Brincadeiras com o bebê: mitos e verdades

Quando nasce o bebê, alguns pais sentem certa dificuldade em brincar com seus filhos. Geralmente, os homens gostam de atividades mais radicais, como jogar a criança para o alto ou balançá-la pelos braços. Embora as crianças adorem essas brincadeiras, elas podem se machucar seriamente. Desmistificamos algumas atividades:

Se o pai não deixar o bebê cair no chão, é possível jogá-lo para cima

Isso não é verdade. A criança também pode se machucar bastante com o tranco da brincadeira. O pescoço do bebê é muito frágil. Ele pode sofrer fraturas, danos irreversíveis à coluna cervical e até hemorragia intracraniana nesse movimento.

Cócegas não fazem bem ao bebê

Essa pode ser uma ótima maneira de fazer seu filho gargalhar. Não exagere! Faça cócegas pausadamente, deixando o bebê respirar tranquilamente e tomando todo cuidado para que ele não engasgue. Outra opção de brincadeira é deitá-lo em cima da sua barriga e balançar suavemente no chão.

Crianças podem ser levadas de cavalinho

Isso é verdade apenas para as crianças mais velhas, entre 2 e 3 anos. Não leve seu filho sobre os seus ombros e tome cuidado com quedas. Prefira carregá-lo sobre superfícies macias, como gramados, carpetes ou colchões.

Balançar pelo braço é perigoso

As articulações das crianças estão em desenvolvimento. Por isso, ombros e cotovelos podem ser deslocados facilmente nessa brincadeira. Não rode ou balance seu filho segurando-o pelos braços ou pelas mãos.

Bebês adoram a brincadeira do sumiu/achou

É verdade. Jean Piaget, estudioso do desenvolvimento humano, dizia que os bebês, até os dois anos de vida, estão em um estágio denominado sensório-motor. Neste período, eles desenvolvem a coordenação da percepção sensorial e aprendem a controlar os reflexos motores simples. O pensamento da criança pequena também é diferente. Segundo o pesquisador, elas não desenvolveram a capacidade de perceber que um objeto continua a existir no mundo mesmo quando elas não o estão vendo. Por isso, acreditam que as pessoas escondidas nessa atividade deixaram de existir, enquanto estiveram fora do seu campo visual. É isso que torna essa brincadeira surpreendente e divertida.

Livros infantis também são brincadeiras

Bebês adoram historinhas infantis e acabam levando os livros para todos os lugares, incluindo o banho e a cama. Por isso, algumas editoras pensaram objetos que podem ser abraçados, usados como travesseiro e até molhados.  Além de entreter ao contar as historinhas, você estará incentivando o hábito da leitura no seu filho.

 

 

 

É verdade que toda gestante enjoa como a duquesa de Cambridge?

Isso é um mito. Embora os enjoos sejam comuns na gravidez, especialmente durante o primeiro trimestre, nem toda mulher apresenta sintomas intensos como a duquesa de Cambridge. Nos últimos dias, todos os jornais do mundo noticiaram a gravidez da duquesa Kate Middleton, casada com o príncipe William da Inglaterra. A jovem, que sofre de severos enjoos e vômitos constantes, ficou internada quatro dias.

Denominada de hiperêmese gravídica, essa complicação acomete de 0,5 a 2% das grávidas. Os sintomas costumam aparecer no início da gestação e diminuem, geralmente, após quatro meses. Caracterizada pela presença de vômitos intensos, que podem levar à perda de peso e desidratação da mulher, a hiperêmese gravídica deve ser tratada com antieméticos (remédios contra enjoo). Caso a medicação via oral não seja eficaz, ela passa a ser administrada de forma intravenosa. Nos casos mais severos, corticoides são usados.

Se a mamãe perder muito peso, a complicação pode ser agravada. Ela pode ter um distúrbio metabólico, por causa dos vômitos, e até sofrer uma lesão cerebral. A principal causa da complicação ainda não é conhecida. No entanto, sabe-se que a doença é mais comum em mulheres que esperam gêmeos, com hipertireoidismo, diabetes, ou aquelas que tomam muito hormônio.

Desmistificando os desejos estranhos nas grávidas

Durante a gravidez, algumas mulheres revelam aos parceiros o desejo de comer alimentos bizarros. Os futuros papais são obrigados, nos horários mais inoportunos, a correr atrás dessas comidas. As pessoas acabam criando histórias absurdas a respeito desses desejos. Por isso, é preciso desmistificá-las;

Os desejos são pura frescura

Isso não é verdade. Há explicações científicas para as vontades das grávidas. Elas podem indicar desordens alimentares denominadas picamalácia. Os especialistas ainda não sabem dizer corretamente a causa desses desejos. No entanto, especula-se que eles estejam relacionados às alterações hormonais e a fatores emocionais, culturais, socioeconômicos e ambientais. Outros componentes fisiológicos, como o alívio de sintomas digestivos, também podem estar envolvidos nesse comportamento.

As vontades devem ser saciadas imediatamente

Esse é um argumento inverossímil dado por gestantes que querem conseguir o objeto de seu desejo rapidamente. Não há qualquer comprovação científica de que a grávida ou o bebê serão prejudicados se não saciarem a sua vontade.

Deve-se comer qualquer alimento desejado

Esse é um mito bastante difundido. Ainda hoje, há quem diga que o bebê nascerá com cara do alimento desejado, se ele não for ingerido. Algumas mulheres revelam vontade de comer coisas que não são alimentos. A pagofagia (ingestão de gelo), geofagia (ingestão de terra ou barro) e as miscelâneas (combinações atípicas como melancia com margarina ou iogurte com feijão) são as vontades mais comuns na picamalácia.

Essas substâncias podem causar problemas graves à futura mamãe e ao bebê. Por isso, é fundamental controlar o que a gestante ingere. As consequências podem ser: parto prematuro, baixo peso ao nascer, irritabilidade do recém-nascido e exposição fetal à substâncias tóxicas, que aumentam o risco de morte.

Os desejos podem estar relacionados à deficiências na alimentação da mãe

Isso é verdade. É importante conversar com o médico sobre os seus desejos, pois eles podem estar associados a vários transtornos, como anemia, constipação, distensão, problemas dentários, infecções, interferência na absorção de nutrientes, hipercalemia (grande quantidade de potássio no sangue) e envenenamento por chumbo. Esse profissional é a única pessoa capaz de diagnosticar a deficiência de qualquer nutriente, por meio de exames laboratoriais, e de indicar o tratamento mais adequado.

 

 

Mitos e verdades na amamentação

Sabe-se que a amamentação é um processo importantíssimo para o bebê. Além de fortalecer os laços entre a criança e a nova mamãe, o leite materno tem um papel fundamental para o desenvolvimento do sistema imunológico do recém-nascido, protegendo-o melhor contra doenças e alergias.

Embora traga todos esses benefícios, algumas mulheres não amamentam seus filhos por medo que os seus seios fiquem flácidos ou caídos. É preciso deixar um pouco a vaidade de lado em prol da saúde do seu filho. Esclarecemos alguns mitos mais comuns:

Próteses de silicone interferem na amamentação

A colocação da prótese de silicone é feita abaixo da glândula mamária. Esse procedimento estético é pensado para mulheres que queiram engravidar no futuro. Por isso, não interfere na produção e saída do leite.

O silicone pode estourar com a boca da criança

Isso também é um mito. Por estar localizada na musculatura abaixo da glândula mamária, o bebê não tem contato direto com a prótese. Por isso, a amamentação não deforma o seio e nem o deixa torto, como algumas mulheres temem.

A amamentação deixa o seio flácido ou caído

Esse é um mito bastante popularizado. O que modifica o seio da mulher são fatores genéticos. Ou seja, se a sua mãe ou algum parente próximo têm seios flácidos, você terá maior probabilidade de também desenvolvê-los, independentemente do ato de amamentar.

A chance de ter seios flácidos é maior no segundo filho

Em toda gravidez, os seios crescem e a pele que os recobre é esticada para depois voltar ao normal.  Quanto mais filhos você tem, maior é o risco de que essa pele não volte a ser como era antes.

Coçar a pele na gravidez causa estria?

Isso é um mito. Com o rápido crescimento da barriga da mulher durante a gestação, a pele nessa região é esticada, provocando o que conhecemos como estria – o rompimento ou a rotura da derme, a camada mais profunda da pele.  Há uma tendência hereditária de isso acontecer. Geralmente, antes de a estria aparecer, a gestante pode sentir uma sensação de coceira. Por isso, é comum pensar que o coçar a pele provocou esse estiramento.

Uma solução para evitá-las é a hidratação, pois esse procedimento dá mais maleabilidade às estruturas da pele, deixando-as menos suscetíveis ao rompimento. Alguns cremes também ajudam da mesma forma.

É comum aparecer coceira durante a gestação. No entanto, quando o corpo coça excessivamente é preciso ficar atento a problemas mais graves. O uso de qualquer creme ou produto de beleza para minimizar essa aflição deve ser aprovado pelo seu obstetra.

Gestantes podem pintar o cabelo?

Ao engravidar, as mulheres devem tomar uma série de cuidados com os produtos de beleza que costumavam usar antes da gestação. É comum surgirem muitas dúvidas quanto aos componentes químicos que podem causar problemas ao bebê.

Grávidas podem pintar o cabelo. No entanto, somente devem fazê-lo a partir da 12ª semana, quando as chances de malformações no bebê diminuem. Algumas substâncias presentes nas tinturas e nos tonalizantes são absorvidas pelo organismo e podem causar essas complicações.

Recomenda-se que as futuras mamães utilizem apenas as tinturas hennas, que não contêm iodo e amônia na composição. O contato com a raiz do cabelo deve ser evitado.  Por isso, a gestante não deve aplicar a o produto sozinha. Luzes feitas com a técnica da touca e com água oxigenada são liberadas.

Antes de aplicar qualquer produto, procure seu médico para maiores orientações.

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Histórias contadas na gravidez

Ao engravidar pela primeira vez, é natural que a mulher tenha muitas dúvidas sobre a gestação, o parto e os cuidados com o recém-nascido. Nesses momentos, surgem alguns parentes e amigos bem intencionados, querendo dar conselhos e esclarecimentos, que nem sempre são úteis. Por isso, é preciso se informar e saber reconhecer todos os mitos que as pessoas reproduzem. Ajudamos a esclarecer duas dessas histórias mal contadas:

O sexo pode prejudicar o bebê

As práticas sexuais do casal somente devem ser interrompidas se o médico encontrar, durante o pré-natal, alguma complicação que impeça essa relação – como pressão arterial alta e deslocamento da placenta. Essa membrana envolve o bebê e impede que ele se machuque.

As relações sexuais podem até ser benéficas. Elas aumentam o fluxo sanguíneo na área da bacia da mulher e a oxigenação do feto. Além disso, o orgasmo produz endorfinas, que trazem a ele uma sensação de bem-estar.

A azia na gravidez é sinal de que o bebê será cabeludo

Esse é mais um dos absurdos contados pelas pessoas. A azia é causada porque o útero pressiona o estômago, o que provoca o refluxo do ácido gástrico no esôfago da mãe. Apenas a genética é capaz de definir se o bebê será cabeludo ou não.