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Baby Blues e Depressão Pós-Parto: Conheça as diferenças

Você sabe o que é Baby Blues? E Depressão Pós-Parto? Apesar de gerar confusão às vezes, tratam-se de duas condições diferentes.

O Baby Blues é uma melancolia pós-parto que surge e some sem maiores complicações, no primeiro mês depois do nascimento durando entre duas semanas e 30 dias, conforme explica a psicóloga da Pro Matre Paulista, Mariana Bonsaver: “além das alterações hormonais, ele também está relacionado com questões emocionais como, por exemplo, se a gestação foi muito idealizada, se a mãe está com medo de dar conta da situação, se o bebê chora bastante.”

Já a Depressão Pós-Parto difere-se do Baby Blues pela intensidade dos sintomas, não pelo tempo de duração. Dificuldade para dormir e comer, choro muito frequente, falta de interesse no bebê e em atividades que a mulher tinha prazer em fazer. Como conta a especialista, o impacto é forte ao ponto de criar uma confusão de sentimentos. “Ao mesmo tempo em que ela está feliz, que tem um vínculo com o bebê, sente ansiedade, tristeza e vontade de chorar sem motivo.”

Alguns fatores podem aumentar as chances da mulher enfrentar essas condições: se ela já enfrentou transtornos psiquiátricos ao longo da vida ou algum problema emocional durante a gravidez, é importante que isso seja comunicado ao obstetra para buscar acompanhamento adequado antes do parto. “O que temos que ficar de olho é se a mãe teve alguma dificuldade mais acentuada durante a gestação, como a falta do apoio da família em alguns momentos complicados,” exemplifica a psicóloga.

Dicas importantes para lidar com a situação

“No baby blues, geralmente orientamos os pais a buscarem um psiquiatra para que tenha uma avaliação inicial, mas não necessariamente a mulher precisará desse acompanhamento”, diz Mariana.

Cada caso é um caso e deve ser avaliado especificamente por um especialista. Em caso de depressão, remédios que passam menos substâncias para o leite materno podem ser prescritos.

E o apoio é fundamental. Toda gestante precisa contar com uma rede de pessoas que a entendam e a situação pela qual passa. “É importante não julgar. Não falar coisas do tipo: ‘isto é besteira’, ‘por que você está assim? Você tem que estar feliz’ porque é algo que a mulher não controla. Evitar também cobranças, julgamentos, comparações com outras pessoas e situações”, reforça a especialista.

Por fim, tenha paciência com você. Cobranças internas não ajudam. “A mãe tem uma tendência a se julgar: ‘por que eu estou assim? acabei de ter um bebê, tenho que amamentar e ser uma ótima mãe’. Eu acho importante elas não exigirem tanto até mesmo porque ninguém fala a respeito desses sentimentos negativos que podem aparecer com a maternidade. Elas têm que dar tempo para elas mesmas para que possam se organizar, se conhecer nesse novo papel e, até mesmo se têm outros filhos, acertar a rotina em casa”, orienta Mariana.

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