Prematuros fazem fisioterapia: mito ou verdade?

Verdade. Muitos conhecem o papel do profissional fisioterapeuta na reabilitação de movimentos motores em crianças e adultos, mas são poucos os que sabem de sua importância para os prematuros internados em UTIs Neonatais.

Com o avanço contínuo da medicina obstétrica e neonatal, a taxa de sobrevida dos bebês prematuros – nascidos com menos de 37 semanas – e prematuros extremos – com menos de 28 semanas – tem crescido consideravelmente. A perfeita interação entre recém-nascido, equipe multidisciplinar especializada, ambiente para o tratamento, equipamentos, rotinas e protocolos é a grande responsável por essa evolução.

Os prematuros têm necessidades especiais e seus órgãos ainda são muito imaturos. O pulmão, por exemplo, pode ainda não estar completamente formado e, também por isso, a presença do fisioterapeuta no tratamento desses recém-nascidos se tornou necessária. O fisioterapeuta pode atuar especialmente quando há alguma doença respiratória, como uma Membrana Hialina (DMH), Displasia Broncopulmonar (DBP), Síndrome da Aspiração do Mecônio (SAM) Atelectasia, Pneumonia, entre outras.

São estes profissionais que, além de preparar a musculatura do bebê por meio de alongamentos para seu futuro desenvolvimento motor, também auxiliam na respiração do prematuro. “Nós somos responsáveis por manusear toda essa tecnologia avançada do suporte respiratório e de manuseio do bebê, ajudando-o a deslocar o ar ou expelir alguma secreção que o esteja incomodando”, explica Liss Labate, fisioterapeuta há 15 anos da UTI Neonatal da Maternidade Pro Matre Paulista.

De acordo com o Ministério da Saúde, toda UTI Neonatal precisa de assistência fisioterápica 24 horas. “Aqui na Pro Matre, por exemplo, somos uma equipe de 15 fisioterapeutas especializados em prematuros que se revezam em duplas para atendê-los 24 horas, isso reduz o tempo de internação hospitalar, a partir da evolução clínica do bebê”, comenta Liss. Desde fevereiro de 2010, a especialização em neonatologia tornou-se também uma obrigatoriedade para os fisioterapeutas que atuam em maternidades, conforme publicação no diário oficial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA.

Outro setor dentro das maternidades que necessita de fisioterapeutas é a UTI Adulto. Nela, também são trabalhadas as funções motoras e respiratórias, porém os exercícios de fisioterapia são aplicados em prol do bem-estar da gestante. “Nosso trabalho é parte importante em uma maternidade como um todo. Contribuímos para uma melhor reabilitação tanto dos recém-nascidos quanto das gestantes”, finaliza a fisioterapeuta.

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