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Anestesia no Parto: Respostas para Dúvidas Comuns

O momento mais aguardado, o do nascimento do bebê, também deixa a mulher ansiosa por causa das dores. Para confortá-las nesse momento, existem alguns tipos de anestesia que diminuem a sensibilidade e a mobilidade dolorosa.

Algumas dúvidas sobre o assunto são comuns entre as futuras mamães, por isso, o site Bebê.com entrevistou o Dr. Alberto Vasconcellos, anestesiologista da Pro Matre Paulista.

Ele explica, por exemplo, que existe diferença entre a anestesia para a cesárea e a analgesia aplicada para o parto normal. “Quando fazemos anestesia para cesárea, precisamos do alívio total da dor e do relaxamento da musculatura da região abdominal para facilitar o acesso do obstetra. Agora, quando fazemos uma analgesia, a paciente vai continuar sentindo as contrações uterinas, mas sem ter dor – o que pode, inclusive, facilitar a condução do trabalho de parto.”

O especialista esclareceu também que não existe dilatação mínima para aplicação da analgesia. “O fator predominante é a mãe: ela que determina se está com dor ou não”. A indicação do obstetra também é importante, se ele achar que a analgesia pode facilitar o relaxamento da pelve.

E o bebê? Sente os efeitos da anestesia ou analgesia? Não, afirma Dr. Alberto. “Quando fazemos a anestesia peridural ou combinada – raqui e peridural – o anestésico é injetado na mãe. Se passar um pouco (para a criança) não tem nenhum efeito importante. Na anestesia geral já é diferente, mas geralmente as crianças nascem bem.”

Para partos normais, a analgesia mais comum é a associação da raqui com a peridural, conta o anestesiologista. “Na cesárea nós fazemos mais raqui, que tem um efeito mais rápido e tecnicamente é mais fácil,” explica. Raqui e peridural são aplicadas na região dorsal, entre as vértebras.

A analgesia não bloqueia a vontade de fazer força, o que dificultaria o trabalho de parto, conta Alberto. “A grávida vai sentir o útero contrair, mas sem ter dor e esse é o objetivo.”

E reações adversas? “Cerca de 70 a 80% das medicações que utilizamos no parto dão coceira no abdômen, braços, mamas e rosto,” diz o especialista, que tranquiliza: “se estiver causando muito incômodo, conseguimos reverter a situação”. Tremores podem ocorrer, mas por fatores como ansiedade, stress e a temperatura da sala. Náuseas, por outro lado, são menos comuns, pois existe o cuidado de pedir que a paciente fique em jejum.

Após o parto, quanto tempo demora para passar o efeito da anestesia? “Para a cesárea acaba durando cerca de duas horas e meia, três horas. A analgesia para parto normal também dura mais ou menos esse tempo,” afirma o anestesiologista.

A anestesia geral, com anestésico injetado na corrente sanguínea, faz com que a mulher perca a consciência, sendo entubada e a medicação passa para o bebê pela placenta. Nesse caso, a cesárea deve ser feita com rapidez. Ela só é feita “quando a paciente tem uma patologia importante, como problemas cardíacos ou de coagulação”, recomenda Alberto que lembra, “temos que estudar cada caso separadamente e conversar com o médico que a acompanha.”

Para saber mais informações sobre o tema, clique aqui e leia a reportagem completa do Bebê.com.br.

2 ideias sobre “Anestesia no Parto: Respostas para Dúvidas Comuns

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