Gestante não pode ser vacinada: mito ou verdade?

Mito. Uma dúvida muito comum entre grávidas diz respeito à imunização. Afinal, gestante pode tomar vacina? Ou ainda: é recomendável que a gestante seja vacinada contra alguma doença específica? O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e a falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema, de fato, desaconselha boa parte das vacinas.

No entanto, há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação.

É o caso, por exemplo, da vacinação contra a gripe, recomendada uma vez que a gestante se enquadra no grupo de risco no caso de agravamento da doença – junto com idosos e portadores de doenças crônicas. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo.

As chamadas vacinas inativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras, e podem ser utilizadas, quando necessário, nas gestantes, como por exemplo: difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. O caso da vacina contra o tétano, especificamente, deve ser avaliado segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, deverá ser indicado que o faça durante a gravidez.

As gestantes que não foram imunizadas podem contrair o tétano pela contaminação por meio de um machucado. Bactérias presentes no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc. normalmente encontram-se inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma. “Esse risco também existe durante o parto. Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano”, completa Dr. Marcio.

A melhor fase para atualizar o calendário de vacinação da mulher é o puerpério (pós-parto). Nessa fase, ela está inserida num centro de saúde, frequentando clínicas de vacinação com seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos meses seguintes.

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Dar analgésicos antes da vacina afeta a ação do imunizante: mito ou verdade?

Verdade. Um estudo publicado na revista científica inglesa The Lancet analisou 459 bebês: metade recebeu doses preventivas de paracetamol e a outra metade, não. No grupo em que o remédio foi administrado, a fabricação de anticorpos foi menos eficiente. Mas há exceções, como a vacina meningocócica B, que provoca reações frequentes e, por isso, o fabricante já previu o uso antecipado de analgésicos e antitérmicos, sem observar prejuízos.

O portal da revista Crescer entrevistou Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista, sobre este e outros temas relacionados à vacinação de bebês e crianças.

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

Prematuros podem ser vacinados: mito ou verdade?

Prematuros recebem as doses de vacina de acordo com sua idade cronológica

Verdade. Não só podem como é altamente recomendado e incorporado como rotina nas maternidades de referência. “Na Pro Matre Paulista, todos os bebês podem receber a dose única da BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da vacina contra Hepatite B antes de deixarem o hospital”, diz Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição.

Esta medida vale inclusive para os bebês prematuros. Bebês nascidos antes do tempo, que necessitem de internação na UTI Neonatal por longos períodos, também podem ser vacinados ainda na maternidade, seguindo o calendário normal, obedecendo suas idades cronológicas.

Depois da alta, é fundamental que os pais observem e cumpram a tabela (ou calendário) de vacinação, definida pelos critérios da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunização. As vacinas indicadas para cada idade estão disponíveis tanto na rede pública quanto em clínicas particulares. 

Gestante não pode tomar vacina: mito ou verdade?

Mito. Basta a mulher anunciar que está grávida para se deparar com enxurradas de conselhos vindos de familiares e amigos: “grávida não pode comer de tudo”, “cuidado com os remédios e vacinas que você toma”, entre outras frases-padrão que toda grávida já ouviu um dia. Antes de seguir qualquer conselho, é importante consultar um médico obstetra para comprová-los ou não.

A questão da vacinação, por exemplo, é bastante delicada. De acordo com Dr. Renato Kfouri, pediatra e neonatologista da Pro Matre Paulista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), existem poucos estudos que aferem a segurança da vacinação em grávidas por questões éticas: os médicos não querem submeter as gestantes a testes e colocar o feto em perigo, porém os estudos que já existem nos permitem prevenir certos casos.

Indicações e contraindicações

As vacinas chamadas “inativas”, ou seja, as que não têm nenhum agente vivo na composição, podem ser aplicadas nas gestantes quando necessário, como, por exemplo, vacinas de difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. Já as que carregam vírus ou bactérias vivas (as ativas), de início são contraindicadas: varicela, sarampo, rubéola, caxumba, febre amarela, influenza nasal e outras que podem atrapalhar a formação fetal. Essas vacinas só podem ser aplicadas caso exista um risco muito grande e essa seja a última opção de prevenção.

A época ideal de vacinação para uma gestante é entre a 26ª e a 37ª semanas de gravidez, período em que o bebê recebe adequadamente os anticorpos da mãe, por meio da placenta e, mais tarde, pelo leite. É indicado não tomar vacinas no primeiro trimestre de gestação devido ao risco de aborto espontâneo ou má formação nesse período inicial. É importante lembrar que as vacinas recomendadas estão disponíveis gratuitamente em qualquer posto do SUS.

Reportagem publicada originalmente no jornal Metro.

Recém-nascidos devem ser vacinados na maternidade: mito ou verdade?

Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista

Verdade. Como explica a infectologista da Pro Matre Paulista, Dra. Rosana Richtmann, o bebê nasce sem proteção específica para diversas doenças. Logo nas primeiras horas de vida, o bebê deve ser vacinado contra a hepatite B. Ainda na maternidade, o recém-nascido também deve ser imunizado contra a tuberculose, recebendo a BCG.

Acompanhe aqui o vídeo da especialista sobre o tema.

No canal da Pro Matre Paulista, no Youtube, você encontra essas e outras informações e orientações sobre gestação e cuidados com o bebê.

Adulto não precisa tomar vacina: mito ou verdade?

Mito. Passada a adolescência, muitos brasileiros creem que a velha carteira de vacinação não é mais necessária, e que todas as doses de imunização administradas na juventude serão suficientes para o resto da vida. No entanto, existe um calendário de vacinas específico para adultos e, qualquer que seja sua idade, sempre será importante manter a caderneta em dia.

Além da vacina contra gripe, que deve ser administrada anualmente nos adultos, especialmente em idosos, existem outros tipos de imunizações às quais todos devem ficar atentos. Segundo Dra. Rosana Richtmann, infectologista da Pro Matre Paulista, em entrevista ao programa Rota Saudável da Rádio Estadão, é importante que o adulto tenha recebido a vacina Tríplice Viral alguma vez na vida, já que é aplicada em dose única. “Ela protege contra três tipos de vírus, sarampo, rubéola e caxumba, todos de transmissão respiratória. Por isso recomendamos essa em especial nesta época do ano”, afirma.

A vacina contra tétano e difteria, conhecida popularmente como “a vacina dos 15”, deve ser atualizada a cada dez anos. Porém, a doutora ressalta que uma nova versão da dose, chamada de Tripla Bacteriana Adulto, está disponível. “A tripla protege também contra a coqueluche, doença que é altamente transmissível”, adverte Rosana.

Para quem tem mais de 50 anos, uma vacina contra a pneumonia está disponível nos postos de saúde. De acordo com a imunologista, “a aplicação é feita em dose única. É extremamente indicada para quem já tem algum problema debilitante de saúde, como diabetes, asma ou problemas cardíacos”, aconselha.

Outro alerta feito pela doutora é contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano). Ao contrário do que se pensa, tanto homens quanto mulheres podem ser infectados pelo microrganismo, que causa consequências em ambos os sexos. “É um vírus extremamente ligado a tumores. Nas mulheres, o câncer do colo do útero somente pode aparecer em quem possui o HPV e, nos homens, a infecção pode causar diversos tipos de câncer na região genital”.

Aos viajantes, a imunologista aconselha que se observe a necessidade da vacina contra a febre amarela, presente em alguns lugares do interior brasileiro e diversos países do interior. “É uma doença rara, porém muito perigosa uma vez adquirida. Não custa nada realizar a imunização, que é em dose única e vale por dez anos”, argumenta.

Gestante precisa tomar ainda mais cuidado com doenças de outono: mito ou verdade?

Cuidado, futuras mamães: seu obstetra deve avaliar as medicações indicadas no caso de gripes e outras doenças típicas da estação

Verdade.  No caso da gestante, o cuidado com doenças como gripes, rinites e outros males do trato respiratório tem que ser redobrado, uma vez que a administração de medicamentos é realmente limitada.Segundo a obstetra Dra. Carla Ferreira Kikuchi, é importante uma orientação do médico que acompanha a grávida para avaliar a necessidade de medicações. “Geralmente, repouso relativo e hidratação são os procedimentos mais recomendados”, diz a médica.

Outra dúvida muito comum das gestantes diz respeito à vacina contra gripe. Ela não só é permitida como altamente recomendável, já que as gestantes fazem parte do chamado grupo de risco, que inclui idosos e crianças. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dra. Carla. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo.

No caso de asma e rinite, o acompanhamento do obstetra e do pneumologista é indispensável, principalmente para a administração de medicamentos específicos. “Além disso, medidas simples como o controle ambiental, evitando o contato com alérgenos – ácaros e odores fortes – e mudanças bruscas de temperatura podem ser medidas preventivas, garantindo uma gestação mais agradável”, explica a médica.

Prematuros não podem tomar vacina: mito ou verdade?

Prematuros também seguem o calendário de vacinação

Mito. O foco na imunização deve estar entre as preocupações dos pais desde a maternidade. Isto porque o bebê precisa estar protegido contra alguns tipos de vírus antes mesmo de receber alta. “Na Pro Matre Paulista, todos os bebês recebem a dose única da BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da vacina contra Hepatite B antes de deixarem o hospital”, diz Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição.

Esta medida vale inclusive para os bebês prematuros, desde que atinjam pelo menos 2 kg de peso no momento da alta. Bebês nascidos antes do tempo, que necessitem de internação na UTI Neonatal por longos períodos, também tão vacinados ainda na maternidade, seguindo o calendário normal, obedecendo suas idades cronológicas.

Para saber mais sobre vacinas e nosso Centro de Imunização, aproveite o final de semana para navegar pelo site da Pro Matre Paulista. Acesse!

 

Gestante pode tomar vacina: mito ou verdade?

Uma dúvida muito comum entre grávidas diz respeito à imunização. Afinal, gestante pode tomar vacina? Ou ainda: é recomendável que a gestante seja vacinada contra alguma doença específica? O ideal, segundo a maioria dos médicos, é que a mulher chegue à gestação com seu calendário de vacinação em dia. O temor gerado pelo assunto relaciona-se ao risco de anomalias fetais e abortos e a falta de numerosos estudos conclusivos sobre o tema, de fato, desaconselha boa parte das vacinas.

No entanto, há situações em que a gestante encontra-se em risco diante de algum tipo de doença infecciosa e a imunização não só protege a mulher como pode beneficiar o feto, por meio da transferência de anticorpos pela placenta e também via leite materno, já no período da amamentação.

É o caso, por exemplo, da vacinação contra a gripe, recomendada uma vez que a gestante se enquadra no grupo de risco no caso de agravamento da doença – junto com idosos e portadores de doenças crônicas. “A vacinação contra a gripe diminui a chance de complicação, inclusive de sinusite e pneumonia”, diz Dr. Marcio Pepe, obstetra da Pro Matre Paulista. A proteção do bebê também é feita de forma indireta por meio dessa vacinação, conferindo imunidade ao recém-nascido durante os seis primeiros meses de vida. A gestante pode tomar a vacina tranquilamente, sem risco de efeitos colaterais, desde que não tenha alergia a ovo.

As chamadas vacinas inativas (elaboradas com DNA do vírus morto) são seguras, e podem ser utilizadas, quando necessário, nas gestantes, como por exemplo: difteria, tétano, influenza, hepatite B e outras. O caso da vacina contra o tétano, especificamente, deve ser avaliado segundo o histórico da gestante: caso ela não tenha sido imunizada contra a doença nos cinco anos anteriores à gestação, deverá ser indicado que o faça durante a gravidez.

As gestantes que não foram imunizadas podem contrair o tétano pela contaminação por meio de um machucado. Bactérias presentes no solo, na pele, na ponta de pregos enferrujados, nas fezes de animais etc. normalmente encontram-se inativas, mas em certos ambientes, como o de ferimentos, liberam toxinas que causam a doença, considerada grave, que tem como características o enrijecimento muscular, convulsões e coma. “Esse risco também existe durante o parto. Seja no parto normal ou na cesárea, haverá sempre algum corte, pelo qual poderá entrar a bactéria causadora do tétano”, completa Dr. Marcio.

A melhor fase para atualizar o calendário de vacinação da mulher é o puerpério (pós-parto). Nessa fase, ela está inserida num centro de saúde, frequentando clínicas de vacinação com seu filho e provavelmente não deverá engravidar nos meses seguintes.

 

Vacine, não vacile

Enxoval, enfeite de porta, lembrancinhas e… vacinas. O foco na imunização deve estar entre as preocupações dos pais desde a maternidade. Isto porque o bebê precisa estar protegido contra alguns tipos de vírus antes mesmo de receber alta. “Na Pro Matre Paulista, todos os bebês podem receber a dose única da BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da vacina contra Hepatite B antes de deixarem o hospital”, diz Dra. Rosana Richtmann, infectologista e presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar da instituição.

Esta medida vale inclusive para os bebês prematuros. Bebês nascidos antes do tempo, que necessitem de internação na UTI Neonatal por longos períodos, também podem ser vacinados ainda na maternidade, seguindo o calendário normal, obedecendo suas idades cronológicas.

Depois da alta, é fundamental que os pais observem e cumpram a tabela (ou calendário) de vacinação, definida pelos critérios da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunização. As vacinas indicadas para cada idade estão disponíveis tanto na rede pública quanto em clínicas particulares.

A opção pelas instituições privadas pode se justificada pela maior abrangência das vacinas (em alguns casos, protegem contra um número maior de germes que na rede pública) e pelos riscos menores de reação (por serem produtos mais purificados). Outro benefício dos procedimentos na rede particular está na possibilidade de aplicar várias vacinas em uma única picada.

É muito importante seguir à risca o calendário de vacinação. O Brasil tem conseguido erradicar doenças como a paralisia infantil (sem registro de casos novos desde 1987). Atribui-se esse panorama às campanhas públicas de vacinação. “No entanto, só a vigilância permanente ao calendário pode assegurar esse quadro positivo”, alerta Dra. Rosana. Portanto, vacine, não vacile.