Posso reduzir minhas chances de contrair infecções: mito ou verdade?

A higiene frequente das mãos é uma das principais medidas de segurança contra infecções

Verdade. Infecções são sempre um problema, e isso é ainda pior quando falamos de grávidas e de bebês. Mas existem medidas simples que podem ajudar a evitar o contato com microrganismos que podem causar doenças. Esses cuidados devem ser permanentes, segundo Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista, mas se tornam ainda mais importante nesta época mais fria do ano, quando as infecções do trato respiratório costumam ser mais frequentes.

Acompanhe:

1)    Higiene das mãos: é a medida mais eficaz no controle da infecção hospitalar e deve ser incorporada por todos, em casa, no trabalho ou mesmo na rua. O ideal é usar álcool gel sempre que chegar da rua, antes de se alimentar, depois de usar o banheiro. Lavar as mãos com água e sabão já é suficiente.

2)    Álcool gel: tenha sempre um pequeno frasco na sua bolsa. Nem sempre você pode encontrar uma pia para lavar as mãos, por exemplo, se for fazer uma refeição na rua. Nessas circunstâncias, ter o álcool gel resolve a questão.

3)    Mãos limpas, bebê saudável: se você tem bebê, lave suas mãos sempre antes de iniciar os cuidados com ele. Nunca se esqueça de lavar suas mãos depois de trocar a fralda.

4)    Circulação restrita: pessoas que já estão infectadas devem evitar circular em ambientes de grande aglomeração, para não espalhar vírus e bactérias. Se precisar sair, use máscara.

5)    Etiqueta da tosse: se tossir ou espirrar perto de outras pessoas, não coloque suas mãos na frente do nariz ou da boca. Use o antebraço: isso evita que as partículas se espalhem, sem que você utilize sua mão para isso, já que depois vai manipular objetos e pode espalhar os germes dessa forma.

Crianças que comiam bem podem começar a rejeitar certos alimentos: mito ou verdade?

O bebê pode passar a rejeitar alimentos que comia bem: calma, pode ser só uma fase

Verdade. De uma hora para outra, algumas crianças passam a rejeitar alimentos que comiam com prazer e naturalidade. Por que isso acontece? “Trata-se de uma fase seletiva da criança e é importante que a mãe aceite este momento, que é difícil”, reconhece o pediatra Dr. José Claudionor Souza, da Pro Matre Paulista. As maiores vítimas da nova alimentação seletiva dos pequenos costumam ser as verduras e os legumes.

Mesmo sendo natural, não há mãe que se conforme em deixar a criança sem comer e isso nem pode ser visto como uma opção. O ideal, segundo o médico, é continuar apresentando os alimentos, mesmo que recuse, para ela ter mais opções em escolher. “É importante também que os pais comam de tudo, pois se as crianças observam que os pais não comem determinado tipo de alimento, elas também não comerão, por simples imitação.”

Pela experiência do médico, pais que aceitam o que a criança come, no geral, estimulam o filho a comer melhor. “Enaltecer que a criança come bem, não importando o quanto come, é melhor que comentar que a criança come mal.”

“Infelizmente, as famílias acham que a criança tem de comer o quanto o adulto acha que é importante e não o que é importante de fato para seu crescimento. É comum a criança comer o quanto a família acha que é pouco e continuar  crescendo no mesmo padrão que crescia antes. É necessário saber que com o crescimento , o número de refeições diminui , a necessidade calórica é menor e a criança mantém o mesmo padrão de crescimento”, conclui. Portanto, mamães e papais, contenham a ansiedade.