Crianças podem mudar seus hábitos alimentares: mito ou verdade?

Verdade. Assim que começa a conhecer texturas e sabores, depois da fase da amamentação, o bebê encanta os olhos da família: come de tudo! Por volta dos dois anos, ele começa a escolher o que comer, dando preferência para os alimentos ou grupos de alimentos que mais lhe agradam. É muito difícil, especialmente para as mães, passar por essa fase sem se preocupar ou embarcar no clima de drama que cerca o momento.

De uma hora para outra, a criança passa a rejeitar alimentos que comia com prazer e naturalidade. Por que isso acontece? “Trata-se de uma fase seletiva da criança e é importante que a mãe aceite este momento, que é difícil”, reconhece o pediatra José Claudionor Souza, da Pro Matre Paulista. As maiores vítimas da nova alimentação seletiva dos pequenos costumam ser as verduras e os legumes.

Mesmo sendo natural, não há mãe que se conforme em deixar a criança sem comer e isso nem pode ser visto como uma opção. O ideal, segundo o médico, é continuar apresentando os alimentos, mesmo que recuse, para ela ter mais opções em escolher. “É importante também que os pais comam de tudo, pois se as crianças observam que os pais não comem determinado tipo de alimento, elas também não comerão, por simples imitação.

Claro que, em determinados momentos, bate o desespero. Diante da recusa sistemática da criança em comer, a substituição de alimentos torna-se uma alternativa recorrente, levando pais, avós e outros cuidadores a oferecer alimentos bem aceitos, como o leite na mamadeira. “É preferível que  isso não ocorra, pois a criança aceitará sempre o que quer. Viverá só de leite, que também é nutritivo, porém aumenta sua seletividade”, acrescenta o pediatra.

Não oferecer substituto e deixar a criança sem comer é uma saída? Segundo o médico, pode ser, mas até quanto tempo a mãe deve esperar? “Enquanto tiver paciência, mas geralmente a criança vence”, alerta José Claudionor. Segundo o médico, é mais fácil aceitar o que a criança come do que fazê-la comer o que o adulto acha que é necessário. “Isso gera um problema na esfera emocional onde a criança nunca contenta o adulto com o que come e, em uma espécie de birra permanente, a criança cada vez come menos”, comenta.

Pela experiência do médico, pais que aceitam o que a criança come, no geral, estimulam o filho a comer melhor. “Enaltecer que a criança come bem, não importando o quanto come, é melhor que comentar que a criança come mal.”

“Infelizmente, as famílias acham que a criança tem de comer o quanto o adulto acha que é importante e não o que é importante de fato para seu crescimento. É comum a criança comer o quanto a família acha que é pouco e continuar  crescendo no mesmo padrão que crescia antes. É necessário saber que com o crescimento , o número de refeições diminui , a necessidade calórica é menor e a criança mantém o mesmo padrão de crescimento”, conclui. Portanto, mamães e papais, contenham a ansiedade.


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