Casal grávido pode manter relações sexuais: mito ou verdade?

Verdade. Quando a gestação segue sem complicações, não existem restrições médicas para que o casal prossiga com sua intimidade nesse período. O que pode ocorrer – e quase sempre ocorre – é a alteração da libido da mulher nessa fase, causada pela intensa oscilação hormonal.

As reações são diversas. “Algumas mulheres, neste período, sentem os efeitos do aumento dos níveis hormonais provocados pela gestação, ficando mais sensíveis e até mais propensas ao sexo”, comenta Dra. Vera Delascio, obstetra da Pro Matre Paulista. Outras, no entanto, sentem um “adormecimento” natural da excitação, substituindo-a pela necessidade de afeto e atenção. Gestantes que sofrem mais com enjoos e inchaços, em geral, também ficam menos dispostas para o contato sexual.

Uma preocupação que acompanha muitos casais, especialmente os de primeira viagem: o ato sexual pode prejudicar o bebê? Se o obstetra não alertou quanto a riscos específicos, placenta baixa, por exemplo, não há contraindicação. A mucosa cervical, responsável pelo fechamento da entrada do útero, também funciona como um fator protetor, já que preserva a placenta de infecções em geral. A dica para manter o desejo durante a gestação é reinventar o sexo entre o casal, transformando este momento em um verdadeiro ato de amor e intimidade.

A higiene íntima, que deve ser feita por qualquer casal, grávido ou não, é ainda mais importante durante a gravidez. Quando não é possível ao casal tomar banho antes da relação, o ideal é lavar as mãos e fazer a higiene íntima com água e sabão neutro.

Depois do parto, em geral a mulher terá condições de retomar a vida sexual em cerca de seis semanas. A fase de amamentação, ao contrário do que algumas novas mamães pensam, não é garantia contra uma nova gravidez. “A prolactina, o hormônio responsável pela produção de leite no organismo feminino, inibe a gravidez, mas não se sabe até que ponto”, acrescenta Dra. Vera.

Cuidados com a contracepção devem ser retomados no período. Além dos métodos mecânicos (camisinha, diafragma, camisinha feminina) é possível utilizar pílulas anticoncepcionais, desde que não contenham estrógeno em sua composição. Acredita-se que esse hormônio feminino possa chegar ao bebê pelo leite, o que causaria o desequilíbrio hormonal na criança. Outras opções são pílulas de progesterona, anticoncepcionais injetáveis, subcutâneos ou DIU


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