100 mil nascimentos. Ou seja, a taxa é o número de óbitos maternos para cada 100 mil nascimentos no país, continente ou estado”, explica a médica.

No Brasil, infelizmente,  a taxa de mortalidade materna é elevada sendo de 60 óbitos para 100 mil nascimentos, Apesar ter diminuído nos últimos anos, tendo uma queda de 58% entre 1990 e 2015, segundo dados do Ministério da Saúde, ainda estamos longe de atingir o ideal. A taxa de alguns países desenvolvidos chega a ser de menos de 10 óbitos por 100 mil nascimentos.

“Não é uma situação tão alarmante como a de alguns países da África, que possuem taxas de 100 óbitos, mas está longe de ser um país de primeiro mundo. Ainda temos um campo enorme para se trabalhar no Brasil em relação à redução da mortalidade materna, e isso passa principalmente por fortalecer a cultura de formação dos profissionais médicos”, comenta Mônica.

Fonte:

Mônica Siaulys, médica responsável pelo Departamento de Anestesiologia do Hospital e Maternidade Santa Joana e pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento da instituição (CRM/SP 65787)

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A Pro Matre é Recertificada pela JCI

A Joint Commission International (J.C.I.) é a organização (sem fins lucrativos, norte-americana) que concede um selo que certifica padrões de qualidade em serviços de saúde mais importante do mundo. A comissão atua com imenso reconhecimento em mais de cem países e sua certificação atesta a excelência das instituições com relação à qualidade do atendimento e à segurança dos pacientes.

Informações obtidas na avaliação da comissão internacional são utilizadas para atualizar os princípios da acreditação periodicamente. E esse é o quarto ano consecutivo que a Pro Matre Paulista é acreditada pela minuciosa auditoria. O primeiro selo de comprovação da mais alta qualidade em serviços, comparados aos de todo o mundo, foi conquistado pela maternidade no final do mês de abril de 2015, depois de passar por um complexo e planejado processo de melhorias, que começou anos antes, em 2013.

Inúmeros ajustes em diversas áreas da unidade foram realizados nesse período. Receber essa certificação realmente requer altos índices de esforços, uma vez que todas as práticas de atendimento são rigorosamente analisadas por consultores especializados da J.C.I. Estruturas gerais, protocolos de tratamento, controle de infecções, manutenção de equipamentos, gerenciamento de processos, atenção e cuidados com os pacientes, são alguns dos importantes requisitos avaliados pelos especialistas.

Para estar dentro dos níveis de alto padrão exigidos pela auditoria da comissão, que atua há mais de cinquenta anos no ramo, a Pro Matre Paulista atravessa extensos e criteriosos processos de modernização mundial. A equipe de trabalho da unidade é multidisciplinar, passa por sérios procedimentos de preparo e educação, desenvolvimento de competências e transferência de conhecimentos. São persistentes os cuidados da instituição com a gestão, com as qualificações profissionais e com a infraestrutura da maternidade mais tradicional de São Paulo. É uma grande satisfação e motivo de orgulho para todos da Pro Matre Paulista a aprovação mais uma vez no processo, que eleva ainda mais a qualidade no atendimento a mães, bebês e familiares.

Toda a equipe está altamente engajada, diariamente, para manter um claro objetivo: oferecer às pacientes a melhor qualidade em serviços que existe, desde a chegada à unidade, até o momento de receber a alta.

                                        

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Febre Amarela, Dengue, Zika, Chikungunya: O Que Preciso Saber para Evitar as Doenças

Com o Verão e o atual alerta sobre a Febre Amarela, a população acaba deixando de lado outras ameaças como Dengue, Zika e Chikungunya. Por isso, buscamos orientações com o Dr. Livio Dias, infectologista da Pro Matre Paulista.

O que são arboviroses?

São um conjunto de doenças virais que têm em comum o fato de serem transmitidas por artrópodes, como mosquitos por exemplo, disseminadas por todo planeta à exceção das regiões dos polos.

São mais de 500 tipos de arbovírus, e no Brasil, em anos recentes, Zika, Dengue, Chikungunya e Febre Amarela ganharam importância e repercussão nacional e internacional em vista do número de casos.

 

Quais são os sintomas dessas doenças?

Dengue
A primeira manifestação da doença costuma ser a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, com duração de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, manchas e coceira na pele, náuseas e vômitos. A maior parte das pessoas, após quatro ou cinco dias do início da doença, apresenta uma melhora dos sintomas com recuperação total após essa fase inicial.

Em uma minoria dos casos, depois que a febre começa a ceder, pode ocorrer diminuição acentuada da pressão sanguínea. Esta queda da pressão caracteriza a forma mais grave da doença, chamada popularmente de Dengue hemorrágica ou Dengue grave. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos e outros sintomas.

Chikungunya
A primeira fase da Chikungunya, chamada de aguda ou febril, dura até o décimo dia de doença. Os principais sintomas dessa fase são: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, manchas na pele, fadiga, náuseas, vômitos, dores musculares.

Após esse período inicial, alguns pacientes evoluem com persistência das dores articulares, a febre desaparece, caracterizando a segunda fase da doença, ou fase subaguda, com duração de até 3 meses.

Quando as dores se perpetuam por mais de 3 meses, os doentes atingem a chamada fase crônica. Nessa fase, que acomete até metade dos indivíduos, os principais sintomas são as dores articulares, muitas vezes com limitação dos movimentos, inchaço e eventualmente deformidades nas articulações. Outros sintomas incluem queda de cabelo, depressão, alteração do sono, alterações visuais entre outros sintomas. A fase crônica pode perdurar por até 3 anos.

As formas graves e complicações da infecção pelo CHIKV acometem mais comumente pessoas com outras doenças, chamadas comorbidades, crianças, em especial as mais jovens, idosos e indivíduos em uso de algumas medicações.  Ocorrem com frequência variável e são principalmente as seguintes: convulsões, dores fortes, Insuficiência cardíaca, tromboses, problemas respiratórios, hepatite, falência renal e hemorragias.

Zika
Os sinais de infecção pelo Zika vírus são parecidos com os sintomas da dengue, e começam de 3 a 12 dias após a picada do mosquito. A maior parte dos indivíduos, cerca de 80 %, após se infectar com ZKV não desenvolverá qualquer sintoma da doença. Os sintomas de infecção pelo ZKV, quando presentes são: Febre baixa (entre 37,8° e 38,5°C), Dor nas articulações (artralgia), mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço, Dor muscular (mialgia), Dor de cabeça e atrás dos olhos, Erupções cutâneas (exantemas), acompanhadas de coceira. Podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés, Conjuntivite: um quadro de vermelhidão e inchaço nos olhos, mas em que não ocorre secreção. Outros sintomas mais raros de infecção pelo Zika vírus incluem: dor abdominal, diarreia, constipação, fobia a luz e pequenas feridas na boca. Os sintomas costumam ter duração de cerca de 2 a 7. Em casos eventuais, as dores nas articulações podem persistir por volta de 1 mês.

Febre Amarela
A febre amarela é uma doença grave, porém, em alguns casos, pode cursar com poucos ou sem sintomas. Quando presentes, os sintomas são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos que se iniciam cerca de 3 a 6 dias após a picada do mosquito transmissor. Os sintomas tendem a desaparecer após o terceiro dia de doença e, após um breve período de melhora, alguns indivíduos podem evoluir para a forma mais grave. Na forma grave, ocorrem danos ao fígado e aos rins, a pele se torna amarelada e é possível que surjam sangramentos.

Importante notar que os sintomas dessas doenças se sobrepõem, e podem ser semelhantes também a outras doenças que não arboviroses. Um diagnóstico adequado é feito por profissional de saúde capacitado, com conhecimento sobre a situação de circulação desses vírus em uma determinada região e em um determinado período de tempo, se valendo também de exames laboratoriais complementares.

Existem vacinas para essas doenças?
Existem vacinas disponíveis para dengue e febre amarela.

A vacina de dengue está licenciada para uso em indivíduos dos 9 aos 45 anos de idade. Pessoas com deficiência no sistema de defesa, gestantes, mulheres amamentando e pessoas com alergias graves aos componentes da vacina não devem ser vacinados. Recentemente houve uma alteração na recomendação para vacina de dengue atualmente disponível e a mesma não deve ser administrada em indivíduos que não tenham sido previamente infectados pelo vírus da dengue.

A vacina da febre amarela, de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações, está crianças a partir de 9 meses de idade, adolescentes e adultos que vivem em regiões brasileiras classificadas como áreas de recomendação de vacinação, ou em viagem nacional/internacional de risco para a doença, ou com obrigatoriedade de comprovação da vacinação.

Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas em relação a vacinação da febre amarela:


Se eu moro em uma área de risco, o meu bebê pode ser vacinado logo ao nascer?
Não há recomendação de vacinação de recém-nascidos. Alguns estudos demonstram que a vacinação em menores de 6 meses esteve relacionada a uma maior chance de complicações, além de pior resposta protetora da vacina. A vacina está indicada a partir de 9 meses vida e em situações especiais pode ser indicada para bebês a partir dos 6 meses de vida.

É importante ressaltar que mães vacinadas mesmo antes do início da gestação, passam anticorpos, que são um tipo de defesa natural, para o feto através da placenta. Esses anticorpos conferem certa proteção ao bebê nos primeiros meses de vida.

Nas crianças menores, que não podem ser vacinadas, devemos manter medidas preventivas contra as picadas de insetos, como o uso de roupas compridas e claras, uso de repelentes (ver recomendação do fabricante), manter portas e janelas fechadas, uso de mosquiteiros e evitar regiões de mata onde está ocorrendo a circulação do vírus, são especialmente importantes. 

No cenário atual da doença, as gestantes devem se vacinar?
Usualmente as gestantes não devem ser vacinadas para a febre amarela. Em situações especiais de risco, que deverão ser avaliadas individualmente, a vacina pode ser eventualmente indicada para gestantes. Vale reforçar que as medidas protetoras acima citadas contra a picada do mosquito transmissor e deverão ser utilizadas particularmente por aqueles com impossibilidade de receber a vacina.

Vacinei-me para febre a amarela e não sabia que estava grávida, quais os riscos e o que devo fazer?
Ainda que não recomendada na rotina para mulheres grávidas, quando utilizada na gestação, a vacina não demonstrou correlação com malformações do bebê e nem maior risco de abortamento. Caso tenha recebido a vacina inadvertidamente durante a gestação, informe ao seu médico para que ele faça um acompanhamento adequado.

Na amamentação, qual a recomendação em relação a vacina para febre amarela?Mães amamentando bebês com menos de 6 meses de vida, como regra geral não devem ser vacinadas. Porém, aquelas que vivem ou necessitam circular em áreas de risco, poderão ter que se vacinar. Nessa situação, a amamentação deverá ser interrompida por 10 dias após a aplicação da vacina.

Mães que amamentam bebês maiores de 6 meses não necessitam interromper o aleitamento, caso recebam a vacina.

O que é dose fracionada?
A dose fracionada é uma dose da vacina menor em relação a habitual, porém com a mesma capacidade de gerar proteção. Dessa forma é possível vacinar um número maior de pessoas, sem comprometer a eficácia da imunização. O tempo de proteção fornecido pela dose fracionada é de pelo menos 8 anos e é possível que os vacinados com a dose fracionada tenham que receber uma outra dose no futuro.

Quem vai tomar a dose fracionada?
A vacina fracionada, a princípio, será adotada em alguns municípios dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. No entanto, a dose fracionada não está indicada para todos os indivíduos com recomendação de vacinação. Crianças de nove meses a até 2 anos, pessoas em situações de saúde especiais que comprometam a resposta do sistema de defesa, gestantes (quando orientada por profissional de saúde) e viajantes internacionais deverão receber a dose padrão.

Como me prevenir contra a picada de mosquitos transmissores dessas doenças?Existem grandes diferenças no ciclo de vida e comportamento dos mosquitos que transmitem atualmente a febre a amarela e as demais doenças (Zika, Dengue e Chikungunya). No caso da febre amarela, os mosquitos responsáveis pelos casos atuais, concentram seus hábitos em áreas de muita vegetação. Já o Aedes, principal transmissor de Dengue e, Zika e Chikungunya, tem hábitos mais urbanos.

As recomendações abaixo incluem medidas de prevenção a picadas tanto do Aedes, quanto para as espécies de mosquito transmissoras da febre amarela.

Evite o acúmulo de água
O mosquito coloca seus ovos em água limpa, mas não necessariamente potável. Por isso é importante jogar fora pneus velhos, virar garrafas com a boca para baixo e, caso o quintal seja propenso à formação de poças, realizar a drenagem do terreno. Também é necessário lavar a vasilha de água do bicho de estimação regularmente e manter fechadas tampas de caixas d’água e cisternas. 

Coloque areia nos vasos de plantas
O uso de pratos nos vasos de plantas pode gerar acúmulo de água. Há três alternativas: eliminar esse prato, lavá-lo regularmente ou colocar areia. A areia conserva a umidade e ao mesmo tempo evita que o prato se torne um criadouro de mosquitos.

Limpe as calhas
Grandes reservatórios, como caixas d’água, são os criadouros mais produtivos de Aedes, mas as larvas do mosquito podem ser encontradas em pequenas quantidades de água também. Para evitar até essas pequenas poças, calhas e canos devem ser checados todos os meses, pois um leve entupimento pode criar reservatórios ideais para o desenvolvimento de mosquitos.

Coloque tela nas janelas
Colocar telas em portas e janelas pode ajudar a proteger sua família contra os mosquitos. O problema é quando o criadouro está localizado dentro da residência. Nesse caso, a estratégia não será bem-sucedida. Por isso, não se esqueça de que a eliminação dos focos da doença é a maneira mais eficaz de proteção.

Cuidados com lagos caseiros e aquários
Peixes são grandes predadores de formas aquáticas de mosquitos e, portanto, lagos e aquários representem um risco menor para proliferação do mosquito. O cuidado maior deve ser dado às piscinas que não são limpas com frequência.

Seja consciente com seu lixo
Não despeje lixo em valas, valetas, margens de córregos e riachos. Assim você garante que eles ficarão desobstruídos, evitando acúmulo e até mesmo enchentes. Em casa, deixe as latas de lixo sempre bem tampadas.

Uso de repelentes
Repelentes são uma importante estratégia de proteção a picada de mosquitos. Recomenda-se, o uso de produtos industrializados, certificados pela ANVISA. Repelentes caseiros, como andiroba, cravo-da-índia, citronela e óleo de soja não possuem forte comprovação científica de sua eficácia e não devem ser utilizados em substituição aos produtos aprovados pelas agências reguladoras para essa finalidade. Os produtos atualmente comercializados e autorizados como repelentes no Brasil podem ser utilizados na gestação e amamentação com segurança. O uso desses repelentes em crianças deve respeitar as restrições da embalagem e discutidas com o pediatra. A frequência e o modo de usar variam de um produto para o outro e também devem ser seguidas de acordo com a embalagem

Protetores solares podem reduzir a atividade dos repelentes. Quando usados ao conjuntamente, aplicar o protetor antes da aplicação do repelente.

Use de roupas protetoras
O uso de roupas que cobrem braços e pernas reduz a área de exposição corporal a picadas de insetos e configura uma boa estratégia de prevenção de doenças transmitidas por esses agentes. Alguns produtos do mercado, contém substâncias repelentes que aumentam a eficácia dessa estratégia.

Pessoas não vacinadas para febre amarela devem evitar as áreas de risco.
Pessoas que não podem receber a vacina ou que receberam a dose a menos de 10 dias devem ter especial atenção em evitar áreas de sabida circulação da doença.

Uso de Mosquiteiros
Em especial crianças menores de 6 meses e que, portanto, não podem receber a vacina da febre amarela, essa medida pode particularmente eficaz para aqueles que se encontram em áreas de risco. O uso de mosquiteiros também auxilia na prevenção de picadas do mosquito transmissor da dengue, Zika e Chikungunya, para as quais não há vacina indicada nessa idade.

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Como o Bebê está com 7 Semanas de Gestação?

Em que fase de desenvolvimento se encontra o bebê com sete semanas de gravidez? Perguntamos ao Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, médico corresponsável pelo setor de Medicina Fetal da Pro Matre Paulista.

“Durante a sétima semana de gestação, o embrião estará com aproximadamente 42-49 dias de vida”, conta o especialista.

“Neste momento não conseguimos observar muita coisa à ultrassonografia”, avisa, “porém sabemos que muita coisa ainda está se formando”.

Dr. Guilherme explica: “O sistema nervoso já se fechou completamente, o coração está formado e a cabeça já dá para ser avaliada quanto à formação de áreas chaves, como os ventrículos cerebrais, dando já para ver o cerebelo em desenvolvimento”.

Isso é possível graças a exames. “A ultrassonografia realizada pela via transvaginal auxiliada pela imagem 3D, torna possível esta identificação, e assim melhorar a avaliação entre a sétima e oitava semana de gravidez”, diz o médico.

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Jovem descobre estar grávida 4 horas antes do parto

A imprensa mundial noticiou há pouco tempo o caso de uma garota britânica de 19 anos que descobriu estar grávida apenas 4 horas antes de dar à luz. Ela não ganhou barriga de gestante porque estava se submetendo a uma rigorosa dieta, emagrecendo 25 quilos em poucos meses.

É possível perceber que está grávida no último mês da gestação? “Sim”, afirma o Dr. Alberto D’Auria, obstetra da Pro Matre Paulista. “Mulheres obesas, que acabam tendo ciclos menstruais irregulares e muitas vezes ficam meses sem menstruar, podem engravidar e não perceberem que estão grávidas”.

“Frequentemente isso acontece”, diz Dr. D’Auria; “O abdômen volumoso reduz a sensibilidade e portanto tudo se passa sem ela perceber”.

O que também pode ocorrer é uma condição psicológica. “Existem situações onde há uma negação da gravidez, uma vontade de esconder a gestação, e um processo psíquico toma conta desse momento, levando a um transtorno em que a mulher ignora a gestação”, conta o médico.

E quais os riscos que o bebê corre em situações como estas? “Ao não fazerem pré-natal, se desenvolvem diabetes gestacional colocam o feto e a saúde delas em risco. Também não investigam a formação dos fetos e não possuem informações sobre o binômio materno fetal. E ao chegarem ao hospital, se expõem a todos os riscos de um atendimento sem informações”, alerta o obstetra.

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Vídeo mostra bebê “escorregando” no ultrassom. É comum?

O vídeo acima viralizou por mostrar um bebê “escorregando” dentro da barriga da mãe. Parece incomum, mas será mesmo? Buscamos respostas com o Dr. Guilherme Loureiro Fernandes, obstetra da Pro Matre Paulista.

Ele explica que o ato não é raro. “Neste tempo de gestação, final do primeiro trimestre, em torno de 11-14 semanas, o movimento típico do feto é baseado nesta forma de pêndulo principalmente, e outras na forma de cambalhota”.

Dr. Guilherme conta que a “escorregada” se deve ao momento da formação do feto. “Isto se deve à fase da gravidez em que se encontra o desenvolvimento neural e muscular, permitindo estes movimentos de deslize”.

“Nesta fase da gestação se realiza o ultrassom morfológico fetal de primeiro trimestre, onde se avalia, além da forma do bebê, o risco para doenças cromossômicas e cardiopatias congênitas, principalmente, além da anatomia e a movimentação adequada para a fase, e estes movimentos são o esperado”, esclarece o médico.

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