Cirurgia precoce é fundamental para corrigir o lábio leporino: mito ou verdade?

Corrigir a fissura labial é fundamental para garantir que o bebê possa sugar corretamente

Verdade. A cirurgia do lábio é fundamental pois permite a reconstituição de toda a espessura e função do mesmo (sucção). A fissura labial, conhecida popularmente como lábio leporino, associada ou não à fissura palatina (palato fendido) pode ser causada por diversos fatores e dificilmente tem sua causa identificada. O fator hereditário corresponde a 7% dos casos. As deformidades podem ser somente do lábio, do palato ou as duas associadas, podendo ser uni ou bilateral. A deformidade do nariz está presente em todos os casos de fissura labial.

O bebê nasce com a defesa imunológica da mãe (anticorpos) e, após avaliação clínica do neonatologista, pode ser submetido à correção labial nas primeiras 48 horas de vida, sendo essencial que a cirurgia ocorra no mesmo hospital do nascimento.

Aos três meses da gravidez, o lábio e o palato estão totalmente formados. De acordo com o Dr. Sergio G. Almeida, cirurgião plástico da Pro Matre Paulista, as fissuras não são malformações, mas sim uma parada no desenvolvimento da região labial ou palatina do embrião. Dessa forma, como as estruturas já estão constituídas, é possível a reconstrução (fechamento), não havendo necessidade de trazer tecidos de outras áreas.

A incidência dessas patologias é de aproximadamente um em 900 partos. A ocorrência do lábio leporino é maior no primeiro filho e nos meninos, enquanto as fissuras palatinas isoladas são mais frequentes nas meninas.

Caso a cirurgia precoce não ocorra, o bebê poderá ser tratado aos três meses de idade, quando ele mesmo já tiver formado seus anticorpos. As condições clínicas de resistência do recém-nascido sadio são semelhantes às condições aos três meses de idade.

“Ao avaliarmos o recém-nascido, sempre oferecemos as duas opções à família, mas em nossa experiência, mais de 90% dos pais optam pelo tratamento precoce”, afirma o especialista. Essa cirurgia é praticamente indolor, não interferindo no estado geral da criança. A morbidade cirúrgica é mínima, mesmo nos casos mais graves.

 


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