Gestantes devem estar alertas para a relação de microcefalia e infecções: mito ou verdade?

Dra. Rosana Richtmann: é preciso ficar atenta para sintomas de doenças infecciosas durante a gravidez

Verdade. Os recentes casos de bebês nascidos com cérebros menores que o normal, primeiro no estado de Pernambuco e depois com várias ocorrências pelo Brasil, acenderam a preocupação de gestantes de todo o País. O sistema de saúde do estado, o Ministério da Saúde e outras instâncias de pesquisa e investigação estão investigando esse número anormal, de forma bastante estruturada, para estabelecer a causa ou possíveis causas e medidas de combate ao problema.

Uma das possibilidades para estas ocorrências são infecções, geralmente no início da gestação. Processos infecciosos como os de dengue, chikungunya e zika podem estar associados ao nascimento de bebês com microcefalia. “Ainda que seja comprovada uma relação entre os casos e algum surto infeccioso desse tipo, não há medidas paliativas, pois essas doenças são viroses e, portanto, não se combatem com antibióticos”, explica Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Grupo Santa Joana.

Segundo ela, a forma de proteger gestantes contra essas viroses é a mesma utilizada pela população em geral: combater os vetores, ou seja, os insetos que transmitem os vírus. A orientação de evitar acúmulo de água parada é a principal delas. “No caso das gestantes, é fundamental não subvalorizar quadros infecciosos, com febre, cansaço, mal-estar e, eventualmente, erupções na pele”, acrescenta. “Qualquer alteração desse tipo deve ser relatada ao médico que realiza o pré-natal”, conclui.

Gravidez cura endometriose: mito ou verdade?

É um mito. A endometriose – crescimento de endométrio fora do útero – é uma das principais causas da infertilidade. É comum ouvir que a gravidez é uma possibilidade de cura para a doença.

“A endometriose é hormônio dependente. Então, na hora em que a paciente engravida, bloqueia o que ‘alimenta’ a endometriose, e ela fica atenuada. Não é que se trata a doença engravidando, mas suspende o crescimento dela. Antigamente, as mulheres engravidavam mais vezes, por isso, podiam ficar alguns anos livres da doença”, esclarece Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Com o tratamento adequado, a maioria das mulheres consegue engravidar. Visite regularmente um ginecologista.

Amamentação funciona como método anticoncepcional: mito ou verdade?

É um mito. Muitas pessoas acreditam que não são capazes de engravidar enquanto estão amamentando. Deixar de usar métodos contraceptivos nessa fase não é uma boa ideia.

Durante a lactação, o organismo da mulher produz um hormônio chamado prolactina, que impede a ovulação. No entanto, isso nem sempre é garantia de evitar uma nova gestação. “O anticoncepcional natural, que seria a amamentação, teria que acontecer de três em três horas, rigorosamente, de dia e de noite. Se ela pulou um horário, é como se tivesse esquecido de tomar uma pílula anticoncepcional”, explica a enfermeira Thalita Halasc.

Consulte seu médico para que ele possa receitar o método contraceptivo mais indicado em seu caso. Nem todas as pílulas podem ser tomadas, no entanto, existem outros métodos específicos  para as lactantes.

É mais fácil diagnosticar problemas de fertilidade nas mulheres: mito ou verdade?

É verdade. Quando um casal tem dificuldade de engravidar, é comum que a sociedade culpe a mulher pelo problema de fertilidade. Geralmente, é mais fácil diagnosticar problemas de fertilidade em mulheres porque elas  começam a frequentar o consultório do ginecologista desde o inícioda vida.

“Esse profissional acompanha a mulher desde a primeira menstruação, em torno dos 11 anos. O homem não tem um médico desses. Depois que ele deixa de ir ao pediatra, não costuma mais se consultar regularmente com outros médicos”, explica Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Ao procurar um médico para tentar engravidar, o parceiro deve acompanhar a sua mulher.  É bastante comum que os dois parceiros apresentem problemas de fertilidade e tenham que se tratar juntos.

É verdade que os casos de endometriose aumentaram nos últimos anos?

Não. A endometriose é uma das principais causas femininas de infertilidade.  Essa doença é caracterizada pelo crescimento do endométrio (tecido interno do útero) fora da cavidade uterina. Embora seja considerada uma patologia moderna, a sua incidência não aumentou nos últimos anos.

“Não é que a endometriose cresceu, ela sempre esteve aí. O problema é que começamos a diagnosticá-la mais. Essa doença se desenvolve desde a adolescência, com o início dos ciclos menstruais. Antes, a mulher aguentava mais a dor e sofria calada”, explica Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana.

Para evitar complicações mais graves, é preciso tratar dessa complicação e o mais cedo possível. Visite regularmente um ginecologista. Endometriose não é sinônimo de infertilidade.

É possível se preparar para a gestação: mito ou verdade?

É verdade. A primeira gestação é motivo de muitas dúvidas para o casal. Esse período exige tanta informação que os pais de primeira viagem geralmente não sabem por onde começar a entender esse processo. Na série “Primeira Viagem”, Dr. Marco Capel, obstetra da Pro Matre Paulista, esclarece as principais dúvidas das mamães.

O planejamento é fundamental para que a gestação ocorra sem complicações. “É indicado fazer exames preliminares, como hemograma, Papanicolau e checar as vacinas”, explica o obstetra, em consultoria para o Portal Terra. Procure seu ginecologista para que ele possa pedir esses exames e dar outras orientações. É importante também ir procurando um bom obstetra para fazer o seu futuro acompanhamento pré-natal.

Outra dica essencial é consumir alimentos ricos em ácido fólico por, pelo menos, um mês antes de engravidar. Essa substância do complexo B reduz o risco de más formações no tubo neural do bebê. A futura mamãe deve ingerir esse nutriente até a sexta semana de gestação para evitar complicações. Em alguns casos os médicos recomendam até a suplementação alimentar.

Leia a matéria original, aqui.
Fonte: Portal Terra

É verdade que os homens não têm problema de fertilidade?

Não. Durante muitos anos os médicos acreditaram que os problemas de fertilidade estavam exclusivamente relacionados às mulheres. Graças a uma mudança na forma de pensar da sociedade e aos avanços da ciência, sabemos que isso não é verdade.

As causas da infertilidade podem ser masculinas, femininas, ou ainda, uma soma de problemas desses dois lados. “Existem vários trabalhos que dizem que as causas masculinas estão apenas um pouco abaixo das femininas em termos de ocorrência, ou em igual posição. Grosso modo, eu diria que está 40% para o homem, 40% para a mulher e 20% para o casal”, explica Dr. Vamberto Maia, ginecologista e especialista em Reprodução Humana do Grupo Santa Joana.

Segundo o especialista, do ponto de vista feminino, as causas que mais se destacam são a má ovulação, a endometriose e os problemas de trajeto de útero e de trompa.  Para o homem, as causas mais comuns são as alterações no sêmen, como a baixa contagem de espermatozoides e a incapacidade de fecundar o óvulo.

Se você não consegue engravidar há mais de seis meses, procure, com o seu parceiro, a ajuda de um especialista. Não se desespere! Muitos problemas de fertilidade podem ser corrigidos.

É verdade que a mulher ovula menos depois dos 35 anos?

Sim. A partir dos 35 anos, a taxa de ovulação da mulher e a qualidade dos óvulos produzidos por ela começam a decair. Uma gestação depois dessa idade torna-se cada vez mais arriscada. No entanto, com os avanços na medicina, as mulheres conseguem ter bebê cada vez mais tarde, contornando as complicações típicas de uma gravidez tardia.

“A taxa de ovulação da mulher, mesmo que ela ainda menstrue todo mês, vai decrescendo levemente por ano, de 35 a 40 anos. A partir desta idade, a diminuição dessa taxa aumenta muito, tal como os riscos de malformações e síndromes cromossômicas”, explica Dr. Luiz Fernando Leite, obstetra da Pro Matre Paulista. Isso acontece porque o ovário passa a liberar mais óvulos de maneira irregular.

As gestações tardias devem ter um acompanhamento pré-natal ainda mais próximo. Procure um bom médico e uma instituição capacitada para lidar com todas as possíveis complicações dessa gestação, como a Pro Matre Paulista.

 

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É verdade que existe tratamento para a incompatibilidade sanguínea?

Sim. Na série “Tipo Sanguíneo”, vimos que o encontro do sangue da mamãe com fator Rh- com o sangue do bebê com fator Rh + pode causar uma complicação conhecida como incompatibilidade sanguínea. Dr. Rodrigo Buzzini, obstetra da Pro Matre Paulista, explica como é possível tratar esse problema.

O tratamento mais comum da incompatibilidade sanguínea é a vacina anti-D. Esse medicamento impede que os anticorpos da mãe ataquem o sangue do bebê. Geralmente, a vacina só funciona se for aplicada na 28ª semana da primeira gravidez.

Se a mulher não foi vacinada nessa ocasião e teve um segundo filho com fator Rh +, provavelmente, precisará fazer uma transfusão de sangue intrauterina. Nos casos mais graves, todo o sangue do bebê deve ser substituído ao nascer. Um bom acompanhamento pré-natal é fundamental para que a gestante evite essa situação.

 

 

É verdade que o diabetes gestacional pode aparecer em qualquer grávida?

Sim. O diabetes gestacional pode estar relacionado a um quadro anterior à gravidez, como o histórico familiar e obesidade. No entanto, isso não é pré-requisito para que isso aconteça. Qualquer mulher pode ter essa complicação, principalmente, em uma gestação tardia. No último post da série “Gravidez tardia”, Dr. Felipe Favorette Campanharo, clínico da Pro Matre Paulista, explica por que o diabetes gestacional é tão grave nas mulheres mais velhas.

“Muitas mulheres desenvolvem o diabetes durante a gravidez pela ação de hormônios, produzidos apenas durante a gestação, que interferem na ação da insulina”, esclarece. Depois de meses após o parto, o quadro de diabetes tende a desaparecer na maioria as mulheres.

Graças aos avanços da Obstetrícia, é possível encontrar um número cada vez maior de mulheres grávida e saudáveis com idades superiores a 35 anos. “Hoje, graças a serviços como as unidades de terapia semi-intensiva, as complicações da gravidez são monitoradas e, seus sintomas, tratados, possibilitando que a mulher mantenha a gestação pelo maior tempo possível, evitando partos prematuros e tornando viável o nascimento de seus bebês”, exemplifica Dr. Felipe.

Para que isso aconteça, é preciso que a mulher faça um rigoroso planejamento da gestação com o seu médico. A manutenção do peso, por exemplo, resguarda a mulher de uma série de riscos. Um pré-natal cuidadoso  é fundamental para ajudar as gestantes acima dos 35 anos.